Socuerro, el justiciero!! Ayuda me por favor...
Uma vez o jornalista José (Macaco) Simão, da Folha de São Paulo, bem definiu o que é esse horroroso reallity-show: um monte de gente sem nada pra fazer assistindo a um monte de gente não fazendo nada.
Ô coisinha medonha esse programa. Já está na sétima edição, já esgotou a fórmula, já está enchendo os nossos culhões e ajudando a pobre população brasileira a ficar ainda mais indigente intelectualmente. E o pior que lá pelas tantas a gente começa a tratar os tansos que estão enfurnados naquela casa como se fossem tri íntimos nossos.
Admito que eu assisti os primeiros BBBs. Eu vi a primeira edição, aquela que foi conquistada pelo tosco do Kléber Bam-Bam. Assisti a segunda, que foi ganha por um caubói... quem mesmo? Teve ainda o terceiro, aquele do Dhomini, e que revelou a Sabrina Sato, hoje musa dos programas Pânico, da Jovem Pan FM e da RedeTV. A partir daí, o programa primou pela repetição de estratégias, a divisão dos vilões (que assumiram que estavam na casa para jogar e conquistar o prêmio a todo custo) contra os bonzinhos (os desprovidos de estratagemas e que ganham a simpatia do público por serem supostamente tansos). O telespectador punia os mais ardis e beneficiava os "do bem". Ah, teve também aquela edição que quem venceu foi um professor baiano e assumidamente homossexual, o Jean.
Tudo se encaminha para que o tal do Alemão seja o vencedor da vez. Confesso que tenho acompanhado mais por leituras de sites e de jornais porque não tenho paciência para assistir na tevê. E as lições de moral que o Pedro Bial resolve pregar nos dias de paredão? Realmente, não dá.
E o futuro dos participantes já está previamente traçado. As gostosas, invariavelmente, posaram para ensaios sensuais em sites ou estamparão as Playboys, Vips e Sexys da vida. Os garotões, se tiverem sorte, também aparecerão nos programas de auditório, ganharão convites para participarem de "eventos" se tranformarão nas mais novas celebridades que durarão até o próximo BBB. Enquanto isso, continuemos a ouvir a trilha de abertura, na voz do ex-RPM Paulo Ricardo...
Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser...
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer
Verdades, algumas meias-verdades e outras nem tão verdadeiras assim... O que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. It's all true!!!
sexta-feira, março 30, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
A melhor cidade do mundo
Porto Alegre completa hoje 235 anos de fundação. Ao contrário das duas megalópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, aqui não é feriado municipal, não tem nenhum grande show armado e, provavelmente, a efeméride de nossa cidade nem merecerá ser lembrada como notícia no Jornal Nacional.
Mas é impressionante o ufanismo que estampa os anúncios principais jornais sobre o aniversário da capital gaúcha. Parece que vivemos na melhor cidade do mundo. Segundo as publicações, temos o pôr-do-sol mais bonito do Brasil, o melhor futebol do mundo, as mulheres mais bonitas do mundo, a "melhor calçada da fama do mundo" (quaquaraquaquá), o Brique da Redenção é o maior e mais completo do Brasil, a Feira do Livro é a maior feira cultural a céu aberto existente sobre a Terra, somos a cidade que mais lê no Brasil, os melhores desportistas e produzimos a melhor cerveja. Exagero? Capaz...
Em compensação, a violência cresce em progressão geométrica, a segurança pública está um caos, a cada dia que passa aumenta o número de crianças nas ruas pedindo esmolas ou fazendo malabarismos nas sinaleiras. O índice de desemprego está assustador. O mercado de drogas também, assim como seqüestros, roubos a residências, a automóveis, a agências bancárias... Quem se atreve a dar um passeio na Praça da Matriz, na Redenção ou na Praça da Alfândega à noite? Ou caminhar no viaduto da Borges após às 21 horas?
Mas enfim, vamos celebrar! São 235 anos da muy leal e valerosa Porto Alegre! Somos os melhores. Mesmo que o resto do Brasil e do mundo não saiba.
Mas é impressionante o ufanismo que estampa os anúncios principais jornais sobre o aniversário da capital gaúcha. Parece que vivemos na melhor cidade do mundo. Segundo as publicações, temos o pôr-do-sol mais bonito do Brasil, o melhor futebol do mundo, as mulheres mais bonitas do mundo, a "melhor calçada da fama do mundo" (quaquaraquaquá), o Brique da Redenção é o maior e mais completo do Brasil, a Feira do Livro é a maior feira cultural a céu aberto existente sobre a Terra, somos a cidade que mais lê no Brasil, os melhores desportistas e produzimos a melhor cerveja. Exagero? Capaz...
Em compensação, a violência cresce em progressão geométrica, a segurança pública está um caos, a cada dia que passa aumenta o número de crianças nas ruas pedindo esmolas ou fazendo malabarismos nas sinaleiras. O índice de desemprego está assustador. O mercado de drogas também, assim como seqüestros, roubos a residências, a automóveis, a agências bancárias... Quem se atreve a dar um passeio na Praça da Matriz, na Redenção ou na Praça da Alfândega à noite? Ou caminhar no viaduto da Borges após às 21 horas?
Mas enfim, vamos celebrar! São 235 anos da muy leal e valerosa Porto Alegre! Somos os melhores. Mesmo que o resto do Brasil e do mundo não saiba.
quinta-feira, março 22, 2007
Porto Alegre é mesmo demais??
Na próxima segunda-feira, dia 26, nossa "leal e valerosa" Porto Alegre completa 235 anos de fundação. Já há alguns dias é possível escutar nas propagandas de rádio e tevê a voz doce e delicada da primeira-dama da Capital, a cantora Isabela Fogaça entoando a canção "Porto Alegre é demais", de autoria do marido, o jornalista, professor e prefeito José Fogaça.
Mas será que realmente a nossa Porto Alegre é demais? Que impressão que um visitante vindo de fora do Estado tem da cidade? Poa é atrativa em termos de turismo? Eu tenho lá minhas dúvidas...
Se um amigo ou parente de fora do Rio Grande do Sul desembarca em Porto Alegre para onde o levamos? Essa pergunta eu me faço todos os dias... Uma ocasião, durante uma corrida de táxi, o motorista me confidenciou que tinha dificuldades de sugerir a um turista lugares legais para se visitar.
Para onde vamos levar o forasteiro? Para ver o pôr-do-sol do Guaíba? Se estiver nublado ou chovendo, danou-se o programa... Quem se arrisca levar alguém para apreciar a vista de Poa nos altos do Morro Santa Tereza?
Ver o Laçador? Levar ao Brique da Redenção? Caminhar na Usina do Gasômetro? Bah, que programas de índio! Que falta faz uma praia, um mar...
O que nos resta? Um rolê cultural? O Theatro São Pedro está em obras. A Casa de Cultura Mario Quintana já teve dias melhores. Museus e bibliotecas fecham nos finais de semana. Os prédios públicos também.
Vamos ao shopping? A um bingo? Ou um culto da Igreja Universal?
Ao contrário de um Rio de Janeiro, por exemplo, Porto Alegre carece das belezas naturais de um Rio de Janeiro, da magia e da musicalidade de uma Salvador ou até mesmo da night de uma São Paulo.
Mas será que realmente a nossa Porto Alegre é demais? Que impressão que um visitante vindo de fora do Estado tem da cidade? Poa é atrativa em termos de turismo? Eu tenho lá minhas dúvidas...
