domingo, junho 24, 2007

Onde estão os negros da Argentina?


Na próxima terça-feira (26) inicia mais uma Copa América de Futebol. E a Seleção Brasileira, treinada por Dunga, estréia na quarta (27) contra o México, na cidade venezuelana de Puerto La Cruz.

Mas peguei o assunto do futebol só como gancho. É que uma coisa sempre vinha me deixando intrigado: nunca vi um negro atuando em qualquer seleção esportiva argentina, seja em Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos ou Olimpíadas. O que aconteceu com os negros do vizinho portenho?

Houve escravidão em toda América Latina. A importação de negros chegou até esta parte do Hemisfério Sul. Basta ver atletas e artistas brasileiros, uruguaios, colombianos, equatorianos, venezuelanos, peruanos, etc. E na Argentina, o que houve? Meu irmão Gilson esteve na Argentina há cerca de 10 anos. Viajou com colegas da faculdade na época em que ele cursava Geografia na Ufrgs para um encontro universitário em Buenos Aires. E ele, que tem a pele levemente mais escura do que a minha, disse que os estudantes argentinos puxavam papo com ele em francês, pensando que ele tivesse nascido no Senegal, Camarões ou Costa do Marfim (países africanos que foram colônias francesas). E ele chamava a atenção por ser negro. Era o chocolate no meio do creme de baunilha. Foi por essas curiosidades que eu resolvi dar uma pesquisadinha no assunto.

Na Argentina não tem negros porque foram todos mortos há pouco mais de um século. Jorge Lanata é um dos mais importantes jornalistas argentinos, fundador do diário “Página/12” e autor de Argentinos (em espanhol, Editora Argentina), uma belíssima história de seu país em dois volumes, lançada em 2002. Nos livros, ele batiza os negros de los primeiros desaparecidos, referência aos mortos pela ditadura militar recente. E traz números: no censo de 1778, 30% da população tinha origem africana. A proporção se mantém no censo de 1810, cai para 25% em 1838. Em 1887, repentinamente, compõe menos de 2%. Mas no início, bem no início, há depoimentos de que a proporção de negros e brancos em Buenos Aires chegou a ser de 5 para 1.

Durante seu primeiro século de vida, a capital argentina sobreviveu às custas do comércio negreiro. No século 16 até a primeira metade do 17, a coroa espanhola drenava o ouro e a prata do Potosí, na atual Bolívia. Foi este o negócio que batizou o Rio da Prata – e foram principalmente mãos negras que tiraram das minas subterrâneas os metais que sustentaram a Europa. Os escravos que trabalharam no Potosí vinham principalmente de Angola. Eram negociados pelos peruleiros, que faziam a rota Potosí-Buenos Aires-Rio-Luanda. O Rio de Janeiro também sobreviveu economicamente por conta do tráfico, numa época em que o açúcar do Nordeste era de qualidade muito maior. No Rio chegavam os escravos, pagos em boa parte não com dinheiro mas com açúcar, cachaça, mandioca e tabaco, que serviam de moeda de troca na África. Os escravos eram transportados então para Buenos Aires, onde entravam ilegalmente, e enviados Prata acima até as minas. Era um jogo onde todos, inclusive os governadores, eram contrabandistas. A relação na rota de tráfico entre Rio e Buenos Aires era tão íntima que, quando veio a separação da União Ibérica, os cariocas chegaram a sugerir aos hermanos que se bandeassem para o lado português.

Como no Brasil, todo o serviço, doméstico ou não, nos séculos 17 e 18 foi feito por mão-de-obra negra e escrava na Argentina. Então desapareceram e a história local ensinada nas escolas se cala sobre o assunto. Francisco Morrone, autor de Los negros en el ejército: declinación demográfica e disolución, é um dos historiadores que tenta recuperar o que houve. Segundo Morrone, uma das coisas que aconteceu foram casamentos mistos que, lentamente, clarearam a pele de filhos e netos. É o tipo da resposta que explica quase nada. Mas aí ele mete o dedo na ferida.

A abolição da escravatura na Argentina começou em 1813, foi confirmada pela Constituição de 1853 – bem antes à brasileira. Durante o século 19 todo, o país se meteu numa guerra após a outra. Contra invasões por parte de Inglaterra e França, então a Guerra da Independência seguida do banho de sangue da luta interna entre caudilhos pelo poder e culminando com a Guerra do Paraguai, na qual seguimos aliados. Por todo este período belicista, a Argentina pôs seus negros na linha de frente dos exércitos, os primeiros a levar tiros, às vezes de espingardas – muitas vezes servindo de isca para que o inimigo gastasse as balas de canhão.O golpe final foi a grande epidemia de Febre Amarela em 1871, que se abateu sobre os bairros de Buenos Aires para onde os negros que sobraram foram transferidos. Depois, nos primeiros anos do século 20, assim como no Brasil, houve uma enorme migração européia, principalmente de italianos, que marcaram o sotaque portenho como marcaram cá o paulistano. A diferença é que, a essas alturas, os poucos mulatos não tiveram melanina suficiente para escurecer a pele da população restante.

A Argentina teve, sim, escravos, exatamente como o Brasil e na mesma proporção. Nos momentos seguintes à sua independência, aboliu a escravidão para pôr em marcha uma política de branqueamento da população. No caso, isso quer dizer genocídio. Diga-se de passagem, nos primeiros anos da República isto foi motivo de inveja por parte do governo brasileiro. Não há inocentes.

sábado, junho 23, 2007

Mangueira, estou na plataforma da estação primeira

Meu pai era fã do cantor Jamelão. Na época da "eletrola", o Seu Paris gostava de botar um LP e ficar imitando a voz do intérprete mangueirense pela casa todas faixas do disco. Eu me criei escutando o meu pai cantar as músicas de Lupicínio Rodrigues na voz do "Jamela".

Poucos dias depois que o meu pai se foi, passou um programa especial sobre o Jamelão na televisão justamente cantando aquelas músicas que eu escutava desde a infância. Pronto. A partir daquele momento, percebi que eu sou uma manteiga derretida e que fiquei muito suscetível a me emocionar facilmente. Não são lágrimas de tristeza, mas gotas de saudade.

Não escuto mais a voz de meu pai e a de Jamelão está debilitada devido a dois AVCs sofridos pelo cantor no ano passado e é bem provável que a gente não a ouça mais, já cansada, do alto de seus 94 anos.

Mas, como as músicas são eternas e para a gente ficar feliz, divido com todos dois momentos do grande Jamelão:

1) primeiro, um vídeo do cantor, recebendo Chico Buarque para uma roda de samba no morro de Mangueira. A música é "Piano na Mangueira", parceria que Chico e Tom Jobim fizeram quando o segundo foi tema do carnaval da verde e rosa, em 1992. O vídeo tem direito até a participação de um cachorro latindo e fazendo xixi.



Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira

A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira

2) um arquivo em mp3 do único samba enredo composto por Jamelão que foi levado para a avenida. Trata-se de "Cântico à natureza - Primavera", de 1955, que tem como autores Alfredo Português e Nelson Sargento. Notem a pureza cristalina da sua bonita voz grave. Fosse nascido nos Estados Unidos, Jamelão seria um mito, tipo Louis Armstrong ou Nat King Cole. Mas, sabe como é... estamos no Brasil!

http://www.4shared.com/file/18462723/be17960c/Jamelo_-_Cntico__Natureza.html

Brilha no céu o astro rei
Com fulguração
Abrasando a terra
Anunciando o verão
Outono
Estação singela e pura
É a pujança da natura
Dando frutos em profusão
Inverno
Chuva, geada e garoa
Molhando a terra
Preciosa e tão boa
Desponta
A primavera triunfal
São as estações do ano
Num desfile magistral

A primavera
Matizada e viçosa
Pontilhada de amores
Engalanada, majestosa
Desabrocham as flores
Nos campos, nos jardins e nos quintais
A primavera
É a estação dos vegetais

Oh! Primavera adorada
Inspiradora de amores
Oh! Primavera idolatrada
Sublime estação das flores

sexta-feira, junho 22, 2007

Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos



Esse é um tipo de música que deixa a minha vida mais feliz.

Gravado de um especial de tevê de 1980, Paulinho da Viola revive com os "quatro crioulos", momentos do show Rosa de Ouro, que lançou os cinco sambistas e mais a rainha Clementina de Jesus e que alçou os artistas à condição de grandes nomes da MPB.

Os Quatro Crioulos eram:

Elton Medeiros (de óculos, percussão): um dos mais importantes sambistas brasileiros. Parceiro musical mais constante de Paulinho da Viola. No vídeo, canta "O sol nascerá", parceria dele e Cartola.

Nelson Sargento (violão): Tive o prazer de conhecer o sambista em 1997, quando fui cobrir o festival de cinema de Gramado. Nelson foi homenageado com um curta-metragem rodado por Estêvão Chiavatta, marido de Regina Casé. No vídeo, canta "Primavera - Cântico à natureza", samba da Mangueira de 1955.

Anescarzinho (percussão): integrante da ala dos compositores do Acadêmicos do Salgueiro. Autor, entre outros, do samba enredo "Chica da Silva", considerado um dos mais belos da história do carnaval. Faleceu em 2000. No vídeo, canta "Água do rio", de sua autoria, junto com Noel Rosa de Oliveira.

Jair do Cavaquinho (de bigode): também portelense, a exemplo de Paulinho. Integrava a Velha Guarda da Portela desde os anos 80. Faleceu em 2006. No vídeo, canta "Pecadora", de sua autoria, junto com Joãozinho. A música voltou às paradas de sucesso há cerca de dois anos, ao integrar a trilha sonora de uma novela das oito, regravada pelo Grupo Revelação.

Ordem das músicas no vídeo:

Quatro crioulos (Joacir Santana - Elton Medeiros)
Rosa de ouro (Elton Medeiros - Paulinho da Viola - Hermínio Belo de Carvalho)
O sol nascerá (Elton Medeiros - Cartola)
Primavera - Cântico à natureza (Alfredo Português - Jamelão - Nelson Sargento)
Água do rio (Anescarzinho - Noel Rosa de Oliveira)
Pecadora (Jair do Cavaquinho - Joãozinho)
Pode guardar as panelas (Paulinho da Viola)
Guardei minha viola (Paulinho da Viola)

Ô, coisa boa!!!

quarta-feira, junho 20, 2007

À luta, tricolor!


Pior do que não ganhar a final da Taça Libertadores, é não chegar na final da Taça Libertadores e ainda ser eliminado na primeira fase.

Valeu, Grêmio!

Eu acredito


Milagres acontecem...


Afinal, o Inter não ganhou do Barcelona com um gol do Gabiru?


Vâmo, vâmo, vâmo Grêmiooo!!!

De novo a Amy...


Esses dias eu comentei sobre a Amy Winehouse, uma competente cantora que é a nova darling dos "mudernos". Bem, quero dizer que não tenho nada contra o som dela, que é de muita qualidade, aliás. Só acho um exagero de certos setores da mídia quererem transformá-la já numa diva.

