sábado, agosto 25, 2007

Eu sou aquele que disse


Na década de 1980 eu escutava muito Raul Seixas. Cheguei a ter uma coleção considerável de álbuns e gravações do artista. Tempos depois, eu descobri outro maldito igualmente genial: Sérgio Sampaio (1947-1994). E foi de uma maneira interessante: eu encontrei o disco "Tem que acontecer" (1976), na discoteca da Rádio da Universidade, na época em que eu era estagiário na emissora. Pus a bolacha a rodar em um dos toca-discos e pirei com o álbum.


Até então, eu só me lembrava da música "Eu quero é botar meu bloco na rua", que o artista participou de um festival da canção, no início dos anos 70. Tempos depois eu achei na net a íntegra do álbum que Sérgio Sampaio gravou após o festival e adorei a inquietude do compositor. E destaco a música "Eu sou aquele que disse", uma pequena obra-prima. Para mais informações de Sérgio Sampaio, acesse o Dicionário de MPB, de Ricardo Cravo Albin (clique aqui).



Eu sou aquele que disse

(Sérgio Sampaio)

Eu tenho os dias contados
Um encontro marcado
E as mãos na cabeça
Eu tenho o corpo fechado
Que soltem as feras
Diante da mesa
Eu sou aquele que disse
Tanto limão pelo chão
Soltem cachorros nos parques
No pátio interno os ladrões
Cante, converse comigo
Antes que eu cresça e apareça
Mesmo eu não estando em perigo
Quero que você me aqueça

Neste inverno, ou não
Neste inferno, ou não

Aqui, meus olhos vermelhos
Meu rosto pregado
Antes que eu esqueça
Aqui, eu abro meu jogo
Não mato, não morro
Nem perco a cabeça

Eu sou aquele que disse
Tanto limão pelo chão
Soltem cachorros nos parques
No pátio interno os ladrões
Cante, converse comigo
Antes que eu cresça e apareça
Mesmo eu não estando em perigo
Quero que você me aqueça

Neste inverno, ou não
Neste inferno, ou não

Eu sou quem pede e não manda
Mantenha distância
Da minha cabeça
Eu sou quem acha e não acha
E se fala e se cala
É debaixo as mesa

Eu sou aquele que disse
Tanto limão pelo chão
Soltem cachorros nos parques
No pátio interno os ladrões
Cante, converse comigo
Antes que eu cresça e apareça
Mesmo eu não estando em perigo
Quero que você me aqueça

Neste inverno, ou não
Neste inferno, ou não

quarta-feira, agosto 22, 2007

Carroças


Um dos problemas insolucionáveis que existe em Porto Alegre é a circulação de carroças, em pleno século 21. De um tempo para cá, a situação piorou, quase beirando a calamidade.


No tempo em que a cidade era governada pelo PT (cuja administração fez a proeza que promover o emplacamento de carroças) o trânsito de veículos de tração animal era regulado. As carroças não podiam circular nas grandes avenidas entre as 8 da manhã até às 6 da tarde. A administração Fogaça chegou, faz vistas grossas e parece que há um estado de "liberou geral".


Enquanto isso, a gente observa as carroças se arrastando nas vias rápidas em plena luz do dia, a qualquer hora, forçando os pobres animais a carregarem pesos insuportáveis. O pior é quando a gente vê crianças guiando esses...vá lá... veículos. E a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) se omitindo...
Até quando? Acho que só até o ano que vem, que é ano eleitoral...

quarta-feira, agosto 01, 2007

Que tempo bom, que não volta nunca mais


Meu amigo Nelson Furtado, ex-colega de Fabico e que mora na Alemanha, me enviou essa foto-relíquia, tirada às durante uma aula de Jornalismo.

Sempre gostei de fotografias em preto e branco. E uma imagem como essa confere uma aura de "tempos românticos", de "eu era feliz e não sabia" que eu acho bacana. Acredito que essa foto deve ter sido feita por volta de abril/maio de 1994. Portanto, às vésperas da nossa formatura, que ocorreu no dia 7 de agosto daquele ano. Pô, vamos fazer 13 anos de formados! Parece até que foi ontem...

Na foto, tem gente que eu vejo seguido, gente que eu não vejo tão seguido e outros que nunca mais eu vi. No sentido dos ponteiros do relógio:

Claudia Borges (a loira sentada na mesa): Uma das amigas mais queridas que eu tive na Fabico. Apesar do estilo femme-fatale, a Claudia sempre foi muito na dela. Paradoxalmente, seu sonho era tornar-se médica. Atualmente é repórter do Jornal do Comércio. Trabalhamos juntos no início do ano, quando eu fiz um frila de dois meses no jornal.

Inês Figueiró: (de perfil): Inês é uma relações-públicas que resolveu se tornar jornalista. Uma colega muito simpática, comunicativa e com um bom humor indomável. Poucos meses após a formatura, ela esteve na Europa e foi trabalhar no eixo Rio-São Paulo. Esteve em vários jornais, entre eles, a Gazeta Mercantil, e em algumas agências noticiosas. A última vez que eu tive notícias dela, Inezita estava trabalhando para a Revista Caras, cobrindo o universo das celebridades.

Ieda Fumagalli: O Nelson me ajudou a identificar esta colega. Ela era muito gente boa, muito solícita e participativa nas aulas. Era um pouquinho mais velha do que o grosso da turma, formada por muita gurizada.

Márcia Lerina: Uma colega estilo low-profile. Era oriunda de uma ou duas turmas anteriores à nossa (que entrou na faculdade no segundo semestre de 1990). Por essas coincidências do destino, encontrei a Márcia em Não-Me-Toque, durante uma feira agrícola, há cerca de dois anos. Ela estava cobrindo o evento para uma agência de notícias. E eu, trabalhava na assessoria de imprensa do Palácio Piratini e acompanhava o então governador Rigotto.

Ana Cristina Beheregaray: Outra das minhas colegas mais chegadas. Fizemos juntos muitos trabalhos em grupo. Tivemos muitos bate-papos nas mesas do bar da faculdade, no R.U, nas idas e vindas nos ônibus da linha São Manoel. A Ana se formou em Jornal mas não trabalhou na área. Logo em seguida, ingressou diplomada na faculdade de Letras e passou num concurso público. Faz muito tempo que não a vejo. Que saudades, Aninha!

Sylvia Santibañez: Essa chilena simpática e tranqüila estudou na Fabico graças àqueles intercâmbios com as universidades federais de outros países latinos. Aliás, a Ufrgs tinha e ainda têm muito disso: além de brasileiros, era possível encontrar nas salas de aula estudantes argentinos, chilenos, colombianos e até guatemaltecos. Pelo que eu sabia, a Sylvia tinha casado com o seu - na época - namorado brasileiro pouco depois da formatura. Não a vi mais desde então.

Paulo Gilvane: Tremenda figuraça! O Gilvane se formou na nossa turma depois de quase 10 anos de universidade. Eu o conheci numa das reuniões de formandos e fiquei irritado com aquele cara avulso que queria ditar regra na nossa colação de grau. Pouco tempo depois da formatura, acabamos trabalhando junto na Rede Band e nos tornamos bastante amigos. Junto com Denian Couto formávamos uma espécie de Irmãos Metralhas nas muitas festas que fizemos. Depois de sair da Band e trabalhar na Gaúcha, abandonou a RBS e criou um pequeno império de comunicação chamado Agência Radioweb. Eu brinco dizendo que o Paulo Gilvane é o "pequeno Cidadão Kane".

Marcelo Silva, vulgo Marcelinho: Um ótimo colega. Era assim chamado, no diminutivo, para ser diferenciado de outros tantos Marcelos que existiam na Fabico. Na nossa turma, aliás, tinha outro, o Cavalcante, carinhosamente chamado pelos colegas de Marcelo Mala. Marcelinho era bastante inteligente, dono de um aguçado senso de humor, porém, era muito tímido e introvertido. Logo após a formatura, passou num concurso público e é servidor do Estado.

Luísa Vaghetti (de cabelos curtos, sentada no computador): Também era uma figura. Uma mulher de fases. Seu humor oscilava bastante. Mas era incapaz de fazer mal a uma mosca. Quando estava de bem, Luísa era a festa em pessoa. Quando não estava tão de bem, sumia da faculdade e, quando retornava, tinha seu visual alterado, geralmente cortando os cabelos. Ávida leitora e um faro incomum para a reportagem, alguns amigos a chamavam de Lois Lane (a namorada-repórter do Super Homem). Contestadora e militante da Anistia Internacional, Luísa ainda hoje está envolvida em causas sociais na sua terra natal, Pelotas.

