
Verdades, algumas meias-verdades e outras nem tão verdadeiras assim... O que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. It's all true!!!
quinta-feira, março 26, 2009
Porto Alegre 237 anos

sábado, março 14, 2009
Este ano meu carnaval não foi igual àquele que passou
sexta-feira, março 06, 2009
Quem é você???

sábado, fevereiro 14, 2009
Quem desfila é soldado...

Manda ver, mestre Nei.
"QUEM DESFILA É SOLDADO”, JÁ DIZIA O WALDINAR.
Um certo jornalismo de variedades, que às vezes nos engana, fantasiado de “cultural”, insiste em confundir samba com carnaval, espetáculo com folia, alhos com bugalhos. É assim que, para esse jornalismo, todo diretor de bateria é “mestre”, todo sambista é “bamba”, toda “musa” tem “samba no pé”, e qualquer bebum deprê, desde que vista uma fantasia no carnaval, mesmo que seja uma reles camiseta de bloco de boteco ilustrada pelo picasso da esquina, é um “folião”.
A mesma linha de “raciocínio”, que repete mais do que pesquisa, vai sempre buscar as origens do carnaval brasileiro nas saturnais romanas, que, dizem, celebravam a volta da primavera e o renascer da natureza; e daí passa pelos bailes de Veneza, Nápoles e Florença, chega ao Zé Pereira e a um certo “Congresso das Sumidades Carnavalescas” que ninguém sabe bem o que foi.
O que quase ninguém menciona é que, embora relacionado ao calendário católico, o carnaval do Brasil e das Américas – o das ruas, livre e solto ( “abada”, camiseta e camarote é outro papo) – tem raízes em várias culturas africanas. Em Gana, por exemplo, entre o povo Akan, é comum a realização de um grande festival anual, o odwira (na ilustração acima), seguido de um longo período de recolhimento e abstinência, como na quaresma. Devido a essa similitude, as celebrações carnavalescas nas Américas com certeza devem sua alegria e seu brilho, fundamentalmente, à música dos afro-descendentes. Assim foi e é, no Brasil, nos ranchos carnavalescos, nas escolas de samba, nos maracatus, afoxés, blocos-afro etc.; no candombe platino; nas comparsas cubanas; e no mardigras, nas Antilhas e em New Orleans.
Em toda a América colonial, isolados pela sociedade dominante, africanos e descendentes uniam-se para celebrar o carnaval à sua moda, com a música e a dança de sua tradição, introduzindo, na festa européia, além dos instrumentos característicos, suas crenças e seu modo de ser. Na Martinica, o costume foi adotado por volta de 1640 e as festividades do kannaval, como é denominado o carnaval martinicano, expressam-se em um estado de espírito peculiar, transmitido de geração para geração. Durante muito tempo a festa realizada na cidade de Saint-Pierre foi o ponto culminante da comemoração na ilha, e, tendo sua fama se estendido pelo Caribe, atrai anualmente milhares de visitantes de todo o mundo. Depois da devastadora erupção vulcânica de 1808, a tradição carnavalesca reviveu em Fort-de-France, a nova capital da Martinica, onde, nos dias de hoje, os preparativos começam na epifania, em meados de janeiro, e se estendem até a quarta-feira de cinzas. Durante esse período e no carnaval propriamente dito, a cada domingo, grupos fantasiados saem às ruas, em trajes variados: casacos velhos, roupas fora de moda, chapéus rasgados, fantasias brilhantes e coloridas de arlequim, pierrôs e diabos. As máscaras também são importantes acessórios da festa: além das que homenageiam ou criticam personalidades do momento, há aquelas relacionadas à morte, repletas de simbologias africanas, cujo significado Aimé Cesaire encontrou em rituais da região de Casamance, no Norte do Senegal (conforme Alain Eloise). No Haiti, de modo geral, o carnaval é celebrado seguindo esse mesmo espírito e com traços semelhantes aos festejos que se realizam no Brasil, em Trinidad e na Louisiana, Estados Unidos. Em Porto Príncipe, o visitante encontra desfiles, festas e fantasias criativas, como os que se vêem nesses lugares. Da mesma forma em Cuba, onde o carnaval é celebrado, desde o século XVII, em julho; e onde a cidade de Santiago é tida por alguns como o berço do carnaval caribenho.
No Brasil, pelo menos desde o início do século XIX, a participação do povo negro nos folguedos carnavalescos sempre foi marcada, também, por uma atitude de resistência, passiva ou ativa, à opressão das classes dominantes. Proibidos por lei de revidar aos ataques dos brancos, africanos e crioulos procuravam outras maneiras de brincar no entrudo. Tanto assim que Debret, entre 1816 e 1831, período em que viveu no Brasil, flagrou cenas interessantes de carnaval, como por exemplo, um grupo de negros que, fantasiados de velhos europeus e caricaturando-lhes os gestos, zombava dos opressores, criando, sem saber, os cordões de velhos, de imenso sucesso no início do século XX. Entre 1892 e 1900 surgiram no carnaval baiano, pela ordem, a “Embaixada Africana*”, os “Pândegos d’África*”, a “Chegada Africana” e os “Guerreiros d’África”, apresentando-se em préstitos constituídos única e exclusivamente de negros. Essa modalidade carnavalesca – “a exibição de costumes africanos com batuques” – seria proibida em 1905 na Bahia. Exatos dois anos depois, surge no Rio de Janeiro o rancho carnavalesco “Ameno Resedá*” que, pretendendo “sair do africanismo orientador dos cordões” (conforme Jota Efegê), conquista, com seus enredos operísticos, importante espaço para os negros no carnaval carioca, preparando o caminho para as escolas de samba, que surgiriam um pouco mais tarde. Estruturadas no final dos anos de 1920, de 1932, ano do primeiro desfile realmente organizado, até os dias de hoje, as escolas de samba cariocas viveram várias fases de um instigante processo dialético. Nunca deixaram de ser, no entanto, pelo menos em tese, núcleos de resistência negra – a rica simbologia das alas de baianas e das velhas-guardas constitui exemplo emblemático.
Enquanto as escolas cariocas iam se transformando, na Bahia eram fundadas agremiações como o afoxé “Filhos de Gandhi”, em 1948, “para divulgação do culto nagô, como forma de afirmação étnica”, segundo seus estatutos; o bloco-afro Ilê aiyê, em 1974, “por um grupo de jovens conscientes da necessidade de manter viva a luta dos seus ancestrais pela completa integração social da população negra no Brasil”, também conforme seus objetivos estatutários; e o afoxé “Badauê”, em 1978, tornando, segundo o escritor Antonio Risério, “irreversível o processo de reafricanização do carnaval da Bahia”.
Mas nessa reafricanização, o capital acabou entrando de cabeça. Aí, vieram, entre outras novidades, os blocos-de-trio e os abadás (“abadá” é, no sentido originário, aquela espécie de blusão masculino, sem gola, usada no oeste africano e nos candomblés). Da mesma forma que, nas escolas de samba cariocas, veio aquele padrão de fantasia que, qualquer que seja o enredo, mistura punhos egípcios com capacetes astecas e capas de super-heróis, etc.
Em meio a tudo isso, veio a síndrome do “desfile”, do espetáculo, em prejuízo da “saída” espontânea, contaminando até o bloquinho mais mixuruca ali da esquina. É, então, que nos vem a cabeça a célebre frase do saudoso jornalista e boêmio carioca Waldinar Ranulpho (1922-1985), o qual, na sua ácida verve de cronista carnavalesco, talvez o último deles, um dia fulminou:
– Sambista “sai”, meu sinhô! Quem “desfila” é soldado! Grande Waldinar!...
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Show "Tantos carnavais"