Gente, achei uma foto dela na internet que eu me apavorei!!! Ela é bem jovem, tem apenas 23 anos, tem vozeirão, talento e aquela coisa toda. Só que ela já foi "cheinha" e me parece que a própria não curtia muito aquela situação começou a forçar a barra para perder peso. E pelo que se escuta por aí, sua dieta é regada a muito álcool.
Na foto acima, à esquerda, é a imagem atual da Amy. À direita, ela em 2003. Nem parecem a mesma pessoa, né? Na boa, magreza desse jeito é exagero e a cantora parece um cadáver ambulante. Coitada...
Qual dos momentos da Amy vocês preferem? Eu, que sou muito simpático às gordinhas (e a Leticia sabe disso), sou suspeito para falar e já fiz a minha escolha. Mas, brincadeiras à parte, a gata tem que se cuidar.
Além disso, diz que a mocinha adora um barraco. Recentemente, ela precisou cancelar alguns shows, pois quebrou dois dentes, após passar a tarde inteira num pub abaixo de drinques e cair podre de bêbada. Acho que muita gente se lembra do caso da talentosa cantora norte-americana Karen Carpenter, que muito se achava gorda e morreu anoréxica em 1983, com menos de 40 quilos.
O álbum Back to black - o segundo lançado pela cantora - traz como primeiro hit, "Rehab". Esta, por sinal, é barra pesada - a letra - cujo título, em bom português, é "reabilitação". A canção trata dos problemas da cantora com o álcool, já conhecidos publicamente ("eu e a bebida temos uma relação bem intensa, de amor e ódio", confessou ela com exclusividade para um jornal brasileiro, recentemente). Reaja, Amy! Ou melhor:
- "Rehab", guria!!!

terça-feira, junho 19, 2007

Cotas...

Estou tentando assistir ao ótimo MTV Debate, com Lobão estreando como entrevistador, mas devo confessar que não paro de ter engulhos.

O tema são as cotas para negros na universidade. E novamente volta aquela polêmica de que se trata de uma "medida racista", que se deve "melhorar o nível da educação fundamental", que deve se estabelecer cotas sociais e não raciais.

Vou reproduzir então uma entrevista publicada na edição de 30.06.2003 (há quatro anos, portanto) na Revista Época. O entrevistado era o professor Roberto Miranda (ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É interessante ver o ponto de vista dele sobre o assunto...

ROBERTO MARTINS

Dados pessoais: Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, tem 55 anos, uma filha e dois netos.

Trajetória: Economista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, fez mestrado e doutorado nos Estados Unidos, lecionou na graduação e na pós-graduação por 30 anos e presidiu o Ipea de 1999 a 2002. Trabalha em um grupo de estudo da ONU que trata de racismo e ações afirmativas.

ÉPOCA - O que está dando errado na política de cotas para negros?

Roberto Martins - A polêmica maior ocorreu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), com a cumulatividade da cota de estudantes de escolas públicas com a de negros. Isso resultou numa cota muito alta, mas pode ser corrigido se for eliminado o primeiro critério. De qualquer forma, as críticas eram previsíveis. Até hoje a sociedade brasileira se recusa a discutir o racismo, pois continua presa ao mito da democracia racial: a falsa idéia de que no Brasil não há discriminação.

ÉPOCA - Esse sistema não favoreceria somente negros de classe média, que nem precisariam da cota?

Martins - É claro que o sistema não teria sentido se só colocasse na faculdade pessoas que entrariam de qualquer jeito. Mas a realidade é outra. Sem a cota, os negros não estão entrando. Na Universidade de São Paulo, os negros são apenas 1,3% dos 39 mil alunos. Isso é irrisório em um país onde 45% da população é negra.

ÉPOCA - A questão não precisa ser mais debatida?

Martins - Esse é um argumento falacioso. A única maneira de debater é fazer. O movimento negro tenta debater há décadas e ninguém se interessou. Essa é a primeira vez que se ouve falar disso na rua, na fila do banco. As reclamações de quem ficou de fora são naturais. Cota é o aspecto mais polêmico da ação afirmativa. Se alguém propuser celebrar a contribuição do negro para a cultura ou criar um memorial Zumbi, ninguém reclama. Quando alguém faz ação afirmativa de verdade, há reações.

ÉPOCA - A cota da Uerj nasceu de uma ordem do governo. Não seria melhor se tivesse origem na universidade?

Martins - Claro que é sempre desejável ampliar a discussão, mas não acredito em consenso nesse caso. O Estado, portanto, faz bem em liderar o debate. Em algumas coisas, como na luta pela preservação do meio ambiente, a sociedade saiu na frente. Na questão racial, o Estado é que está à frente, e isso não é ruim.

''Vi gente dizendo que raça não existe do ponto de vista genético. Mas o problema não é genético, é social. As pessoas são vítimas de discriminação em função de características sociais. Entre os ricos, 90% são brancos e 10% negros. Entre os miseráveis, a proporção é sete negros para três brancos''

ÉPOCA - Alguns especialistas consideram que o sistema é inconstitucional, pois fere o princípio de que todos são iguais perante a lei.

Martins - Eu fico com a opinião do ministro Marco Aurélio Mello (do Supremo Tribunal Federal), que já defendeu a legalidade. A Constituição não apenas permite a adoção da cota como induz a isso, pois pede que se busquem meios para promover a igualdade. Hoje, vemos que a simples aplicação do princípio da igualdade perante a lei não promove a igualdade, mas perpetua desigualdades históricas. É como dar um Fusca a um e uma Ferrari a outro e competir com as mesmas regras. Não queremos tratar iguais de forma desigual. O objetivo é tratar desiguais de forma desigual. Tem mais: se for usar esse raciocínio, não há por que dar privilégios para deficientes e idosos, por exemplo. Isso existe porque reconhecemos uma desvantagem dessas pessoas que precisa ser compensada. Com o negro é o mesmo caso. A diferença racial não é natural. Ela foi criada e agora precisa ser desconstruída com uma ação temporária.

ÉPOCA - Quanto tempo?
Martins - A política de ação afirmativa nos Estados Unidos começou em 1975. Hoje, a classe média negra americana é quatro vezes maior, com empresários, advogados e médicos negros. Basta ver Colin Powell (secretário de Estado), que se declara produto da ação afirmativa. Três décadas, portanto, podem gerar um efeito poderoso. Suspeitamos que a desigualdade no Brasil hoje seja maior que a americana de 1975. E temos um dado impressionante: na África do Sul, mesmo durante o apartheid, a desigualdade educacional entre brancos e negros estava decrescendo. No Brasil até hoje isso não aconteceu.

ÉPOCA - Então por que nesses países há conflitos raciais e aqui não há?
Martins - Eles discutiram o problema mais cedo e a reivindicação foi mais intensa. No Brasil, a negação do racismo gera esse efeito: não se faz nada. É uma paz falsa, pois ela está ancorada na permanência da desigualdade. Não há Ku Klux Klan no Brasil, mas também não precisa ter, já que negros são mantidos fora do mercado sem violência.

ÉPOCA - Isso quer dizer que a adoção da cota poderá potencializar conflitos raciais no Brasil?
Martins - Sim, é possível. Em todo lugar onde ela foi implantada, o conflito se acirrou. Quando isso acontece, o Estado decide que a promoção da igualdade é um objetivo justo e continua bancando. O país pode ter, sim, algum conflito se implantar o sistema de promoção da igualdade racial. E o que terá se não implantar nada?

ÉPOCA - A cota não representa risco para a qualidade do ensino, já que une pessoas que estão em patamares diferentes de aprendizado?
Martins - Fui professor universitário por 30 anos e essa história não procede. Nem todo mundo que entra na faculdade é gênio. Já vi gente fraca entrar e acompanhar bem. Dizem que a cota é humilhante para o negro. Humilhante é não ter médicos, juristas e generais negros. Não se propõe cota de médicos negros nos hospitais, mas cotas para entrar no curso de medicina. Como lá dentro todos passam pelo mesmo crivo, o médico negro não será pior que o branco.

''Não temos leis racistas e de fato há um razoável grau de miscigenação, o que leva as pessoas a achar que não há discriminação. Mas isso é um mito. Note que a Ku Klux Klan apareceu nos EUA depois da escravidão. Aqui esses movimentos não surgiram talvez porque os negros não estejam disputando o mercado''

ÉPOCA - Como resolver o problema do branco que se declara negro só para se beneficiar da cota?
Martins - Toda vez que há uma política focalizada surge o problema da identificação. É inevitável. Certamente há gente fora do limite da renda do Programa Bolsa-Escola sendo beneficiada, por exemplo. De qualquer forma, uma idéia é criar controle social sobre a raça. A Uerj pode montar uma comissão da comunidade para resolver casos duvidosos. Se há dúvida quanto à cor do candidato, vamos ver qual é a percepção da sociedade sobre ele. A maioria das inscrições não dá problema e isso não pode servir de desculpa para não fazer nada.

ÉPOCA - Se a comissão disser que o sujeito não é negro, vão dizer que ela está discriminando.
Martins - Já ouvi o seguinte: 'Para resolver o problema de identificação, basta chamar a polícia. Ela sabe quem é negro e quem é branco, pois atira mais no negro que no branco'. Ora, se a sociedade brasileira é capaz de distinguir na hora de discriminar, por que não seria capaz de fazer o mesmo na hora de promover a igualdade?

ÉPOCA - Por que escolher o negro para fazer ação afirmativa, e não o índio, o homossexual ou a mulher?
Martins - Por causa do tamanho. O Brasil tem a segunda maior população negra do mundo, atrás da Nigéria. Não deixo de reconhecer outras desigualdades, mas o problema maciço é o da raça. Além disso, a questão da mulher vem sendo enfrentada com progressos no mercado. A ação afirmativa não elimina a obrigação do Estado de investir em educação. Mas, por ser persistente, o problema merece ser tratado com instrumentos específicos. Um jovem branco com 25 anos tem 2,3 anos de estudo a mais que um negro. Na época dos avós desses jovens, a distância de estudo entre os grupos era a mesma. Um século de progresso não serviu para aproximar as raças.

ÉPOCA - Na comparação de salários, a média dos negros é menor que a dos brancos. Mas isso não seria resultado apenas da diferença de escolaridade? Onde está a discriminação?
Martins - Ao comparar salários de brancos e negros com a mesma escolaridade constata-se que os negros ganham menos, o que denuncia a discriminação. Nunca vi um indicador em que o negro estivesse pelo menos empatado com o branco. Está sempre pior. O único em que há aproximação é o do acesso ao ensino fundamental, apenas porque, nesse caso, o país está próximo da universalização.


Professor Roberto Martins

Outra vez "afoxé"

Ontem, ao final da aula, passei para os alunos o endereço do meu humilde Blog du Brisa. E chamou atenção o nome e novamente me perguntaram o significado de "afoxé".

Como já estava no final da aula e eu não teria tanto tempo assim para explicar toda a história, falei que se tratava de um ritmo africano, cujo maior divulgador é o grupo baiano Filhos de Gandhi, que sai às ruas nos dias de carnaval em Salvador, todos vestidos de branco, cantando músicas sobre a paz, o amor e a fraternidade, e que o hoje ministro Gilberto Gil é padrinho do grupo desde a década de 1970. Então, vai novamente a explicação completa...

O afoxé tem três significados. Pode ser um ritmo, um instrumento musical e tem um significado religioso.

