quinta-feira, março 26, 2009

Porto Alegre 237 anos


No dia em que Porto Alegre completa 237 anos de fundação (apesar de que há controvérsias quanto à data), a trilha sonora predominante - praticamente a única nesta época do ano - é a música "Porto Alegre é demais", de autoria do prefeito José Fogaça e executada exaustivamente há, no mínimo, 10 anos.

No entanto, o grande puxador de samba Jajá (Paulo da Silva Dias) compôs, ainda na década de 1970, um sambão em homenagem à capital gaúcha, gravada por Antônio Lemos. A música não teve tanta repercussão quanto à composição do prefeito, mas é muito mais bonita e inspirada do que a canção que diz que "é lá que as gurias etc e tal". Uma pena que o samba do Jajá, tão bonito, e praticamente desconhecido e esquecido, não sirva também para o povo parabenizar Porto Alegre.

Nas reportagens que vejo e ouço sobre Porto Alegre, as personalidades/lugares da cidade sempre tem um viés burguês: Eva Sopher, Luis Fernando Verissimo, Tânia Carvalho, Moacyr Scliar, Bom Fim, Calçada da Fama, Moinhos de Vento, Theatro São Pedro... Por que quase nunca se cita a Porto Alegre da "perifa"? Por que não Vila Jardim, Campo da Tuca, Partenon, Floresta Aurora, Bedeu, Wilson Ney, Bataclã F.C., Pagode do Dorinho, Satélite Prontidão, Vera Daisy Barcellos?

A foto que ilustra este tópico retrata o pôr do sol visto da Sociedade Floresta Aurora, na zona sul de POA.

sábado, março 14, 2009

Este ano meu carnaval não foi igual àquele que passou


Não sei explicar exatamente porquê, mas este ano eu não fiquei pilhado com o carnaval. Fosse uns anos atrás, eu ficaria completamente algariado, com as letras dos sambas enredo na ponta da língua, vontade de ir a tudo quanto era ensaio nas escolas daqui e não perder um só segundo das transmissões dos desfiles do Rio de Janeiro.

Este ano, não. Depois da frustração de não ter sido chamado pela rádio para comentar o carnaval, fiquei realmente inclinado a ficar alheio da folia, aventando até, quem sabe passar o período de carnaval fora de Porto Alegre. Curtir o feriadão na praia até que não seria má ideia. Mas a dois ou três dias dos desfiles daqui de Porto Alegre, recebi um convite da AECPARS (Associação das Entidades Carnavalescas) para integrar o júri do Estandarte de Ouro. 

Completamente sem grana para ir à praia e sentindo uma comichãozinha para novamente ir até o Complexo do Porto Seco, aceitei ser jurado e passar as três noites de desfiles no sambódromo. Aí, aproveitava e fazia a cobertura da festa para o Kazumba. Mas cá, pra nós, comentar desfiles de carnaval para uma rádio ou tevê é tudo de bom. Azar da Guaíba, que perdeu ao não chamar a mim nem ao meu parceiro Paulo Filandro, depois de três anos comentando carnaval para eles, sendo que os dois primeiros anos não rolou 1 só centavo de cachê.

Ah, falando em não receber 1 único centavo, ser jurado do Estandarte de Ouro também não dá direito a muita regalia não. Cachê (ou ajuda de custo, se preferirem) não rolou, nem para a gasosa pro Brisamóvel se deslocar 16 km ida e volta no trajeto minha casa-Porto Seco. Janta, muito menos. A única coisa que tive direito foi ter acesso a um freezer com água mineral e refrigerantes. Só para me "vingar", aproveitei o calor que fez nas três noites e mandei ver nas garrafinhas d'água e nos refris hehehe. Ao final dos desfiles, nem um "muito obrigado, Gerson". Fazer o quê, né?

O pessoal que veio a peso de ouro do Rio de Janeiro para julgar o carnaval daqui, também estava desgostoso porque queriam mais mordomias do que simplesmente hospedagem em hotéis 5 estrelas, passagens de avião e alimentação. Um dos julgadores ficou de cara porque não tinha cafezinho para os avaliadores depois da janta. Achei engraçado, porque me lembrei deste fato quando, ao acompanhar a apuração dos resultados, o dito cujo resolveu não avaliar e deu nota 10, em seu respectivo quesito, para todas as escolas.