terça-feira, janeiro 27, 2009
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Significa!
Pena que aqui em POA não pega a TV Gazeta. Nem em tevê aberta, nem em UHF e, pelo que me consta, nem na net. É que na emissora paulista rola o Todo seu, apresentado pelo cantor Ronnie Von. Segundo o editorial da atração, trata-se de "um programa feminino com uma visão masculina".
E não é que o cara, ícone da masculinidade e cantor-galã desde os tempos da Jovem Guarda (é só lembrar dos hits "A praça", "Meu bem", "Tranquei a vida", "Cachoeira"), lançou uma gíria nova para chamar uma pessoa de gay. Alguém gravou, postou o vídeo no You Tube e pimba! virou coqueluche. Até a galera do CQC adotou o "Momento Significa".
O "Todo seu" tem um bloco em Ronnie Von dá uma de conselheiro, lendo cartas do público sobre relacionamento, vida sexual, etc. Ele leu a seguinte pergunta: “Ronnie, sou solteiro e há algum tempo atrás fui numa festa do amigo de um amigo meu, que eu não conhecia. Quando chegamos, fomos apresentados e, desde então, não consigo tirar ele da minha cabeça. Estou muito confuso. Isso significa que eu sou gay?”
Sério e sem tirar os olhos da fichinha, ele responde, na lata: Significa!
Well, entonces, quando você ouvir por aí que Fulano de Tal "significa", isso quer dizer que ele é gay. Tá boa, santa?
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Para começar o ano bem...
Existe somente uma idade para a gente ser feliz
Somente uma época na vida de cada pessoa
Em que é possível sonhar.
E fazer planos e ter energia bastante para realizá-los
A despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida
E viver apaixonadamente!!
E desfrutar tudo com toda intensidade
Sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
E recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança.
E vestir-se com todas as cores
E experimentar todos os sabores
E entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
Em que todo desafio
É mais um convite à luta que a gente enfrenta.
Com toda disposição de tentar algo novo
De novo e de novo, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE!!!
E tem a duração do instante que passa.
terça-feira, dezembro 30, 2008
quarta-feira, dezembro 24, 2008
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Fina flor da chinelagem
Reportagem flagra mulher saindo do pavilhão com um carrinho de supermercado cheio de doações. Voluntários e militares também aparecem nas imagens escolhendo roupas para levar.
domingo, dezembro 14, 2008
Que pena que não acertou...
Nota: Muntazer Al-Zeidi é o nome do jornalista que arremessou o sapato contra George W. Bush. Para muita gente, virou o herói deste final de ano.
quarta-feira, novembro 26, 2008
Começa a Semana do Samba