No ritmo, o afoxé em alguns lugares também é conhecido como Ijexá. Afoxé é um ritmo do candomblé. A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Afoxé se tornou popular, principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Clara Nunes, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam afoxés, contrubuindo também para a difusão do ritmo.

O afoxé instrumento musical é composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico. Pode ser de madeira e/ou plástico com miçangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se gira as miçangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no reggae, música pop e na chamada "axé music".

E na questão religiosa, o afoxé, também chamado de "candomblé de rua" - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Sua origem remonta a uma tradição milenar africana: os caminhos sagrados para chegar aos orixás. As principais características são as roupas, nas cores destas divindades africanas, as cantigas em dialeto iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. Podem ser encontrados no carnaval da Bahia, em Salvador, e nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando eu estava procurando um nome para o blog, eu estava escutando um antigo samba enredo, de uma escola de samba de Niterói chamada Acadêmicos do Cubango. O nome do samba era justamente Afoxé, do carnaval de 1979, um belíssimo samba, diga-se de passagem. Achei legal o nome, oportuno, e aí está.

Quem quiser conferir o "samba que deu origem à série", estejam à vontade...



Autores: Heraldo Faria e João Belém

Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxum
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua fé
E assim teve origem o afoxé

Afoxé lorin, é lorin
Afoxé loriô, é loriô


Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O advinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra trás
Tem as cortes dos reis Lobossi e Obá Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás

Ofi la laê, Olê loá
Ofi la laê, Olê loá

Eu na sala de aula...hehehe

Ontem à noite tive uma nova experiência em sala de aula. Após anos como aluno, tive meu momento de estar na frente de uma turma de estudantes. E desta vez eu não estava apresentando nenhum trabalho escolar. Convidado pela amiga Laura Gluer, uma ex-colega de faculdade que hoje é professora e coordenadora do curso de Jornalismo do Centro Universitário IPA, conversei com os universitários da cadeira de Assessoria de Imprensa, sobre a minha breve experiência profissional como jornalista, mais precisamente enfocando os últimos quatro anos coordenando o estúdio de rádio do Palácio Piratini.

No ano passado, também a convite da Laura, conversei com os alunos de uma outra cadeira igualmente sobre a experiência profissional. Posso não ser um cara famoso, mas sempre encarei com seriedade todos os lugares por onde passei e por todas as funções que eu desempenhei. E foi justamente nesta aula que me deu um estalo sobre a vontade de tentar ingressar numa pós-graduação e voltar a estudar. Cerca de 1 ano depois, sou funcionário do IPA e com mil idéias e projetos na cabeça. Que bom! Depois de um tempinho meio desmotivado é bom retornar com tudo.

Acho que a Laura vai me convidar novamente para falar com outros alunos dela, desta vez, com a turma da manhã. É, meu velho, é bom ir se acostumando... Quem sabe daqui a uns 2 anos e meio, por aí, eu não esteja até corrigindo prova?

sexta-feira, junho 15, 2007

A melhor cantora de todos os tempos da última semana

Finalmente me prestei para escutar a tal da Amy Winehouse, incensada cantora britânica que vem sendo a queridinha da MTV e dos "muderninhos" em geral.

Well, em primeiro lugar lá vem aquela xaropada história de que se trata de uma cantora-branca-com-voz-de-negrona que aparece a cada temporada no showbizz. Realmente, ela tem um timbre que associa às cantoras soul da década de 60/70. Aliás, o som da Amy é bem retrô mesmo. Bem executado, mas um pastiche, uma tentativa vã de tentar recordar (ou chupinhar) o clima da gravadora Motown. Tecnicamente, trata-se de uma cantora bem competente, mas parece ser um retrato na atual safra de intérpretes em que a técnica vocal supera a expressividade e as emoções.

E a Amy parece ser uma artista da "pá virada". São notórios seus problemas com álcool e drogas, além dela ter a língua afiada para alfinetar os coleguinhas de profissão.

E depois, volta e meia aparece uma nova cantora com status de "nova diva do soul", "diva soul do século 21". Lembram da Joss Stone, uma loirinha riponga que foi cantada em verso e prosa por sua voz de negrona há uns três anos? Pois é, os dois primeiros discos dela foram igualmente paparicados, mas não era bem essa a onda que ela queria para si, tanto é que o terceiro disco, lançado no início de 2007, foi intitulado "Introducing Joss Stone" (Apresentando Joss Stone), tipo, como se ela se reapresentasse: "galera, agora eu vou fazer o meu verdadeiro som porque os outros eu fiz porque os tiozão da gravadora queriam que eu virasse negona"...

A cada ano, os muderninhos elegem seus queridos. Nesta lista, além de Joss, já estiveram Alanis Morrisette, Lauren Hill, Tracy Chapman, Sheryl Crow, Nelly Furtado, Spice Girls, Mariah Carey e mais recentemente Beyoncé, uma tal de Mia e até a fedelha da April Lavigne.

Quem quiser consumir as Amy Winehouse e as Joss Stone da vida, sejam felizes... Quem quiser beber na fonte - o que eu prefiro - , vá direto com Aretha Franklin (o disco da foto abaixo Aretha sing the blues é simplesmente FODA!), Mahalia Jackson, Minnie Riperton, Roberta Flack, Gladis Knight, Etta James, Chaka Khan... Das novas, confira o trabalho correto de Erykah Badu, Macy Gray e Mary J.Blidge.



O melhor vai começar

Adoro essa música.

E eu também acredito que o melhor da vida ainda vai começar... (salve, Guilherme Arantes!)

Eu quero o sol
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Eu quero amar
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia

Você mostrou pra mim
Onde encontar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida
Vai começar!


Vídeo da época do Cassino do Chacrinha (1983).

terça-feira, junho 12, 2007

De volta ao mercado...Uhuuuuuu!!!

Pois é. Os dias de pindaíba terminaram!

Estou de volta ao mercado jornalístico. Agora, atuando na assessoria de imprensa da Rede Metodista de Educação do Sul, que atende o Centro Universitário IPA e o Colégio Americano em Porto Alegre. No interior, atendemos também a Faculdade Metodista e o Colégio Centenário, em Santa Maria, além do Colégio União, de Uruguaiana.

New life, new job, new wave! E o que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. E cada um com seu cada qual e cada qual com seu cada um. E tenho dito!

segunda-feira, junho 11, 2007

Negro, eu??

Já viram um negro sair do armário?

Momento impagável da inesquecível TV Pirata...

quinta-feira, maio 31, 2007

No aguardo...

Como é ruim esperar. Esperar pelos outros, esperar uma resposta, esperar um aceno, enfim, tudo!

Amanhã faz uma semana que estou esperando para uma definição profissional importante e interessante para mim. Mas tudo o que estou fazendo é aguardar.

Frígidas

Brrrr.... E a friaca continua.

Já estou na contagem regressiva. Faltam três meses e 15 dias para a primavera. Ainda não sei como é possível que tem gente que gosta do frio. E a maioria que gosta de frio e que detesta calor são as mulheres. Impressiionante! A maioria delas detesta o calor (acho que é porque se sua demais) e dizem preferir o inverno. Lógico, a estação fria proporciona se engarupar de roupa (talvez para manter ocultos os pneuzinhos indesejados) e também cair de boca na comida (afinal, comer ajuda a manter o corpo aquecido).

Chega a ser irritante a comemoração que elas fazem quando esfria. Logo elas, as mulheres, as que mais reclamam que sentem frio...

Dá-lhe, Dona Maria!!!

Dona Maria fez 7.1 ontem. Grande Dona Maria!!!

Que legal ver que ela está bem, disposta e com energia. Tirando algumas coisinhas típicas da idade: um pouco de pressão alta, reumatismo e uma taquicardia. Mas todos esses percalços são devidamente monitorados pelos médicos e pelo interesse dos filhos.

A Dona Maria não faz festa, mas sempre prepara alguma coisa porque os conheciodos aparecem na sua casa. Ou porque gostam muito dela ou porque é uma ótima oportunidade para desfrutar dos quitutes que só ela sabe fazer.

É isso aí, mãe. Muita saúde pra senhora. O resto é "bobaji"...

quinta-feira, maio 24, 2007

Que friaca!!!

Brrr!!!

Ao invés do veranico de maio, tivemos uma queda de temperatura para cristão nenhum botar defeito. Até o final do mês, há a possibilidade de neve. Isso em pleno outono! Mas continuo reiterando minha ojeriza ao frio.

Tem gente que acha que o frio é charmoso, é aconchegante, mas junto com o frio vem as doenças bronco-respiratórias. Quem sofre com rinite, sinusite, asma ou gripe sabe o que estou falando. Isso sem falar nos pobres desvalidos que passam severas privações com o intenso frio. Por falar nisso, deixa eu puxar o meu cobertor de lã...

terça-feira, maio 22, 2007

Lucky man

Sou um simpatizante do rock progressivo que era feito entre o final dos anos 60 e meados dos anos 70. Pink Floyd, Yes, Genesis, Rush e até o Queen (em certo momento), gravaram obras maravilhosas em termos de qualidade musical. Muitos torceram o nariz, criticando o excessivo virtuosismo dos músicos, a alienação dos temas e a grandiloqüência dos arranjos.

Mas meu grupo favorito, cuja obra e trajetória só fui conhecer na minha adolescência, em plenos anos 80, era Emerson Lake and Palmer. Graças aos antigos programas de música que passavam na TVE, como Som Pop, Onda 85 e Pra Começo de Conversa, eu delirava com aqueles shows gravados em película, mostrando toda a força de um supergrupo de rock, sem o auxílio de telões, efeitos especiais, bases pré-gravadas e uma banda paralela em volta.

"Lucky man" é uma balada que tocou bastante em rádios (foi gravada em 1971) e mostra talento instrumental com capacidade de uma obra comercial. A versão que achei no You Tube é de um show de 2001 e mostra os músicos já tiozões: o vocalista e violonista Greg Lake poderia concorrer a Rei Momo; o magnífico tecladista Keith Emerson está com a cara tão enrugada que lembra uma uva passa; o megabaterista Carl Palmer é o menos judiado, com um jeitão e um cabelo espetado que nos remete ao atual técnico da Seleção Dunga.

Fora isso, considerem-se "homens de sorte" e curtam esse belo som.

segunda-feira, maio 14, 2007

Tchau, Papa!!!


Durante quatro dias, o Brasil viveu a emoção (ilusão?) de ter se tornado a maior nação católica do planeta. O papa Bento XVI veio aqui, teve encontro com jovens, santificou um padre brasileiro, criticou os meios de comunicação e bradou a favor da castidade, pela heterossexualidade e contra o uso de contraceptivos, além de comprar briga com o governo brasileiro.

Mas a visita do Santo Padre à Terra Brasilis foi assunto em tudo quanto foi noticiário e rodas de conversa. Era Papa na televisão, no jornal, nas rádios, na internet e nas esquinas. O país parou para acompanhar a estadia de Bento XVI como pára em eventos como carnaval, Copa do Mundo, Olimpíadas... Como também irá parar daqui a um mês e pouco para acompanhar o Pan na cidade do Rio de Janeiro.

Pois é, será que a passagem do Papa pelo Brasil vai trazer significativas modificações para o nosso povo? Será que ficaremos mais tementes a Deus? Será que diminuirá o desemprego, a fome, a mortalidade infantil? Será que aumentará a vergonha na cara dos governantes e demais políticos?

