segunda-feira, agosto 14, 2006

Come back

Fiquei uma semana sem postar nada, mais por preguiça do que por falta de assunto. Não é fácil a vida de blogueiro.

Deixar um blog sem post novo é o mesmo que ter um animal doméstico em casa e não lhe dar comida, mas prometo enfrentar a preguiça e corrigir isso.

sexta-feira, agosto 04, 2006

quarta-feira, agosto 02, 2006

A máxima das atenções

Acho um saco reuniões. Sim, um saco!

Não servem pra porra nenhuma. Não resolvem, não solucionam, enfim... É só enrolação, burocracia, exibição de vaidades e muita promessa do tipo "vamos fazer, deixa que eu providencio, porque-eu-faço-eu-aconteço"...

Eu sempre procurei fugir de reuniões. Sempre que possível, eu terceirizo essa ingrata tarefa. E quando sou obrigado a ir, finjo que estou prestando a máxima das atenções, fazendo cara de sério e de muito interessado. De vez em quando, dou um sorrizinho de canto de boca quando proferem aquelas piadinhas sem graça, feitas sob medida para o diabo rir. É hipócrita, mas é verdade. E TODOS, sempre que podem, fazem isso. Eu disse TODOS.

Não consigo prestar atenção em mais de 5 minutos de uma bendita reunião. E as conversinhas laterais? Essas, quando acontecem, significa que já está um porre e se tornando inócua. E tem gente que parece adorar uma reunião. Pelo menos serve para matar o trabalho. Ou quando se atende o celular, dá para despistar um chato com um categórico "estou em reunião!".

Sim, porque se reunião fosse mesmo importante, as chefias proibiriam os "reunintes" em deixar o celular ligado. Ou as chefias orientariam todos a colocarem seus aparelhos em modo silencioso. Ficar com o celular em modo normal durante uma reunião significa que, no fundo, estamos torcendo para que alguém ligue e nos salve daquela tortura.

terça-feira, agosto 01, 2006

Mês de cães danados...

Há muito tempo eu escuto que agosto é o "mês do desgosto", "mês do cachorro louco", ou, como está no título deste post - explicitamente inspirado num romance do Moacyr Scliar - agosto é um "mês de cães danados".

Para mim, agosto não fede nem cheira. A única coisa que eu lamento em agosto são as terríveis e gélidas temperaturas (o auge do nosso inverno pampeano) que se elevam abruptamente no final do mês.

O mês que não me traz boas lembranças é o setembro. Este, sim: pra mim é o "setembro negro"... Foi em setembro que eu fui demitido por duas vezes na Bandeirantes. Foi em setembro que eu soube do triste diagnóstico da doença do meu pai. No ano passado, fiquei doente durante o mês de setembro. E quando eu tive alguns aborrecimentos pessoais recente, descobri que muitos tiveram sua gênese também em setembro.

Mas, tanto em agosto quanto em setembro, é bom se agarrar na espiritualidade. Afinal, as bruxas estão soltas. Acho que eu vou fazer como ensinava um samba do Fundo de Quintal. Já vou preparar o meu...

Um banho de cachoeira
Um banho de cachoeira
Vai levantar
Acaba qualquer canseira
Banho de mar é bom pra descarregar
Mas por favor tome um banho de amor

Se você é de rodar
Ou se é de bater tambor, faça o favor
Tome um banho de amor

Vovó Maria me ensinou
Eu aprendi a preparar
Um banho de rosas brancas pra clarear
Vovó Maria me ensinou
Que é muito bom, muito legal

Tomar um banho de ervas
Tomar um banho de sal
Uns tomam banho de lua
Uns tomam banho de sol
Uns tomam banho de chuva
Lá no quintal

Mas pra se ter a certeza
Que um banho só traz axé
Seja banho de cheiro
Banho de arruda, banho de guiné
É pois é

O mais importante é a fé
Se você na quarta-feira
Vai lá na pedreira do meu pai Xangô, faça o favor

Tome um banho de amor
Se você é de Angola
É de Gueto ou de Nagô, faça o favor
Tome um banho de amor

(Banho de Amor - Fundo de Quintal)

sábado, julho 29, 2006

Só pra contrariar



Me lembrei de um caso ocorrido a um tempo atrás e me reportei à letra desse samba gostoso do Grupo Fundo de Quintal...

Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

Contrariei, sabendo que ainda era a mais bela
E tinha malandro ligado na dela
Que nunca deu bola, que nunca deu trela
Contrariei, revelando segredo que não se revela
Só pra contrariar, ela ainda é donzela

Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

Contrariei, e acho que dei um bico na canela
Desprezando o que todo o mundo zela
Como tufo, jóia, escultura ou tela
Contrariei, mas essa castidade abri a fivela
Só pra contrariar - ela ainda é donzela

Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

sexta-feira, julho 28, 2006

Pot-pourri de pagodes

Estou postando a letra deste pot-pourri de sambas para decorar com mais facilidade porque é o que estou escutando direto no computador e no CD que eu gravei. Está no disco "Pela sombra", gravado pelo saudoso Mestre Marçal, em 1989.




Sofrimento (Chimbica)

Eu já não posso mais continuar vivendo assim
Já é demais o meu penar
Eu já estou no fim
Eu me lembrei com saudade 
Da minha mocidade 
Eu chorei, eu chorei 

Chorei porque eu relembrei 
Os velhos tempos da boemia 
Hoje não posso mais 
Levar a vida que eu vivia 
 Eu me lembrei com saudade 
Da minha mocidade 
Eu chorei, eu chorei 

O remorso me condena (Ratinho - Monarco) 

O remorso me condena 
Às vezes de ti sinto pena 
Muito embora não mereças compaixão 
Magoaste um coração 
Que te fez tanta bondade 
Mas a tua falsidade não merece meu perdão 
Não, não, não adianta fingir 
Já cansei de ouvir 
Tens o dom de enganar 
E se me fazes sorrir
Amanhã vou sentir 
Vou sofrer, vou chorar

Menino do morro (Damião - Cosme - Guga) 

Aquele menino do morro me deixou saudade 
Pobre de quem não conhece a felicidade 
Como eu não conheci 
Ele também não conhece 
Só a saudade no peito dos dois aparece 

Quando desci lá do morro 
Quase que desci chorando 
Com a saudade em meu peito aumentando 
Quando eu fico pensando 
Naquele pobre menino 
Fico com o rosto molhado 
E minhas lágrimas caindo 
Quando eu fico pensando 
Naquele pobre menino 
Fico com o rosto molhado 
E minhas lágrimas caindo 

Saudade colorida (Sílvio da Silva - Silvinho da Portela) 

Laiá laiá laiá laiá lalalaialaiá 

Sei que vais resistir, Portela 
Ao inesperado golpe do destino 
Que obedecendo ao divino 
Levou para o infinito 
O braço forte de seus carnavais 
Num triste adeus para nunca mais } bis 

(Ele partiu) 

Partiu deixando a saudade 
O homem de um braço só de Madureira 
A tristeza de azul e branco 
Caiu nas lágrimas rolou nos prantos 
Chorou nos quatro cantos a cidade 
Império Serrano, Salgueiro e Mangueira 
Imperatriz, Beija Flor e Padre Miguel 
São Carlos, Em Cima da Hora e Vila Isabel 

Foi decretado luto nas casas de bamba 
Morreu Natal, o baluarte do samba 

Laiá laiá laiá laiá lalalaialaiá

quinta-feira, julho 27, 2006

Corsários por toda parte

Retomar o curso da história. Navegar em mares bravios, revoltos. Estar à mercê de ondas gigantes e da turbulência oceânica. Navegar é para marinheiro. Não é o meu caso, mas quero acreditar que, ao término da viagem, poderei desembarcar em terra firme.

A viagem foi longa. Em certos momentos, ficou marcada pela incerteza, insegurança. Mais inseguro me senti quando atravessei uma longa tempestade. Nau à deriva, pensei que minha embarcação fosse virar. Pensei que fosse afundar e morrer nas profundezas marítimas, a milhas e milhas da costa. O mar não tem cabelos para que possamos nos segurar. Tive que me virar só. Completamente só.

Meu instinto de marinheiro me fez olhar pra trás e tentar encontrar respostas sobre como fui me meter naquela situação. Coração apertado, adrenalina a mil, o pensamento tão à toa, voou como na música de Lupicínio.

Logo depois da tempestade, veio a bonança. Tal como Noé, enxerguei uma pomba branca, garregando um galhinho de oliveira no bico. Estava a pouco de chegar em terra firme. A tempestade em alto-mar me ensinou muito. É necessário cuidar bem do nosso barco. Existem corsários em toda parte.