Se um amigo ou parente de fora do Rio Grande do Sul desembarca em Porto Alegre para onde o levamos? Essa pergunta eu me faço todos os dias... Uma ocasião, durante uma corrida de táxi, o motorista me confidenciou que tinha dificuldades de sugerir a um turista lugares legais para se visitar.
Para onde vamos levar o forasteiro? Para ver o pôr-do-sol do Guaíba? Se estiver nublado ou chovendo, danou-se o programa... Quem se arrisca levar alguém para apreciar a vista de Poa nos altos do Morro Santa Tereza?
Ver o Laçador? Levar ao Brique da Redenção? Caminhar na Usina do Gasômetro? Bah, que programas de índio! Que falta faz uma praia, um mar...
O que nos resta? Um rolê cultural? O Theatro São Pedro está em obras. A Casa de Cultura Mario Quintana já teve dias melhores. Museus e bibliotecas fecham nos finais de semana. Os prédios públicos também.
Vamos ao shopping? A um bingo? Ou um culto da Igreja Universal?
Ao contrário de um Rio de Janeiro, por exemplo, Porto Alegre carece das belezas naturais de um Rio de Janeiro, da magia e da musicalidade de uma Salvador ou até mesmo da night de uma São Paulo.
De cara nova
Modifiquei o leiaute do blog. Gostei, acho que a nova formatação ficou mais "clean", com uma leitura mais agradável e uma cor mais suave. Vou providenciar para postar fotos e imagens. Espero que curtam também. Que beleza de ferramenta tecnológica hehehe!
quinta-feira, março 15, 2007
É disso que eu necessito
Agora que eu tô de bobeira, estou tendo mais tempo para pensar na vida. Coisa que eu só consiguia quando eu estava fora de combate do trabalho por causa de problemas de saúde. Estou tendo tanto tempo disponível que quase estou trocando o dia pela noite. Na "night" é tudo tão calmo, silencioso, não toca telefone, não tem gritaria de criançada, não tem vizinho chato reclamando ou discutindo...
Dá para ler um bom livro, assistir clipes legais na MTV ou um bom filme no Intercine, escutar com calma um CD favorito e ainda por cima acompanhar as letras das canções no encarte.
Mas sei que issonão pode se tornar costume, porque não sou vagal e quero logo trampear novamente, me sentir útil, e (claro) que pingue dindim na minha conta corrente.
Esta é da série COISAS QUE EU QUERIA...
- voltar a viajar, de preferência pra fora do RS;
- ir a um bom show de música (bah, perdi o do Santana no ano passado);
- conhecer o Rio de Janeiro;
- voltar a tocar em banda de rock;
- comprar uma nova bateria;
- aprender um instrumento harmônico;
- um novo "brisamóvel".
Dá para ler um bom livro, assistir clipes legais na MTV ou um bom filme no Intercine, escutar com calma um CD favorito e ainda por cima acompanhar as letras das canções no encarte.
Mas sei que issonão pode se tornar costume, porque não sou vagal e quero logo trampear novamente, me sentir útil, e (claro) que pingue dindim na minha conta corrente.
Esta é da série COISAS QUE EU QUERIA...
- voltar a viajar, de preferência pra fora do RS;
- ir a um bom show de música (bah, perdi o do Santana no ano passado);
- conhecer o Rio de Janeiro;
- voltar a tocar em banda de rock;
- comprar uma nova bateria;
- aprender um instrumento harmônico;
- um novo "brisamóvel".
terça-feira, março 13, 2007
Tudo é uma questão de manter...
...A MENTE QUIETA
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQÜILO...
Pra mim, essa música do Walter Franco, "Coração tranqüilo" (que está no disco Respire fundo, de 1978), já se tornou uma espécie de mantra pessoal. Quando a panela de pressão está para estourar, penso nessa canção e o efeito é o mesmo de se contar até 10...
Com apenas esta frase, o artista sintetiza a fórmula ideal para se levar uma vida zen. Um dia eu ainda chego nesse estágio...
Aqui está o link para baixar a música: http://lix.in/5c1672
É bem simples e seguir os passos:
1) após abrir o link, clique em "continue" e vai abrir uma página do site Rapidshare;
2) você vai ver duas colunas, que pedem para selecionar o download, uma PREMIUM e a outra, FREE. Clique em FREE;
3) após isso, vai abrir uma nova página com uma contagem regressiva. Aguarde a contagem terminar e logo em seguida copie no quadro em branco o código que irá aparecer. Clique em download.
4) depois disso, salve o arquivo na pasta que quiser e espere baixar.
E nunca se esqueça de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo!
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQÜILO...
Pra mim, essa música do Walter Franco, "Coração tranqüilo" (que está no disco Respire fundo, de 1978), já se tornou uma espécie de mantra pessoal. Quando a panela de pressão está para estourar, penso nessa canção e o efeito é o mesmo de se contar até 10...
Com apenas esta frase, o artista sintetiza a fórmula ideal para se levar uma vida zen. Um dia eu ainda chego nesse estágio...
Aqui está o link para baixar a música: http://lix.in/5c1672
É bem simples e seguir os passos:
1) após abrir o link, clique em "continue" e vai abrir uma página do site Rapidshare;
2) você vai ver duas colunas, que pedem para selecionar o download, uma PREMIUM e a outra, FREE. Clique em FREE;
3) após isso, vai abrir uma nova página com uma contagem regressiva. Aguarde a contagem terminar e logo em seguida copie no quadro em branco o código que irá aparecer. Clique em download.
4) depois disso, salve o arquivo na pasta que quiser e espere baixar.
E nunca se esqueça de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo!
sábado, março 03, 2007
Vai dizer que não me viu?
Entre as coisas que me fazem perder a esportiva é um conhecido me avistar e quando ao se aproximar, desvia os olhos para depois dizer que não tinha me visto. Quaquaraquaquá.
Como é que não vão ver um negão com 1m88 de altura pesando 90 kg? É o mesmo que alguém disser que não viu um gordo, um careca ou alguém andando de muletas. E como tem gente mascarada nesse mundo!
Lá no Palácio, tinha um assessor de imprensa (gordo, aliás), ex-cronista esportivo de uma emissora da Capital, que era useiro e vezeiro em não querer me enxergar. Às vezes, o querido passava ao meu lado, sem me cumprimentar. E olha que o cara já me conhecia há anos. Temos amigos em comum e tal. Mas quando o dito cujo via outros aspones mais graduados e, principalmente, as menininhas bonitinhas, lá se dirigia ele com cínicos tapinhas nas costas ou pegajosos beijinhos no rosto.
Quando esse fulano fingia não me ver, eu falava em voz alta, com um sorriso maroto e cínico no rosto e perguntava a ele por que não falava com pobre, por que não dava mão a preto e nem carregava embrulho, como naquele antigo samba do Billy Blanco.
Recentemente, tive experiência semelhante no Jornal do Comércio, durante os dois meses que fiz um frila na empresa. Eu conhecia um monte de gente no jornal, trabalhei com vários jornalistas lá e me dava bem com a galera. Já com a secretária da redação, senti uma certa antipatia por parte dela com a minha chegada. A fulana não me deu boas vindas, não se colocou à disposição para qualquer ajuda e nem sequer me orientou para nada.
A querida nem se dignou a falar comigo, só uns três dias depois da minha chegada, para me dar um puxão de orelha, dizendo que era para eu passar no Departamento de Pessoal para que eu informasse os meus dados, porque afinal, “nós não sabemos quem tu és”. Ta bom, né? Eu mereço... Além do que, volta e meia ela esquecia o meu nome. E não foram duas nem três vezes. Coitada. Pelo jeito, ela é um caso potencial para futuramente desenvolver Mal de Alzheimer.