Vamos aguardar os acontecimentos...

sábado, maio 12, 2007

Mas afinal, quem é Frei Galvão, mesmo?


Tá legal! Frei Galvão é o primeiro santo brazuca no panteão da Igreja Católica. Ok, mas tenho lá minhas dúvidas de que o novo canonizado seja tão conhecido assim de seus conterrâneos.

A minha impressão é de que Frei Galvão meio que furou a fila. Eu era criança e o Padre José de Anchieta tinha sido beatificado. Anchieta era espanhol de nascimento, mas sua carreira religiosa se desenvolveu no Brasil, com destaque à fundação de São Paulo. Outro religioso, Padre Reus - este mais próximo dos gaúchos - também já estava na fila de espera pelo reconhecimento do Vaticano, assim como os também populares Irmã Dulce, Padre Cícero e até Frei Damião.

Sinceramente, eu comecei a ouvir falar de Frei Galvão acho que foi no final do ano passado. E me pareceu que entre a sua "descoberta" pela mídia até a cerimônia de santificação, tudo se desenvolveu muito rápido. Parece que foi de uma hora para outra.

Acho que agora a Igreja deve começar um trabalho maior de "divulgação" de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Afinal, temos que valorizar cada brasileiro que faz milagres.

Deus é brasileiro...mas morar aqui ele não quer, né?


E o Papa está curtindo uma de popstar aqui no Brasil, desde quando chegou, na quarta-feira.

Já cantava a banda Engenheiros do Hawaii que o "papa é pop", se referindo a João Paulo II (falecido em 2005), que esteve em Porto Alegre em 1980. Mas Bento XVI não está ficando para trás.

Ontem, ele canonizou, em missa, o frei Antônio de Sant'anna Galvão como o primeiro santo brasileiro. No momento em que foi feito o anúncio, no Campo de Marte, em São Paulo, perante mais de 1 milhão de fiéis, o público reagiu como se tivesse acontecido um gol da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo.

É tricolor! É tricolor!




Não podia deixar passar em branco a conquista do bicampeonato gaúcho pelo Grêmio e a maravilhosa passagem para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Há 2 anos, o tricolor da Azenha amargava o inferno da Segunda Divisão. Depois de recuperar o prestígio, o Grêmio recuperou a credibilidade e o respeito da torcida brasileira.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ridículo, ridículo!!

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, comemorado ontem (3), assessoras do Governo do Estado impedem trabalho de repórteres. Leia a notícia, descrita no site Coletiva.net:

Na manhã desta quinta-feira, um grupo de repórteres foi impedido de realizar seu trabalho. Duas assessoras do Governo do Estado tentaram frustrar a entrevista que o deputado Adilson Troca (PSDB) concedia a jornalistas na entrada do Palácio Piratini. O líder do governo na Assembléia Legislativa falava à imprensa sobre a demissão do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider.

O impedimento à entrevista teria acontecido porque as assessoras queriam evitar que o parlamentar falasse sobre a questão antes de tratar do assunto com a governadora Yeda Crusius. O jornalista Antonio Carlos Macedo registrou o fato no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, no final da manhã. Trouxe o depoimento do colega Daniel Scola, que participava da entrevista, e comentou: “Que feio: jornalistas tentando impedir o trabalho de jornalistas. E justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Coincidência mais infeliz, impossível”.

O que se esperar de um (des) governo em que governadora e vice expõem claramente suas divergências, um secretário de segurança é exonerado por aparecer demais, alunos ainda estão sem aulas dois meses depois do início do ano letivo e o poder público padece para combater a dengue no Estado? Só podia dar nisso. Mais ridículo, impossível!

terça-feira, abril 24, 2007

100 nada pra mostrar

Há cerca de dez dias, a governadora convocou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço dos primeiros 100 dias de governo. Entretanto, o grande acontecimento foi a demissão de um secretário de Estado que estava ganhando mais destaque na opinião pública do que a própria chefe do Executivo. O midiático secretário Enio Bacci, que até então respondia por uma das pastas mais sensíveis do Estado - a Secretaria de Segurança Pública - foi demitido por entrar em colapso com o estilo (ou a falta de) do governo.

Passados 100 dias da gestão, a governadora Yeda não teve muito o que mostrar, a não ser um Estado falido, reclamações de falta de comunicação, a imagem de arrogância e de prepotência, um mal-estar entre ela e seu vice, atraso e parcelamento de salário do funcionalismo e uma certa impres~são de desmando. Ou melhor, de falta de visão de administrar. A palavra em voga é "gestão". Eta palavrinha que já está me dando urticária. Gestão, para os tucanos burocratas significa cortes de despesas em nome de uma ilusória saúde financeira. A gestão é a caçula da malfadada "reengenharia", que foi xodó dos tecnocratas e pós-yuppies aprendizes das escolas de administração e seus MBAs na década de 90, responsável pela crise, recessão e desemprego. As teses eram boas, mas daí a aplicar no Brasil o que se aprendeu em Harvard ou Oxford são outros quinhentos.

Mas voltando ao nosso Estado, a única coisa boa a ser mostrada foi a queda em alguns índices de criminalidade e o aumento da sensação de segurança que os gaúchos sentiram nos cem primeiros dias. Isso motivou invejas, ciumeiras e, como na política, o que menos importa é o bem comum, motivou também a saída do principal membro do governo.

O delegado Malmann (ex-superintendente da Polícia Federal no RS), sucessor de Bacci para a Segurança já foi nomeado e empossado. Agora é aguardar os acontecimentos e ver se depois dos cem dias, a governadora Yeda realmente começa a governar e justificar o tal "novo jeito de governar" no qual ela ganhou as eleições no ano passado. Ou se irá consagrar um jeito novo de não fazer nada.

Sossega, Leão

Nossa! Dia vinte e quatro de abril e nenhum post? Putz, mas que cara relapso, meu Deus...

Mas juro que eu penso no blog todo santo dia. Na minha cabeça, abril já teria uns 300 posts. Só que o meu pc não fica ligado 24 horas por dia e eu não fico encurvado na frente de um monitor. Saudades da caneta e do caderninho de anotações... Vida high tech é isso aí, mano.

Faltam seis dias para entregar a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. E é claro que eu ainda não mandei. Não a minha, que a papelada toda eu já entreguei pro contador. Falta eu enviar a declaração da minha mãe. E o pior é que já tá tudo na mão: comprovante disso, daquilo, número de CPF, toda a papelada e os dois programas da Receita Federal eu já baixei pela internet e estão no desktop do meu computador. Só tem uma coisa que me impede: a puta da preguiça...

Minha idéia era fazer logo a declaração do IR nos primeiros dias de março, para me livrar logo disso. Só que fui deixando, deixando... Mas tenho que fazer logo. Aposto que já na quinta e na sexta-feira, o site da Receita começa a congestionar. O fim de semana, então, deverá ser um caos. E eu nem quero pensar o que será na segunda, dia 30, prazo final para a entrega do compromisso sem o risco de depois ter que pagar multa por declarar a renda fora o período estabelecido. Pô, dois meses é um prazo bom demais para fazer a declaração, mas, putz... É um saco fazer isso.

Se você, assim como eu, também deixou para os últimos dias, não esqueça de declarar o Imposto de Renda pelo site da Receita, cujo endereço é http://www.receita.fazenda.gov.br. Senão, vai ter que escutar o rugido do Leão.

terça-feira, abril 03, 2007

Minha teimosia brava de guerreiro

Raul Seixas já cantava...

Minha teimosia brava de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão
Abre-te, Sésamo (1980)

Decidi voltar a estudar. Pós-graduação, mestrado, especialização... Notei que estava esperando demais e que isso é preciso. Não rechaço a idéia de voltar aos bancos escolares, talvez agora na frente de um quadro-negro e escrevendo com um giz.

Fiz a inscrição para a prova de admissão do mestrado na Fabico em outubro de 2002. A prova estava marcada para os primeiros dias de janeiro de 2003. Por azar, meu pai se internou no hospital um ou dois dias antes da prova. Com que cabeça eu iria fazer o exame? Logo em seguida, fui trabalhar no Palácio Piratini e a coisa mais extravagante que eu tive nos quatro anos seguintes foi exatamente o tempo. Não havia tempo para eu desligar totalmente do ofício.

Eu me sentia muito sozinho no trabalho, sem ninguém para trocar idéias, me entender e me queixar, e ainda por cima, me deram o presente de grego de coordenar o estúdio de rádio do Palácio Piratini por um salário risível... Uma verdadeira bomba, um pepinão e um abacaxizão! Mesmo que eu quisesse, não daria para entrar na pós. Até porque a gente tem que estudar pra caramba e o que eu mais queria era descansar e não fazer nada no meu tempo livre. Isso sem falar que eu tive que renunciar um monte de coisas e não tinha horário definido para trabalhar. Minha jornada era de 12, 13, 14 horas. Fora as viagens que eu fazia acompanhando a comitiva do governador, principalmente nos três primeiros anos de governo. era um tempo que eu só executava ordens, só fazia o que me mandavam, reproduzia e muito pouco conseguia usar a criatividade. Foi um período engessado, me senti castrado e tudo. Passou.

Agora é tocar ficha em frente. Rumo para o futuro. Assim seja.

sexta-feira, março 30, 2007

Os shows que eu não fui

O último show que eu fui foi num sábado de novembro de 2004. Uau! Tudo isso? Pois é... Era um show do Jota Quest num Gigantinho completamente lotado. Minha nossa! Faz mais de dois anos e meio que eu não vou num show grande.

Perdi de ver o Santana, em abril do ano passado. Não fui no Roger Waters. E este ano já teve Matisyahu, Bryan Adams, Pet Shop Boys. Ontem o Chico Buarque começou uma temporada que vai até domingo no Teatro do Sesi. Só que os preços estavam proibitivos para este pobre jornalista (ainda) desempregado. Só que tem gente mais remediada do que eu, afinal, todos os shows do Chico estavam com a lotação esgotadíssimas. Eu escutei o disco Carioca. Uma obra menor deste já senhor dos tais olhos cor de ardósia (que diacho de cor é isso?).

Na próxima terça-feira, dia 3 de abril, será a vez do grande Paulinho da Viola. E, novamente, acho que eu não vou. Valor do ingresso mais barato: R$ 80,00. Estão brincando comigo, né? É novamente no Teatro do Sesi, mas vamos combinar que é brabo pagar tudo isso, apesar que Paulinho da Viola é o velho Paulinho da Viola. Só que eu realmente não tô podendo...

Assistir samba bom aqui em Porto Alegre é tarefa de gincana. Faltam espaços adequados, de médio porte. Ou o show acontece no Teatro do Sesi, com os preços fora de cogitação ou então acontecem em quadra de escola de samba. Nas quadras, chega a ser engraçado de tão caótico. Geralmente anunciam uma grande atração para as 23h. Só que antes da principal atração da noite, se apresentam uma meia dúzia de bandinhas de pagode, que tocam mal, que bem se vê que ensaiaram pouco, cujos músicos não se dão ao trabalho nem de afinar os instrumentos. E tu ali, em pé, bebericando cerveja, achando graça dos bebuns que rodeiam o ambiente ou dos magrões que tentam azarar as menininhas...rsrsrsrs. E a principal atração da noite sobe ao palco às... quatro da manhã!