Paulo James (sentado, de pernas cruzadas): Um rocker! Esta era a definição do Paulinho. Músico, desde seu ingresso na faculdade, foi baterista de bandas de rock, como Os Rebeldes e, logo em seguida ajudou a fundar os Acústicos e Valvulados, grupo em que atua até hoje. Mesmo adepto do rock and roll, James (apelido em função de seu visual à la James Dean) nunca foi alienado e sempre participava ativamente das aulas.

Eu, Gerson (acocorado): Estou segurando nas mãos um exemplar da revista Goool. Eu já estava atuando na publicação como sub-editor. Na época, o editor era meu amigo e colega Marcelo Donelles Coelho (hoje na TVE). E eu ostentava com orgulho o fruto de meu primeiro trabalho assinado como profissional num veículo impresso.

Alexandre Rocha: O Rochinha foi meu colega no Colégio Militar. Apesar disso, freqüentamos poucas aulas juntos na faculdade, em virtude dele ter ingressado um semestre antes de mim, apesar de termos sido aprovados no mesmo vestibular. Alexandre enveredou para a carreira acadêmica e é professor da Universidade Federal de Santa Catarina, onde é Doutor em Semiótica. Na foto, segura um exemplar da Sextante, revista-laboratório dos alunos de Jornalismo da Fabico.

Carla Andrade: A Carla era uma das poucas colegas casadas da nossa turma. Casada e já com filhos, apesar de não ser tão mais velha que o restante da turma. Junto com a Inês, pertencia ao time de mulheres-com-voz-rouca. Passou por vários veículos, até abrir sua própria empresa de comunicação, atuando no ramo de assessoria de imprensa.

Nelson Furtado: Meu brotherzão na turma de Jornalismo. Nos primeiros semestres, eu me dava bastante com o Jairo e o Felipe, que cursavam PP. Com o Nelson, encontrei uma espécie de alma-gêmea. Tínhamos gostos parecidos com música, futebol e também por jogar conversa fora. Quando assumi como editor na Goool, convidei-o a fazer uns frilas para a revista. Até hoje nem sei se o Aveline o pagou... Quando entrei na Band, tentei levá-lo junto, mas ele já estava com planos de se mudar para a Alemanha, onde já mora há 12 anos.

Laura Glüer: Outra espécie de alma-gêmea que eu tive na Fabico. Também é capricorniana e muito inteligente. Nos tornamos amigos bem no início da faculdade. Sempre integrávamos os mesmos grupos para fazer os trabalhinhos acadêmicos. Muita amizade, almoços no R.U., no bar da Fabico, bate papos descontraídos e gostos em comum. Depois da formatura, casou-se, morou no interior, tornou-se mãe de uma menina e nos reencontramos no ano passado graças ao Orkut. É professora de Jornalismo e leciona no IPA.

Outros colegas que não estão na foto e que merecem ser citados: Fabrício Carpi Nejar (hoje um consagrado poetas, considerado um dos nomes mais fortes da nova geração literária), Géssica Trindade (atualmente, repórter de Zero Hora no Vale dos Sinos), Sylvio Sirângelo (repórter-fotográfico, funcionário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, muito provavelmente deve ter sido ele quem bateu a foto acima), Marcelo Cavalcante (o querido "Marcelo Mala", cinegrafista e jornalista veterano), Denise Garcia (produtora cultural, é casada com o cartunista Alan Sieber. Ela tinha os cabelos longos, escorridos e pretos, da cor da asa da graúna.

Como diria o rapper Thaíde: que tempo bom, que não volta nunca mais.

terça-feira, julho 31, 2007

Meu Deus

De novo, Vanessa da Mata. E essa canção, "Meu Deus", é lindíssima. É a minha faixa preferida do disco Sim (2007).

Em ritmo de bolero, Vanessinha praticamente faz uma declaração de amor para seu homem. Pelo menos, é uma cantora que gosta do sexo oposto, ao contrário de algumas de suas colegas. E o cara para quem ela fez a música deve estar "sissi". Imagina, ser homenageado com uma composição destas e ainda escutar a voz macia e suave da moça ao pé do ouvido...




Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo?
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E que ele fará com os seus
Braços de amansar desejos
Boca de beijo
Corpo de tocar
Meu coração muito tonto
Quer sair de mim

Olhos flechando meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Tentação das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria


Um homem bonito assim
O que quer de mim
O que ele fará comigo
Um homem bonito que planos
O que Deus me deu
E o que ele fará com os seus
Braços de arrancar desejos
Olhos de gato
Sabor de hortelã
Meu coração muito louco
Quer chegar-se em mim

Olhos flechando os meus zelos
Bem que o meu corpo já me mostrava
Conclusão das mais safadas
Sem dor sem penar

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais seria

Meu Deus, Ave Maria!
Se ele não é um dos Seus
Ninguém mais seria
Ninguém mais


segunda-feira, julho 30, 2007

Boa sorte/Good luck

Esta bela música está estourada em tudo quanto é rádio. "Boa sorte/Good luck" é uma parceria virtual entre a brasileira Vanessa da Mata e o norte-americano Ben Harper. Vanessinha mostrou a canção para um dos produtores de Ben que levou para o músico em Los Angeles, que topou a missão e verteu a letra para o inglês.

A música, que fala de separação, é bem melancólica (e direta, até). Os versos iniciais dão a pista de que não tem conversa: é só isso/ não tem mais jeito/ acabou, boa sorte. Além da guitarra de Ben (que a toca sentado, com o instrumento em seu colo), o arranjo conta com o auxílio luxuoso do baterista Sly Dunbar e do contrabaixista Robbie Shakespeare (a cozinha mais poderosa da música jamaicana).

No CD Sim, lançado este ano por Vanessa da Mata, ela e Ben puseram a voz em estúdios diferentes, separados por milhares de quilômetros. Já o clipe foi gravado em L.A. (of course, man!). E em algumas cenas aparecem o encontro (desta vez real) entre os dois.



É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That’s it
There is no way
It over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change

Everything you want to give me
It too much
It’s heavy
There is no peace
All you want from me
Is’nt real
Expectations

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want

Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ is’nt real
Expectativas / Expectations
Desleais

Now were Falling into the night
Um bom encontro é de dois

sábado, julho 28, 2007

Não tem cara de tiozão

Música bem-humorada, da fictícia banda The Uncles, para o comercial de um tremendo carrão...

Mas só tiozão mesmo teria uns 70 pilas pra comprar este bólido. Mas sem dúvida, o Sentra, da Nissan, "acelerou meu coração".

Musa do Pan


Que Maurren Maggi nada! Que Marta (da Seleção de futebol feminino) nada! A musa dos Jogos Pan-americanos não esteve em nenhuma delegação, não correu, não saltou, nem suou. Não disputou nenhuma medalha e sequer esteve na Arena Olímpica do Rio.

Cristiane Dias foi, sem dúvida, a melhor coisa da cobertura televisiva do Pan 2007. Os boletins noturnos da competição, apresentados pela jornalista e levados ao ar sempre depois do Jornal da Globo e antes do Programa do Jô, foram um show de competência e de charme!

A guria é gaúcha, daqui de Porto Alegre, tem 26 anos, e mora há oito na Cidade Maravilhosa, onde se formou pela Faculdade Hélio Alonso (Facha). Atualmente, co-apresenta o Esporte Espetacular, aos domingos pela manhã.

sexta-feira, julho 27, 2007

Hard working man


Olha aí o negrão refestelado junto com seus colegas da assessoria do IPA. A foto foi tirada no Colégio Americano.

No sentido horário (acima): Carlos Ismael (de braços cruzados), Alex, Carol, Diéli, Vanessa, Aline e Fernando.

quinta-feira, julho 26, 2007

O Astronauta

Adoro esta música...



Roberto Carlos
O astronauta
autores: Edson Ribeiro e Helena dos Santos

Não tenho mais nenhuma razão
Pra continuar vivendo assim
Não posso mais olhar tanta tristeza
Por isso não vou mais ficar aqui
O mundo que eu queria não é esse
O mundo é só de sonhos

Bombas que caem jato que passa
Gente que olha o céu de fumaça
Meu amor não sei por onde anda
Será que os amores já morreram ?
Um astronauta eu queria ser
Pra ficar sempre no espaço

E desligar os controles
Da nave espacial
E pra ficar pra sempre
No espaço sideral
Não vou voltar
Pra terra não, não, não vou voltar


quarta-feira, julho 25, 2007

Bah, nem falei do Pan...



Nossa!!!