* obs: o título deste tópico é inspirado no disco Vai dizer que não me viu, nome de um CD que o maravilhoso cantor e compositor Luiz Vagner, natural de Bagé (RS), lançou em 1995.
Como é que não vão ver um negão com 1m88 de altura pesando 90 kg? É o mesmo que alguém disser que não viu um gordo, um careca ou alguém andando de muletas. E como tem gente mascarada nesse mundo!
Lá no Palácio, tinha um assessor de imprensa (gordo, aliás), ex-cronista esportivo de uma emissora da Capital, que era useiro e vezeiro em não querer me enxergar. Às vezes, o querido passava ao meu lado, sem me cumprimentar. E olha que o cara já me conhecia há anos. Temos amigos em comum e tal. Mas quando o dito cujo via outros aspones mais graduados e, principalmente, as menininhas bonitinhas, lá se dirigia ele com cínicos tapinhas nas costas ou pegajosos beijinhos no rosto.
Quando esse fulano fingia não me ver, eu falava em voz alta, com um sorriso maroto e cínico no rosto e perguntava a ele por que não falava com pobre, por que não dava mão a preto e nem carregava embrulho, como naquele antigo samba do Billy Blanco.
Recentemente, tive experiência semelhante no Jornal do Comércio, durante os dois meses que fiz um frila na empresa. Eu conhecia um monte de gente no jornal, trabalhei com vários jornalistas lá e me dava bem com a galera. Já com a secretária da redação, senti uma certa antipatia por parte dela com a minha chegada. A fulana não me deu boas vindas, não se colocou à disposição para qualquer ajuda e nem sequer me orientou para nada.
A querida nem se dignou a falar comigo, só uns três dias depois da minha chegada, para me dar um puxão de orelha, dizendo que era para eu passar no Departamento de Pessoal para que eu informasse os meus dados, porque afinal, “nós não sabemos quem tu és”. Ta bom, né? Eu mereço... Além do que, volta e meia ela esquecia o meu nome. E não foram duas nem três vezes. Coitada. Pelo jeito, ela é um caso potencial para futuramente desenvolver Mal de Alzheimer.
* obs: o título deste tópico é inspirado no disco Vai dizer que não me viu, nome de um CD que o maravilhoso cantor e compositor Luiz Vagner, natural de Bagé (RS), lançou em 1995.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Carnaval de muito trabalho
Como eu falei antes, foi um carnaval de muito trabalho. Que inveja eu tenho desse pessoal que não gosta da folia.
O esquema começou na sexta, com a transmissão do Grupo de Acesso. Como eu não trabalho no jornal este dia, pude resolver várias coisas à tarde para trabalhar tranqüilamente à noite no Porto Seco.
A transmissão terminou às 7h da manhã de domingo. Cheguei em casa com um zumbido no ouvido de tão alto que estava o áudio nos fones. E quem disse que consegui dormir? Imagina... Como é carnaval, era capaz de eu ficar acordado e alerta durante os 4 dias. Agora se fosse 20 de Setembro, Expointer, etc, Deus me livre!
No sábado, dia da noite de gala do carnaval porto-alegrense, fomos com a transmissão até às 8:30 da manhã. Consegui ir até essa hora graças ao maravilhoso carreteiro na banca do Dico, na praça de alimentação lá do sambódromo. Cheguei em casa às 9h de domingo. "Cochilei" um pouco e às 3 da tarde já estava em pé para começar a trabalhar às 16h no Jornal do Comércio. Eu e o Gamboa, meu editor, preparamos as quatro páginas de política bem rápido, já que deixamos muitas matérias de estoque durante a semana justamente para dar conta no feriadão de carnaval. Às 9 da noite eu já estava no Porto Seco para o segundo dia das escolas do Grupo Especial e meu último dia de transmissão, antes do Sábado das Campeãs. Ficamos no ar até às 6:30 da manhã.
Segunda-feira. Folga no jornal e na rádio e dia de acompanhar o segundo desfile das escolas do Rio de Janeiro. Na terça, plantão no JC a partir das 4 e meia. Ufa!
Pena que passou tão rápido. No momento em que estou escrevendo este tópico, já estamos na madrugada da Quarta-feira de Cinzas. Sábado tem mais e, quem sabe, no dia 3 e 4 de março, em Uruguaiana, eu acompanho o carnaval temporão da Fronteira...
O esquema começou na sexta, com a transmissão do Grupo de Acesso. Como eu não trabalho no jornal este dia, pude resolver várias coisas à tarde para trabalhar tranqüilamente à noite no Porto Seco.
A transmissão terminou às 7h da manhã de domingo. Cheguei em casa com um zumbido no ouvido de tão alto que estava o áudio nos fones. E quem disse que consegui dormir? Imagina... Como é carnaval, era capaz de eu ficar acordado e alerta durante os 4 dias. Agora se fosse 20 de Setembro, Expointer, etc, Deus me livre!
No sábado, dia da noite de gala do carnaval porto-alegrense, fomos com a transmissão até às 8:30 da manhã. Consegui ir até essa hora graças ao maravilhoso carreteiro na banca do Dico, na praça de alimentação lá do sambódromo. Cheguei em casa às 9h de domingo. "Cochilei" um pouco e às 3 da tarde já estava em pé para começar a trabalhar às 16h no Jornal do Comércio. Eu e o Gamboa, meu editor, preparamos as quatro páginas de política bem rápido, já que deixamos muitas matérias de estoque durante a semana justamente para dar conta no feriadão de carnaval. Às 9 da noite eu já estava no Porto Seco para o segundo dia das escolas do Grupo Especial e meu último dia de transmissão, antes do Sábado das Campeãs. Ficamos no ar até às 6:30 da manhã.
Segunda-feira. Folga no jornal e na rádio e dia de acompanhar o segundo desfile das escolas do Rio de Janeiro. Na terça, plantão no JC a partir das 4 e meia. Ufa!
Pena que passou tão rápido. No momento em que estou escrevendo este tópico, já estamos na madrugada da Quarta-feira de Cinzas. Sábado tem mais e, quem sabe, no dia 3 e 4 de março, em Uruguaiana, eu acompanho o carnaval temporão da Fronteira...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Remember
É incrível como o carnaval daqui de Porto Alegre é pouco valorizado pela mídia. A RBS é a que mima mais o carnaval, apesar de que a menina dos olhos deles é o carnaval do Rio. É um monte de gaúchos bancando ser os cariocas e idolatrando o carnaval deles. E o nosso vai na rabeira.
As outras emissoras poderiam entrar nesse vácuo. Mas fazem uma cobertura muito tímida. Saudades de quando não havia monopólio. Saudades da velha Rádio Princesa.
Saudades até da Band, quando a gente conseguiu fazer algumas coberturas guerrilheiras. Quando eu comecei a fazer carnaval profissionalmente, por exemplo, em 1996, enquanto a Gaúcha e a Princesa escalavam grandes equipes, eu, da Band, entrava no ar ao vivo com aqueles radinhos walkie-talkie da Motorola. Bem faceiro e cheio de assunto.
Em 98, foi engraçado para não dizer trágico. Eu fui um dos maiores incentivadores para que a Band transmitisse o carnaval. Passei 3 meses trabalhando direto nos finais de semana comandando um programa de carnaval, à tarde inteira, sem ganhar um mísero pila a mais por isso. TRÊS MESES! Dezembro, janeiro e fevereiro! Na hora H, a emissora resolveu contratar a equipe da rádio Princesa, que tinha sido extinta meses antes. A Band praticamente locou seu espaço para os forasteiros. Eu iria trabalhar na equipe com posição de destaque, mas na época, aconteceram coisas chatas. Fui escanteado do esquema, assim, na maior. Ao invés de trabalhar como âncora, comentarista ou repórter de pista, me puseram para ser o repórter que entrava com informações de pronto socorro, ocorrências policiais, trânsito, etc. Que merda.