Se o show for de graça, ao ar livre, é pior ainda. Ano passado, um show organizado aqui em Porto Alegre, no Anfiteatro Pôr-do-Sol iria contar com a presença de Leci Brandão, Sandra de Sá, Alcione, Rappin' Hood, Netinho de Paula, etc. O show estava marcado para começar às quatro da tarde. Resolvi ir embora quando olhei no relógio e vi que já eram oito da noite. Fiquei sabendo depois que o show foi começar quase às 10 da noite.

Chegaaaaa!!! Não agüento mais BBB!

Socuerro, el justiciero!! Ayuda me por favor...

Uma vez o jornalista José (Macaco) Simão, da Folha de São Paulo, bem definiu o que é esse horroroso reallity-show: um monte de gente sem nada pra fazer assistindo a um monte de gente não fazendo nada.

Ô coisinha medonha esse programa. Já está na sétima edição, já esgotou a fórmula, já está enchendo os nossos culhões e ajudando a pobre população brasileira a ficar ainda mais indigente intelectualmente. E o pior que lá pelas tantas a gente começa a tratar os tansos que estão enfurnados naquela casa como se fossem tri íntimos nossos.

Admito que eu assisti os primeiros BBBs. Eu vi a primeira edição, aquela que foi conquistada pelo tosco do Kléber Bam-Bam. Assisti a segunda, que foi ganha por um caubói... quem mesmo? Teve ainda o terceiro, aquele do Dhomini, e que revelou a Sabrina Sato, hoje musa dos programas Pânico, da Jovem Pan FM e da RedeTV. A partir daí, o programa primou pela repetição de estratégias, a divisão dos vilões (que assumiram que estavam na casa para jogar e conquistar o prêmio a todo custo) contra os bonzinhos (os desprovidos de estratagemas e que ganham a simpatia do público por serem supostamente tansos). O telespectador punia os mais ardis e beneficiava os "do bem". Ah, teve também aquela edição que quem venceu foi um professor baiano e assumidamente homossexual, o Jean.

Tudo se encaminha para que o tal do Alemão seja o vencedor da vez. Confesso que tenho acompanhado mais por leituras de sites e de jornais porque não tenho paciência para assistir na tevê. E as lições de moral que o Pedro Bial resolve pregar nos dias de paredão? Realmente, não dá.

E o futuro dos participantes já está previamente traçado. As gostosas, invariavelmente, posaram para ensaios sensuais em sites ou estamparão as Playboys, Vips e Sexys da vida. Os garotões, se tiverem sorte, também aparecerão nos programas de auditório, ganharão convites para participarem de "eventos" se tranformarão nas mais novas celebridades que durarão até o próximo BBB. Enquanto isso, continuemos a ouvir a trilha de abertura, na voz do ex-RPM Paulo Ricardo...

Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser...
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer

segunda-feira, março 26, 2007

A melhor cidade do mundo

Porto Alegre completa hoje 235 anos de fundação. Ao contrário das duas megalópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, aqui não é feriado municipal, não tem nenhum grande show armado e, provavelmente, a efeméride de nossa cidade nem merecerá ser lembrada como notícia no Jornal Nacional.

Mas é impressionante o ufanismo que estampa os anúncios principais jornais sobre o aniversário da capital gaúcha. Parece que vivemos na melhor cidade do mundo. Segundo as publicações, temos o pôr-do-sol mais bonito do Brasil, o melhor futebol do mundo, as mulheres mais bonitas do mundo, a "melhor calçada da fama do mundo" (quaquaraquaquá), o Brique da Redenção é o maior e mais completo do Brasil, a Feira do Livro é a maior feira cultural a céu aberto existente sobre a Terra, somos a cidade que mais lê no Brasil, os melhores desportistas e produzimos a melhor cerveja. Exagero? Capaz...

Em compensação, a violência cresce em progressão geométrica, a segurança pública está um caos, a cada dia que passa aumenta o número de crianças nas ruas pedindo esmolas ou fazendo malabarismos nas sinaleiras. O índice de desemprego está assustador. O mercado de drogas também, assim como seqüestros, roubos a residências, a automóveis, a agências bancárias... Quem se atreve a dar um passeio na Praça da Matriz, na Redenção ou na Praça da Alfândega à noite? Ou caminhar no viaduto da Borges após às 21 horas?

Mas enfim, vamos celebrar! São 235 anos da muy leal e valerosa Porto Alegre! Somos os melhores. Mesmo que o resto do Brasil e do mundo não saiba.

quinta-feira, março 22, 2007

Porto Alegre é mesmo demais??

Na próxima segunda-feira, dia 26, nossa "leal e valerosa" Porto Alegre completa 235 anos de fundação. Já há alguns dias é possível escutar nas propagandas de rádio e tevê a voz doce e delicada da primeira-dama da Capital, a cantora Isabela Fogaça entoando a canção "Porto Alegre é demais", de autoria do marido, o jornalista, professor e prefeito José Fogaça.

Mas será que realmente a nossa Porto Alegre é demais? Que impressão que um visitante vindo de fora do Estado tem da cidade? Poa é atrativa em termos de turismo? Eu tenho lá minhas dúvidas...

Se um amigo ou parente de fora do Rio Grande do Sul desembarca em Porto Alegre para onde o levamos? Essa pergunta eu me faço todos os dias... Uma ocasião, durante uma corrida de táxi, o motorista me confidenciou que tinha dificuldades de sugerir a um turista lugares legais para se visitar.

Para onde vamos levar o forasteiro? Para ver o pôr-do-sol do Guaíba? Se estiver nublado ou chovendo, danou-se o programa... Quem se arrisca levar alguém para apreciar a vista de Poa nos altos do Morro Santa Tereza?

Ver o Laçador? Levar ao Brique da Redenção? Caminhar na Usina do Gasômetro? Bah, que programas de índio! Que falta faz uma praia, um mar...

O que nos resta? Um rolê cultural? O Theatro São Pedro está em obras. A Casa de Cultura Mario Quintana já teve dias melhores. Museus e bibliotecas fecham nos finais de semana. Os prédios públicos também.

Vamos ao shopping? A um bingo? Ou um culto da Igreja Universal?

Ao contrário de um Rio de Janeiro, por exemplo, Porto Alegre carece das belezas naturais de um Rio de Janeiro, da magia e da musicalidade de uma Salvador ou até mesmo da night de uma São Paulo.

De cara nova

Modifiquei o leiaute do blog. Gostei, acho que a nova formatação ficou mais "clean", com uma leitura mais agradável e uma cor mais suave. Vou providenciar para postar fotos e imagens. Espero que curtam também. Que beleza de ferramenta tecnológica hehehe!

quinta-feira, março 15, 2007

É disso que eu necessito

Agora que eu tô de bobeira, estou tendo mais tempo para pensar na vida. Coisa que eu só consiguia quando eu estava fora de combate do trabalho por causa de problemas de saúde. Estou tendo tanto tempo disponível que quase estou trocando o dia pela noite. Na "night" é tudo tão calmo, silencioso, não toca telefone, não tem gritaria de criançada, não tem vizinho chato reclamando ou discutindo...

Dá para ler um bom livro, assistir clipes legais na MTV ou um bom filme no Intercine, escutar com calma um CD favorito e ainda por cima acompanhar as letras das canções no encarte.

Mas sei que issonão pode se tornar costume, porque não sou vagal e quero logo trampear novamente, me sentir útil, e (claro) que pingue dindim na minha conta corrente.

Esta é da série COISAS QUE EU QUERIA...

- voltar a viajar, de preferência pra fora do RS;
- ir a um bom show de música (bah, perdi o do Santana no ano passado);
- conhecer o Rio de Janeiro;
- voltar a tocar em banda de rock;
- comprar uma nova bateria;
- aprender um instrumento harmônico;
- um novo "brisamóvel".

terça-feira, março 13, 2007

Tudo é uma questão de manter...

...A MENTE QUIETA
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQÜILO...

Pra mim, essa música do Walter Franco, "Coração tranqüilo" (que está no disco Respire fundo, de 1978), já se tornou uma espécie de mantra pessoal. Quando a panela de pressão está para estourar, penso nessa canção e o efeito é o mesmo de se contar até 10...

Com apenas esta frase, o artista sintetiza a fórmula ideal para se levar uma vida zen. Um dia eu ainda chego nesse estágio...

Aqui está o link para baixar a música: http://lix.in/5c1672

É bem simples e seguir os passos:

1) após abrir o link, clique em "continue" e vai abrir uma página do site Rapidshare;

2) você vai ver duas colunas, que pedem para selecionar o download, uma PREMIUM e a outra, FREE. Clique em FREE;

3) após isso, vai abrir uma nova página com uma contagem regressiva. Aguarde a contagem terminar e logo em seguida copie no quadro em branco o código que irá aparecer. Clique em download.

4) depois disso, salve o arquivo na pasta que quiser e espere baixar.

E nunca se esqueça de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo!

sábado, março 03, 2007

Vai dizer que não me viu?

Entre as coisas que me fazem perder a esportiva é um conhecido me avistar e quando ao se aproximar, desvia os olhos para depois dizer que não tinha me visto. Quaquaraquaquá.

Como é que não vão ver um negão com 1m88 de altura pesando 90 kg? É o mesmo que alguém disser que não viu um gordo, um careca ou alguém andando de muletas. E como tem gente mascarada nesse mundo!

Lá no Palácio, tinha um assessor de imprensa (gordo, aliás), ex-cronista esportivo de uma emissora da Capital, que era useiro e vezeiro em não querer me enxergar. Às vezes, o querido passava ao meu lado, sem me cumprimentar. E olha que o cara já me conhecia há anos. Temos amigos em comum e tal. Mas quando o dito cujo via outros aspones mais graduados e, principalmente, as menininhas bonitinhas, lá se dirigia ele com cínicos tapinhas nas costas ou pegajosos beijinhos no rosto.

Quando esse fulano fingia não me ver, eu falava em voz alta, com um sorriso maroto e cínico no rosto e perguntava a ele por que não falava com pobre, por que não dava mão a preto e nem carregava embrulho, como naquele antigo samba do Billy Blanco.

Recentemente, tive experiência semelhante no Jornal do Comércio, durante os dois meses que fiz um frila na empresa. Eu conhecia um monte de gente no jornal, trabalhei com vários jornalistas lá e me dava bem com a galera. Já com a secretária da redação, senti uma certa antipatia por parte dela com a minha chegada. A fulana não me deu boas vindas, não se colocou à disposição para qualquer ajuda e nem sequer me orientou para nada.

A querida nem se dignou a falar comigo, só uns três dias depois da minha chegada, para me dar um puxão de orelha, dizendo que era para eu passar no Departamento de Pessoal para que eu informasse os meus dados, porque afinal, “nós não sabemos quem tu és”. Ta bom, né? Eu mereço... Além do que, volta e meia ela esquecia o meu nome. E não foram duas nem três vezes. Coitada. Pelo jeito, ela é um caso potencial para futuramente desenvolver Mal de Alzheimer.