Na quinta-feira, 27, no mesmo horário, a programação da Semana do Samba vai à Usina do Gasômetro. Como parte das comemorações pelos 80 anos da Usina, haverá apresentação da Banda Itinerante.
Sábado à noite, 29, as demonstrações começam na quadra da Saldanha, com apresentação da Banda, de Tobias da Vai-Vai, Elisete Rosa, e Império da Zona Norte. Na madrugada, às 3h, um caldo verde será servido no Bar do Ricardo, na Rua Caldre Fião.
Confira aqui a programação "24 Horas de Samba"
Também está previsto café da manhã na Usina do Gasômetro, às 8h30, seguido do evento intitulado Passeio de Trem, com saída às 10h30, na Estação Mercado do Trensurb. Haverá almoço na quadra da Escola de Samba Império do Sol, em São Leopoldo, e retorno a Porto Alegre para passeio no barco Noiva do Cai (apresentação da Banda Itinerante). No retorno do passeio, haverá desfile da Banda Saldanha, saindo da Usina até o Anfiteatro Pôr-do-Sol.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Meu encontro com Nei Lopes

segunda-feira, novembro 03, 2008
Good luck, Barry!

segunda-feira, outubro 13, 2008
STF pode derrubar diploma para jornalista
Em 2006, uma medida cautelar relatada por Mendes, na 2ª Turma do Supremo, permitiu que pessoas sem diploma continuassem a exercer o jornalismo. Os ministros Cezar Peluso, Celso de Mello e Joaquim Barbosa referendaram a posição de Gilmar. Eros Grau e Ricardo Lewandowski não participaram da análise do recurso, mas declararam que não se deveria exigir formação específica para jornalistas, já que, na opinião deles, o exercício profissional não dependeria de conhecimentos específicos.
A matéria lembra que a possibilidade de derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalista não se restringe à ação do Judiciário. Propostas vindas do Executivo e do Legislativo também apresentam mecanismos de flexibilização da exigência de graduação específica para a área. O recurso está pronto para entrar na pauta.
Pesquisa de opinião realizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)/Sensus revelou que 74,3% dos dois mil entrevistados em território nacional disseram ser a favor do diploma, contra 13,9% que defendem a atuação jornalística sem o documento. O presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, prometeu entregar cópias da pesquisa aos 11 ministros do STF.
sexta-feira, outubro 03, 2008
CQC sabatina os prefeituráveis de POA
Muito legal. Confira!!
terça-feira, setembro 30, 2008
Horário eleitoral
Até que enfim está terminando a torturante propaganda eleitoral gratuita, tanto no rádio quanto na tv. Confesso que, ao contrário de eleições passadas, não estou tão interessado neste tipo de programação.
Até porque é sempre aqueles papinhos, promessas e a amídia bombardeia os espectadores com overdoses cavalares de entrevistas "exclusivas" e debates. Cada emissora de rádio, cada emissora de tevê, cada jornal e cada site querem faser "a sua" entrevista com cada candidato, o que acarreta repetição e enfado.
E alguns candidatos a vereadores? Nossa, dá vontade jogar a tevê ou o rádio pela janela, com tanta criatividade.
Enquanto isso, sou mais o horário eleitoral do Pânico na TV. Humor tem que ser para profissional.
quinta-feira, setembro 25, 2008
Que mico!