Mas tudo bem, foi um aprendizado. Afinal, eu surgi nesse meio de maneira meteórica e "precisaram" me dar um freio. Comigo as coisas são assim. Nunca vieram fáceis.
Minha forra se deu em 2001, quando aí sim eu comandei absoluto a programação e as transmissões na Band AM, com direito até em escalar a equipe. E foi uma equipe nota 10: Adair "Lalau" Antunes, Waldemar Pernambuco, Oswaldo "Vavá" dos Reis, José Roberto Conceição, mais o auxílio luxuoso do João Garcia e do Ribeiro Neto. Acho que foi meu melhor momento.
Em 2005, estive no carnaval da TVE, na transmissão do Sábado das Campeãs. Eu e a Vanessa Garcia. Engraçado. Com tanto tempo trabalhando com rádio e jornal, algumas pessoas até me conheciam. Na tv, esse reconhecimento é imediato. E olha que teve muita gente que assistiu aquele desfile pela TVE. Quase me pediram autógrafo hehehe.
E este ano vou para o meu segundo carnaval pela Guaíba, apesar de notar que a pré-cobertura deles foi um tanto fria. Parece que vão transmtir só para dizerem que estiveram na avenida. É uma pena que o carnaval de Porto Alegre tenha um tratamento assim tão... nas coxas.
As outras emissoras poderiam entrar nesse vácuo. Mas fazem uma cobertura muito tímida. Saudades de quando não havia monopólio. Saudades da velha Rádio Princesa.
Saudades até da Band, quando a gente conseguiu fazer algumas coberturas guerrilheiras. Quando eu comecei a fazer carnaval profissionalmente, por exemplo, em 1996, enquanto a Gaúcha e a Princesa escalavam grandes equipes, eu, da Band, entrava no ar ao vivo com aqueles radinhos walkie-talkie da Motorola. Bem faceiro e cheio de assunto.
Em 98, foi engraçado para não dizer trágico. Eu fui um dos maiores incentivadores para que a Band transmitisse o carnaval. Passei 3 meses trabalhando direto nos finais de semana comandando um programa de carnaval, à tarde inteira, sem ganhar um mísero pila a mais por isso. TRÊS MESES! Dezembro, janeiro e fevereiro! Na hora H, a emissora resolveu contratar a equipe da rádio Princesa, que tinha sido extinta meses antes. A Band praticamente locou seu espaço para os forasteiros. Eu iria trabalhar na equipe com posição de destaque, mas na época, aconteceram coisas chatas. Fui escanteado do esquema, assim, na maior. Ao invés de trabalhar como âncora, comentarista ou repórter de pista, me puseram para ser o repórter que entrava com informações de pronto socorro, ocorrências policiais, trânsito, etc. Que merda.
Mas tudo bem, foi um aprendizado. Afinal, eu surgi nesse meio de maneira meteórica e "precisaram" me dar um freio. Comigo as coisas são assim. Nunca vieram fáceis.
Minha forra se deu em 2001, quando aí sim eu comandei absoluto a programação e as transmissões na Band AM, com direito até em escalar a equipe. E foi uma equipe nota 10: Adair "Lalau" Antunes, Waldemar Pernambuco, Oswaldo "Vavá" dos Reis, José Roberto Conceição, mais o auxílio luxuoso do João Garcia e do Ribeiro Neto. Acho que foi meu melhor momento.
Em 2005, estive no carnaval da TVE, na transmissão do Sábado das Campeãs. Eu e a Vanessa Garcia. Engraçado. Com tanto tempo trabalhando com rádio e jornal, algumas pessoas até me conheciam. Na tv, esse reconhecimento é imediato. E olha que teve muita gente que assistiu aquele desfile pela TVE. Quase me pediram autógrafo hehehe.
E este ano vou para o meu segundo carnaval pela Guaíba, apesar de notar que a pré-cobertura deles foi um tanto fria. Parece que vão transmtir só para dizerem que estiveram na avenida. É uma pena que o carnaval de Porto Alegre tenha um tratamento assim tão... nas coxas.
Todo ano a mesma coisa, pô!
Estarei comentando os desfiles das escolas de samba daqui de Poa para a Guaíba. Já estou nessas de cobertura de carnaval, atuando profissionalmente, há mais de 10 anos. E quando chega essa época, os dias que antecedem a festa, é sempre a mesma coisa. O estresse com as credenciais!!
Desde há muito tempo se sabe a data do carnaval. A prefeitura abre o período para o credenciamento para a festa cerca de 1 mês antes. E promete a entrega para o dia da Muamba Oficial, no sábado que antecede o carnaval. E o que acontece? As credenciais não ficaram prontas. Que novidade! Pior que fica aquela aflição, porque se o cara não consegue a credencial, quando chega lá no Porto Seco, neguinho não encontra ninguém e os "responsáveis" nunca estão onde devem estar. Geralmente, as credenciais são entregues 2 dias antes. Então, por que anunciam que estará à disposição uma semana antes?
A minha grande preocupação é a autorização do acesso ao estacionamento. Ir de casa até o Porto Seco de ônibus é uma epopéia. Pegar um táxi sai caro. Não quero depender da van da rádio. Quero que quando encerrar a transmissão, quero pegar meu carro e me tocar logo embora, sem ter que esperar desarmar todo o circo.
Desde há muito tempo se sabe a data do carnaval. A prefeitura abre o período para o credenciamento para a festa cerca de 1 mês antes. E promete a entrega para o dia da Muamba Oficial, no sábado que antecede o carnaval. E o que acontece? As credenciais não ficaram prontas. Que novidade! Pior que fica aquela aflição, porque se o cara não consegue a credencial, quando chega lá no Porto Seco, neguinho não encontra ninguém e os "responsáveis" nunca estão onde devem estar. Geralmente, as credenciais são entregues 2 dias antes. Então, por que anunciam que estará à disposição uma semana antes?
A minha grande preocupação é a autorização do acesso ao estacionamento. Ir de casa até o Porto Seco de ônibus é uma epopéia. Pegar um táxi sai caro. Não quero depender da van da rádio. Quero que quando encerrar a transmissão, quero pegar meu carro e me tocar logo embora, sem ter que esperar desarmar todo o circo.
Caindo na folia!
A partir de hoje, começo uma incrível maratona. E em pleno carnaval! Nas noites de hoje, amanhã e domingo, à noite (sempre por volta das 21h30min), estarei comentando os desfiles das escolas de samba no Porto Seco pela Rádio Guaíba AM 720 Khz. A cobertura está prevista para terminar às 7:30 da manhã.
No Domingo de Carnaval e na Terça-feira de Cinzas, estarei de plantão no Jornal do Comércio, encarnando o repórter de Política.
No domingo, a coisa será power. Depois de ter passado a noite em claro assistindo os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial, devo chegar em casa por volta das 8:00 da manhã. Aí eu "cochilarei" um pouco e, às 4 da tarde, estarei firme e forte (impávido como Muhammad Ali) lá na redação do JC, ajudando o editor João Gamboa a baixar as quatro páginas dedicadas à Política para a edição conjunta de segunda e terça. Ainda bem que já fizemos um bom estoque de reportagens especiais para ajudar a abastecer as páginas, porque o setor político ficará às moscas durante o tríduo momesco. Terminada a missão no prédio da Avenida João Pessoa, me mando pro sambódromo para a cobertura da rádio até às 6 da manhã.