Agora em abril, haverá a cerimônia de entrega do prêmio aos vencedores do Estandarte de Ouro. Tomara que a AECPARS se lembre de me convidar novamente. Pelo menos para assistir a soleniade, nem que seja em pé mesmo...

sexta-feira, março 06, 2009

Quem é você???


Agradeço a visita de quem acessa o Blog du Brisa.


Apenas solicito a quem queira comentar que, ao menos, deixe um e-mail (válido) para que eu responda. Anônimos não terão vez.


sábado, fevereiro 14, 2009

Quem desfila é soldado...


Nessa época de pré-carnaval, meu ídolo Nei Lopes publicou em seu Lote, uma gostosa crônica sobre as origens da folia e algumas considerações do carnaval contemporâneo. Curti tanto que merece reprodução. O texto, bem-humorado, é, também, ácido e implacável.

Manda ver, mestre Nei.

"QUEM DESFILA É SOLDADO”, JÁ DIZIA O WALDINAR.

Um certo jornalismo de variedades, que às vezes nos engana, fantasiado de “cultural”, insiste em confundir samba com carnaval, espetáculo com folia, alhos com bugalhos. É assim que, para esse jornalismo, todo diretor de bateria é “mestre”, todo sambista é “bamba”, toda “musa” tem “samba no pé”, e qualquer bebum deprê, desde que vista uma fantasia no carnaval, mesmo que seja uma reles camiseta de bloco de boteco ilustrada pelo picasso da esquina, é um “folião”.

A mesma linha de “raciocínio”, que repete mais do que pesquisa, vai sempre buscar as origens do carnaval brasileiro nas saturnais romanas, que, dizem, celebravam a volta da primavera e o renascer da natureza; e daí passa pelos bailes de Veneza, Nápoles e Florença, chega ao Zé Pereira e a um certo “Congresso das Sumidades Carnavalescas” que ninguém sabe bem o que foi.

O que quase ninguém menciona é que, embora relacionado ao ca­len­dá­rio ca­tó­li­co, o car­na­val do Brasil e das Américas – o das ruas, livre e solto ( “abada”, camiseta e camarote é outro papo) – tem raízes em vá­rias cul­tu­ras afri­ca­nas. Em Gana, por exemplo, entre o povo Akan, é co­mum a rea­li­za­ção de um gran­de fes­ti­val ­anual, o od­wi­ra (na ilustração acima), se­gui­do de um lon­go pe­río­do de re­co­lhi­men­to e abs­ti­nên­cia, co­mo na qua­res­ma. Devido a es­sa si­mi­li­tu­de, as ce­le­bra­ções car­na­va­les­cas nas Américas com cer­te­za de­vem sua ale­gria e seu bri­lho, fun­da­men­tal­men­te, à mú­si­ca dos ­afro-des­cen­den­tes. Assim foi e é, no Brasil, nos ran­chos car­na­va­les­cos, nas es­co­las de sam­ba, nos maracatus, afo­xés, blo­cos-­afro etc.; no can­dom­be pla­ti­no; nas com­par­sas cu­ba­nas; e no mar­di­gras, nas Antilhas e em New Orleans.

