Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
Que rufem os tambores
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Gerson Brisolara
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11:03 PM
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Terça-feira, Julho 07, 2009
Ditos pelotenses
Encontrei na internet uma relação de expressões muito usadas pelos pelotenses e, lógico, se utiliza em outras regiões do Estado. Confira algumas pérolas:
- quando alguma coisa surpreende negativamente, normalmente de diz algo do tipo "Mas que coisa!" Na minha família, a expressão é "Mas será o pé do cabrito!?" ou ainda "Será o pé do bicho?!" Não me perguntem por quê;
- quando alguém tem um acesso de fúria, ou de paixão do tipo beijo-beijo-beijo-abraço-abraço-aperto, se diz que tá tendo um "ataque de cinco minutos" ou que "bateu a miudinha";
- quando a coisa fica feia, complicada, se diz que "preteou pro lado dos castelhanos"; Recentemente, o cronista Paulo Sant'Anna apresentou uma versão semelhante, em virtude dos resultados não satisfatórios da dupla Grenal na Libertadores e Copa do Brasil, com: "preteou o olho da gatiada".
- "Cisca daí" - Expressão empregada sempre que se quer que uma pessoa ou animal deixe imediatamente o recinto ou pare imediatamente de fazer alguma coisa. Vale para crianças (ver mandinhos), gatos, cachorros e afins;
- Cristiar - Verbo regular que significa enganar, passar pra trás. Ex.: Quando em uma divisão de comida, a outra pessoa está ficando com mais da metade, disse-se "Acho que tu estás me cristiando!";
- Trinque - Designação pelotense para aquilo que todos chamam de trinco de porta.
- Freje - Bagunça, alaúza, balbúrdia. Empregado da seguinte forma "-Chega de freje!" quando a mãe queria cortar o nosso barato;
- quando na minha família se está fazendo alguma coisa e já se encheu o saco, quer terminar logo, ainda que feito não tão bem quanto deveria, se usa a expressão "Pra quem é, bacallhau basta". A expressão é portuguesa e se deve ao fato de que em Portugal o bacalhau chegava com fartura às classes mais modestas. Achei isso em uma página de turismo portuguesa;
- Por que cargas d´água...? É usado em expressões de interrogação, quando não se sabe o motivo de algo ter ocorrido, por ex.: "Mas por que cargas dágua esta cremeira está na estante?";
- Cremeira/cremeirinha: potinho/tigelinha de sobremesa, geralmente de vidro ou porcelana. O nome parece ter sido dado porque eram usados para servir cremes. Muito comuns eram aqueles de louça branca com uns losangulinhos laranja nas bordas, que quando quebravam viravam em mil caquinhos, lembra? Depois foram substituídos pelos Duralex caramelo;
- quando alguém espalha aos 4 ventos alguma coisa que deveria permanecer em segredo, Vó Ninhinha sempre diz: "-Nunca falta um boi corneta!" Obs.: Boi-corneta: boi que, com seus mugidos, reúne parte do rebanho em torno de si;
- algariado/algariação: Um sujeito algariado é alguém que está ou é elétrico, estabanado, inquieto, barulhento. A frase clássica é a segunite: "Vamos parar de algariação!" que equivale a mandar parar com a bagunça;
- venda: mini-mercado, bolicho, pequeno armazém. Em Pelotas tem sempre um a cada 100-150m, ou seja um por quadra;
- quadra: quarteirão;
- pão de meio: pão francês de meio quilo. Sempre dava briga para ver quem ficaria com o bico;
- bico: a ponta do pão. Cada pão tem dois "bicos". Pena isso de ter havido a "evolução" para o pãozinho de 50g (que em Pelotas é cacetinho - sem risos, por favor). Agora todo mundo tem bico. Humpf;
- pão diquartiquilo: pão francês de 250g ou de um quarto de quilo;
- mandinho: criança, garoto, piá
- tirar: Em Pelotas a gente não "cursa" nem "faz" faculdade ou curso nenhum. Lá, pelo menos para os mais velhos, a gente "tira". Ex.: Fulaninha está tirando medicina. Ou melhor, mais de época: Maria Alice tirou o normal. (Normal era magistério). Inacreditável, mas é verdade. Juro;
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Gerson Brisolara
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6:38 PM
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Segunda-feira, Maio 18, 2009
Cotas...mais uma vez (dá-lhe, Zulu!)
Pois o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, elaborou um belo texto, intitulado Cotas, mentiras e videotapes!, em resposta à inteligentzia, aos filhos bem criados da classe média e até mesmo a afrodescendentes que querem se celebrizar ao se mostrar contrários às ações compensatórias. Pena que alguns jornais/revistas não tivessem coragem de publicá-lo. Porém, o Blog du Brisa - que adora uma polêmica - reproduz, na íntegra, o texto publicado originalmente na Revista Raça Brasil nº 132.
Cotas, mentiras e videoteipes!
por Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura
Os ataques partiram de todos os lados (emissoras de televisão e rádio, jornais, blogs). Não importa que a proposta tenha sido mitigada por critérios sociais na Câmara dos Deputados e que as pesquisas apontem o sucesso onde elas foram implantadas. "Somos contra", afirmaram em uníssono os representantes da maior frente política articulada contra a promoção da igualdade no Brasil.