(não) Houve uma vez um verão

Acabei de constatar que o verão de 2005/2006 foi o meu pior verão desde que me conheço por gente.

SE UM DIA EU PUDESSE VER
MEU PASSADO INTEIRO
E FIZESSE PARAR DE CHOVER
NOS PRIMEIRO ERROS
(Primeiros erros - Kiko Zambianchi)

E eu que comecei o ano em ritmo de "Love generation"...

Dia do amigo

No dia 20 de julho, dia do amigo, recebi algumas mensagens legais. Legal que a gente pode contar com amigos, de vez em quando.

Bah, que vergonha...

Mais de uma semana sem postar nada no blog, que está atirado às moscas...

Tsc, tsc, tsc...

Mal, sapão. Mal...

segunda-feira, julho 17, 2006

Bom samaritano

Fui fazer um favor a uma pessoa conhecida: como ela estava precisando urgentemente de grana (quem não está?), me pediu pra trocar um cheque. Eu emprestaria o valor referente ao documento e, na seqüência, ela me pagaria.

Até aí, tudo bem. O brabo é que tudo isso aconteceu em FEVEREIRO deste ano. Quem me conhece sabe que eu, na medida do possível, sempre procuro ajudar os amigos e sempre deixei na consciência da pessoa para vir acertar o esquema comigo. Só que, de acordo com as regras bancárias, o cheque tem que ser descontado no banco até seis meses depois de ser assinado, senão perde a validade. E o prazo expira agora em agosto.

E o meu credor em questão já aconteceu de tudo com ele, ficou desempregado, teve doença na família, perdeu o telefone celular, etc. Isso é que dá querer bancar o bom samaritano.

sexta-feira, julho 14, 2006

Quase fui lhe procurar

Hoje eu baixei na net o disco O inimitável, do meu amigo Roberto Carlos, gravado em 1968, e que tem, entre outras pérolas do iê-iê-iê, músicas como "Eu te amo, te amo te amo", "Se você pensa", "Ciúme de você", "As canções que você fez pra mim".

No repertório deste disco do "Rei", uma que eu sempre gostei e que cantava desde criança é Quase fui lhe procurar. Uma canção linda. Adorei re-ouví-la. Caiu como uma luva. Aqui vai o link para baixá-la.

http://rapidshare.de/files/25868589/Quase_fui_lhe_procurar.mp3.html

Quase fui lhe procurar
autor: Getúlio Cortês
canta: Roberto Carlos

Eu pensei em lhe falar
Quase fui lhe procurar
Mas evitei, e aqui fiquei
Sofrendo tanto a esperar

Que um dia você por fim
Talvez voltasse para mim
Mas me enganei, então eu vi
O longo tempo que perdi

E agora, eu não sei mais por que
Não consigo lhe esquecer
Eu quero lhe pedir para deixar
Pelo menos, lhe encontrar pra dizer

Que errei
Mas se você me aceitar
Vou prometer
Recomeçar um grande amor
Que por tão pouco acabou, que por tão pouco acabou

Cenas palacianas IV

Dezembro de 2004. Um grupo de quatro assessores de imprensa foi a Torres acompanhar a autorização para o início das obras de duplicação da BR-101. A transporte era um Opala Comodoro ano 90, de cor preta, quatro portas.

Assim como tanto outros veículos que servem o Estado, esses carros - principalmente os que são direcionados ao pessoal da assessoria de imprensa - são muito exigidos. São automóveis que viajam diariamente em torno de 300 quilômetros. E são modelos antigos, com mais de oito anos. No caso do carro citado, ele já está na fita há mais de 16 anos. Não tem como não dar problema. Volta e meia fazem um pit-stop nas oficinas mecânicas conveniadas.


Saímos cedo do Palácio Piratini, às 8 da manhã, para chegarmos bem tranqüilos em Torres, afinal, o evento estava marcado para as 11 da manhã. Pegamos a Freeway e, logo em seguida, entramos na Estrada do Mar. Quando estamos na altura de Capão da Canoa, começa a vazar óleo do carro. Paramos numa oficina e o motora colocou três litros de óleo. Chegamos já com o carro seco em Torres.

O carro tinha um problema mecânico no motor - que não vou saber explicar - e por isso vazava óleo. Há quem diga que seria um problema de junta: junta tudo e bota fora...

