Verdades, algumas meias-verdades e outras nem tão verdadeiras assim... O que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. It's all true!!!
segunda-feira, julho 30, 2007
Boa sorte/Good luck
A música, que fala de separação, é bem melancólica (e direta, até). Os versos iniciais dão a pista de que não tem conversa: é só isso/ não tem mais jeito/ acabou, boa sorte. Além da guitarra de Ben (que a toca sentado, com o instrumento em seu colo), o arranjo conta com o auxílio luxuoso do baterista Sly Dunbar e do contrabaixista Robbie Shakespeare (a cozinha mais poderosa da música jamaicana).
No CD Sim, lançado este ano por Vanessa da Mata, ela e Ben puseram a voz em estúdios diferentes, separados por milhares de quilômetros. Já o clipe foi gravado em L.A. (of course, man!). E em algumas cenas aparecem o encontro (desta vez real) entre os dois.
É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
That’s it
There is no way
It over, Good luck
I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change
Everything you want to give me
It too much
It’s heavy
There is no peace
All you want from me
Is’nt real
Expectations
Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais
Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ is’nt real
Expectativas / Expectations
Desleais
Now were Falling into the night
Um bom encontro é de dois
sábado, julho 28, 2007
Não tem cara de tiozão
Mas só tiozão mesmo teria uns 70 pilas pra comprar este bólido. Mas sem dúvida, o Sentra, da Nissan, "acelerou meu coração".
Musa do Pan

Que Maurren Maggi nada! Que Marta (da Seleção de futebol feminino) nada! A musa dos Jogos Pan-americanos não esteve em nenhuma delegação, não correu, não saltou, nem suou. Não disputou nenhuma medalha e sequer esteve na Arena Olímpica do Rio.
Cristiane Dias foi, sem dúvida, a melhor coisa da cobertura televisiva do Pan 2007. Os boletins noturnos da competição, apresentados pela jornalista e levados ao ar sempre depois do Jornal da Globo e antes do Programa do Jô, foram um show de competência e de charme!
A guria é gaúcha, daqui de Porto Alegre, tem 26 anos, e mora há oito na Cidade Maravilhosa, onde se formou pela Faculdade Hélio Alonso (Facha). Atualmente, co-apresenta o Esporte Espetacular, aos domingos pela manhã.
sexta-feira, julho 27, 2007
Hard working man
quinta-feira, julho 26, 2007
O Astronauta
Roberto Carlos
O astronauta
autores: Edson Ribeiro e Helena dos Santos
Não tenho mais nenhuma razão
Pra continuar vivendo assim
Não posso mais olhar tanta tristeza
Por isso não vou mais ficar aqui
O mundo que eu queria não é esse
O mundo é só de sonhos
Bombas que caem jato que passa
Gente que olha o céu de fumaça
Meu amor não sei por onde anda
Será que os amores já morreram ?
Um astronauta eu queria ser
Pra ficar sempre no espaço
E desligar os controles
Da nave espacial
E pra ficar pra sempre
No espaço sideral
Não vou voltar
Pra terra não, não, não vou voltar
quarta-feira, julho 25, 2007
Bah, nem falei do Pan...
Nossa!!!
Os últimos dias estão sendo complicados em nosso país. A tragédia da queda do avião da TAM no dia 17 de julho obscureceu fatos que tinham tudo para ocupar ininterruptamente todas as manchetes de jornais e rodas de bate-papo até o final do mês, como os Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Com isso, o escândalo envolvendo as contas do senador Renan Calheiros foi posto para quinto, sexto ou sétimo plano, já que TAM, Pan, caos aéreo, morte de ACM e até o incêndio no Shopping Total aqui em Porto Alegre tomaram conta das discussões dos últimos dias.
Mas a maior festa esportiva das Américas ainda está acontecendo e, até o próximo domingo, ainda vamos conviver com boletins diários, pódios, ranking de medalhas, quebra de recordes e o ufanismo de Galvão Bueno gritando ÉÉÉÉÉ DOOO BRAAAASIIIIL, se esgoelando a plenos pulmões.
O mascotinho Cauê é bem engraçadinho e, como diria minha afilhada Camile, de três aninhos, o "bonecrinho" é um desenho "muito fofo". No entanto, a organização do Pan Rio 2007 ainda terá que explicar porque a competição estava orçada em R$ 250 milhões e acabou custando mais de R$ 3,5 bi!!!!