Pelo menos, na segunda, estarei de folga no JC e não terá desfile aqui em Poa. Na terça, só terei compromisso no jornal. Enquanto isso, a maioria das pessoas normais estará numa praia, no interior ou dormindo muito. Fazer o quê, né?
No Domingo de Carnaval e na Terça-feira de Cinzas, estarei de plantão no Jornal do Comércio, encarnando o repórter de Política.
No domingo, a coisa será power. Depois de ter passado a noite em claro assistindo os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial, devo chegar em casa por volta das 8:00 da manhã. Aí eu "cochilarei" um pouco e, às 4 da tarde, estarei firme e forte (impávido como Muhammad Ali) lá na redação do JC, ajudando o editor João Gamboa a baixar as quatro páginas dedicadas à Política para a edição conjunta de segunda e terça. Ainda bem que já fizemos um bom estoque de reportagens especiais para ajudar a abastecer as páginas, porque o setor político ficará às moscas durante o tríduo momesco. Terminada a missão no prédio da Avenida João Pessoa, me mando pro sambódromo para a cobertura da rádio até às 6 da manhã.
Pelo menos, na segunda, estarei de folga no JC e não terá desfile aqui em Poa. Na terça, só terei compromisso no jornal. Enquanto isso, a maioria das pessoas normais estará numa praia, no interior ou dormindo muito. Fazer o quê, né?
segunda-feira, janeiro 15, 2007
A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes
Estava de bobeira em casa neste final de semana e dei uma "bizoiada" na transmissão do Planeta Atlântida Florianópolis, pela tevê. Taí um festival de música que precisa urgentemente de uma reformulação. Seus organizadores precisam apertar a tecla F5 ligeirinho.
O Planeta, que surgiu como uma bela iniciativa de show de música durante o verão, está bem parecido com os especiais de fim de ano do Roberto Carlos: todo ano é a mesma coisa. A começar pelos nomes anunciados. E tome todo ano Jota Quest, Skank, Charlie Brown Jr e Cidade Negra. Eu passei a desconfiar que essas bandas foram criadas só para tocarem no Planeta Atlântida. Mais recentemente, Pitty e Marcelo D2 também se integraram a este time de cativos do evento. Da galerinha aqui dos pagos, tem sempre que ter Armandinho, Papas da Língua ou Nenhum de Nós. Todo Planeta Atlântida que se preze, tem que reservar o seu momento "axé, Bahia", afinal, o evento acontece às vésperas do carnaval. E lá vem Danielas e Ivetes, além da emergente Claudinha Leite, vocalista da banda Babado Novo. E depois de tanto tempo, um festival que sempre privilegiou o pop, o rock e o reggae, se abriu para o samba. Quer dizer, para o pagode. De primeira, vieram Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho. De uns tempos para cá, vieram os tais pagodeiros de araque, com seu swing artificial e malandragem pasteurizada.
Mas o que mais me irritou ao assistir a transmissão é ver o jeito que o jovem é retratado: como um retardado, um babaca, um imbecil. Ou seja, a própria mídia reforça o estereótipo do jovem alienado. Os apresentadores e os repórteres se mostram superficiais, com pouca bagagem cultural, vocabulário restrito e até diminuto conhecimento de...música! Antigamente, até para ser repórter de um festival de rock era preciso ter quilate. Há 20 anos, o apresentador do primeiro Rock in Rio na cobertura da TV Globo foi Nelson Motta.
O Planeta, que surgiu como uma bela iniciativa de show de música durante o verão, está bem parecido com os especiais de fim de ano do Roberto Carlos: todo ano é a mesma coisa. A começar pelos nomes anunciados. E tome todo ano Jota Quest, Skank, Charlie Brown Jr e Cidade Negra. Eu passei a desconfiar que essas bandas foram criadas só para tocarem no Planeta Atlântida. Mais recentemente, Pitty e Marcelo D2 também se integraram a este time de cativos do evento. Da galerinha aqui dos pagos, tem sempre que ter Armandinho, Papas da Língua ou Nenhum de Nós. Todo Planeta Atlântida que se preze, tem que reservar o seu momento "axé, Bahia", afinal, o evento acontece às vésperas do carnaval. E lá vem Danielas e Ivetes, além da emergente Claudinha Leite, vocalista da banda Babado Novo. E depois de tanto tempo, um festival que sempre privilegiou o pop, o rock e o reggae, se abriu para o samba. Quer dizer, para o pagode. De primeira, vieram Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho. De uns tempos para cá, vieram os tais pagodeiros de araque, com seu swing artificial e malandragem pasteurizada.
Mas o que mais me irritou ao assistir a transmissão é ver o jeito que o jovem é retratado: como um retardado, um babaca, um imbecil. Ou seja, a própria mídia reforça o estereótipo do jovem alienado. Os apresentadores e os repórteres se mostram superficiais, com pouca bagagem cultural, vocabulário restrito e até diminuto conhecimento de...música! Antigamente, até para ser repórter de um festival de rock era preciso ter quilate. Há 20 anos, o apresentador do primeiro Rock in Rio na cobertura da TV Globo foi Nelson Motta.
terça-feira, janeiro 02, 2007
Saí de lá
Pois é, não estou mais trabalhando na sede do Executivo gaúcho. Saí do Palácio Piratini. Mas foi uma separação indolor. Meio que já esperava por isso. Além de ter adquirido alguns fios grisalhos, foram quatro anos de muito trabalho e de tensionamento. E posso dizer que tive momentos legais lá, mas um pouco infelizes.
Passei todo esse tempo me sentindo um intruso. Completamente deslocado nesse lance de política. Em determinados momentos, até me perguntava: "céus, o que estou fazendo aqui?" Não sabia da malícia, da malandragem e nem das "maldades" que este meio tem. Mas aprendi. Anjos, só existem no prédio ao lado, na Catedral Metropolitana. E olhe lá...
Quero retomar a seção "Cenas palacianas", agora sob a forma de memórias, sem o mesmo compromisso ético por estar trabalhando lá.
Agora, a maior vantagem é que não vou precisar vestir paletó e gravata nesse "torror" do sol de 38 graus do verão de Forno Alegre.
Passei todo esse tempo me sentindo um intruso. Completamente deslocado nesse lance de política. Em determinados momentos, até me perguntava: "céus, o que estou fazendo aqui?" Não sabia da malícia, da malandragem e nem das "maldades" que este meio tem. Mas aprendi. Anjos, só existem no prédio ao lado, na Catedral Metropolitana. E olhe lá...
Quero retomar a seção "Cenas palacianas", agora sob a forma de memórias, sem o mesmo compromisso ético por estar trabalhando lá.
Agora, a maior vantagem é que não vou precisar vestir paletó e gravata nesse "torror" do sol de 38 graus do verão de Forno Alegre.
domingo, dezembro 31, 2006
Adeus Ano Velho! Que venha o feliz Ano Novo!!
Fim de ano é sempre motivo para aquelas manjadas retrospectivas e balanços sobre tudo o que ocorreu nos 365 dias anteriores.
Para a meia dúzia de pessoas que lêem estas mal-traçadas, eu não poderia deixar de fazer o mesmo e seria desleal com meus leitores hehe. Entre altos e baixos (ou entre cacos e cavacos, como diria Zeca Pagodinho) esse ano até que foi bom para mim, bem melhor do que foi o malfadado 2005. Tirei lições (algumas doloridas e amargas), conheci pessoas legais, que me valorizaram, soube de gente que reconheceu meu trabalho, minha saúde esteve ótima e pude passar mais tempo com as pessoas mais próximas e de quem gosto.