Em toda a América colonial, isolados pe­la so­cie­da­de do­mi­nan­te, africanos e descendentes uniam-se pa­ra ce­le­brar o car­na­val à sua mo­da, com a mú­si­ca e a dan­ça de sua tra­di­ção, in­tro­du­zin­do, na fes­ta eu­ro­péia, ­além dos ins­tru­men­tos ca­rac­te­rís­ti­cos, ­suas cren­ças e seu mo­do de ser. Na Martinica, o cos­tu­me foi ado­ta­do por vol­ta de 1640 e as fes­ti­vi­da­des do kan­na­val, co­mo é de­no­mi­na­do o car­na­val mar­ti­ni­ca­no, ex­pres­sam-se em um es­ta­do de es­pí­ri­to pe­cu­liar, trans­mi­ti­do de ge­ra­ção pa­ra ge­ra­ção. Durante mui­to tem­po a fes­ta rea­li­za­da na ci­da­de de Saint-Pierre foi o pon­to cul­mi­nan­te da co­me­mo­ra­ção na ­ilha, e, ten­do sua fa­ma se es­ten­di­do pe­lo Caribe, ­atrai anual­men­te mi­lha­res de vi­si­tan­tes de to­do o mun­do. Depois da de­vas­ta­do­ra erup­ção vul­câ­ni­ca de 1808, a tra­di­ção car­na­va­les­ca re­vi­veu em Fort-de-France, a no­va ca­pi­tal da Martinica, on­de, nos ­dias de ho­je, os pre­pa­ra­ti­vos co­me­çam na epi­fa­nia, em mea­dos de ja­nei­ro, e se es­ten­dem até a quar­ta-fei­ra de cin­zas. Durante es­se pe­río­do e no car­na­val pro­pria­men­te di­to, a ca­da do­min­go, gru­pos fan­ta­sia­dos ­saem às ­ruas, em tra­jes va­ria­dos: ca­sa­cos ve­lhos, rou­pas fo­ra de mo­da, cha­péus ras­ga­dos, fan­ta­sias bri­lhan­tes e co­lo­ri­das de ar­le­quim, pier­rôs e dia­bos. As más­ca­ras tam­bém são im­por­tan­tes aces­só­rios da fes­ta: ­além das que ho­me­na­geiam ou cri­ti­cam per­so­na­li­da­des do mo­men­to, há aque­las re­la­cio­na­das à mor­te, re­ple­tas de sim­bo­lo­gias afri­ca­nas, cu­jo sig­ni­fi­ca­do Aimé Cesaire en­con­trou em ri­tuais da re­gião de Casamance, no Norte do Senegal (con­for­me Alain Eloise). No Haiti, de mo­do ge­ral, o car­na­val é ce­le­bra­do se­guin­do es­se mes­mo es­pí­ri­to e com tra­ços se­me­lhan­tes aos fes­te­jos que se rea­li­zam no Brasil, em Trinidad e na Louisiana, Estados Unidos. Em Porto Príncipe, o vi­si­tan­te en­con­tra des­fi­les, fes­tas e fan­ta­sias cria­ti­vas, co­mo os que se ­vêem nes­ses lu­ga­res. Da mesma forma em Cuba, onde o carnaval é celebrado, desde o século XVII, em julho; e onde a cidade de Santiago é tida por alguns como o berço do carnaval caribenho.

No Brasil, pelo me­nos des­de o iní­cio do sé­cu­lo XIX, a par­ti­ci­pa­ção do po­vo ne­gro nos fol­gue­dos car­na­va­les­cos sem­pre foi mar­ca­da, também, por uma ati­tu­de de re­sis­tên­cia, pas­si­va ou ati­va, à opres­são das clas­ses do­mi­nan­tes. Proibidos por lei de re­vi­dar aos ata­ques dos bran­cos, afri­ca­nos e criou­los pro­cu­ra­vam ou­tras ma­nei­ras de brin­car no en­tru­do. Tanto as­sim que Debret, en­tre 1816 e 1831, pe­río­do em que vi­veu no Brasil, fla­grou ce­nas in­te­res­san­tes de car­na­val, co­mo por exem­plo, um gru­po de ne­gros que, fan­ta­sia­dos de ve­lhos eu­ro­peus e ca­ri­ca­tu­ran­do-­lhes os ges­tos, zom­ba­va dos opres­so­res, crian­do, sem sa­ber, os cor­dões de ve­lhos, de imen­so su­ces­so no iní­cio do sé­cu­lo XX. Entre 1892 e 1900 sur­gi­ram no car­na­val baia­no, pe­la or­dem, a “Embaixada Africana*”, os “Pândegos d’Áfri­ca*”, a “Chega­da Africana” e os “Guerreiros d’Áfri­ca”, apre­sen­tan­do-se em prés­ti­tos cons­ti­tuí­dos úni­ca e ex­clu­si­va­men­te de ne­gros. Essa mo­da­li­da­de car­na­va­les­ca – “a exi­bi­ção de cos­tu­mes afri­ca­nos com ba­tu­ques” – se­ria proi­bi­da em 1905 na Ba­hia. Exatos ­dois ­anos de­pois, sur­ge no Rio de Janeiro o ran­cho car­na­va­les­co “Ameno Re­sedá*” que, pre­ten­den­do “­sair do afri­ca­nis­mo orien­ta­dor dos cor­dões” (con­for­me Jota Efegê), con­quis­ta, com ­seus en­re­dos ope­rís­ti­cos, im­por­tan­te es­pa­ço pa­ra os ne­gros no car­na­val ca­rio­ca, pre­pa­ran­do o ca­mi­nho pa­ra as es­co­las de sam­ba, que sur­gi­riam um pou­co ­mais tar­de. Estruturadas no fi­nal dos ­anos de 1920, de 1932, ano do pri­mei­ro des­fi­le real­men­te or­ga­ni­za­do, até os ­dias de ho­je, as es­co­las de sam­ba ca­rio­cas vi­ve­ram vá­rias fa­ses de um ins­ti­gan­te pro­ces­so dia­lé­ti­co. Nunca dei­xa­ram de ser, no en­tan­to, pe­lo me­nos em te­se, nú­cleos de re­sis­tên­cia ne­gra – a ri­ca sim­bo­lo­gia das ­alas de baia­nas e das ve­lhas-guar­das cons­ti­tui exem­plo em­ble­má­ti­co.

