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sexta-feira, maio 04, 2007

Ridículo, ridículo!!

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, comemorado ontem (3), assessoras do Governo do Estado impedem trabalho de repórteres. Leia a notícia, descrita no site Coletiva.net:

Na manhã desta quinta-feira, um grupo de repórteres foi impedido de realizar seu trabalho. Duas assessoras do Governo do Estado tentaram frustrar a entrevista que o deputado Adilson Troca (PSDB) concedia a jornalistas na entrada do Palácio Piratini. O líder do governo na Assembléia Legislativa falava à imprensa sobre a demissão do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider.

O impedimento à entrevista teria acontecido porque as assessoras queriam evitar que o parlamentar falasse sobre a questão antes de tratar do assunto com a governadora Yeda Crusius. O jornalista Antonio Carlos Macedo registrou o fato no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, no final da manhã. Trouxe o depoimento do colega Daniel Scola, que participava da entrevista, e comentou: “Que feio: jornalistas tentando impedir o trabalho de jornalistas. E justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Coincidência mais infeliz, impossível”.

O que se esperar de um (des) governo em que governadora e vice expõem claramente suas divergências, um secretário de segurança é exonerado por aparecer demais, alunos ainda estão sem aulas dois meses depois do início do ano letivo e o poder público padece para combater a dengue no Estado? Só podia dar nisso. Mais ridículo, impossível!

terça-feira, abril 24, 2007

100 nada pra mostrar

Há cerca de dez dias, a governadora convocou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço dos primeiros 100 dias de governo. Entretanto, o grande acontecimento foi a demissão de um secretário de Estado que estava ganhando mais destaque na opinião pública do que a própria chefe do Executivo. O midiático secretário Enio Bacci, que até então respondia por uma das pastas mais sensíveis do Estado - a Secretaria de Segurança Pública - foi demitido por entrar em colapso com o estilo (ou a falta de) do governo.

Passados 100 dias da gestão, a governadora Yeda não teve muito o que mostrar, a não ser um Estado falido, reclamações de falta de comunicação, a imagem de arrogância e de prepotência, um mal-estar entre ela e seu vice, atraso e parcelamento de salário do funcionalismo e uma certa impres~são de desmando. Ou melhor, de falta de visão de administrar. A palavra em voga é "gestão". Eta palavrinha que já está me dando urticária. Gestão, para os tucanos burocratas significa cortes de despesas em nome de uma ilusória saúde financeira. A gestão é a caçula da malfadada "reengenharia", que foi xodó dos tecnocratas e pós-yuppies aprendizes das escolas de administração e seus MBAs na década de 90, responsável pela crise, recessão e desemprego. As teses eram boas, mas daí a aplicar no Brasil o que se aprendeu em Harvard ou Oxford são outros quinhentos.

Mas voltando ao nosso Estado, a única coisa boa a ser mostrada foi a queda em alguns índices de criminalidade e o aumento da sensação de segurança que os gaúchos sentiram nos cem primeiros dias. Isso motivou invejas, ciumeiras e, como na política, o que menos importa é o bem comum, motivou também a saída do principal membro do governo.

O delegado Malmann (ex-superintendente da Polícia Federal no RS), sucessor de Bacci para a Segurança já foi nomeado e empossado. Agora é aguardar os acontecimentos e ver se depois dos cem dias, a governadora Yeda realmente começa a governar e justificar o tal "novo jeito de governar" no qual ela ganhou as eleições no ano passado. Ou se irá consagrar um jeito novo de não fazer nada.