Verdades, algumas meias-verdades e outras nem tão verdadeiras assim... O que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. It's all true!!!
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segunda-feira, setembro 17, 2012
Lanceiros Negros
Nesta semana em que se comemora a "epopéia farrapa", na verdade, uma guerra que foi perdida, uma homenagem a heróis anônimos da história: os lanceiros negros, escravos que lutaram como leões na Guerra dos Farrapos e que tiveram a esperança de conquistarem a liberdade.
Com o término da guerra, os militares nas suas respectivas patentes não tinham mais o que fazer com os negros. Davi Canabarro deu ordem de desarmar os lanceiros, que foram atacados, desarmados e chacinados no chamado Massacre de Porongos, localidade próxima ao município de Pinheiro Machado (RS). Vítimas desta terrível traição, passaram a ser também Mártires do Brasil .
E agora, deixo com vocês este comovente poema de Azuir Filho.
LANCEIROS NEGROS
Um mundo todo Cristão, Negro e Índio escravizados.
Cristão que não é irmão, dos humanos expropriados.
Contra modos tranqueiros, impedindo a felicidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
O Império explorador, costume racista e escravista.
Das relações sem amor, só pelo lucro desumanista.
Mais juntam companheiros, a combater a iniqüidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Piratini transformação, Corpo da Guarda Nacional.
Em tão importante atuação, na Vitória de Seival.
Farroupilha o bom cavaleiro, elevado na probidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Do herói destemido, o Corpo de Lanceiros Negros.
Pra Piratini constituido, os combatentes sem medo.
Nossos dignos Brasileiros, lutando pela igualdade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Negros Livres e libertados, de guerra e revolução.
Tão valorosos e preparados, capazes para a decisão.
Corajosos e altaneiros, pro bem de toda Sociedade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Corpo Negro recrutado, Herval, Pelotas até o Pirai.
Bagé, e Pinheiro Machado, Pedro Osório e Piratini.
Era o povo Brasileiro, na construção da igualdade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Combatentes de Cavalaria, toda garra e disposição.
Consciência e cidadania, pra todos a emancipação.
Nos ideais verdadeiros, com Cristo em irmandade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Lutadores da Liberdade, por sí e a cada um de cor.
Com grande habilidade, o peito aberto ao destemor.
Haviam os Super Traçoeiros, contra a Africanidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Em Laguna na Expedição, Davi Canabarro chefiando.
Garibaldi e Anita na ação, lanças longas asseguarndo.
Como Anjos e companheiros, honrando a irmandade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Vanguarda do que avança, e retaguarda da retirada.
Uma tropa de esperança, verdadeiramente sagrada.
Sempre dedicado e ordeiro, na total confiabilidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Farrapos foi diferente, de toda revolta e insurreição.
Tinha o Negro e toda gente, e prometeram abolição.
Honra de Cavalheiros, diante de Deus e eternidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Decisivo papel na Vitória, contra a força Imperial.
Lanceiros estão na glória, Juntos na luta de Seival.
O Lutar mais derradeiro, o tempo todo honestidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
É Contribuição de fato, na vitória e proclamação.
O Gaúcho Negro e Mulato, construindo a abolição.
Lutadores companheiros, com alforria de finalidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
Lanceiros negros memorial, pra orgulho e reflexão.
O Povo e sua paixão divinal, atingindo a comunhão.
Maravilhosos e obreiros, são heróis da humanidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
O maior nojo e vil escarro, tem a infame maldição.
Caxias e Davi Canabarro, responsáveis da traição.
Pos Cristo nos Cruzeiros, tal Judas da venalidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
A Mente humana dá medo, sua capacidade de traição.
O que fazer com negro, num Império de escravidão.
O acordo foi lameiro, e enlameou a nacionalidade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
E Canabarro ordenou, lanceiros foram desarmados.
14 de novembro chegou, com Lanceiros Chacinados.
Deus e Jesus de olheiros, a ver a falsa Cristandade.
Os Heróis Negros Lanceiros, e o preço da liberdade.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Mazahhhhh...
Dia 20 de Setembro é o dia do carnaval dos gaúchos.
Como o pessoal daqui se manda para o litoral ou para Santa Catarina durante o tríduo de Momo, o tal do 20 de Setembro é a data aclamada para manifestar o orgulho pela terra. É dia de se fantasiar de gaúcho. É dia de vestir bombachas, amarrar um lenço no pescoço, tomar chimarrão, beber trago, arriscar uns passos de chula, vanera ou xote, falar o mais legítmo palavreado taura e, se for possível, até tentar subir no lombo de um tordilho.
Não tenho nada contra (eu até me sinto comovido ao ver tanta paixão que o pessoal demonstra ao comemorar a Revolução Farropilha, que, na real, foi uma guerra perdida), mas eu não me sinto menos gaúcho por não freqüentar aquele acampamento embarrado lá no Parque da Harmonia nem por não saber montar a cavalo - um bicho cuja manutenção acaba sendo mais cara do que a de um automóvel.
E o dia 20 foi um dia loooongo pra mim. Começou na noite do dia 19, já que a Lê estava de aniversário na quarta e, junto com amigos, fomos comemorar o cumpleaños da minha namorada no Dublin Irish Pub, na Calçada da Fama. Ficamos lá até umas 3 da manhã. Fui dormir às 4 e às 7:40 já estava de pé. Às 8:30 eu estava bonitinho lá na cabine montada junto ao palanque oficial da Avenida Perimetral para transmitir o Desfile Farroupilha junto com a galera lá do estúdio de rádio do Palácio. Conduzi a primeira parte da transmissão, narrando o desfile cívico-militar. E a chuva começou a cair forte no meio da manhã durante o desfile temático. A transmissão acabou pouco depois do meio-dia.
Voltei pra casa da Lê, almocei com a família dela e cochilei um pouco. Mas a missão do dia ainda não tinha acabado por aí. O despertador do celular tocou às 15:30. Hora de levantar e dar uma de militante. Os CCs do Palácio foram "convidados" a ajudar o pessoal da campanha no comitê central. Fui lá e passei algumas horas agradáveis enrolando bandeiras de plásticos com cordinhas de elástico e grampeando pano nos paus das bandeiras. Uma maneira bem legal de fazer a higiene mental. Pelo menos escutei no radinho a vitória do tricolor por 4 a 0 em cima da Ponte Preta.
E em homenagem ao Vinte de Setembro, o precursor da liberdade, tem esse videozinho que está no You Tube que é um sarro.
http://www.youtube.com/watch?v=vNyVrexNzJQ
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