Enquanto as es­co­las ca­rio­cas iam se trans­for­man­do, na Bahia ­eram fun­da­das agre­mia­ções co­mo o afo­xé “Filhos de Gandhi”, em 1948, “pa­ra di­vul­ga­ção do cul­to na­gô, co­mo for­ma de afir­ma­ção ét­ni­ca”, se­gun­do ­seus es­ta­tu­tos; o blo­co-­afro Ilê ai­yê, em 1974, “por um gru­po de jo­vens cons­cien­tes da ne­ces­si­da­de de man­ter vi­va a lu­ta dos ­seus an­ces­trais pe­la com­ple­ta in­te­gra­ção so­cial da po­pu­la­ção ne­gra no Brasil”, tam­bém con­for­me ­seus ob­je­ti­vos es­ta­tu­tá­rios; e o afo­xé “Badauê”, em 1978, tor­nan­do, se­gun­do o es­cri­tor Antonio Risério, “ir­re­ver­sí­vel o pro­ces­so de rea­fri­ca­ni­za­ção do car­na­val da Bahia”.

Mas nessa reafricanização, o capital acabou entrando de cabeça. Aí, vieram, entre outras novidades, os blocos-de-trio e os abadás (“abadá” é, no sentido originário, aquela espécie de blusão masculino, sem gola, usada no oeste africano e nos candomblés). Da mesma forma que, nas escolas de samba cariocas, veio aquele padrão de fantasia que, qualquer que seja o enredo, mistura punhos egípcios com capacetes astecas e capas de super-heróis, etc.

Em meio a tudo isso, veio a síndrome do “desfile”, do espetáculo, em prejuízo da “saída” espontânea, contaminando até o bloquinho mais mixuruca ali da esquina. É, então, que nos vem a cabeça a célebre frase do saudoso jornalista e boêmio carioca Waldinar Ranulpho (1922-1985), o qual, na sua ácida verve de cronista carnavalesco, talvez o último deles, um dia fulminou:

– Sambista “sai”, meu sinhô! Quem “desfila” é soldado! Grande Waldinar!...

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Show "Tantos carnavais"


Meu dileto amigo e colega no governo do Estado nos tempos da administração Rigotto, o cantor e intérprete Victor Hugo estará em cartaz com o show "Tantos carnavais", recebendo o auxílio luxuoso do pianista Geraldo Flach. O espetáculo é formado por um repertório de marchinhas carnavalescas.

A apresentação acontece no dia 12 de fevereiro, a partir das 20h, no foyer do Teatro Bourbon Country. Vale a pena conferir.

Victor Hugo participou e venceu diversos festivais de músicas nativistas o RS. É jornalista, radialista, foi diretor da Rádio FM Cultura, diretor do Instituto Estadual de Música, secretário substituto e titular da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Significa!



Pena que aqui em POA não pega a TV Gazeta. Nem em tevê aberta, nem em UHF e, pelo que me consta, nem na net. É que na emissora paulista rola o Todo seu, apresentado pelo cantor Ronnie Von. Segundo o editorial da atração, trata-se de "um programa feminino com uma visão masculina".