Mas é isso aí. Tudo em nome da alegria, tudo em nome do amor... E segue a torcida para ganharmos muitas medalhas e cantarmos o Hino Nacional tantas quantas vezes for possível. Afinal, durante eventos como Copa do Mundo, Olimpíadas, Jogos Pan (e até Grande Prêmio de Fórmula 1) são momentos em que nunca fomos tão brasileiros.
sexta-feira, julho 20, 2007
Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito

quarta-feira, julho 11, 2007
Funk do choque do Lasier
Depois, publicaram no YouTube.
E não é que agora transformaram a história do choque que o apresentador de tevê Lasier Martins tomou no ar, em plena transmissão ao vivo do Jornal do Almoço direto da Festa da Uva, em um animado funk? Eu não me agüentei de tanto rir.
Mas a cara de "the show must go on" que a Cristina Ranzolin faz no final é impagável... Hay-haaay!!
quinta-feira, julho 05, 2007
Quero ser feliz também
E curto muito o jeitão riponga e a atitude pacifista do Natiruts. Uma das bandas surgidas no final dos anos 90 e que ainda estão por aí e que têm mensagem e muita competência no som. E mais do que nunca, eu "quero ser feliz também"!!
Quero ser feliz também
(Alexandre)
Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você
Chego e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Me dá vontade de ficar
Teu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar novo sentido pra viver
Encantar a noite
Eu quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas, paz e Iemanjá
Cresça, independente do que aconteça
Eu não quero que você esqueça
Que eu gosto muito de você
Chego e sinto o gosto do teu beijo
É muito mais do que desejo
Dá vontade de ficar
Teu olhar
É forte como água do mar
Vem me dar novo sentido pra viver
Encantar a noite
Eu quero ser feliz também
Navegar nas águas do teu mar
Desejar para tudo o que vem
Flores brancas, paz e Iemanjá (2x)
Intolerância nos tempos de cólera...
Já não bastasse a insegurança e a impunidade, agora estamos vítimas também da intolerância!
Tudo isso porque o debate a respeito das ações afirmativas não é qualificado. A maioria das opiniões que leio, vejo e escuto e que se mostram contrários à medida mudam o foco sobre a discussão, sempre cantando o mesmo refrão de que “as cotas têm que ser sociais e não raciais”, chegando ao requinte de questionar “por que elaborar cotas apenas para os negros e não para as outras etnias”? Ou o discurso surrado de que “é preciso melhorar a educação no Brasil e dar acesso à população ao ensino básico”. Ok, mas isso, na prática, só empurra o problema com a barriga e não se resolve nem uma coisa nem outra.
No Brasil, as cotas são realidade em 16 universidades federais e em mais 19 universidades estaduais de Ensino Superior. E o Rio Grande do Sul, estado mais caucasiano do país, nesse aspecto, vem se caracterizando pelo atraso. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que deveria ter votado as cotas em junho, cancelou a reunião e ainda não estabeleceu nova data. Na Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a discussão não deve ocorrer neste ano. A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) não iniciou o debate.
Eu ainda quero escutar de algum filósofo, historiador, atropólogo ou intelectual que explique porque conflitos raciais acontecem nas regiões do ponto cardeal sul. O que é que tem esse tal de sul? É o sul dos Estados Unidos, África do Sul, sul do Brasil...
Se eu não encontrar ninguém que me responda isso eu mesmo pesquisar esse assunto que renderia teses e até livros.



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sábado, junho 30, 2007
Da série "Por que eu queria ser Denzel Washington"...
terça-feira, junho 26, 2007
All we hear is radio ga ga... radio gu gu... radio blah blah

E o pior é que eu sou fissurado em rádio. Tenho esse utilitario inventado por Marconi no carro, no quarto, no computador, no walkman (bah, nessa época de iPods, pen drives e mp3 e mp4 players, invocar o hoje quase obsoleto walkman é bem coisa de tiozão) e até na cozinha. E, se possível, não dispenso um radinho quando estou trabalhando nem quando vou dormir. Coisa boa é pegar no sono escutando uma música ou um bom programa na madrugada...
Mas o lance é que é preciso uma paciência de Jó. Para os encontrar os tais "bons" programas de rádio, é necessário dar uma de Indiana Jones para ir ao encontro aos tesouros perdidos.