Infelizmente, também foi um ano de baixas. Logo no dia 1º de janeiro, em pleno comecinho de ano, a Mosa, vó da Leticia, nos deixou. Ironicamente, na capela ao lado, no Jardim da Paz, estava sendo velado o jornalista Clóvis Ott, minha primeira referência no Jornalismo, um cara que elegi como uma espécie de padrinho e "muso" inspirador. Em setembro, perdemos o Luciano Bauermann, amigão, gente boa e ex-colega dos tempos de Fabico e da gloriosa tchurma da Bandeirantes dos anos 90.
Passei por maus bocados este ano, mas mais do que nunca comecei a pôr em prática a mensagem presente no único verso de uma antiga canção do Walter Franco: tudo é uma questão de manter a mente esperta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.
Criei o blog, uma válvula de escape para meus pensamentos, minhas aflições e ansiedades e uma maneira de que, se não podem me escutar, pelo menos que me leiam e que entendam o que eu penso e conheçam um pouco da maneira de ser deste tímido porém honesto capricorniano.
O trabalho sempre foi um caso à parte. Não tem como não ser, afinal, até então me tomava quase metade do meu dia. Fora o desgaste mental de ter que se preocupar com o dia seguinte e e de ser reponsabilizado por até coisas que eu não fiz. Não é fácil viver quatro anos com a corda esticada. Até os meus sonhos o trabalho invadiu. Exagero? Acho que muitas pessoas já passaram ou passam por esta amarga experiência. Resta resignarmos, já que obrigação e prazer não são necessariamente gêmeos univitelinos. Temos nossas contas a pagar. Esta é a maior motivação profissional que pode existir. Guilherme Arantes já cantava que infelizmente nem tudo é exatamente o que a gente quer. Cada vez eu concordo mais com essa assertiva.
O ano que se avizinha chega com algumas incógnitas. Novos ciclos, novos desafios, novas conquistas. Terei uma primeira resposta já neste primeiro dia de 2007. Há algumas propostas, sondagens, possibilidades. Preciso pensar em mim, lutar pela minha sobrevivência, pelo meu futuro, com estabilidade e algum conforto. E se eu não correr atrás, não lutar por isso, ninguém o fará por mim!!
Para 2007 eu só peço muita saúde (para mim e para as pessoas que gosto), paz, emprego (hehe), amigos e tudo de bom. Quero assistir ainda muitos DVDs, escutar muitas músicas, ver meu carnaval, andar muito de carro (será que ainda com o "brisamóvel"?) e conhecer gente legal. Acho que não é pedir muito. Ah, se eu tirar sozinho na Megasena eu também ficaria um pouquinho contente.
A todos nós: FELIZ 2007
Para a meia dúzia de pessoas que lêem estas mal-traçadas, eu não poderia deixar de fazer o mesmo e seria desleal com meus leitores hehe. Entre altos e baixos (ou entre cacos e cavacos, como diria Zeca Pagodinho) esse ano até que foi bom para mim, bem melhor do que foi o malfadado 2005. Tirei lições (algumas doloridas e amargas), conheci pessoas legais, que me valorizaram, soube de gente que reconheceu meu trabalho, minha saúde esteve ótima e pude passar mais tempo com as pessoas mais próximas e de quem gosto.
Infelizmente, também foi um ano de baixas. Logo no dia 1º de janeiro, em pleno comecinho de ano, a Mosa, vó da Leticia, nos deixou. Ironicamente, na capela ao lado, no Jardim da Paz, estava sendo velado o jornalista Clóvis Ott, minha primeira referência no Jornalismo, um cara que elegi como uma espécie de padrinho e "muso" inspirador. Em setembro, perdemos o Luciano Bauermann, amigão, gente boa e ex-colega dos tempos de Fabico e da gloriosa tchurma da Bandeirantes dos anos 90.
Passei por maus bocados este ano, mas mais do que nunca comecei a pôr em prática a mensagem presente no único verso de uma antiga canção do Walter Franco: tudo é uma questão de manter a mente esperta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.
Criei o blog, uma válvula de escape para meus pensamentos, minhas aflições e ansiedades e uma maneira de que, se não podem me escutar, pelo menos que me leiam e que entendam o que eu penso e conheçam um pouco da maneira de ser deste tímido porém honesto capricorniano.
O trabalho sempre foi um caso à parte. Não tem como não ser, afinal, até então me tomava quase metade do meu dia. Fora o desgaste mental de ter que se preocupar com o dia seguinte e e de ser reponsabilizado por até coisas que eu não fiz. Não é fácil viver quatro anos com a corda esticada. Até os meus sonhos o trabalho invadiu. Exagero? Acho que muitas pessoas já passaram ou passam por esta amarga experiência. Resta resignarmos, já que obrigação e prazer não são necessariamente gêmeos univitelinos. Temos nossas contas a pagar. Esta é a maior motivação profissional que pode existir. Guilherme Arantes já cantava que infelizmente nem tudo é exatamente o que a gente quer. Cada vez eu concordo mais com essa assertiva.
O ano que se avizinha chega com algumas incógnitas. Novos ciclos, novos desafios, novas conquistas. Terei uma primeira resposta já neste primeiro dia de 2007. Há algumas propostas, sondagens, possibilidades. Preciso pensar em mim, lutar pela minha sobrevivência, pelo meu futuro, com estabilidade e algum conforto. E se eu não correr atrás, não lutar por isso, ninguém o fará por mim!!
Para 2007 eu só peço muita saúde (para mim e para as pessoas que gosto), paz, emprego (hehe), amigos e tudo de bom. Quero assistir ainda muitos DVDs, escutar muitas músicas, ver meu carnaval, andar muito de carro (será que ainda com o "brisamóvel"?) e conhecer gente legal. Acho que não é pedir muito. Ah, se eu tirar sozinho na Megasena eu também ficaria um pouquinho contente.
A todos nós: FELIZ 2007
domingo, dezembro 24, 2006
Nada pode ser maior
Eu li por aí uma versão que os colorados fizeram para a letra da chatérrima e manjada música "Querência amada". Segue, então, uma quadrinha dizendo umas verdades. Só para verem com quem estão falando hehehe.
Meu caro irmão
essa tal felicidade
que sentes aí no Japão
trouxe-me uma saudade
Porém, ao contrário de ti
Não preciso de viagem global
Chego na Azenha, ali
E visito o meu memorial
Há anos eu vejo essa taça
Banhada com sangue do De León
E recheada de suor e raça
Os meus passos seguiste tu
Mas eu com a técnica de Renato
E tu, com a sorte de Gabiru
Mas há algo que esquecestes
Estranho, pois deverias saber de cor
Se o momento te favoreces
Nem de longe és o maior.
Admito, mesmo que com pesar
Tua vitória de tirar o chapéu
Não queiras, porém, comparar
A grandeza de nossos troféus
Seguiremos sendo IMORTAIS!!!
GRÊMIO, NADA PODE SER MAIOR!!!!
Meu caro irmão
essa tal felicidade
que sentes aí no Japão
trouxe-me uma saudade
Porém, ao contrário de ti
Não preciso de viagem global
Chego na Azenha, ali
E visito o meu memorial
Há anos eu vejo essa taça
Banhada com sangue do De León
E recheada de suor e raça
Os meus passos seguiste tu
Mas eu com a técnica de Renato
E tu, com a sorte de Gabiru
Mas há algo que esquecestes
Estranho, pois deverias saber de cor
Se o momento te favoreces
Nem de longe és o maior.