Bom, pra resumir a ópera, para fazermos a viagem de volta, o motora tinha que parar o carro e colocar 3 latas de óleo a cada 15 km percorridos. É só fazer o cálculo: Torres-Porto Alegre tem 180 km de distância... Fizemos o percurso em QUATRO HORAS!!! Nunca uma viagem até Torres demorou tanto quanto naquele dia. O carro chegou em Poa e já foi descansar numa oficina.


Ah, o velho Comodoro continua na frota. Apesar de tudo isso.

Veranico de julho

Hoje amenizou um pouquinho o calorão. Ontem fez 32 graus em Poa, em pleno mês de julho. Hoje, com a chuva, a temperatura ficou nos 15 graus.

Não gosto do frio, mas também não curto esses dias de calor fora de época. Ainda mais aqui no Sul. Com um calor desses, quando entra uma massa de ar frio a temperatura despenca. Aqui é assim: 8 ou 80. E haja saúde...

segunda-feira, julho 10, 2006

As aventuras de um gaúcho-alemão na terra do foosball em 2006

Meu grande amigo Nelson Furtado, jornalista, ex-colega de Fabico (nos formamos juntos) e um cara super-hiper-ultra inteligente e gente fina vive há mais de 10 anos na Alemanha. Em Dortmund, mais precisamente. É casado com a Ulla, uma alemã da gema, e o casal tem duas filhas.

Pois o Nelson me mandou um e-mail com suas impressões sobre a Copa do Mundo, no melhor estilo bom observador que é. Como o Nelson é do tempo da carta, do envolope e do selo, a msg ficou meio extensa, mas editei e quero compartilhar com quem quiser ler. Pena que o Nelson voou para a Westfália logo após a nossa formatura. Um talento jornalístico que poderia estar brilhando aqui no lado debaixo do Mampituba.


Alô, Gerson, lenda viva do jornalismo gaúcho! Mal a gente pisca um olho e já se passou quase um mês desde o teu e-mail supimpa. É muito bom ter notícias tuas, dos colegas da Fabico e dos bastidores do poder.

Quando eu cheguei aqui, eu nada entendi. Epa. Não era plagiando que eu queria começar. A Alemanha me parecia um país muito diferente do Brasil. A medida que os anos vão se passando, me surprendo porém com os milhões de semelhanças. E nesta Copa do Mundo, finalmente a Alemanha, a sociedade, o povo, se portou um tanto quanto os brasileiros.

A Copa monopolizou as atenções. Pessoas que nunca na vida se interessaram por futebol, de repente, adornaram suas casas e seus carros com bandeirinhas e conversavam com desenvoltura sobre o jogo de ontem, o de anteontem e o de amanhã. Quer dizer, até a seleção alemã perder para a Itália em Dortmund, o principal assunto do país em todos os círculos sociais foi a Copa. Por sorte, Dortmund é a cidade da Copa. Não é porque eu tô aqui, mas é porque aqui tem a torcida mais fanática da Alemanha. Borussia na veia. A cidade foi sede de sete jogos e por aqui passaram dez seleções. E junto com os times, veio um contingente enorme de „turistas esportivos“ (expressão descoberta pelos jornais alemães).

A cidade especialmente decorada para o evento (não foram poupados esforços, tecnologia e euros) foi envovida numa atmosfera de eterna festa. Milhares de pessoas de países diferentes naquilo que dá para chamar de Fórum Futebolistico Mundial. E posso afirmar com certeza que o melhor da Copa acontece fora dos estádios. Além do encontro de gente diferente e falando outro idioma em cada canto da cidade, houve uma programação paralela para agradar qualquer gosto. Claro, para essa multidão tem que ser oferecido um vasto cardápio não só turístico-gastronômico mas também cultural. A Copa é o carnaval das culturas. Em meio a essa imensidão e essa multidão, tentei na medida do possível tomar parte da festa. Algumas vezes, em dias de jogos em Dortmund fomos no centro cidade para ver a agitação e o que as torcidas tem para oferecer visualmente. Suécia, Togo, Trinidad Tobago, Japão, Polônia, Ghana, cada país trás um tanto de sua cultura, da sua música e do seu modo de se comportar no exterior. Um simples passeio no centro repleto de gente diferente se torna uma grande aventura, quase como se a gente estivesso num filme ao vivo.