Enfim, as máscaras caíram. Nenhuma proposta ou alternativa é apresentada. São contra tudo que signifique promoção da igualdade neste país (bolsa-família, cesta básica, demarcação das terras indígenas... ). Desta vez fulanizada em opiniões absolutamente díspares e caricatas, ora pela boca de eminentes antropólogos, sociólogos ou jornalistas, ora por filhos bem criados da nossa classe média privilegiada e de vez em quando por afrodescendentes ávidos pelos 15 minutos de fama, repetiram a ladainha de sempre: As cotas não resolvem o problema da desigualdade racial no ensino, excluem o mérito do processo seletivo, racializam as relações na sociedade brasileira.
Em sua sanha destrutiva foram mais além. Um renomado cientista fez a seguinte afirmação na revista Época (n° 568): "A escravidão é uma coisa horrorosa que aconteceu há mais de 200 anos. Quem é que tem de pagar por isso hoje? O imigrante italiano?" Para este cidadão, quem deve continuar pagando a conta somos nós, que fomos escravizados. Quer algo mais explicito? Pela lógica deste cidadão, os palestinos também poderiam construir a seguinte frase: "A expulsão dos judeus da sua terra natal foi horrorosa, por que passados mais de 2000 anos nós é que temos de pagar a conta? Cômico, senão trágico, se a vida fosse tão simples assim.
Vale a pena lembrar aqui que foi a Organização das Nações Unidas(ONU), da qual o Brasil é membro, que estabeleceu a reparação como mecanismo compensatório à escravidão, reconhecida como crime de lesa-humanidade.
Mentiras - Vale tudo para desconstruir esta pequena possibilidade de reparação da imensa dívida que este país possui para com quase metade de sua população. Escondem-se as pesquisas, os números e a secular exclusão dos afro-brasileiros da educação, do mercado de trabalho, da mídia e de tudo que signifique poder real neste país. Mente-se de forma despudorada. Mistificam-se opiniões isoladas e omitem-se as conseqüências crueis dos anos de escravidão e discriminação racial.
Tudo isto, para que os privilégios sejam justificados em nome de uma meritocracia fajuta, pois está mais do que comprovado que o sistema seletivo atual não avalia mérito algum. Mentem quando afirmam que as cotas raciais são o problema. Querem que tudo continue do jeito que está sob a justificativa de que somos um país pacifico, com um povo ordeiro e mestiço, que nunca viveu os horrores da discriminação e do racismo. Só faltam dizer que a escravidão foi boa para os africanos, pois afinal lhes deram uma religião, bons modos e acesso a uma nova civilização. Nas inúmeras matérias, entrevistas, artigos e editoriais, os representantes dos quase dois terços da população que é favorável às cotas são solenemente ignorados. É um verdadeiro massacre midiático. Seguramente o mais longo e bem articulado dos últimos 20 anos.
Vídeoteipe - Nos últimos ataques, os porta-vozes da elite brasileira revelam bem mais que uma discordância com as ações afirmativas. Avançam para o terreno da defesa pura e simples do direito ao privilégio para uma minoria bem nascida e bem nutrida. Nenhuma política que vise alterar o status quo vigente é correta. É como se todas elas estivessem impregnadas do veneno mortal da igualdade. Sonham de olhos bem abertos com o retorno ao passado, como se a vida pudesse ter remake ou vídeoteipe. É como se houvesse uma determinação divina para que o acesso à universidade, aos melhores empregos, aos cargos de direção do país e às nossas melhores terras sejam exclusivamente dos mesmos que ao longo dos últimos quinhentos anos se locupletaram com as riquezas de nossa nação ao custo da escravização, da exclusão e da discriminação da maioria do povo brasileiro. Ainda bem que os homens e mulheres de boa vontade são a maioria deste país e cada vez mais conscientes de que o Brasil só será uma democracia de fato e de direito quando a fraternidade, justiça e igualdade for para todos. Vamos à luta !
Toca a zabumba que a terra é nossa !
Falou e disse, Zulu!
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Gerson Brisolara
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4:29 PM
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Segunda-feira, Maio 04, 2009
Profissão
Moyséis Marques - Profissão
Profissão
(Luiz Carlos da Vila - Sereno - André Renato)
Canta: Moysés Marques
Acrredito que Deus
Me fez um varredor
Pra jogar fora os meus
Infortúnios do amor
Se me fez bacharel
Valeu, meu Deus do Céu
Já tenho defesa pras peças que a vida pregou
Se eu trabalho pra mim
Aí é que eu me dou
E aprendo assim
A ser bom professor
Se o mau tempo me vem
Sorrio e digo amém
Um dia após outro dia o vento levou
Se ele quer um maestro
Eu sigo no gesto e orquestro com a mão
Dando, tirando, buscando
O comando que for o melhor pra canção
Quando eu fui o bombeiro
Eu fui o primeiro que a chama apagou
Aceso solidário coração
Se eu for requisitado
Pra ser deputado ou vereador
Eu vou lutar para honrar
E fazer jus ao voto do meu eleitor
E se eu vier marinheiro
Um bom brasileiro acerto a maré
Eu sou da profissão de amor e fé
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Gerson Brisolara
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2:49 AM
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Sexta-feira, Abril 24, 2009
RELACIONAMENTOS (Arnaldo Jabor)
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Gerson Brisolara
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12:10 PM
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