E não é que o cara, ícone da masculinidade e cantor-galã desde os tempos da Jovem Guarda (é só lembrar dos hits "A praça", "Meu bem", "Tranquei a vida", "Cachoeira"), lançou uma gíria nova para chamar uma pessoa de gay. Alguém gravou, postou o vídeo no You Tube e pimba! virou coqueluche. Até a galera do CQC adotou o "Momento Significa".

O "Todo seu" tem um bloco em Ronnie Von dá uma de conselheiro, lendo cartas do público sobre relacionamento, vida sexual, etc. Ele leu a seguinte pergunta: “Ronnie, sou solteiro e há algum tempo atrás fui numa festa do amigo de um amigo meu, que eu não conhecia. Quando chegamos, fomos apresentados e, desde então, não consigo tirar ele da minha cabeça. Estou muito confuso. Isso significa que eu sou gay?”

Sério e sem tirar os olhos da fichinha, ele responde, na lata: Significa!

Well, entonces, quando você ouvir por aí que Fulano de Tal "significa", isso quer dizer que ele é gay. Tá boa, santa?

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Para começar o ano bem...

Um poema de Mario Quintana, para alegrar os nossos corações.


Existe somente uma idade para a gente ser feliz
Somente uma época na vida de cada pessoa
Em que é possível sonhar.

E fazer planos e ter energia bastante para realizá-los
A despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida
E viver apaixonadamente!!

E desfrutar tudo com toda intensidade
Sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
E recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança.

E vestir-se com todas as cores
E experimentar todos os sabores
E entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
Em que todo desafio
É mais um convite à luta que a gente enfrenta.

Com toda disposição de tentar algo novo
De novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE!!!
E tem a duração do instante que passa.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Feliz 2009!!




Que 2009 seja beeeem melhor do que foi 2008, que já vai tarde...

Desejo a todos meus amigos, conhecidos, camaradas e afetos, um super-hiper-mega-ultra e próspero ano que se aproxima. Que as esperanças se renovem e os desejos se concretizem nos próximos 365 dias. Enfim, feliz ano novo, meu povo!

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Fina flor da chinelagem

SC: donativos para os desabrigados são furtados

Reportagem flagra mulher saindo do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio de doações. Voluntários e militares também aparecem nas imagens escolhendo roupas para levar.


Muito ridículo

Podia terminar o mandato sem essa...



domingo, dezembro 14, 2008

Que pena que não acertou...



Jornalista iraquiano atira sapato contra Bush
(Informações do G1)
Um jornalista iraquiano jogou um sapato sobre o presidente dos EUA, George W. Bush, hoje (14/12), durante a quarta e última visita surpresa do americano ao Iraque em guerra .
O sapato, por muito pouco, não atingiu Bush, que se abaixou. A agressão ocorreu no momento em que Bush cumprimentava o premiê do Iraque, Nuri al-Maliki, durante uma entrevista coletiva no escritório do líder iraquiano, na protegida zona verde de Bagdá.
Depois do lançamento do sapato, Maliki tentou proteger Bush, estendendo a mão em frente do americano. Durante o ataque, o repórter de TV chamou Bush de 'cão' em árabe. 'É o beijo de despedida, seu cão', disse ele.
O ambiente ficou tumultuado no salão. Bush sorriu sem graça, e Maliki ficou constrangido. 'Não me incomodo', disse o presidente americano a seguir, pedindo que os presentes mantivessem a calma.
Aos gritos e se debatendo, o agressor foi retirado do local por agentes de segurança iraquianos e homens do serviço secreto dos EUA. Mais tarde, questionado sobre a agressão, Bush disse que não se sentiu ameaçado pelo incidente. Outros jornalistas iraquianos pediram desculpas em nome do colega.
Jogar os sapatos sobre alguém é considerado um insulto muito grave no Oriente Médio, e o ato do repórter reflete a impopularidade de Bush na reta final de seu mandato, que acaba em 20 de janeiro de 2009.

Nota: Muntazer Al-Zeidi é o nome do jornalista que arremessou o sapato contra George W. Bush. Para muita gente, virou o herói deste final de ano.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Começa a Semana do Samba


Hoje, 26, às 20h, no Teatro Túlio Piva (Rua da República, 575), começa a Semana do Samba 2008. O primeiro evento é alusivo aos cinco anos do Grupo de Pagode Bom Partido. As apresentações têm entrada franca, com exceção do Pagode Solidário (sexta-feira, 28), que solicita um brinquedo em troca do ingresso.