* obs: o título deste tópico é inspirado no disco Vai dizer que não me viu, nome de um CD que o maravilhoso cantor e compositor Luiz Vagner, natural de Bagé (RS), lançou em 1995.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Carnaval de muito trabalho

Como eu falei antes, foi um carnaval de muito trabalho. Que inveja eu tenho desse pessoal que não gosta da folia.

O esquema começou na sexta, com a transmissão do Grupo de Acesso. Como eu não trabalho no jornal este dia, pude resolver várias coisas à tarde para trabalhar tranqüilamente à noite no Porto Seco.

A transmissão terminou às 7h da manhã de domingo. Cheguei em casa com um zumbido no ouvido de tão alto que estava o áudio nos fones. E quem disse que consegui dormir? Imagina... Como é carnaval, era capaz de eu ficar acordado e alerta durante os 4 dias. Agora se fosse 20 de Setembro, Expointer, etc, Deus me livre!

No sábado, dia da noite de gala do carnaval porto-alegrense, fomos com a transmissão até às 8:30 da manhã. Consegui ir até essa hora graças ao maravilhoso carreteiro na banca do Dico, na praça de alimentação lá do sambódromo. Cheguei em casa às 9h de domingo. "Cochilei" um pouco e às 3 da tarde já estava em pé para começar a trabalhar às 16h no Jornal do Comércio. Eu e o Gamboa, meu editor, preparamos as quatro páginas de política bem rápido, já que deixamos muitas matérias de estoque durante a semana justamente para dar conta no feriadão de carnaval. Às 9 da noite eu já estava no Porto Seco para o segundo dia das escolas do Grupo Especial e meu último dia de transmissão, antes do Sábado das Campeãs. Ficamos no ar até às 6:30 da manhã.

Segunda-feira. Folga no jornal e na rádio e dia de acompanhar o segundo desfile das escolas do Rio de Janeiro. Na terça, plantão no JC a partir das 4 e meia. Ufa!

Pena que passou tão rápido. No momento em que estou escrevendo este tópico, já estamos na madrugada da Quarta-feira de Cinzas. Sábado tem mais e, quem sabe, no dia 3 e 4 de março, em Uruguaiana, eu acompanho o carnaval temporão da Fronteira...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Remember

É incrível como o carnaval daqui de Porto Alegre é pouco valorizado pela mídia. A RBS é a que mima mais o carnaval, apesar de que a menina dos olhos deles é o carnaval do Rio. É um monte de gaúchos bancando ser os cariocas e idolatrando o carnaval deles. E o nosso vai na rabeira.

As outras emissoras poderiam entrar nesse vácuo. Mas fazem uma cobertura muito tímida. Saudades de quando não havia monopólio. Saudades da velha Rádio Princesa.

Saudades até da Band, quando a gente conseguiu fazer algumas coberturas guerrilheiras. Quando eu comecei a fazer carnaval profissionalmente, por exemplo, em 1996, enquanto a Gaúcha e a Princesa escalavam grandes equipes, eu, da Band, entrava no ar ao vivo com aqueles radinhos walkie-talkie da Motorola. Bem faceiro e cheio de assunto.

Em 98, foi engraçado para não dizer trágico. Eu fui um dos maiores incentivadores para que a Band transmitisse o carnaval. Passei 3 meses trabalhando direto nos finais de semana comandando um programa de carnaval, à tarde inteira, sem ganhar um mísero pila a mais por isso. TRÊS MESES! Dezembro, janeiro e fevereiro! Na hora H, a emissora resolveu contratar a equipe da rádio Princesa, que tinha sido extinta meses antes. A Band praticamente locou seu espaço para os forasteiros. Eu iria trabalhar na equipe com posição de destaque, mas na época, aconteceram coisas chatas. Fui escanteado do esquema, assim, na maior. Ao invés de trabalhar como âncora, comentarista ou repórter de pista, me puseram para ser o repórter que entrava com informações de pronto socorro, ocorrências policiais, trânsito, etc. Que merda.

Mas tudo bem, foi um aprendizado. Afinal, eu surgi nesse meio de maneira meteórica e "precisaram" me dar um freio. Comigo as coisas são assim. Nunca vieram fáceis.

Minha forra se deu em 2001, quando aí sim eu comandei absoluto a programação e as transmissões na Band AM, com direito até em escalar a equipe. E foi uma equipe nota 10: Adair "Lalau" Antunes, Waldemar Pernambuco, Oswaldo "Vavá" dos Reis, José Roberto Conceição, mais o auxílio luxuoso do João Garcia e do Ribeiro Neto. Acho que foi meu melhor momento.

Em 2005, estive no carnaval da TVE, na transmissão do Sábado das Campeãs. Eu e a Vanessa Garcia. Engraçado. Com tanto tempo trabalhando com rádio e jornal, algumas pessoas até me conheciam. Na tv, esse reconhecimento é imediato. E olha que teve muita gente que assistiu aquele desfile pela TVE. Quase me pediram autógrafo hehehe.

E este ano vou para o meu segundo carnaval pela Guaíba, apesar de notar que a pré-cobertura deles foi um tanto fria. Parece que vão transmtir só para dizerem que estiveram na avenida. É uma pena que o carnaval de Porto Alegre tenha um tratamento assim tão... nas coxas.

Todo ano a mesma coisa, pô!

Estarei comentando os desfiles das escolas de samba daqui de Poa para a Guaíba. Já estou nessas de cobertura de carnaval, atuando profissionalmente, há mais de 10 anos. E quando chega essa época, os dias que antecedem a festa, é sempre a mesma coisa. O estresse com as credenciais!!

Desde há muito tempo se sabe a data do carnaval. A prefeitura abre o período para o credenciamento para a festa cerca de 1 mês antes. E promete a entrega para o dia da Muamba Oficial, no sábado que antecede o carnaval. E o que acontece? As credenciais não ficaram prontas. Que novidade! Pior que fica aquela aflição, porque se o cara não consegue a credencial, quando chega lá no Porto Seco, neguinho não encontra ninguém e os "responsáveis" nunca estão onde devem estar. Geralmente, as credenciais são entregues 2 dias antes. Então, por que anunciam que estará à disposição uma semana antes?

A minha grande preocupação é a autorização do acesso ao estacionamento. Ir de casa até o Porto Seco de ônibus é uma epopéia. Pegar um táxi sai caro. Não quero depender da van da rádio. Quero que quando encerrar a transmissão, quero pegar meu carro e me tocar logo embora, sem ter que esperar desarmar todo o circo.

Caindo na folia!

A partir de hoje, começo uma incrível maratona. E em pleno carnaval! Nas noites de hoje, amanhã e domingo, à noite (sempre por volta das 21h30min), estarei comentando os desfiles das escolas de samba no Porto Seco pela Rádio Guaíba AM 720 Khz. A cobertura está prevista para terminar às 7:30 da manhã.

No Domingo de Carnaval e na Terça-feira de Cinzas, estarei de plantão no Jornal do Comércio, encarnando o repórter de Política.

No domingo, a coisa será power. Depois de ter passado a noite em claro assistindo os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial, devo chegar em casa por volta das 8:00 da manhã. Aí eu "cochilarei" um pouco e, às 4 da tarde, estarei firme e forte (impávido como Muhammad Ali) lá na redação do JC, ajudando o editor João Gamboa a baixar as quatro páginas dedicadas à Política para a edição conjunta de segunda e terça. Ainda bem que já fizemos um bom estoque de reportagens especiais para ajudar a abastecer as páginas, porque o setor político ficará às moscas durante o tríduo momesco. Terminada a missão no prédio da Avenida João Pessoa, me mando pro sambódromo para a cobertura da rádio até às 6 da manhã.

Pelo menos, na segunda, estarei de folga no JC e não terá desfile aqui em Poa. Na terça, só terei compromisso no jornal. Enquanto isso, a maioria das pessoas normais estará numa praia, no interior ou dormindo muito. Fazer o quê, né?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes

Estava de bobeira em casa neste final de semana e dei uma "bizoiada" na transmissão do Planeta Atlântida Florianópolis, pela tevê. Taí um festival de música que precisa urgentemente de uma reformulação. Seus organizadores precisam apertar a tecla F5 ligeirinho.

O Planeta, que surgiu como uma bela iniciativa de show de música durante o verão, está bem parecido com os especiais de fim de ano do Roberto Carlos: todo ano é a mesma coisa. A começar pelos nomes anunciados. E tome todo ano Jota Quest, Skank, Charlie Brown Jr e Cidade Negra. Eu passei a desconfiar que essas bandas foram criadas só para tocarem no Planeta Atlântida. Mais recentemente, Pitty e Marcelo D2 também se integraram a este time de cativos do evento. Da galerinha aqui dos pagos, tem sempre que ter Armandinho, Papas da Língua ou Nenhum de Nós. Todo Planeta Atlântida que se preze, tem que reservar o seu momento "axé, Bahia", afinal, o evento acontece às vésperas do carnaval. E lá vem Danielas e Ivetes, além da emergente Claudinha Leite, vocalista da banda Babado Novo. E depois de tanto tempo, um festival que sempre privilegiou o pop, o rock e o reggae, se abriu para o samba. Quer dizer, para o pagode. De primeira, vieram Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho. De uns tempos para cá, vieram os tais pagodeiros de araque, com seu swing artificial e malandragem pasteurizada.

Mas o que mais me irritou ao assistir a transmissão é ver o jeito que o jovem é retratado: como um retardado, um babaca, um imbecil. Ou seja, a própria mídia reforça o estereótipo do jovem alienado. Os apresentadores e os repórteres se mostram superficiais, com pouca bagagem cultural, vocabulário restrito e até diminuto conhecimento de...música! Antigamente, até para ser repórter de um festival de rock era preciso ter quilate. Há 20 anos, o apresentador do primeiro Rock in Rio na cobertura da TV Globo foi Nelson Motta.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Saí de lá

Pois é, não estou mais trabalhando na sede do Executivo gaúcho. Saí do Palácio Piratini. Mas foi uma separação indolor. Meio que já esperava por isso. Além de ter adquirido alguns fios grisalhos, foram quatro anos de muito trabalho e de tensionamento. E posso dizer que tive momentos legais lá, mas um pouco infelizes.

Passei todo esse tempo me sentindo um intruso. Completamente deslocado nesse lance de política. Em determinados momentos, até me perguntava: "céus, o que estou fazendo aqui?" Não sabia da malícia, da malandragem e nem das "maldades" que este meio tem. Mas aprendi. Anjos, só existem no prédio ao lado, na Catedral Metropolitana. E olhe lá...

Quero retomar a seção "Cenas palacianas", agora sob a forma de memórias, sem o mesmo compromisso ético por estar trabalhando lá.

Agora, a maior vantagem é que não vou precisar vestir paletó e gravata nesse "torror" do sol de 38 graus do verão de Forno Alegre.

domingo, dezembro 31, 2006

Adeus Ano Velho! Que venha o feliz Ano Novo!!

Fim de ano é sempre motivo para aquelas manjadas retrospectivas e balanços sobre tudo o que ocorreu nos 365 dias anteriores.