Admito, mesmo que com pesar
Tua vitória de tirar o chapéu
Não queiras, porém, comparar
A grandeza de nossos troféus
Seguiremos sendo IMORTAIS!!!
GRÊMIO, NADA PODE SER MAIOR!!!!
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Saudações de um gremista a um colorado
Todo mundo sabe que eu sou gremista. Isso não significa ser anticolorado. É legal tocar uma flauta leve ou aquela corneta saudável com os mais próximos numa situação pontual. Ir além disso, puxar brigas, discussões, partir para a ignorância é lamentável e não é do meu feitio. O Inter venceu o todo-poderoso Barcelona, num exemplo de superação. Isso é inegável.
Mas vale a pena tirar uma lasquinha, através de um texto que me mandaram e eu achei a mensagem saborosa...
Este é meu sentimento e não poderia ser diferente: ver um filho ganhar o mundo deixa um pai sempre orgulhoso e contente. Afinal, foram 23 anos ensinando passo a passo. Relembro hoje, neste dia, tudo que passaste para chegar aqui como teu pai já o fez. Anos difíceis de convivência. Lembro do teu semblante quando ganhastes uma bicicleta, quando a Juventude atrapalhava teus passos e teus sonhos, que, por vezes, morriam pela Boca...
Fui eu que te ensinei, com exemplos (que, bem verdade, muitas vezes o eram ignorados por ti), e, talvez por isso, demoraste tanto para chegar aqui,no caminho do mundo. Mas um pai releva tudo isso. Sempre.
Sempre soube que o filho rivalizaria com o pai buscando provar seu valor e buscar seu espaço. Mesmo que para isso faças igualzinho a ele. Relembro do teu choro, quando por vezes papai viajava a trabalho pelo mundo e deixava-te no quintal de casa, voltando com novas lições. Sempre trazia uma lembrancinha. E hoje vejo que não foram em vão. Aquelas surras que levaste quando guri serviu-te para que hoje, possas dizer que, acima de tudo, tens um pai orgulhoso, para que possas cantar que o teu pai é o maior. Foi em casa, que aprendestes a lição mais valiosa, para hoje chegar ao mundo como o teu velho o fez e mesmo sem um "muito obrigado"...
Nem mesmo um simples obrigado, posso ver nos teus olhos, lá no fundo, coisa que só pai vê no olhar do filho que, acima de tudo, tu tens orgulho do teu velho. Ah, e avisa tua mãe, que ano que vem vou viajar para o Japão, de novo. Agora estás grandinho para ficar solito, te trago uma lembrancinha de lá...novamente.
Abraços do teu pai, GREMIO FOOTBALL PORTO ALEGRENSE.
NÃO BASTA SER FORTE, AGUERRIDO E BRAVO TEM QUE SER O GRÊMIO!
E como eu venho dizendo aos co-irmãos: bem-vindos ao clube dos campeões mundiais.
P.S.: A terra ainda é azul. O único planeta vermelho que eu conheço é Marte.
Mas vale a pena tirar uma lasquinha, através de um texto que me mandaram e eu achei a mensagem saborosa...
Este é meu sentimento e não poderia ser diferente: ver um filho ganhar o mundo deixa um pai sempre orgulhoso e contente. Afinal, foram 23 anos ensinando passo a passo. Relembro hoje, neste dia, tudo que passaste para chegar aqui como teu pai já o fez. Anos difíceis de convivência. Lembro do teu semblante quando ganhastes uma bicicleta, quando a Juventude atrapalhava teus passos e teus sonhos, que, por vezes, morriam pela Boca...
Fui eu que te ensinei, com exemplos (que, bem verdade, muitas vezes o eram ignorados por ti), e, talvez por isso, demoraste tanto para chegar aqui,no caminho do mundo. Mas um pai releva tudo isso. Sempre.
Sempre soube que o filho rivalizaria com o pai buscando provar seu valor e buscar seu espaço. Mesmo que para isso faças igualzinho a ele. Relembro do teu choro, quando por vezes papai viajava a trabalho pelo mundo e deixava-te no quintal de casa, voltando com novas lições. Sempre trazia uma lembrancinha. E hoje vejo que não foram em vão. Aquelas surras que levaste quando guri serviu-te para que hoje, possas dizer que, acima de tudo, tens um pai orgulhoso, para que possas cantar que o teu pai é o maior. Foi em casa, que aprendestes a lição mais valiosa, para hoje chegar ao mundo como o teu velho o fez e mesmo sem um "muito obrigado"...
Nem mesmo um simples obrigado, posso ver nos teus olhos, lá no fundo, coisa que só pai vê no olhar do filho que, acima de tudo, tu tens orgulho do teu velho. Ah, e avisa tua mãe, que ano que vem vou viajar para o Japão, de novo. Agora estás grandinho para ficar solito, te trago uma lembrancinha de lá...novamente.
Abraços do teu pai, GREMIO FOOTBALL PORTO ALEGRENSE.
NÃO BASTA SER FORTE, AGUERRIDO E BRAVO TEM QUE SER O GRÊMIO!
E como eu venho dizendo aos co-irmãos: bem-vindos ao clube dos campeões mundiais.
P.S.: A terra ainda é azul. O único planeta vermelho que eu conheço é Marte.
And so this is Christmas
Natal é bom pra quem é criança. Nada mais lúdico do que um velhinho de barbas brancas, botas pretas e roupas vermelhas guiando um trenó puxado por renas e que distribui presentes de casa em casa entrando nas chaminés das residências.
Só que o tempo passa, a gente cresce e a aproximação do Natal vira sinônimo de festas de final de ano na firma, os malfadados amigos-secretos, o programa anual do Roberto Carlos na TV Globo e o estresse de ir às lojas e os lotadérrimos shopping centers para comprar (na última hora, é claro) "lembrancinhas" para presentear a família e as pessoas que a gente gosta. Haja saco. E grana. E o espírito natalino? E muitas vezes esquecemos de felicitar o "cara aquele" que aniversaria no dia 25 de dezembro e que, dizem, morreu na cruz para nos salvar. Mas que nada...
Época de Natal também é tempo de nostalgia das propagandas de rádio e de tevê que eu ouvia durante a minha infância. Jingles bem construídos e fáceis de cantar e que até hoje circulam na minha memória. Alguém se lembra?
Na Mesbla
Na Mesbla
O maior Natal do Brasil
(jingle das lojas Mesbla, meados dos anos 70)
Se a gente for legal
O que o Papai Noel vai dar?
Pra toda a família um presentão
Das lojas HM no Natal
Para mamãe para o papai pra todos nós
Papai noel vai escolher o que convém
Um bom Natal e felicidade
Nas lojas HM tudo tem
Bléin, bléin, bléin, blein
Lojas HM
(jingle das lojas Hermes Macedo, início dos anos 80)
Natal tem que ser assim
Alegria em todos os corações
Natal tem que ser feliz
Muitas festas muitas emoções
Por isso as Lojas Alfred têm
Um Natal especial
Primeiro pagamento é só
Depois do carnaval
(jingle das Lojas Alfred)
Mas o mais bonito de todos, com certeza, é...
Estrela brasileira no céu azul
Iluminando de norte a sul
Mensagem de amor e paz nasceu Jesus, já é Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Varig, Varig, Varig
Cruzeiro, Cruzeiro
(jingle de Natal da Varig)
Só que o tempo passa, a gente cresce e a aproximação do Natal vira sinônimo de festas de final de ano na firma, os malfadados amigos-secretos, o programa anual do Roberto Carlos na TV Globo e o estresse de ir às lojas e os lotadérrimos shopping centers para comprar (na última hora, é claro) "lembrancinhas" para presentear a família e as pessoas que a gente gosta. Haja saco. E grana. E o espírito natalino? E muitas vezes esquecemos de felicitar o "cara aquele" que aniversaria no dia 25 de dezembro e que, dizem, morreu na cruz para nos salvar. Mas que nada...