Na quinta-feira, 27, no mesmo horário, a programação da Semana do Samba vai à Usina do Gasômetro. Como parte das comemorações pelos 80 anos da Usina, haverá apresentação da Banda Itinerante.

Sábado à noite, 29, as demonstrações começam na quadra da Saldanha, com apresentação da Banda, de Tobias da Vai-Vai, Elisete Rosa, e Império da Zona Norte. Na madrugada, às 3h, um caldo verde será servido no Bar do Ricardo, na Rua Caldre Fião.

Confira aqui a programação "24 Horas de Samba"

Também está previsto café da manhã na Usina do Gasômetro, às 8h30, seguido do evento intitulado Passeio de Trem, com saída às 10h30, na Estação Mercado do Trensurb. Haverá almoço na quadra da Escola de Samba Império do Sol, em São Leopoldo, e retorno a Porto Alegre para passeio no barco Noiva do Cai (apresentação da Banda Itinerante). No retorno do passeio, haverá desfile da Banda Saldanha, saindo da Usina até o Anfiteatro Pôr-do-Sol.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Meu encontro com Nei Lopes


São poucas as pessoas que eu cometeria a tietagem de pedir autógrafo ou tirar uma foto junto. E só faria isso de uma maneira autêntica, se eu realmente fosse fã dessa pessoa. Já aconteceu com Bezerra da Silva e com Dominguinhos do Estácio. Infelizmente, não tive a ventura de tietar Jamelão. Só sei que nunca posaria ao lado de uma celebridade efêmera ou qualquer outro tipo de pagação de pau. E eis que um dos meus (poucos) ídolos vivos estava em Porto Alegre: o escritor, compositor e sambista Nei Lopes.

O artista carioca esteve em POA para participar da programação da Feira do Livro e autografar sua nova obra: Kofi e o menino do fogo (Editora Pallas), direcionada ao público infantil. Sem nenhuma divulgação, nem resenha em jornal, nem cobertura da "grande" imprensa, Nei ficou à disposição do público na tarde desta terça-feira (04.11), junto aos armazéns centrais do Cais do Porto. Eu, que não sou bobo nem nada, me fui até lá, munido de livros e capas de CDs para ganhar a assinatura de Nei e ainda sapecar uma foto com o autor de "Tempo de Dondom", "Goiabada Cascão", "Judia de mim", "Gostoso Veneno", entre outras obras.

Grande figura, esse Nei. Ficamos cerca de 40 minutos batendo papo sobre carnaval, samba-enredo, escola de samba, livros, folclore afrobrasileiro, de tudo um pouco. O mestre recentemente lançou um DVD gravado ao vivo. Quem sabe Porto Alegre será brindada com um show deste sambista nato, de fina cepa.
Volte logo aos pagos, Nei!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Good luck, Barry!


Depois das eleições municipais no Brasil, chegou a hora de acompanhar (e torcer) quem realmente manda no mundo. Amanhã os norte-americanos vão às urnas para eleger o novo presidente dos EUA e o planeta inteiro está de olho na votação. Muito já se falou no fenômeno Barack Obama, 47 anos, candidato do Partido Democrata. Filho de um economista queniano com uma antropóloga branca norte-americana, Barry (apelido de infância) viveu na Indonésia e foi criado pelos avós maternos em Honolulu, no Havaí. Em 1981, mudou-se para Nova York, para terminar sua graduação em Ciências Políticas na Universidade de Colúmbia. Mais tarde, cursou Direito na Universidade de Harvard – onde se formou em 1991. Logo em seguida, foi para Chicago, onde trabalhou pelos direitos civis dos negros carentesda cidade. Obama começou a ganhar notoriedade na política durante a Convenção do PartidoDemocrata em julho de 2004. Foi onde fez um discurso que emocionou o país. Meses depois,acabou sendo eleito para o Senado. Depois de sair vitorioso na batalha com a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, nas prévias do Partido Democrata, Obama iniciou suabusca pelos votos dos americanos usando como lema a palavara “change” (mudança).