Digo isso porque me irrita profundamente esses programas para jovens que algumas emissoras têm a coragem de pôr no ar. O público-alvo - o jovem - é retratado como um babaca, beócio, parvo e tolo. Programas sem idéias, sem conteúdo, só cretinice. E um programa se assemelha bastante com o da emissora concorrente. Parece que é deflagrado um campeonato para saber quem é que fala mais bobagem. Meu Deus! Não é só revistas, filmes e novelas que devem ser classificados como impróprios para menores de 18 anos. Tem muito programa de rádio que, de tão ruim, chega a ser pornográfico.
E o jovem, será que aceita consumir esse tipo de produto, que é um verdadeiro atentado ao bom senso, ao bom gosto, à inteligência?
O supergrupo Queen já cantava uma certa decadência da programação radiofônica, nos idos do início da década de 1980, perante o surgimento da MTV e o que se ouvia naquela época era apenas gagá, gugu, bla-blá.
All we hear
Is radio ga ga
Radio goo goo
Radio ga ga
Radio blah blah
Radio what's news?
Radio someone still loves you
Dois programas que eu gosto de escutar nas FMs jovens que, infelizmente, são transmitidos quase no mesmo horário. O Pânico (Jovem Pan FM, do meio-dia às 14h), em que se faz um humor profissional, com direito à iconoclastia dos ídolos de pés de barro e das efêmeras celebridades artificiais catapultadas à fama pelos reallity-shows da vida. E também o Talk Radio (Ipanema FM, do meio-dia às 13h), com a apresentação de Kátia Suman, discutindo assuntos do momento e fazendo a galera pensar.
O resto, infelizmente, é café pequeno.
domingo, junho 24, 2007
Onde estão os negros da Argentina?

Na próxima terça-feira (26) inicia mais uma Copa América de Futebol. E a Seleção Brasileira, treinada por Dunga, estréia na quarta (27) contra o México, na cidade venezuelana de Puerto La Cruz.
Mas peguei o assunto do futebol só como gancho. É que uma coisa sempre vinha me deixando intrigado: nunca vi um negro atuando em qualquer seleção esportiva argentina, seja em Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos ou Olimpíadas. O que aconteceu com os negros do vizinho portenho?
Houve escravidão em toda América Latina. A importação de negros chegou até esta parte do Hemisfério Sul. Basta ver atletas e artistas brasileiros, uruguaios, colombianos, equatorianos, venezuelanos, peruanos, etc. E na Argentina, o que houve? Meu irmão Gilson esteve na Argentina há cerca de 10 anos. Viajou com colegas da faculdade na época em que ele cursava Geografia na Ufrgs para um encontro universitário em Buenos Aires. E ele, que tem a pele levemente mais escura do que a minha, disse que os estudantes argentinos puxavam papo com ele em francês, pensando que ele tivesse nascido no Senegal, Camarões ou Costa do Marfim (países africanos que foram colônias francesas). E ele chamava a atenção por ser negro. Era o chocolate no meio do creme de baunilha. Foi por essas curiosidades que eu resolvi dar uma pesquisadinha no assunto.
Na Argentina não tem negros porque foram todos mortos há pouco mais de um século. Jorge Lanata é um dos mais importantes jornalistas argentinos, fundador do diário “Página/12” e autor de Argentinos (em espanhol, Editora Argentina), uma belíssima história de seu país em dois volumes, lançada em 2002. Nos livros, ele batiza os negros de los primeiros desaparecidos, referência aos mortos pela ditadura militar recente. E traz números: no censo de 1778, 30% da população tinha origem africana. A proporção se mantém no censo de 1810, cai para 25% em 1838. Em 1887, repentinamente, compõe menos de 2%. Mas no início, bem no início, há depoimentos de que a proporção de negros e brancos em Buenos Aires chegou a ser de 5 para 1.