Os últimos dias estão sendo complicados em nosso país. A tragédia da queda do avião da TAM no dia 17 de julho obscureceu fatos que tinham tudo para ocupar ininterruptamente todas as manchetes de jornais e rodas de bate-papo até o final do mês, como os Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Com isso, o escândalo envolvendo as contas do senador Renan Calheiros foi posto para quinto, sexto ou sétimo plano, já que TAM, Pan, caos aéreo, morte de ACM e até o incêndio no Shopping Total aqui em Porto Alegre tomaram conta das discussões dos últimos dias.

Mas a maior festa esportiva das Américas ainda está acontecendo e, até o próximo domingo, ainda vamos conviver com boletins diários, pódios, ranking de medalhas, quebra de recordes e o ufanismo de Galvão Bueno gritando ÉÉÉÉÉ DOOO BRAAAASIIIIL, se esgoelando a plenos pulmões.

O mascotinho Cauê é bem engraçadinho e, como diria minha afilhada Camile, de três aninhos, o "bonecrinho" é um desenho "muito fofo". No entanto, a organização do Pan Rio 2007 ainda terá que explicar porque a competição estava orçada em R$ 250 milhões e acabou custando mais de R$ 3,5 bi!!!!

Mas é isso aí. Tudo em nome da alegria, tudo em nome do amor... E segue a torcida para ganharmos muitas medalhas e cantarmos o Hino Nacional tantas quantas vezes for possível. Afinal, durante eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas, Jogos Pan (e até Grande Prêmio de Fórmula 1) são momentos em que nunca fomos tão brasileiros.

sexta-feira, julho 20, 2007

Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito


Hoje é o dia do amigo.


Me parece que a origem da data é controversa. A versão mais difundida é de que um argentino escolheu o dia 20 de julho (data em que o homem pisou na Lua, em 1969) escolha porque não considerou a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo(!) Assim, durante um ano, o cara divulgou o lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro". A data foi estabelecida por decreto na Argentina em 1979. Gradativamente, outros países adotaram o dia 20 de julho como Dia do Amigo.

Na verdade, todos os dias são propícios para as amizades, e nossos amigos devem ser lembrados todos os dias. Mesmo assim, eu desejo a todos meus amigos queridos, neste dia 20 de julho, um feliz Dia do Amigo!


A amizade é uma coisa sagrada e o combustível emocional desta vida. Muito obrigado por vocês existirem, estarem na minha vida e me ajudarem a "agüentar o tirão"!!


Um abraço aos queridos e um beijão nas queridas!!

...


188 vítimas no maior acidente da aviação brasileira. 188 minutos de silêncio...

quarta-feira, julho 11, 2007

Funk do choque do Lasier

Primeiro, enviaram por e-mail.

Depois, publicaram no YouTube.

E não é que agora transformaram a história do choque que o apresentador de tevê Lasier Martins tomou no ar, em plena transmissão ao vivo do Jornal do Almoço direto da Festa da Uva, em um animado funk? Eu não me agüentei de tanto rir.

Mas a cara de "the show must go on" que a Cristina Ranzolin faz no final é impagável... Hay-haaay!!

quinta-feira, julho 05, 2007

Quero ser feliz também

Adoro essa música.

E curto muito o jeitão riponga e a atitude pacifista do Natiruts. Uma das bandas surgidas no final dos anos 90 e que ainda estão por aí e que têm mensagem e muita competência no som. E mais do que nunca, eu "quero ser feliz também"!!

Quero ser feliz também
(Alexandre)

Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você

Chego e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Me dá vontade de ficar
Teu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar novo sentido pra viver
Encantar a noite

Eu quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas, paz e Iemanjá


Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você

Chego e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Dá vontade de ficar
Teu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar novo sentido pra viver
Encantar a noite

Eu quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas, paz e Iemanjá
(2x)





Intolerância nos tempos de cólera...

Ainda me causa engulhos aquelas pichações com insultos racistas contra a implementação de cotas raciais que emporcalharam os muros e as calçadas nos arredores do Campus Central da Ufrgs nos últimos dias do mês de junho. Meu Deus!

Já não bastasse a insegurança e a impunidade, agora estamos vítimas também da intolerância!

Tudo isso porque o debate a respeito das ações afirmativas não é qualificado. A maioria das opiniões que leio, vejo e escuto e que se mostram contrários à medida mudam o foco sobre a discussão, sempre cantando o mesmo refrão de que “as cotas têm que ser sociais e não raciais”, chegando ao requinte de questionar “por que elaborar cotas apenas para os negros e não para as outras etnias”? Ou o discurso surrado de que “é preciso melhorar a educação no Brasil e dar acesso à população ao ensino básico”. Ok, mas isso, na prática, só empurra o problema com a barriga e não se resolve nem uma coisa nem outra.

No Brasil, as cotas são realidade em 16 universidades federais e em mais 19 universidades estaduais de Ensino Superior. E o Rio Grande do Sul, estado mais caucasiano do país, nesse aspecto, vem se caracterizando pelo atraso. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deveria ter votado as cotas em junho, cancelou a reunião e ainda não estabeleceu nova data. Na Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a discussão não deve ocorrer neste ano. A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) não iniciou o debate.

Eu ainda quero escutar de algum filósofo, historiador, atropólogo ou intelectual que explique porque conflitos raciais acontecem nas regiões do ponto cardeal sul. O que é que tem esse tal de sul? É o sul dos Estados Unidos, África do Sul, sul do Brasil...

Se eu não encontrar ninguém que me responda isso eu mesmo pesquisar esse assunto que renderia teses e até livros.










sábado, junho 30, 2007

Da série "Por que eu queria ser Denzel Washington"...



...porque é um excelente ator;
...porque é um baita ator;
...porque, além de um puta ator, é irmão;
...porque deu essa bela "carcada" na Julia Roberts!!!

"Fala sério. Que mané oscar o quê! Troféu de verdade é este de vestido preto e de cabelos ruivos que eu tô agarrando pela cintura..."

terça-feira, junho 26, 2007

All we hear is radio ga ga... radio gu gu... radio blah blah



Às vezes me dá raiva em escutar rádio. Principalmente as ditas "FMs jovens". Quanta abobrinha, meu Pai do Céu!!

E o pior é que eu sou fissurado em rádio. Tenho esse utilitario inventado por Marconi no carro, no quarto, no computador, no walkman (bah, nessa época de iPods, pen drives e mp3 e mp4 players, invocar o hoje quase obsoleto walkman é bem coisa de tiozão) e até na cozinha. E, se possível, não dispenso um radinho quando estou trabalhando nem quando vou dormir. Coisa boa é pegar no sono escutando uma música ou um bom programa na madrugada...

Mas o lance é que é preciso uma paciência de Jó. Para os encontrar os tais "bons" programas de rádio, é necessário dar uma de Indiana Jones para ir ao encontro aos tesouros perdidos.

Digo isso porque me irrita profundamente esses programas para jovens que algumas emissoras têm a coragem de pôr no ar. O público-alvo - o jovem - é retratado como um babaca, beócio, parvo e tolo. Programas sem idéias, sem conteúdo, só cretinice. E um programa se assemelha bastante com o da emissora concorrente. Parece que é deflagrado um campeonato para saber quem é que fala mais bobagem. Meu Deus! Não é só revistas, filmes e novelas que devem ser classificados como impróprios para menores de 18 anos. Tem muito programa de rádio que, de tão ruim, chega a ser pornográfico.

E o jovem, será que aceita consumir esse tipo de produto, que é um verdadeiro atentado ao bom senso, ao bom gosto, à inteligência?

O supergrupo Queen já cantava uma certa decadência da programação radiofônica, nos idos do início da década de 1980, perante o surgimento da MTV e o que se ouvia naquela época era apenas gagá, gugu, bla-blá.

All we hear
Is radio ga ga
Radio goo goo
Radio ga ga
Radio blah blah
Radio what's news?
Radio someone still loves you


Tudo o que se ouve
É gagá, gugu, bla-blá
Rádio, cadê as notícias, as novidades?
Rádio, alguém ainda te ama


Dois programas que eu gosto de escutar nas FMs jovens que, infelizmente, são transmitidos quase no mesmo horário. O Pânico (Jovem Pan FM, do meio-dia às 14h), em que se faz um humor profissional, com direito à iconoclastia dos ídolos de pés de barro e das efêmeras celebridades artificiais catapultadas à fama pelos reallity-shows da vida. E também o Talk Radio (Ipanema FM, do meio-dia às 13h), com a apresentação de Kátia Suman, discutindo assuntos do momento e fazendo a galera pensar.

O resto, infelizmente, é café pequeno.

domingo, junho 24, 2007

Onde estão os negros da Argentina?