Moramos bem perto do estádio de futebol. Nas duas vezes que o Brasil jogou aqui, fui ali conferir o movimento da torcida. Não gostei. Os brasileiros que vieram para a Copa não sabem se comportar num país estrangeiro. Em geral, são arrogates e mal educados. Gritam palavrões, não entenderam o espírito da Copa. No fundo, a maior parte da pequena torcida brasileira é formada ou por brasileiros que vivem na Europa ou por abonados que viajam com o dinheiro da mesada do papai. Gente que pode ser despresada pois não retratam e nem representam o povo brasilieiro. No meio dos berros e da indecência destas turminhas, os legítimos brasilieros que por ventura conseguiram chegar aqui, desaparecem e não formam um número possível para que sejam identificados.

O Westfalenstadion tem capacidade para 65 mil pessoas. Posso garantir que nos jogos do Brasil, não haviam mais do que três mil brasileiros. Esses torcedores que a gente vê na televisão cobrindo o estádio de amarelo são alemães que compraram uma camiseta por dez euros e foram torcer para o Brasil. O único jogo que assisti no estádio foi Brasil e Ghana. Em nenhum momento a torcida apoiou o time com o grito „Brasil, Brasil“. Os alemães no estádio estavam entediados com o jogo e decepcionados com a seleção brasilera. A torcida de Ghana foi muito mais efetiva no apoio, fizeram muito mais pelo seu time que os „brasileiros“ pelo time do Pareira. Por sorte, aos atacantes de Ghana falta pontaria no chute a gol. Se não, o Brasil já poderia ter voltado para casa ainda mais cedo.

Quanto a torcida brasileira na Copa, a imprensa brasileira pinta um quadro que quase nada tem a ver com a realidade. Bom, a Copa é um assunto sem fim e eu apenas reproduzo aqui o sentimento geral momentâneo neste pedaço de mundo que me cerca. Assim como a grande maioria da população, eu acordo com a Copa, almoço com a Copa, tomo banho com a Copa, durmo com a Copa e sonho com a Copa. Só que agora a festa, porque não dizer, o devaneio, está terminando.

No próximo domingo estaremos entrando em férias, vamos passar vinte dias em Portugal. É a nossa primeira viagem com a pequena Luana (ela tem quase três anos). A última vez que atravessamos as fronteiras alemãs foi no ano dois mil, quando fomos para o Brasil. Até a volta.

E deixa o samba rolar na internet. Um grande abraço Nelson

Acho muito ridículo...

...aquilo que a Globo fez nos intervalos dos jogos da Copa. Os repórteres da emissora vão a um restaurante "italiano" na Freguesia do Ó, por exemplo, e mostram a "colônia italiana brasileira" torcendo pela squadra azurra. Depois, mostram torcedores "franceses" num restaurante ou bar de Belo Horizonte torcendo ou fingindo torcer pelos "le bleus"...

Aí ontem mostrou a "festa" da colônia italiana no Brasil pelo tetracampeonato da Itália... Que tremenda palhaçada! Essa claque global por acaso está se sentindo campeã do mundo? Quantos, dessa platéia pasteurizada verdadeiramente nasceram na Itália? Ou na França? Ou na Coréia do Sul? Ou no Togo?

Espetacularização da notícia ou então que o mundo inteiro vive no Brasil. Eu, que só queria acompanhar futebol, preferi várias vezes meu bom e velho radinho de pilha.

Forza, azzurra

Deu Itália. Nos pênaltis. Depois de 12 anos depois do Roberto Baggio chutar uma penalidade pra fora e dar o tetra pro Brasil.

E o jogo de ontem teve até chifrada do Zidane no peito de um beque italiano. Che cosa, bambino! Ganhou a aplicação, em detrimento do talento, mas o importante é o resultado.

sexta-feira, julho 07, 2006

Cara a cara

Já comentaram comigo que eu tenho o costume de NÃO olhar para as pessoas enquanto estou falando. Há quem diga que eu só não olho como ainda por cima desvio o olhar para o lado direito do meu interlocutor.

Nunca tinha me "arreparado" sobre isso. É a timidez. Ou, por uma questão prática, eu encaro a pessoa que está falando. Quando é a minha vez de falar, eu não encaro porque eu posso perder a concentração e deixo o olhar livre.

No aguardo...

Eu e a Lê estamos para conversar. Talvez amanhã. Ou durante o fim de semana. Situação estranha. O amor, separação, a vida da gente, enfim, tudo é muito estranho. O que vai acontecer? Não sei.