Para a meia dúzia de pessoas que lêem estas mal-traçadas, eu não poderia deixar de fazer o mesmo e seria desleal com meus leitores hehe. Entre altos e baixos (ou entre cacos e cavacos, como diria Zeca Pagodinho) esse ano até que foi bom para mim, bem melhor do que foi o malfadado 2005. Tirei lições (algumas doloridas e amargas), conheci pessoas legais, que me valorizaram, soube de gente que reconheceu meu trabalho, minha saúde esteve ótima e pude passar mais tempo com as pessoas mais próximas e de quem gosto.

Infelizmente, também foi um ano de baixas. Logo no dia 1º de janeiro, em pleno comecinho de ano, a Mosa, vó da Leticia, nos deixou. Ironicamente, na capela ao lado, no Jardim da Paz, estava sendo velado o jornalista Clóvis Ott, minha primeira referência no Jornalismo, um cara que elegi como uma espécie de padrinho e "muso" inspirador. Em setembro, perdemos o Luciano Bauermann, amigão, gente boa e ex-colega dos tempos de Fabico e da gloriosa tchurma da Bandeirantes dos anos 90.

Passei por maus bocados este ano, mas mais do que nunca comecei a pôr em prática a mensagem presente no único verso de uma antiga canção do Walter Franco: tudo é uma questão de manter a mente esperta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.

Criei o blog, uma válvula de escape para meus pensamentos, minhas aflições e ansiedades e uma maneira de que, se não podem me escutar, pelo menos que me leiam e que entendam o que eu penso e conheçam um pouco da maneira de ser deste tímido porém honesto capricorniano.

O trabalho sempre foi um caso à parte. Não tem como não ser, afinal, até então me tomava quase metade do meu dia. Fora o desgaste mental de ter que se preocupar com o dia seguinte e e de ser reponsabilizado por até coisas que eu não fiz. Não é fácil viver quatro anos com a corda esticada. Até os meus sonhos o trabalho invadiu. Exagero? Acho que muitas pessoas já passaram ou passam por esta amarga experiência. Resta resignarmos, já que obrigação e prazer não são necessariamente gêmeos univitelinos. Temos nossas contas a pagar. Esta é a maior motivação profissional que pode existir. Guilherme Arantes já cantava que infelizmente nem tudo é exatamente o que a gente quer. Cada vez eu concordo mais com essa assertiva.

O ano que se avizinha chega com algumas incógnitas. Novos ciclos, novos desafios, novas conquistas. Terei uma primeira resposta já neste primeiro dia de 2007. Há algumas propostas, sondagens, possibilidades. Preciso pensar em mim, lutar pela minha sobrevivência, pelo meu futuro, com estabilidade e algum conforto. E se eu não correr atrás, não lutar por isso, ninguém o fará por mim!!

Para 2007 eu só peço muita saúde (para mim e para as pessoas que gosto), paz, emprego (hehe), amigos e tudo de bom. Quero assistir ainda muitos DVDs, escutar muitas músicas, ver meu carnaval, andar muito de carro (será que ainda com o "brisamóvel"?) e conhecer gente legal. Acho que não é pedir muito. Ah, se eu tirar sozinho na Megasena eu também ficaria um pouquinho contente.

A todos nós: FELIZ 2007

domingo, dezembro 24, 2006

Nada pode ser maior

Eu li por aí uma versão que os colorados fizeram para a letra da chatérrima e manjada música "Querência amada". Segue, então, uma quadrinha dizendo umas verdades. Só para verem com quem estão falando hehehe.

Meu caro irmão
essa tal felicidade
que sentes aí no Japão
trouxe-me uma saudade

Porém, ao contrário de ti
Não preciso de viagem global
Chego na Azenha, ali
E visito o meu memorial

Há anos eu vejo essa taça
Banhada com sangue do De León
E recheada de suor e raça

Os meus passos seguiste tu
Mas eu com a técnica de Renato
E tu, com a sorte de Gabiru

Mas há algo que esquecestes
Estranho, pois deverias saber de cor
Se o momento te favoreces
Nem de longe és o maior.

Admito, mesmo que com pesar
Tua vitória de tirar o chapéu
Não queiras, porém, comparar
A grandeza de nossos troféus

Seguiremos sendo IMORTAIS!!!

GRÊMIO, NADA PODE SER MAIOR!!!!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Saudações de um gremista a um colorado

Todo mundo sabe que eu sou gremista. Isso não significa ser anticolorado. É legal tocar uma flauta leve ou aquela corneta saudável com os mais próximos numa situação pontual. Ir além disso, puxar brigas, discussões, partir para a ignorância é lamentável e não é do meu feitio. O Inter venceu o todo-poderoso Barcelona, num exemplo de superação. Isso é inegável.

Mas vale a pena tirar uma lasquinha, através de um texto que me mandaram e eu achei a mensagem saborosa...

Este é meu sentimento e não poderia ser diferente: ver um filho ganhar o mundo deixa um pai sempre orgulhoso e contente. Afinal, foram 23 anos ensinando passo a passo. Relembro hoje, neste dia, tudo que passaste para chegar aqui como teu pai já o fez. Anos difíceis de convivência. Lembro do teu semblante quando ganhastes uma bicicleta, quando a Juventude atrapalhava teus passos e teus sonhos, que, por vezes, morriam pela Boca...

Fui eu que te ensinei, com exemplos (que, bem verdade, muitas vezes o eram ignorados por ti), e, talvez por isso, demoraste tanto para chegar aqui,no caminho do mundo. Mas um pai releva tudo isso. Sempre.

Sempre soube que o filho rivalizaria com o pai buscando provar seu valor e buscar seu espaço. Mesmo que para isso faças igualzinho a ele. Relembro do teu choro, quando por vezes papai viajava a trabalho pelo mundo e deixava-te no quintal de casa, voltando com novas lições. Sempre trazia uma lembrancinha. E hoje vejo que não foram em vão. Aquelas surras que levaste quando guri serviu-te para que hoje, possas dizer que, acima de tudo, tens um pai orgulhoso, para que possas cantar que o teu pai é o maior. Foi em casa, que aprendestes a lição mais valiosa, para hoje chegar ao mundo como o teu velho o fez e mesmo sem um "muito obrigado"...

Nem mesmo um simples obrigado, posso ver nos teus olhos, lá no fundo, coisa que só pai vê no olhar do filho que, acima de tudo, tu tens orgulho do teu velho. Ah, e avisa tua mãe, que ano que vem vou viajar para o Japão, de novo. Agora estás grandinho para ficar solito, te trago uma lembrancinha de lá...novamente.

Abraços do teu pai, GREMIO FOOTBALL PORTO ALEGRENSE.

NÃO BASTA SER FORTE, AGUERRIDO E BRAVO TEM QUE SER O GRÊMIO!

E como eu venho dizendo aos co-irmãos: bem-vindos ao clube dos campeões mundiais.

P.S.: A terra ainda é azul. O único planeta vermelho que eu conheço é Marte.

And so this is Christmas

Natal é bom pra quem é criança. Nada mais lúdico do que um velhinho de barbas brancas, botas pretas e roupas vermelhas guiando um trenó puxado por renas e que distribui presentes de casa em casa entrando nas chaminés das residências.

Só que o tempo passa, a gente cresce e a aproximação do Natal vira sinônimo de festas de final de ano na firma, os malfadados amigos-secretos, o programa anual do Roberto Carlos na TV Globo e o estresse de ir às lojas e os lotadérrimos shopping centers para comprar (na última hora, é claro) "lembrancinhas" para presentear a família e as pessoas que a gente gosta. Haja saco. E grana. E o espírito natalino? E muitas vezes esquecemos de felicitar o "cara aquele" que aniversaria no dia 25 de dezembro e que, dizem, morreu na cruz para nos salvar. Mas que nada...

Época de Natal também é tempo de nostalgia das propagandas de rádio e de tevê que eu ouvia durante a minha infância. Jingles bem construídos e fáceis de cantar e que até hoje circulam na minha memória. Alguém se lembra?

Na Mesbla
Na Mesbla
O maior Natal do Brasil
(jingle das lojas Mesbla, meados dos anos 70)

Se a gente for legal
O que o Papai Noel vai dar?
Pra toda a família um presentão
Das lojas HM no Natal
Para mamãe para o papai pra todos nós
Papai noel vai escolher o que convém
Um bom Natal e felicidade
Nas lojas HM tudo tem
Bléin, bléin, bléin, blein
Lojas HM
(jingle das lojas Hermes Macedo, início dos anos 80)

Natal tem que ser assim
Alegria em todos os corações
Natal tem que ser feliz
Muitas festas muitas emoções
Por isso as Lojas Alfred têm
Um Natal especial
Primeiro pagamento é só
Depois do carnaval
(jingle das Lojas Alfred)

Mas o mais bonito de todos, com certeza, é...

Estrela brasileira no céu azul
Iluminando de norte a sul
Mensagem de amor e paz nasceu Jesus, já é Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Varig, Varig, Varig
Cruzeiro, Cruzeiro
(jingle de Natal da Varig)

Oh, my god! Como sou descuidado...

Tá certo. Eu não sou lá muito disciplinado com o meu blog. Pobre Blog du Brisa... Às vezes eu o deixo meio de escanteio, amarelescendo, juntando pó na superfície ou criando mofo. Se o meu blog fosse um dog (ui, que trocadilho cretino!), coitado do meu cachorrinho. Morreria de sede e de inanição. Ou então explodiria de vontade de fazer xixi, já que o incompetente do seu dono não o levaria para passear e nem para satisafazer as suas necessidades biológicas tais como um cocozinho no canteiro de uma praça ou uma trepadinha com uma cadela no cio. Se o meu blog fosse um tamagoshi então...

Mas na verdade, o blog é uma exteriorização das minhas sensações. As poucas pessoas que confessam a mim ler essas mal-traçadas já notaram quando eu estou eufórico, quando eu estou monossilábico, taciturno e meditabundo ou então quando eu estive numa deprê fudidaça.

Como eu não tenho grana pra encarar uma terapia (acho que tomar passe num centro espírita ou então num terreiro de pretos-velhos é mais eficiente e muito mais hype), eu aproveito e exorcizo alguns fantasmas ao escrever no blog.

A razão do atraso em atualizar o blog é muito prosaica. A tal da falta de tempo. Sei lá, mas como um capricorniano altamente cerebral, perfeccionista e cuidadoso com aquilo que falo e (principalmente) com o que eu escrevo, queria poder dedicar numerosos minutos para fazer um troço qualificado. Mas eu sempre estou pensando no que escrever. Seja no banho, na fila do banco, no carro e até quando estou acompanhando uma audiência no gabinete do governador (que o pessoal do Palácio não me leia neste momento hehehe).

Mas vou prometer ser mais presente no meu próprio blog. Promessas, promessas, promises... Quem vive de promessa é santo. E eu não sou santo, meu senhor.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Molho

Placa na garganta, 38 graus de febre, aftas na boca, feridas nos lábios, falta de apetite, indisposição e dores pelo corpo. Eu estou que é o quadro da dor nesta semana! Fora a irritação de estar assim. Não gosto de ficar doente nem de estar com a saúde debilitada. É muito ruim isso.

Amigo secreto

Eu não sou um incentivador desses eventos de final de ano, os quais convencionou-se chamá-los de amigo secreto.