Na próxima terça-feira (26) inicia mais uma Copa América de Futebol. E a Seleção Brasileira, treinada por Dunga, estréia na quarta (27) contra o México, na cidade venezuelana de Puerto La Cruz.

Mas peguei o assunto do futebol só como gancho. É que uma coisa sempre vinha me deixando intrigado: nunca vi um negro atuando em qualquer seleção esportiva argentina, seja em Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos ou Olimpíadas. O que aconteceu com os negros do vizinho portenho?

Houve escravidão em toda América Latina. A importação de negros chegou até esta parte do Hemisfério Sul. Basta ver atletas e artistas brasileiros, uruguaios, colombianos, equatorianos, venezuelanos, peruanos, etc. E na Argentina, o que houve? Meu irmão Gilson esteve na Argentina há cerca de 10 anos. Viajou com colegas da faculdade na época em que ele cursava Geografia na Ufrgs para um encontro universitário em Buenos Aires. E ele, que tem a pele levemente mais escura do que a minha, disse que os estudantes argentinos puxavam papo com ele em francês, pensando que ele tivesse nascido no Senegal, Camarões ou Costa do Marfim (países africanos que foram colônias francesas). E ele chamava a atenção por ser negro. Era o chocolate no meio do creme de baunilha. Foi por essas curiosidades que eu resolvi dar uma pesquisadinha no assunto.

Na Argentina não tem negros porque foram todos mortos há pouco mais de um século. Jorge Lanata é um dos mais importantes jornalistas argentinos, fundador do diário “Página/12” e autor de Argentinos (em espanhol, Editora Argentina), uma belíssima história de seu país em dois volumes, lançada em 2002. Nos livros, ele batiza os negros de los primeiros desaparecidos, referência aos mortos pela ditadura militar recente. E traz números: no censo de 1778, 30% da população tinha origem africana. A proporção se mantém no censo de 1810, cai para 25% em 1838. Em 1887, repentinamente, compõe menos de 2%. Mas no início, bem no início, há depoimentos de que a proporção de negros e brancos em Buenos Aires chegou a ser de 5 para 1.

Durante seu primeiro século de vida, a capital argentina sobreviveu às custas do comércio negreiro. No século 16 até a primeira metade do 17, a coroa espanhola drenava o ouro e a prata do Potosí, na atual Bolívia. Foi este o negócio que batizou o Rio da Prata – e foram principalmente mãos negras que tiraram das minas subterrâneas os metais que sustentaram a Europa. Os escravos que trabalharam no Potosí vinham principalmente de Angola. Eram negociados pelos peruleiros, que faziam a rota Potosí-Buenos Aires-Rio-Luanda. O Rio de Janeiro também sobreviveu economicamente por conta do tráfico, numa época em que o açúcar do Nordeste era de qualidade muito maior. No Rio chegavam os escravos, pagos em boa parte não com dinheiro mas com açúcar, cachaça, mandioca e tabaco, que serviam de moeda de troca na África. Os escravos eram transportados então para Buenos Aires, onde entravam ilegalmente, e enviados Prata acima até as minas. Era um jogo onde todos, inclusive os governadores, eram contrabandistas. A relação na rota de tráfico entre Rio e Buenos Aires era tão íntima que, quando veio a separação da União Ibérica, os cariocas chegaram a sugerir aos hermanos que se bandeassem para o lado português.

Como no Brasil, todo o serviço, doméstico ou não, nos séculos 17 e 18 foi feito por mão-de-obra negra e escrava na Argentina. Então desapareceram e a história local ensinada nas escolas se cala sobre o assunto. Francisco Morrone, autor de Los negros en el ejército: declinación demográfica e disolución, é um dos historiadores que tenta recuperar o que houve. Segundo Morrone, uma das coisas que aconteceu foram casamentos mistos que, lentamente, clarearam a pele de filhos e netos. É o tipo da resposta que explica quase nada. Mas aí ele mete o dedo na ferida.

A abolição da escravatura na Argentina começou em 1813, foi confirmada pela Constituição de 1853 – bem antes à brasileira. Durante o século 19 todo, o país se meteu numa guerra após a outra. Contra invasões por parte de Inglaterra e França, então a Guerra da Independência seguida do banho de sangue da luta interna entre caudilhos pelo poder e culminando com a Guerra do Paraguai, na qual seguimos aliados. Por todo este período belicista, a Argentina pôs seus negros na linha de frente dos exércitos, os primeiros a levar tiros, às vezes de espingardas – muitas vezes servindo de isca para que o inimigo gastasse as balas de canhão.O golpe final foi a grande epidemia de Febre Amarela em 1871, que se abateu sobre os bairros de Buenos Aires para onde os negros que sobraram foram transferidos. Depois, nos primeiros anos do século 20, assim como no Brasil, houve uma enorme migração européia, principalmente de italianos, que marcaram o sotaque portenho como marcaram cá o paulistano. A diferença é que, a essas alturas, os poucos mulatos não tiveram melanina suficiente para escurecer a pele da população restante.

A Argentina teve, sim, escravos, exatamente como o Brasil e na mesma proporção. Nos momentos seguintes à sua independência, aboliu a escravidão para pôr em marcha uma política de branqueamento da população. No caso, isso quer dizer genocídio. Diga-se de passagem, nos primeiros anos da República isto foi motivo de inveja por parte do governo brasileiro. Não há inocentes.

sábado, junho 23, 2007

Mangueira, estou na plataforma da estação primeira

Meu pai era fã do cantor Jamelão. Na época da "eletrola", o Seu Paris gostava de botar um LP e ficar imitando a voz do intérprete mangueirense pela casa todas faixas do disco. Eu me criei escutando o meu pai cantar as músicas de Lupicínio Rodrigues na voz do "Jamela".

Poucos dias depois que o meu pai se foi, passou um programa especial sobre o Jamelão na televisão justamente cantando aquelas músicas que eu escutava desde a infância. Pronto. A partir daquele momento, percebi que eu sou uma manteiga derretida e que fiquei muito suscetível a me emocionar facilmente. Não são lágrimas de tristeza, mas gotas de saudade.

Não escuto mais a voz de meu pai e a de Jamelão está debilitada devido a dois AVCs sofridos pelo cantor no ano passado e é bem provável que a gente não a ouça mais, já cansada, do alto de seus 94 anos.

Mas, como as músicas são eternas e para a gente ficar feliz, divido com todos dois momentos do grande Jamelão:

1) primeiro, um vídeo do cantor, recebendo Chico Buarque para uma roda de samba no morro de Mangueira. A música é "Piano na Mangueira", parceria que Chico e Tom Jobim fizeram quando o segundo foi tema do carnaval da verde e rosa, em 1992. O vídeo tem direito até a participação de um cachorro latindo e fazendo xixi.



Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira

2) um arquivo em mp3 do único samba enredo composto por Jamelão que foi levado para a avenida. Trata-se de "Cântico à natureza - Primavera", de 1955, que tem como autores Alfredo Português e Nelson Sargento. Notem a pureza cristalina da sua bonita voz grave. Fosse nascido nos Estados Unidos, Jamelão seria um mito, tipo Louis Armstrong ou Nat King Cole. Mas, sabe como é... estamos no Brasil!

http://www.4shared.com/file/18462723/be17960c/Jamelo_-_Cntico__Natureza.html

Brilha no céu o astro rei
Com fulguração
Abrasando a terra
Anunciando o verão
Outono
Estação singela e pura
É a pujança da natura
Dando frutos em profusão
Inverno
Chuva, geada e garoa
Molhando a terra
Preciosa e tão boa
Desponta
A primavera triunfal
São as estações do ano
Num desfile magistral

A primavera
Matizada e viçosa
Pontilhada de amores
Engalanada, majestosa
Desabrocham as flores
Nos campos, nos jardins e nos quintais
A primavera
É a estação dos vegetais

Oh! Primavera adorada
Inspiradora de amores
Oh! Primavera idolatrada
Sublime estação das flores

sexta-feira, junho 22, 2007

Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos



Esse é um tipo de música que deixa a minha vida mais feliz.

Gravado de um especial de tevê de 1980, Paulinho da Viola revive com os "quatro crioulos", momentos do show Rosa de Ouro, que lançou os cinco sambistas e mais a rainha Clementina de Jesus e que alçou os artistas à condição de grandes nomes da MPB.

Os Quatro Crioulos eram:

Elton Medeiros (de óculos, percussão): um dos mais importantes sambistas brasileiros. Parceiro musical mais constante de Paulinho da Viola. No vídeo, canta "O sol nascerá", parceria dele e Cartola.