Pois é isso. Barack Obama representa, aos olhos do mundo, essa "mudança", uma espécie de iluminismo político norte-americano, depois do breu que foi a administração belicista de George W. Bush. Com pompa e pose de superstar, de celebridade, e pitadas de messianismo, Barack virou o queridinho da mídia e conta com a torcida de bilhões de habitantes da Terra como o favorito para ser o novo inquilino da Casa Branca. Turbulência econômica, desemprego, altos impostos e a persistência na Guerra do Iraque são alguns desafios que Barack (ou o republicano John McCann, tido como zebra caso ganhe) irão enfrentar nos próximos 4 anos. Se o afrodescendente Barack Obama vencer, tomara que não desaponte todos que desejam esta "mudança" e seja um dos responsáveis para que os EUA finalmente ingressem no terceiro milênio mais humanizados. Boa sorte, Barry!

segunda-feira, outubro 13, 2008

STF pode derrubar diploma para jornalista


O Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar, ainda neste semestre, a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Segundo matéria do site Congresso em Foco, dos 11 ministros que julgarão o recurso extraordinário do Ministério Público Federal que questiona a regulamentação profissional da categoria, seis já se manifestaram de alguma forma contra a exigência de formação específica em jornalismo. A reportagem chama atenção para o fato de que alguns ministros já terem sinalizado, nos bastidores ou em decisões anteriores, sua posição sobre o tema. Um deles é o próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, relator do caso.

Em 2006, uma medida cautelar relatada por Mendes, na 2ª Turma do Supremo, permitiu que pessoas sem diploma continuassem a exercer o jornalismo. Os ministros Cezar Peluso, Celso de Mello e Joaquim Barbosa referendaram a posição de Gilmar. Eros Grau e Ricardo Lewandowski não participaram da análise do recurso, mas declararam que não se deveria exigir formação específica para jornalistas, já que, na opinião deles, o exercício profissional não dependeria de conhecimentos específicos.

A matéria lembra que a possibilidade de derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista não se restringe à ação do Judiciário. Propostas vindas do Executivo e do Legislativo também apresentam mecanismos de flexibilização da exigência de graduação específica para a área. O recurso está pronto para entrar na pauta.

Pesquisa de opinião realizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)/Sensus revelou que 74,3% dos dois mil entrevistados em território nacional disseram ser a favor do diploma, contra 13,9% que defendem a atuação jornalística sem o documento. O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, prometeu entregar cópias da pesquisa aos 11 ministros do STF.

sexta-feira, outubro 03, 2008

CQC sabatina os prefeituráveis de POA

Rafael Cortez, do CQC (TV Band, segundas, às 22h) sabatinou os(as) candidatos(as) à prefeitura de Porto Alegre. Menos o Fogaça.

Muito legal. Confira!!

terça-feira, setembro 30, 2008

Horário eleitoral


Até que enfim está terminando a torturante propaganda eleitoral gratuita, tanto no rádio quanto na tv. Confesso que, ao contrário de eleições passadas, não estou tão interessado neste tipo de programação.

Até porque é sempre aqueles papinhos, promessas e a amídia bombardeia os espectadores com overdoses cavalares de entrevistas "exclusivas" e debates. Cada emissora de rádio, cada emissora de tevê, cada jornal e cada site querem faser "a sua" entrevista com cada candidato, o que acarreta repetição e enfado.

E alguns candidatos a vereadores? Nossa, dá vontade jogar a tevê ou o rádio pela janela, com tanta criatividade.

Enquanto isso, sou mais o horário eleitoral do Pânico na TV. Humor tem que ser para profissional.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Que mico!


Acordo.

Ligo o rádio. Propaganda eleitoral.

- Puxa, horário político? Deve ser entre 7 e 7 e meia.

Vejo o relógio de pulso. Os dois ponteiros apontados para o doze.

- Pô, fala sério! O relógio parou ontem à meia-noite? Putz...

O sol entrando por entre as frestas da veneziana.

Ligo o celular. Hora: 12:01.

Sobressalto.

- Caraca!

Pego o controle remoto e ligo a tevê. Cristina Ranzolin dando bom-dia e começando o Jornal do Almoço.

Tudo o que eu tinha para fazer pela manhã ficou para trás. Meu Deus, que mico!