Durante seu primeiro século de vida, a capital argentina sobreviveu às custas do comércio negreiro. No século 16 até a primeira metade do 17, a coroa espanhola drenava o ouro e a prata do Potosí, na atual Bolívia. Foi este o negócio que batizou o Rio da Prata – e foram principalmente mãos negras que tiraram das minas subterrâneas os metais que sustentaram a Europa. Os escravos que trabalharam no Potosí vinham principalmente de Angola. Eram negociados pelos peruleiros, que faziam a rota Potosí-Buenos Aires-Rio-Luanda. O Rio de Janeiro também sobreviveu economicamente por conta do tráfico, numa época em que o açúcar do Nordeste era de qualidade muito maior. No Rio chegavam os escravos, pagos em boa parte não com dinheiro mas com açúcar, cachaça, mandioca e tabaco, que serviam de moeda de troca na África. Os escravos eram transportados então para Buenos Aires, onde entravam ilegalmente, e enviados Prata acima até as minas. Era um jogo onde todos, inclusive os governadores, eram contrabandistas. A relação na rota de tráfico entre Rio e Buenos Aires era tão íntima que, quando veio a separação da União Ibérica, os cariocas chegaram a sugerir aos hermanos que se bandeassem para o lado português.
Como no Brasil, todo o serviço, doméstico ou não, nos séculos 17 e 18 foi feito por mão-de-obra negra e escrava na Argentina. Então desapareceram e a história local ensinada nas escolas se cala sobre o assunto. Francisco Morrone, autor de Los negros en el ejército: declinación demográfica e disolución, é um dos historiadores que tenta recuperar o que houve. Segundo Morrone, uma das coisas que aconteceu foram casamentos mistos que, lentamente, clarearam a pele de filhos e netos. É o tipo da resposta que explica quase nada. Mas aí ele mete o dedo na ferida.
A abolição da escravatura na Argentina começou em 1813, foi confirmada pela Constituição de 1853 – bem antes à brasileira. Durante o século 19 todo, o país se meteu numa guerra após a outra. Contra invasões por parte de Inglaterra e França, então a Guerra da Independência seguida do banho de sangue da luta interna entre caudilhos pelo poder e culminando com a Guerra do Paraguai, na qual seguimos aliados. Por todo este período belicista, a Argentina pôs seus negros na linha de frente dos exércitos, os primeiros a levar tiros, às vezes de espingardas – muitas vezes servindo de isca para que o inimigo gastasse as balas de canhão.O golpe final foi a grande epidemia de Febre Amarela em 1871, que se abateu sobre os bairros de Buenos Aires para onde os negros que sobraram foram transferidos. Depois, nos primeiros anos do século 20, assim como no Brasil, houve uma enorme migração européia, principalmente de italianos, que marcaram o sotaque portenho como marcaram cá o paulistano. A diferença é que, a essas alturas, os poucos mulatos não tiveram melanina suficiente para escurecer a pele da população restante.
A Argentina teve, sim, escravos, exatamente como o Brasil e na mesma proporção. Nos momentos seguintes à sua independência, aboliu a escravidão para pôr em marcha uma política de branqueamento da população. No caso, isso quer dizer genocídio. Diga-se de passagem, nos primeiros anos da República isto foi motivo de inveja por parte do governo brasileiro. Não há inocentes.
sábado, junho 23, 2007
Mangueira, estou na plataforma da estação primeira
Poucos dias depois que o meu pai se foi, passou um programa especial sobre o Jamelão na televisão justamente cantando aquelas músicas que eu escutava desde a infância. Pronto. A partir daquele momento, percebi que eu sou uma manteiga derretida e que fiquei muito suscetível a me emocionar facilmente. Não são lágrimas de tristeza, mas gotas de saudade.
Não escuto mais a voz de meu pai e a de Jamelão está debilitada devido a dois AVCs sofridos pelo cantor no ano passado e é bem provável que a gente não a ouça mais, já cansada, do alto de seus 94 anos.
Mas, como as músicas são eternas e para a gente ficar feliz, divido com todos dois momentos do grande Jamelão:
1) primeiro, um vídeo do cantor, recebendo Chico Buarque para uma roda de samba no morro de Mangueira. A música é "Piano na Mangueira", parceria que Chico e Tom Jobim fizeram quando o segundo foi tema do carnaval da verde e rosa, em 1992. O vídeo tem direito até a participação de um cachorro latindo e fazendo xixi.