Nelson Sargento (violão): Tive o prazer de conhecer o sambista em 1997, quando fui cobrir o festival de cinema de Gramado. Nelson foi homenageado com um curta-metragem rodado por Estêvão Chiavatta, marido de Regina Casé. No vídeo, canta "Primavera - Cântico à natureza", samba da Mangueira de 1955.

Anescarzinho (percussão): integrante da ala dos compositores do Acadêmicos do Salgueiro. Autor, entre outros, do samba enredo "Chica da Silva", considerado um dos mais belos da história do carnaval. Faleceu em 2000. No vídeo, canta "Água do rio", de sua autoria, junto com Noel Rosa de Oliveira.

Jair do Cavaquinho (de bigode): também portelense, a exemplo de Paulinho. Integrava a Velha Guarda da Portela desde os anos 80. Faleceu em 2006. No vídeo, canta "Pecadora", de sua autoria, junto com Joãozinho. A música voltou às paradas de sucesso há cerca de dois anos, ao integrar a trilha sonora de uma novela das oito, regravada pelo Grupo Revelação.

Ordem das músicas no vídeo:

Quatro crioulos (Joacir Santana - Elton Medeiros)
Rosa de ouro (Elton Medeiros - Paulinho da Viola - Hermínio Belo de Carvalho)
O sol nascerá (Elton Medeiros - Cartola)
Primavera - Cântico à natureza (Alfredo Português - Jamelão - Nelson Sargento)
Água do rio (Anescarzinho - Noel Rosa de Oliveira)
Pecadora (Jair do Cavaquinho - Joãozinho)
Pode guardar as panelas (Paulinho da Viola)
Guardei minha viola (Paulinho da Viola)

Ô, coisa boa!!!

quarta-feira, junho 20, 2007

À luta, tricolor!


Pior do que não ganhar a final da Taça Libertadores, é não chegar na final da Taça Libertadores e ainda ser eliminado na primeira fase.

Valeu, Grêmio!

Eu acredito


Milagres acontecem...


Afinal, o Inter não ganhou do Barcelona com um gol do Gabiru?


Vâmo, vâmo, vâmo Grêmiooo!!!

De novo a Amy...


Esses dias eu comentei sobre a Amy Winehouse, uma competente cantora que é a nova darling dos "mudernos". Bem, quero dizer que não tenho nada contra o som dela, que é de muita qualidade, aliás. Só acho um exagero de certos setores da mídia quererem transformá-la já numa diva.

Gente, achei uma foto dela na internet que eu me apavorei!!! Ela é bem jovem, tem apenas 23 anos, tem vozeirão, talento e aquela coisa toda. Só que ela já foi "cheinha" e me parece que a própria não curtia muito aquela situação começou a forçar a barra para perder peso. E pelo que se escuta por aí, sua dieta é regada a muito álcool.
Na foto acima, à esquerda, é a imagem atual da Amy. À direita, ela em 2003. Nem parecem a mesma pessoa, né? Na boa, magreza desse jeito é exagero e a cantora parece um cadáver ambulante. Coitada...
Qual dos momentos da Amy vocês preferem? Eu, que sou muito simpático às gordinhas (e a Leticia sabe disso), sou suspeito para falar e já fiz a minha escolha. Mas, brincadeiras à parte, a gata tem que se cuidar.
Além disso, diz que a mocinha adora um barraco. Recentemente, ela precisou cancelar alguns shows, pois quebrou dois dentes, após passar a tarde inteira num pub abaixo de drinques e cair podre de bêbada. Acho que muita gente se lembra do caso da talentosa cantora norte-americana Karen Carpenter, que muito se achava gorda e morreu anoréxica em 1983, com menos de 40 quilos.
O álbum Back to black - o segundo lançado pela cantora - traz como primeiro hit, "Rehab". Esta, por sinal, é barra pesada - a letra - cujo título, em bom português, é "reabilitação". A canção trata dos problemas da cantora com o álcool, já conhecidos publicamente ("eu e a bebida temos uma relação bem intensa, de amor e ódio", confessou ela com exclusividade para um jornal brasileiro, recentemente). Reaja, Amy! Ou melhor:
- "Rehab", guria!!!

terça-feira, junho 19, 2007

Cotas...

Estou tentando assistir ao ótimo MTV Debate, com Lobão estreando como entrevistador, mas devo confessar que não paro de ter engulhos.

O tema são as cotas para negros na universidade. E novamente volta aquela polêmica de que se trata de uma "medida racista", que se deve "melhorar o nível da educação fundamental", que deve se estabelecer cotas sociais e não raciais.

Vou reproduzir então uma entrevista publicada na edição de 30.06.2003 (há quatro anos, portanto) na Revista Época. O entrevistado era o professor Roberto Miranda (ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É interessante ver o ponto de vista dele sobre o assunto...

ROBERTO MARTINS

Dados pessoais: Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, tem 55 anos, uma filha e dois netos.

Trajetória: Economista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, fez mestrado e doutorado nos Estados Unidos, lecionou na graduação e na pós-graduação por 30 anos e presidiu o Ipea de 1999 a 2002. Trabalha em um grupo de estudo da ONU que trata de racismo e ações afirmativas.

ÉPOCA - O que está dando errado na política de cotas para negros?

Roberto Martins - A polêmica maior ocorreu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), com a cumulatividade da cota de estudantes de escolas públicas com a de negros. Isso resultou numa cota muito alta, mas pode ser corrigido se for eliminado o primeiro critério. De qualquer forma, as críticas eram previsíveis. Até hoje a sociedade brasileira se recusa a discutir o racismo, pois continua presa ao mito da democracia racial: a falsa idéia de que no Brasil não há discriminação.

ÉPOCA - Esse sistema não favoreceria somente negros de classe média, que nem precisariam da cota?

Martins - É claro que o sistema não teria sentido se só colocasse na faculdade pessoas que entrariam de qualquer jeito. Mas a realidade é outra. Sem a cota, os negros não estão entrando. Na Universidade de São Paulo, os negros são apenas 1,3% dos 39 mil alunos. Isso é irrisório em um país onde 45% da população é negra.

ÉPOCA - A questão não precisa ser mais debatida?

Martins - Esse é um argumento falacioso. A única maneira de debater é fazer. O movimento negro tenta debater há décadas e ninguém se interessou. Essa é a primeira vez que se ouve falar disso na rua, na fila do banco. As reclamações de quem ficou de fora são naturais. Cota é o aspecto mais polêmico da ação afirmativa. Se alguém propuser celebrar a contribuição do negro para a cultura ou criar um memorial Zumbi, ninguém reclama. Quando alguém faz ação afirmativa de verdade, há reações.

ÉPOCA - A cota da Uerj nasceu de uma ordem do governo. Não seria melhor se tivesse origem na universidade?

Martins - Claro que é sempre desejável ampliar a discussão, mas não acredito em consenso nesse caso. O Estado, portanto, faz bem em liderar o debate. Em algumas coisas, como na luta pela preservação do meio ambiente, a sociedade saiu na frente. Na questão racial, o Estado é que está à frente, e isso não é ruim.

''Vi gente dizendo que raça não existe do ponto de vista genético. Mas o problema não é genético, é social. As pessoas são vítimas de discriminação em função de características sociais. Entre os ricos, 90% são brancos e 10% negros. Entre os miseráveis, a proporção é sete negros para três brancos''

ÉPOCA - Alguns especialistas consideram que o sistema é inconstitucional, pois fere o princípio de que todos são iguais perante a lei.

Martins - Eu fico com a opinião do ministro Marco Aurélio Mello (do Supremo Tribunal Federal), que já defendeu a legalidade. A Constituição não apenas permite a adoção da cota como induz a isso, pois pede que se busquem meios para promover a igualdade. Hoje, vemos que a simples aplicação do princípio da igualdade perante a lei não promove a igualdade, mas perpetua desigualdades históricas. É como dar um Fusca a um e uma Ferrari a outro e competir com as mesmas regras. Não queremos tratar iguais de forma desigual. O objetivo é tratar desiguais de forma desigual. Tem mais: se for usar esse raciocínio, não há por que dar privilégios para deficientes e idosos, por exemplo. Isso existe porque reconhecemos uma desvantagem dessas pessoas que precisa ser compensada. Com o negro é o mesmo caso. A diferença racial não é natural. Ela foi criada e agora precisa ser desconstruída com uma ação temporária.

ÉPOCA - Quanto tempo?
Martins - A política de ação afirmativa nos Estados Unidos começou em 1975. Hoje, a classe média negra americana é quatro vezes maior, com empresários, advogados e médicos negros. Basta ver Colin Powell (secretário de Estado), que se declara produto da ação afirmativa. Três décadas, portanto, podem gerar um efeito poderoso. Suspeitamos que a desigualdade no Brasil hoje seja maior que a americana de 1975. E temos um dado impressionante: na África do Sul, mesmo durante o apartheid, a desigualdade educacional entre brancos e negros estava decrescendo. No Brasil até hoje isso não aconteceu.