Época de Natal também é tempo de nostalgia das propagandas de rádio e de tevê que eu ouvia durante a minha infância. Jingles bem construídos e fáceis de cantar e que até hoje circulam na minha memória. Alguém se lembra?
Na Mesbla
Na Mesbla
O maior Natal do Brasil
(jingle das lojas Mesbla, meados dos anos 70)
Se a gente for legal
O que o Papai Noel vai dar?
Pra toda a família um presentão
Das lojas HM no Natal
Para mamãe para o papai pra todos nós
Papai noel vai escolher o que convém
Um bom Natal e felicidade
Nas lojas HM tudo tem
Bléin, bléin, bléin, blein
Lojas HM
(jingle das lojas Hermes Macedo, início dos anos 80)
Natal tem que ser assim
Alegria em todos os corações
Natal tem que ser feliz
Muitas festas muitas emoções
Por isso as Lojas Alfred têm
Um Natal especial
Primeiro pagamento é só
Depois do carnaval
(jingle das Lojas Alfred)
Mas o mais bonito de todos, com certeza, é...
Estrela brasileira no céu azul
Iluminando de norte a sul
Mensagem de amor e paz nasceu Jesus, já é Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Varig, Varig, Varig
Cruzeiro, Cruzeiro
(jingle de Natal da Varig)
Oh, my god! Como sou descuidado...
Tá certo. Eu não sou lá muito disciplinado com o meu blog. Pobre Blog du Brisa... Às vezes eu o deixo meio de escanteio, amarelescendo, juntando pó na superfície ou criando mofo. Se o meu blog fosse um dog (ui, que trocadilho cretino!), coitado do meu cachorrinho. Morreria de sede e de inanição. Ou então explodiria de vontade de fazer xixi, já que o incompetente do seu dono não o levaria para passear e nem para satisafazer as suas necessidades biológicas tais como um cocozinho no canteiro de uma praça ou uma trepadinha com uma cadela no cio. Se o meu blog fosse um tamagoshi então...
Mas na verdade, o blog é uma exteriorização das minhas sensações. As poucas pessoas que confessam a mim ler essas mal-traçadas já notaram quando eu estou eufórico, quando eu estou monossilábico, taciturno e meditabundo ou então quando eu estive numa deprê fudidaça.
Como eu não tenho grana pra encarar uma terapia (acho que tomar passe num centro espírita ou então num terreiro de pretos-velhos é mais eficiente e muito mais hype), eu aproveito e exorcizo alguns fantasmas ao escrever no blog.
A razão do atraso em atualizar o blog é muito prosaica. A tal da falta de tempo. Sei lá, mas como um capricorniano altamente cerebral, perfeccionista e cuidadoso com aquilo que falo e (principalmente) com o que eu escrevo, queria poder dedicar numerosos minutos para fazer um troço qualificado. Mas eu sempre estou pensando no que escrever. Seja no banho, na fila do banco, no carro e até quando estou acompanhando uma audiência no gabinete do governador (que o pessoal do Palácio não me leia neste momento hehehe).
Mas vou prometer ser mais presente no meu próprio blog. Promessas, promessas, promises... Quem vive de promessa é santo. E eu não sou santo, meu senhor.
Mas na verdade, o blog é uma exteriorização das minhas sensações. As poucas pessoas que confessam a mim ler essas mal-traçadas já notaram quando eu estou eufórico, quando eu estou monossilábico, taciturno e meditabundo ou então quando eu estive numa deprê fudidaça.
Como eu não tenho grana pra encarar uma terapia (acho que tomar passe num centro espírita ou então num terreiro de pretos-velhos é mais eficiente e muito mais hype), eu aproveito e exorcizo alguns fantasmas ao escrever no blog.
A razão do atraso em atualizar o blog é muito prosaica. A tal da falta de tempo. Sei lá, mas como um capricorniano altamente cerebral, perfeccionista e cuidadoso com aquilo que falo e (principalmente) com o que eu escrevo, queria poder dedicar numerosos minutos para fazer um troço qualificado. Mas eu sempre estou pensando no que escrever. Seja no banho, na fila do banco, no carro e até quando estou acompanhando uma audiência no gabinete do governador (que o pessoal do Palácio não me leia neste momento hehehe).
Mas vou prometer ser mais presente no meu próprio blog. Promessas, promessas, promises... Quem vive de promessa é santo. E eu não sou santo, meu senhor.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Molho
Placa na garganta, 38 graus de febre, aftas na boca, feridas nos lábios, falta de apetite, indisposição e dores pelo corpo. Eu estou que é o quadro da dor nesta semana! Fora a irritação de estar assim. Não gosto de ficar doente nem de estar com a saúde debilitada. É muito ruim isso.
Amigo secreto
Eu não sou um incentivador desses eventos de final de ano, os quais convencionou-se chamá-los de amigo secreto.
Há quase uma década eu não participo desse ritual hipócrita de troca de presentes. Eu sempre faço um esforço além das minhas possibilidades de presentear uma outra pessoa com alguma coisa boa. Eu gosto de dar presentes e geralmente eu capricho. Só que o contrário não acontece. Da penúltima vez que eu entrei num amigo secreto, eu ganhei um relógio-bibelô, bem ao estilo dos que são vendidos em lojas de 1,99. O presente durou poucas horas na minha mão, tal a fragiliadade do material e a qualidade do mesmo.
E o motivo pelo qual me afastei dos amigos secretos foi que eu simplesmente entrei num e não levei presente. Todo mundo saiu presenteado e o meu amigo secreto alegou mil e um motivos - doença na família, mudança, pagamento do IPVA, etc - mas me garantiu que até o dia 5 do mês seguinte (janeiro) eu estaria com o meu presente na mão. Isso foi em 1999. Até hoje estou na espera.
Isso é falta de respeito e de consideração. Desde então, mantenho a política de até participar das festinhas de fim de ano com os colegas de trabalho, mas sem amigo secreto. Até para me preservar do constrangimento de ter que tirar alguém que eu não gosto, não vou com a cara ou que não conheça direito. Pode ser coisa de criança, mas que é bom receber presentes, ah isso é.
Há quase uma década eu não participo desse ritual hipócrita de troca de presentes. Eu sempre faço um esforço além das minhas possibilidades de presentear uma outra pessoa com alguma coisa boa. Eu gosto de dar presentes e geralmente eu capricho. Só que o contrário não acontece. Da penúltima vez que eu entrei num amigo secreto, eu ganhei um relógio-bibelô, bem ao estilo dos que são vendidos em lojas de 1,99. O presente durou poucas horas na minha mão, tal a fragiliadade do material e a qualidade do mesmo.
E o motivo pelo qual me afastei dos amigos secretos foi que eu simplesmente entrei num e não levei presente. Todo mundo saiu presenteado e o meu amigo secreto alegou mil e um motivos - doença na família, mudança, pagamento do IPVA, etc - mas me garantiu que até o dia 5 do mês seguinte (janeiro) eu estaria com o meu presente na mão. Isso foi em 1999. Até hoje estou na espera.
Isso é falta de respeito e de consideração. Desde então, mantenho a política de até participar das festinhas de fim de ano com os colegas de trabalho, mas sem amigo secreto. Até para me preservar do constrangimento de ter que tirar alguém que eu não gosto, não vou com a cara ou que não conheça direito. Pode ser coisa de criança, mas que é bom receber presentes, ah isso é.
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