Há quase uma década eu não participo desse ritual hipócrita de troca de presentes. Eu sempre faço um esforço além das minhas possibilidades de presentear uma outra pessoa com alguma coisa boa. Eu gosto de dar presentes e geralmente eu capricho. Só que o contrário não acontece. Da penúltima vez que eu entrei num amigo secreto, eu ganhei um relógio-bibelô, bem ao estilo dos que são vendidos em lojas de 1,99. O presente durou poucas horas na minha mão, tal a fragiliadade do material e a qualidade do mesmo.

E o motivo pelo qual me afastei dos amigos secretos foi que eu simplesmente entrei num e não levei presente. Todo mundo saiu presenteado e o meu amigo secreto alegou mil e um motivos - doença na família, mudança, pagamento do IPVA, etc - mas me garantiu que até o dia 5 do mês seguinte (janeiro) eu estaria com o meu presente na mão. Isso foi em 1999. Até hoje estou na espera.

Isso é falta de respeito e de consideração. Desde então, mantenho a política de até participar das festinhas de fim de ano com os colegas de trabalho, mas sem amigo secreto. Até para me preservar do constrangimento de ter que tirar alguém que eu não gosto, não vou com a cara ou que não conheça direito. Pode ser coisa de criança, mas que é bom receber presentes, ah isso é.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Feriado frustrado

Por falar nisso, hoje é feriado e dia de reflexão em mais de 200 municípios brasileiros. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, entre outros. Menos no Rio Grande do Sul, no estado mais caucasiano do país, é claro.

Aqui no Sul, os imigrantes alemães e italianos têm o seu dia, em 25 de julho, comemorado com feriado e festividades nas regiões da Serra e no Vale do Sinos.

Já o 20 de novembro não vingou como feriado municipal nos pampas.

E a tal "consciência negra"?

Para quem quer saber o que - exatamente - significa "consciência negra" encontrei este texto de autoria do advogado, compositor, filósofo e músico Nei Lopes. Melhor definição, impossível.

Consciência Negra é saber que, no Brasil de hoje, não existe ainda igualdade total entre os descendentes dos africanos que para cá vieram como escravos e os daqueles que vieram da Europa e da Ásia, como colonizadores e depois como imigrantes. Estes, já tiveram representantes em todos os escalões dos três poderes da República, inclusive na Presidência. E o povo negro, não!

Consciência Negra é compreender que isso acontece não por incapacidade intelectual ou de trabalho do povo negro e sim pelo que aconteceu após o fim da escravidão. Os ex-escravos foram "jogados fora", sem terra para plantar, sem emprego, sem teto - a não ser aqueles que permaneceram com seus antigos donos. E aqueles que já não eram mais ou não tinham sido escravos e ganhavam sua vida por conta própria foram perdendo seus lugares, até nas ocupações mais humildes, para os imigrantes que aqui chegavam.

Consciência Negra é entender que desde antes da escravidão criou-se uma literatura através da qual se infundiu na cabeça do brasileiro uma impressão irreal sobre o povo negro como um todo. De que nós somos feios, sujos e pouco inteligentes; que só queremos saber de festa e divertimento; que nossas religiões são infantis; que só somos bons para pegar no pesado, praticar esportes, fazer música e praticar sexo. E muitos negros acreditaram nisso.

Consciência Negra é aprender como negar isso tudo: estudando a História da África, desde o Egito, passando pelos grandes impérios oeste-africanos da Idade Média; tomando conhecimento de que as concepções religiosas africanas têm um profundo fundamento filosófico, como foi inclusive comprovados por padres europeus que as estudaram.

Consciência Negra é saber que o povo negro não resistiu passivamente à escravidão e usou de todos os meios ao seu alcance para se libertar. É saber também que houve negros que lucraram com o tráfico de escravos, a partir do século 17; mas que, essa modalidade de escravidão, foram os europeus que levaram para a África.

Consciência Negra é, hoje, perceber que os que lutam contra a adoção de políticas de ação afirmativa contra o racismo e a exclusão do povo negro (como a chamada "política de cotas") são pessoas que não querem perder os privilégios de que desfrutam, com o possível ingresso em seus "reinados" (caso de alguns professores universitários que fizeram carreira estudando o "problema do negro") de concorrentes até mais bem preparados, pela própria vivência do problema.

Consciência Negra é, enfim, entender que o conceito de "negro" é hoje um conceito político, que engloba pretos, pardos, mulatos (menos ou mais claros) desde que se aceitem como tal e estejam dispostos a dar um basta no que hoje se vê nas telenovelas, nas profissões mais lucrativas, nas gerências empresariais, nos altos escalões de decisão, nos espaços de prestígio e de formação de opinião, nos locais onde se concentra a renda nacional. E o que se vê nesses lugares e situações é um Brasil que não corresponde à realidade de sua população, na qual mais de 60% são descendentes, próximos ou não, dos africanos aqui escravizados.

Valeu, Zumbi!

terça-feira, novembro 14, 2006

Semana de samba

Semana movimentada pra galera do samba. Pena que é tudo junto acontecendo quase ao mesmo tempo.

Na sexta, dia 11, estiveram aqui em Poa Zeca Pagodinho, Luis Carlos da Vila, Carlinhos de Jesus e a mostra de samba enredo para 2007.

Esta semana tem o Wantuir da Unidos da Tijuca e o Dominguinhos do Estácio, que está na Viradouro.

Tem vezes que não tem nada. E quando tem, é tudo na mesma hora.

Feriado na quarta

Feriado em meio de semana é estranho. Pode soar engraçado alguém criticar uma folga em pleno dia útil. Tá, mas que é estranho um feriado na quarta-feira, é estranho. A semana fica diferente. Uma pausa bem no meio. Não dá pra pirar muito quando um feriado acontece na quarta.

Quando o feriado cai numa segunda ou sexta, já sabemos! A sabedoria chama isso de feriadão (feriado num dia útil + o fim de semana). Se cai numa terça ou numa quinta, eu acho bom. Tá bom, a gente trampa no dia ensanduichado (segunda ou sexta), mas a gente meio que consegue empurrar com a barriga. Mas na quartam, não se tem muita diversidade.

Pior mesmo é o feriado que cai no fim de semana. Se o feriado acontece no sábado, o fim de semana passa a ter, na verdade, dois domingos, porque o comércio fecha e a cidade fica deserta. Se cai num domingo, meu Deus! É chover no molhado, um feriado posto fora.

Mas vamos curtir essa folguinha do dia 15 de novembro (a última do ano, fora o indefectível 25 de Dezembro - Natal) e aproveitar da melhor maneira possível. Dormindo, passeando nas praças, visitando os amigos, namorando, lendo um bom livro, escutando um bom CD, assistindo um bom filme. Ou simplesmente a melhor de todas as diversões: vivendo.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Por que "afoxé"?

Um conhecido me perguntou o significa o "afoxé" no endereço do "Blog du Brisa"...

Bem, os nomes que eu dou para as minhas coisas não são tão originais assim devido à minha fértil imaginação. Acho que é mais pelo inusitado da coisa.

O afoxé tem três significados. Pode ser um ritmo, um instrumento musical e tem um significado religioso.

No ritmo, o afoxé em alguns lugares também é conhecido como Igexá. Afoxé é um ritmo do candomblé. A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Afoxé se tornou popular, principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Clara Nunes, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam afoxés, contrubuindo também para a difusão do ritmo.

O afoxé instrumento musical é composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico. Pode ser de madeira e/ou plástico com miçangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se gira as miçangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no reggae, música pop e na chamada "axé music".

E na questão religiosa, o afoxé, também chamado de "candomblé de rua" - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Sua origem remonta a uma tradição milenar africana: os caminhos sagrados para chegar aos orixás. As principais características são as roupas, nas cores destas divindades africanas, as cantigas em dialeto iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. Podem ser encontrados no carnaval da Bahia, em Salvador, e nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando eu estava procurando um nome para o blog, eu estava escutando um antigo samba enredo, de uma escola de samba de Niterói chamada Acadêmicos do Cubango. O nome do samba era justamente "Afoxé", um belíssimo samba. Achei legal o nome, oportuno e aí está.

Quem quiser conferir o "samba que deu origem à série", estejam à vontade...

http://rapidshare.com/files/2722853/cubango1979.mp3

Autores: Heraldo Faria e João Belém

Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxun
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua fé
E assim teve origem o afoxé

Afoxé lorin, é lorin
Afoxé loriô, é loriô

Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O advinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra traz
Tem as cortes dos Reis Lobossi e Obá Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás

Ofi la laê, Olê loá
Ofi la laê, Olê loá

quarta-feira, novembro 08, 2006

Ah, a tal liberdade não existe...

Dias atrás comecei a filosofar. Mas então: o que vem a ser essa tal de liberdade? Alguém é possível ser totalmente livre? Nunca vi ninguém vestindo uma t-shirt com os dizeres: 100% FREE. Também, e se eu encontasse, iria querer saber qual a fórmula mágica para se atingir tal estado.

Nunca estamos totalmente livres. Estamos presos a relacionamentos (namoro, noivado, casamento) ou a ausência destes (separação, divórcio). Não por acaso, nos envolvemos em "laços" afetivos, o que já determina as amarras. Estamos presos a quem está aí e a quem já se foi. Estamos presos à saudade. Estamos presos à necessidade de trabalhar, produzir e labutar. Estamos presos ao cartão de crédito. Estamos presos aos impostos. Estamos presos às regras impostas para conviver em sociedade. Alguns estão presos ao fumo e à bebida. Outros estão presos ao sexo.

Um amigo doidão que eu tive uma vez me disse que, para se libertar, ele viajava, fazendo a cabeça. No entanto, ficou incorrigivelmente preso às drogas. Deve ser uma tristeza viver preso a uma cama de hospital. Deus nos livre! Ou presos às ferragens de um automóvel após um acidente. Igualmente ruim seria viver preso a correntes, gaiolas ou coleiras.

Creio que a liberdade plena é um prêmio a ser conquistado, mas que se mostra inacessível.

domingo, outubro 29, 2006

Agora é com a paulistinha

Não deu pro bigode aqui. O eleitor gaúcho é sábio. Se vacilou no primeiro turno, não iria vacilar no segundo. Vamos ver como será o "jeito novo de governar".

quarta-feira, outubro 04, 2006

Acabou setembro

Ufa! Finalmente passou o mês de setembro. Já postei aqui que não simpatizo muito com esse mês. Apesar de que houve rescaldo setembrino com a tragédia nas eleições do dia 1º de outubro. Mas é isso aí. Vamos em frente. Passarinho que anda com morcego acaba dormindo de cabeça pra baixo.

Pois é, não deu...

E não deu pro número 15 aqui no Estado.

Acho que não é hora de caçar as bruxas nem de bancar o profeta do acontecido, mas é importante constatar que houve equívocos na condução do processo da candidatura majoritária aqui no Estado. Ah, isso houve.

Só pra lembrar: pesquisa não ganha eleição. Jogo é jogo, treino é treino, já diziam os filósofos do futebol e isso pode servir também à política. Achar que o pleito já estava no papo foi um dos equívocos.

Agora, orientar os correligionários para que se votasse num terceiro candidato para anular a possibilidade de um outro oposicionista foi uma baita idéia de jerico, uma imbecilidade tamanha. Resultado: faltou voto para chegar no 2º turno e tentar a reeleição. Que isso sirva de lição.

Agora, é tocar o barco. Afinal, a vida continua.