ÉPOCA - Então por que nesses países há conflitos raciais e aqui não há?
Martins - Eles discutiram o problema mais cedo e a reivindicação foi mais intensa. No Brasil, a negação do racismo gera esse efeito: não se faz nada. É uma paz falsa, pois ela está ancorada na permanência da desigualdade. Não há Ku Klux Klan no Brasil, mas também não precisa ter, já que negros são mantidos fora do mercado sem violência.

ÉPOCA - Isso quer dizer que a adoção da cota poderá potencializar conflitos raciais no Brasil?
Martins - Sim, é possível. Em todo lugar onde ela foi implantada, o conflito se acirrou. Quando isso acontece, o Estado decide que a promoção da igualdade é um objetivo justo e continua bancando. O país pode ter, sim, algum conflito se implantar o sistema de promoção da igualdade racial. E o que terá se não implantar nada?

ÉPOCA - A cota não representa risco para a qualidade do ensino, já que une pessoas que estão em patamares diferentes de aprendizado?
Martins - Fui professor universitário por 30 anos e essa história não procede. Nem todo mundo que entra na faculdade é gênio. Já vi gente fraca entrar e acompanhar bem. Dizem que a cota é humilhante para o negro. Humilhante é não ter médicos, juristas e generais negros. Não se propõe cota de médicos negros nos hospitais, mas cotas para entrar no curso de medicina. Como lá dentro todos passam pelo mesmo crivo, o médico negro não será pior que o branco.

''Não temos leis racistas e de fato há um razoável grau de miscigenação, o que leva as pessoas a achar que não há discriminação. Mas isso é um mito. Note que a Ku Klux Klan apareceu nos EUA depois da escravidão. Aqui esses movimentos não surgiram talvez porque os negros não estejam disputando o mercado''

ÉPOCA - Como resolver o problema do branco que se declara negro só para se beneficiar da cota?
Martins - Toda vez que há uma política focalizada surge o problema da identificação. É inevitável. Certamente há gente fora do limite da renda do Programa Bolsa-Escola sendo beneficiada, por exemplo. De qualquer forma, uma idéia é criar controle social sobre a raça. A Uerj pode montar uma comissão da comunidade para resolver casos duvidosos. Se há dúvida quanto à cor do candidato, vamos ver qual é a percepção da sociedade sobre ele. A maioria das inscrições não dá problema e isso não pode servir de desculpa para não fazer nada.

ÉPOCA - Se a comissão disser que o sujeito não é negro, vão dizer que ela está discriminando.
Martins - Já ouvi o seguinte: 'Para resolver o problema de identificação, basta chamar a polícia. Ela sabe quem é negro e quem é branco, pois atira mais no negro que no branco'. Ora, se a sociedade brasileira é capaz de distinguir na hora de discriminar, por que não seria capaz de fazer o mesmo na hora de promover a igualdade?

ÉPOCA - Por que escolher o negro para fazer ação afirmativa, e não o índio, o homossexual ou a mulher?
Martins - Por causa do tamanho. O Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, atrás da Nigéria. Não deixo de reconhecer outras desigualdades, mas o problema maciço é o da raça. Além disso, a questão da mulher vem sendo enfrentada com progressos no mercado. A ação afirmativa não elimina a obrigação do Estado de investir em educação. Mas, por ser persistente, o problema merece ser tratado com instrumentos específicos. Um jovem branco com 25 anos tem 2,3 anos de estudo a mais que um negro. Na época dos avós desses jovens, a distância de estudo entre os grupos era a mesma. Um século de progresso não serviu para aproximar as raças.

ÉPOCA - Na comparação de salários, a média dos negros é menor que a dos brancos. Mas isso não seria resultado apenas da diferença de escolaridade? Onde está a discriminação?
Martins - Ao comparar salários de brancos e negros com a mesma escolaridade constata-se que os negros ganham menos, o que denuncia a discriminação. Nunca vi um indicador em que o negro estivesse pelo menos empatado com o branco. Está sempre pior. O único em que há aproximação é o do acesso ao ensino fundamental, apenas porque, nesse caso, o país está próximo da universalização.


Professor Roberto Martins

Outra vez "afoxé"

Ontem, ao final da aula, passei para os alunos o endereço do meu humilde Blog du Brisa. E chamou atenção o nome e novamente me perguntaram o significado de "afoxé".

Como já estava no final da aula e eu não teria tanto tempo assim para explicar toda a história, falei que se tratava de um ritmo africano, cujo maior divulgador é o grupo baiano Filhos de Gandhi, que sai às ruas nos dias de carnaval em Salvador, todos vestidos de branco, cantando músicas sobre a paz, o amor e a fraternidade, e que o hoje ministro Gilberto Gil é padrinho do grupo desde a década de 1970. Então, vai novamente a explicação completa...

O afoxé tem três significados. Pode ser um ritmo, um instrumento musical e tem um significado religioso.

No ritmo, o afoxé em alguns lugares também é conhecido como Ijexá. Afoxé é um ritmo do candomblé. A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Afoxé se tornou popular, principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Clara Nunes, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam afoxés, contrubuindo também para a difusão do ritmo.

O afoxé instrumento musical é composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico. Pode ser de madeira e/ou plástico com miçangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se gira as miçangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no reggae, música pop e na chamada "axé music".

E na questão religiosa, o afoxé, também chamado de "candomblé de rua" - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Sua origem remonta a uma tradição milenar africana: os caminhos sagrados para chegar aos orixás. As principais características são as roupas, nas cores destas divindades africanas, as cantigas em dialeto iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. Podem ser encontrados no carnaval da Bahia, em Salvador, e nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando eu estava procurando um nome para o blog, eu estava escutando um antigo samba enredo, de uma escola de samba de Niterói chamada Acadêmicos do Cubango. O nome do samba era justamente Afoxé, do carnaval de 1979, um belíssimo samba, diga-se de passagem. Achei legal o nome, oportuno, e aí está.

Quem quiser conferir o "samba que deu origem à série", estejam à vontade...



Autores: Heraldo Faria e João Belém

Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxum
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua fé
E assim teve origem o afoxé

Afoxé lorin, é lorin
Afoxé loriô, é loriô


Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O advinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra trás
Tem as cortes dos reis Lobossi e Obá Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás

Ofi la laê, Olê loá
Ofi la laê, Olê loá

Eu na sala de aula...hehehe

Ontem à noite tive uma nova experiência em sala de aula. Após anos como aluno, tive meu momento de estar na frente de uma turma de estudantes. E desta vez eu não estava apresentando nenhum trabalho escolar. Convidado pela amiga Laura Gluer, uma ex-colega de faculdade que hoje é professora e coordenadora do curso de Jornalismo do Centro Universitário IPA, conversei com os universitários da cadeira de Assessoria de Imprensa, sobre a minha breve experiência profissional como jornalista, mais precisamente enfocando os últimos quatro anos coordenando o estúdio de rádio do Palácio Piratini.

No ano passado, também a convite da Laura, conversei com os alunos de uma outra cadeira igualmente sobre a experiência profissional. Posso não ser um cara famoso, mas sempre encarei com seriedade todos os lugares por onde passei e por todas as funções que eu desempenhei. E foi justamente nesta aula que me deu um estalo sobre a vontade de tentar ingressar numa pós-graduação e voltar a estudar. Cerca de 1 ano depois, sou funcionário do IPA e com mil idéias e projetos na cabeça. Que bom! Depois de um tempinho meio desmotivado é bom retornar com tudo.

Acho que a Laura vai me convidar novamente para falar com outros alunos dela, desta vez, com a turma da manhã. É, meu velho, é bom ir se acostumando... Quem sabe daqui a uns 2 anos e meio, por aí, eu não esteja até corrigindo prova?

sexta-feira, junho 15, 2007

A melhor cantora de todos os tempos da última semana

Finalmente me prestei para escutar a tal da Amy Winehouse, incensada cantora britânica que vem sendo a queridinha da MTV e dos "muderninhos" em geral.

Well, em primeiro lugar lá vem aquela xaropada história de que se trata de uma cantora-branca-com-voz-de-negrona que aparece a cada temporada no showbizz. Realmente, ela tem um timbre que associa às cantoras soul da década de 60/70. Aliás, o som da Amy é bem retrô mesmo. Bem executado, mas um pastiche, uma tentativa vã de tentar recordar (ou chupinhar) o clima da gravadora Motown. Tecnicamente, trata-se de uma cantora bem competente, mas parece ser um retrato na atual safra de intérpretes em que a técnica vocal supera a expressividade e as emoções.

E a Amy parece ser uma artista da "pá virada". São notórios seus problemas com álcool e drogas, além dela ter a língua afiada para alfinetar os coleguinhas de profissão.

E depois, volta e meia aparece uma nova cantora com status de "nova diva do soul", "diva soul do século 21". Lembram da Joss Stone, uma loirinha riponga que foi cantada em verso e prosa por sua voz de negrona há uns três anos? Pois é, os dois primeiros discos dela foram igualmente paparicados, mas não era bem essa a onda que ela queria para si, tanto é que o terceiro disco, lançado no início de 2007, foi intitulado "Introducing Joss Stone" (Apresentando Joss Stone), tipo, como se ela se reapresentasse: "galera, agora eu vou fazer o meu verdadeiro som porque os outros eu fiz porque os tiozão da gravadora queriam que eu virasse negona"...

A cada ano, os muderninhos elegem seus queridos. Nesta lista, além de Joss, já estiveram Alanis Morrisette, Lauren Hill, Tracy Chapman, Sheryl Crow, Nelly Furtado, Spice Girls, Mariah Carey e mais recentemente Beyoncé, uma tal de Mia e até a fedelha da April Lavigne.

Quem quiser consumir as Amy Winehouse e as Joss Stone da vida, sejam felizes... Quem quiser beber na fonte - o que eu prefiro - , vá direto com Aretha Franklin (o disco da foto abaixo Aretha sing the blues é simplesmente FODA!), Mahalia Jackson, Minnie Riperton, Roberta Flack, Gladis Knight, Etta James, Chaka Khan... Das novas, confira o trabalho correto de Erykah Badu, Macy Gray e Mary J.Blidge.



O melhor vai começar

Adoro essa música.

E eu também acredito que o melhor da vida ainda vai começar... (salve, Guilherme Arantes!)

Eu quero o sol
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Eu quero amar
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia

Você mostrou pra mim
Onde encontar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida
Vai começar!


Vídeo da época do Cassino do Chacrinha (1983).

terça-feira, junho 12, 2007

De volta ao mercado...Uhuuuuuu!!!

Pois é. Os dias de pindaíba terminaram!

Estou de volta ao mercado jornalístico. Agora, atuando na assessoria de imprensa da Rede Metodista de Educação do Sul, que atende o Centro Universitário IPA e o Colégio Americano em Porto Alegre. No interior, atendemos também a Faculdade Metodista e o Colégio Centenário, em Santa Maria, além do Colégio União, de Uruguaiana.

New life, new job, new wave! E o que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. E cada um com seu cada qual e cada qual com seu cada um. E tenho dito!

segunda-feira, junho 11, 2007

Negro, eu??

Já viram um negro sair do armário?

Momento impagável da inesquecível TV Pirata...

quinta-feira, maio 31, 2007

No aguardo...

Como é ruim esperar. Esperar pelos outros, esperar uma resposta, esperar um aceno, enfim, tudo!

Amanhã faz uma semana que estou esperando para uma definição profissional importante e interessante para mim. Mas tudo o que estou fazendo é aguardar.

Frígidas

Brrrr.... E a friaca continua.

Já estou na contagem regressiva. Faltam três meses e 15 dias para a primavera. Ainda não sei como é possível que tem gente que gosta do frio. E a maioria que gosta de frio e que detesta calor são as mulheres. Impressiionante! A maioria delas detesta o calor (acho que é porque se sua demais) e dizem preferir o inverno. Lógico, a estação fria proporciona se engarupar de roupa (talvez para manter ocultos os pneuzinhos indesejados) e também cair de boca na comida (afinal, comer ajuda a manter o corpo aquecido).

Chega a ser irritante a comemoração que elas fazem quando esfria. Logo elas, as mulheres, as que mais reclamam que sentem frio...

Dá-lhe, Dona Maria!!!

Dona Maria fez 7.1 ontem. Grande Dona Maria!!!

Que legal ver que ela está bem, disposta e com energia. Tirando algumas coisinhas típicas da idade: um pouco de pressão alta, reumatismo e uma taquicardia. Mas todos esses percalços são devidamente monitorados pelos médicos e pelo interesse dos filhos.

A Dona Maria não faz festa, mas sempre prepara alguma coisa porque os conheciodos aparecem na sua casa. Ou porque gostam muito dela ou porque é uma ótima oportunidade para desfrutar dos quitutes que só ela sabe fazer.

É isso aí, mãe. Muita saúde pra senhora. O resto é "bobaji"...

quinta-feira, maio 24, 2007

Que friaca!!!

Brrr!!!

Ao invés do veranico de maio, tivemos uma queda de temperatura para cristão nenhum botar defeito. Até o final do mês, há a possibilidade de neve. Isso em pleno outono! Mas continuo reiterando minha ojeriza ao frio.

Tem gente que acha que o frio é charmoso, é aconchegante, mas junto com o frio vem as doenças bronco-respiratórias. Quem sofre com rinite, sinusite, asma ou gripe sabe o que estou falando. Isso sem falar nos pobres desvalidos que passam severas privações com o intenso frio. Por falar nisso, deixa eu puxar o meu cobertor de lã...

terça-feira, maio 22, 2007

Lucky man

Sou um simpatizante do rock progressivo que era feito entre o final dos anos 60 e meados dos anos 70. Pink Floyd, Yes, Genesis, Rush e até o Queen (em certo momento), gravaram obras maravilhosas em termos de qualidade musical. Muitos torceram o nariz, criticando o excessivo virtuosismo dos músicos, a alienação dos temas e a grandiloqüência dos arranjos.

Mas meu grupo favorito, cuja obra e trajetória só fui conhecer na minha adolescência, em plenos anos 80, era Emerson Lake and Palmer. Graças aos antigos programas de música que passavam na TVE, como Som Pop, Onda 85 e Pra Começo de Conversa, eu delirava com aqueles shows gravados em película, mostrando toda a força de um supergrupo de rock, sem o auxílio de telões, efeitos especiais, bases pré-gravadas e uma banda paralela em volta.

"Lucky man" é uma balada que tocou bastante em rádios (foi gravada em 1971) e mostra talento instrumental com capacidade de uma obra comercial. A versão que achei no You Tube é de um show de 2001 e mostra os músicos já tiozões: o vocalista e violonista Greg Lake poderia concorrer a Rei Momo; o magnífico tecladista Keith Emerson está com a cara tão enrugada que lembra uma uva passa; o megabaterista Carl Palmer é o menos judiado, com um jeitão e um cabelo espetado que nos remete ao atual técnico da Seleção Dunga.

Fora isso, considerem-se "homens de sorte" e curtam esse belo som.

segunda-feira, maio 14, 2007

Tchau, Papa!!!


Durante quatro dias, o Brasil viveu a emoção (ilusão?) de ter se tornado a maior nação católica do planeta. O papa Bento XVI veio aqui, teve encontro com jovens, santificou um padre brasileiro, criticou os meios de comunicação e bradou a favor da castidade, pela heterossexualidade e contra o uso de contraceptivos, além de comprar briga com o governo brasileiro.

Mas a visita do Santo Padre à Terra Brasilis foi assunto em tudo quanto foi noticiário e rodas de conversa. Era Papa na televisão, no jornal, nas rádios, na internet e nas esquinas. O país parou para acompanhar a estadia de Bento XVI como pára em eventos como carnaval, Copa do Mundo, Olimpíadas... Como também irá parar daqui a um mês e pouco para acompanhar o Pan na cidade do Rio de Janeiro.

Pois é, será que a passagem do Papa pelo Brasil vai trazer significativas modificações para o nosso povo? Será que ficaremos mais tementes a Deus? Será que diminuirá o desemprego, a fome, a mortalidade infantil? Será que aumentará a vergonha na cara dos governantes e demais políticos?

Vamos aguardar os acontecimentos...

sábado, maio 12, 2007

Mas afinal, quem é Frei Galvão, mesmo?


Tá legal! Frei Galvão é o primeiro santo brazuca no panteão da Igreja Católica. Ok, mas tenho lá minhas dúvidas de que o novo canonizado seja tão conhecido assim de seus conterrâneos.

A minha impressão é de que Frei Galvão meio que furou a fila. Eu era criança e o Padre José de Anchieta tinha sido beatificado. Anchieta era espanhol de nascimento, mas sua carreira religiosa se desenvolveu no Brasil, com destaque à fundação de São Paulo. Outro religioso, Padre Reus - este mais próximo dos gaúchos - também já estava na fila de espera pelo reconhecimento do Vaticano, assim como os também populares Irmã Dulce, Padre Cícero e até Frei Damião.

Sinceramente, eu comecei a ouvir falar de Frei Galvão acho que foi no final do ano passado. E me pareceu que entre a sua "descoberta" pela mídia até a cerimônia de santificação, tudo se desenvolveu muito rápido. Parece que foi de uma hora para outra.

Acho que agora a Igreja deve começar um trabalho maior de "divulgação" de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Afinal, temos que valorizar cada brasileiro que faz milagres.

Deus é brasileiro...mas morar aqui ele não quer, né?


E o Papa está curtindo uma de popstar aqui no Brasil, desde quando chegou, na quarta-feira.

Já cantava a banda Engenheiros do Hawaii que o "papa é pop", se referindo a João Paulo II (falecido em 2005), que esteve em Porto Alegre em 1980. Mas Bento XVI não está ficando para trás.

Ontem, ele canonizou, em missa, o frei Antônio de Sant'anna Galvão como o primeiro santo brasileiro. No momento em que foi feito o anúncio, no Campo de Marte, em São Paulo, perante mais de 1 milhão de fiéis, o público reagiu como se tivesse acontecido um gol da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo.

É tricolor! É tricolor!




Não podia deixar passar em branco a conquista do bicampeonato gaúcho pelo Grêmio e a maravilhosa passagem para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Há 2 anos, o tricolor da Azenha amargava o inferno da Segunda Divisão. Depois de recuperar o prestígio, o Grêmio recuperou a credibilidade e o respeito da torcida brasileira.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ridículo, ridículo!!

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, comemorado ontem (3), assessoras do Governo do Estado impedem trabalho de repórteres. Leia a notícia, descrita no site Coletiva.net:

Na manhã desta quinta-feira, um grupo de repórteres foi impedido de realizar seu trabalho. Duas assessoras do Governo do Estado tentaram frustrar a entrevista que o deputado Adilson Troca (PSDB) concedia a jornalistas na entrada do Palácio Piratini. O líder do governo na Assembléia Legislativa falava à imprensa sobre a demissão do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider.

O impedimento à entrevista teria acontecido porque as assessoras queriam evitar que o parlamentar falasse sobre a questão antes de tratar do assunto com a governadora Yeda Crusius. O jornalista Antonio Carlos Macedo registrou o fato no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, no final da manhã. Trouxe o depoimento do colega Daniel Scola, que participava da entrevista, e comentou: “Que feio: jornalistas tentando impedir o trabalho de jornalistas. E justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Coincidência mais infeliz, impossível”.

O que se esperar de um (des) governo em que governadora e vice expõem claramente suas divergências, um secretário de segurança é exonerado por aparecer demais, alunos ainda estão sem aulas dois meses depois do início do ano letivo e o poder público padece para combater a dengue no Estado? Só podia dar nisso. Mais ridículo, impossível!

terça-feira, abril 24, 2007

100 nada pra mostrar

Há cerca de dez dias, a governadora convocou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço dos primeiros 100 dias de governo. Entretanto, o grande acontecimento foi a demissão de um secretário de Estado que estava ganhando mais destaque na opinião pública do que a própria chefe do Executivo. O midiático secretário Enio Bacci, que até então respondia por uma das pastas mais sensíveis do Estado - a Secretaria de Segurança Pública - foi demitido por entrar em colapso com o estilo (ou a falta de) do governo.

Passados 100 dias da gestão, a governadora Yeda não teve muito o que mostrar, a não ser um Estado falido, reclamações de falta de comunicação, a imagem de arrogância e de prepotência, um mal-estar entre ela e seu vice, atraso e parcelamento de salário do funcionalismo e uma certa impres~são de desmando. Ou melhor, de falta de visão de administrar. A palavra em voga é "gestão". Eta palavrinha que já está me dando urticária. Gestão, para os tucanos burocratas significa cortes de despesas em nome de uma ilusória saúde financeira. A gestão é a caçula da malfadada "reengenharia", que foi xodó dos tecnocratas e pós-yuppies aprendizes das escolas de administração e seus MBAs na década de 90, responsável pela crise, recessão e desemprego. As teses eram boas, mas daí a aplicar no Brasil o que se aprendeu em Harvard ou Oxford são outros quinhentos.

Mas voltando ao nosso Estado, a única coisa boa a ser mostrada foi a queda em alguns índices de criminalidade e o aumento da sensação de segurança que os gaúchos sentiram nos cem primeiros dias. Isso motivou invejas, ciumeiras e, como na política, o que menos importa é o bem comum, motivou também a saída do principal membro do governo.

O delegado Malmann (ex-superintendente da Polícia Federal no RS), sucessor de Bacci para a Segurança já foi nomeado e empossado. Agora é aguardar os acontecimentos e ver se depois dos cem dias, a governadora Yeda realmente começa a governar e justificar o tal "novo jeito de governar" no qual ela ganhou as eleições no ano passado. Ou se irá consagrar um jeito novo de não fazer nada.

Sossega, Leão

Nossa! Dia vinte e quatro de abril e nenhum post? Putz, mas que cara relapso, meu Deus...

Mas juro que eu penso no blog todo santo dia. Na minha cabeça, abril já teria uns 300 posts. Só que o meu pc não fica ligado 24 horas por dia e eu não fico encurvado na frente de um monitor. Saudades da caneta e do caderninho de anotações... Vida high tech é isso aí, mano.

Faltam seis dias para entregar a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. E é claro que eu ainda não mandei. Não a minha, que a papelada toda eu já entreguei pro contador. Falta eu enviar a declaração da minha mãe. E o pior é que já tá tudo na mão: comprovante disso, daquilo, número de CPF, toda a papelada e os dois programas da Receita Federal eu já baixei pela internet e estão no desktop do meu computador. Só tem uma coisa que me impede: a puta da preguiça...

Minha idéia era fazer logo a declaração do IR nos primeiros dias de março, para me livrar logo disso. Só que fui deixando, deixando... Mas tenho que fazer logo. Aposto que já na quinta e na sexta-feira, o site da Receita começa a congestionar. O fim de semana, então, deverá ser um caos. E eu nem quero pensar o que será na segunda, dia 30, prazo final para a entrega do compromisso sem o risco de depois ter que pagar multa por declarar a renda fora o período estabelecido. Pô, dois meses é um prazo bom demais para fazer a declaração, mas, putz... É um saco fazer isso.

Se você, assim como eu, também deixou para os últimos dias, não esqueça de declarar o Imposto de Renda pelo site da Receita, cujo endereço é http://www.receita.fazenda.gov.br. Senão, vai ter que escutar o rugido do Leão.

terça-feira, abril 03, 2007

Minha teimosia brava de guerreiro

Raul Seixas já cantava...

Minha teimosia brava de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão
Abre-te, Sésamo (1980)

Decidi voltar a estudar. Pós-graduação, mestrado, especialização... Notei que estava esperando demais e que isso é preciso. Não rechaço a idéia de voltar aos bancos escolares, talvez agora na frente de um quadro-negro e escrevendo com um giz.

Fiz a inscrição para a prova de admissão do mestrado na Fabico em outubro de 2002. A prova estava marcada para os primeiros dias de janeiro de 2003. Por azar, meu pai se internou no hospital um ou dois dias antes da prova. Com que cabeça eu iria fazer o exame? Logo em seguida, fui trabalhar no Palácio Piratini e a coisa mais extravagante que eu tive nos quatro anos seguintes foi exatamente o tempo. Não havia tempo para eu desligar totalmente do ofício.

Eu me sentia muito sozinho no trabalho, sem ninguém para trocar idéias, me entender e me queixar, e ainda por cima, me deram o presente de grego de coordenar o estúdio de rádio do Palácio Piratini por um salário risível... Uma verdadeira bomba, um pepinão e um abacaxizão! Mesmo que eu quisesse, não daria para entrar na pós. Até porque a gente tem que estudar pra caramba e o que eu mais queria era descansar e não fazer nada no meu tempo livre. Isso sem falar que eu tive que renunciar um monte de coisas e não tinha horário definido para trabalhar. Minha jornada era de 12, 13, 14 horas. Fora as viagens que eu fazia acompanhando a comitiva do governador, principalmente nos três primeiros anos de governo. era um tempo que eu só executava ordens, só fazia o que me mandavam, reproduzia e muito pouco conseguia usar a criatividade. Foi um período engessado, me senti castrado e tudo. Passou.

Agora é tocar ficha em frente. Rumo para o futuro. Assim seja.