Mangueira
Estou aqui na plataforma
Da Estação Primeira
O morro veio me chamar
De terno branco e chapéu de palha
Vou me apresentar à minha nova parceira
Já mandei subir o piano pra Mangueira
A minha música não é de levantar
Poeira
Mas pode entrar no barracão
Onde a cabrocha pendura a saia
No amanhecer da quarta-feira
Mangueira
Estação Primeira de Mangueira
2) um arquivo em mp3 do único samba enredo composto por Jamelão que foi levado para a avenida. Trata-se de "Cântico à natureza - Primavera", de 1955, que tem como autores Alfredo Português e Nelson Sargento. Notem a pureza cristalina da sua bonita voz grave. Fosse nascido nos Estados Unidos, Jamelão seria um mito, tipo Louis Armstrong ou Nat King Cole. Mas, sabe como é... estamos no Brasil!
http://www.4shared.com/file/18462723/be17960c/Jamelo_-_Cntico__Natureza.html
Brilha no céu o astro rei
Com fulguração
Abrasando a terra
Anunciando o verão
Outono
Estação singela e pura
É a pujança da natura
Dando frutos em profusão
Inverno
Chuva, geada e garoa
Molhando a terra
Preciosa e tão boa
Desponta
A primavera triunfal
São as estações do ano
Num desfile magistral
A primavera
Matizada e viçosa
Pontilhada de amores
Engalanada, majestosa
Desabrocham as flores
Nos campos, nos jardins e nos quintais
A primavera
É a estação dos vegetais
Oh! Primavera adorada
Inspiradora de amores
Oh! Primavera idolatrada
Sublime estação das flores
sexta-feira, junho 22, 2007
Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos
Esse é um tipo de música que deixa a minha vida mais feliz.
Gravado de um especial de tevê de 1980, Paulinho da Viola revive com os "quatro crioulos", momentos do show Rosa de Ouro, que lançou os cinco sambistas e mais a rainha Clementina de Jesus e que alçou os artistas à condição de grandes nomes da MPB.
Os Quatro Crioulos eram:
Elton Medeiros (de óculos, percussão): um dos mais importantes sambistas brasileiros. Parceiro musical mais constante de Paulinho da Viola. No vídeo, canta "O sol nascerá", parceria dele e Cartola.
Nelson Sargento (violão): Tive o prazer de conhecer o sambista em 1997, quando fui cobrir o festival de cinema de Gramado. Nelson foi homenageado com um curta-metragem rodado por Estêvão Chiavatta, marido de Regina Casé. No vídeo, canta "Primavera - Cântico à natureza", samba da Mangueira de 1955.
Anescarzinho (percussão): integrante da ala dos compositores do Acadêmicos do Salgueiro. Autor, entre outros, do samba enredo "Chica da Silva", considerado um dos mais belos da história do carnaval. Faleceu em 2000. No vídeo, canta "Água do rio", de sua autoria, junto com Noel Rosa de Oliveira.
Jair do Cavaquinho (de bigode): também portelense, a exemplo de Paulinho. Integrava a Velha Guarda da Portela desde os anos 80. Faleceu em 2006. No vídeo, canta "Pecadora", de sua autoria, junto com Joãozinho. A música voltou às paradas de sucesso há cerca de dois anos, ao integrar a trilha sonora de uma novela das oito, regravada pelo Grupo Revelação.
Ordem das músicas no vídeo:
Quatro crioulos (Joacir Santana - Elton Medeiros)
Rosa de ouro (Elton Medeiros - Paulinho da Viola - Hermínio Belo de Carvalho)
O sol nascerá (Elton Medeiros - Cartola)
Primavera - Cântico à natureza (Alfredo Português - Jamelão - Nelson Sargento)
Água do rio (Anescarzinho - Noel Rosa de Oliveira)
Pecadora (Jair do Cavaquinho - Joãozinho)
Pode guardar as panelas (Paulinho da Viola)
Guardei minha viola (Paulinho da Viola)
Ô, coisa boa!!!
quarta-feira, junho 20, 2007
À luta, tricolor!
Eu acredito
De novo a Amy...

terça-feira, junho 19, 2007
Cotas...
ÉPOCA - Quanto tempo?
Professor Roberto Martins
Outra vez "afoxé"
Como já estava no final da aula e eu não teria tanto tempo assim para explicar toda a história, falei que se tratava de um ritmo africano, cujo maior divulgador é o grupo baiano Filhos de Gandhi, que sai às ruas nos dias de carnaval em Salvador, todos vestidos de branco, cantando músicas sobre a paz, o amor e a fraternidade, e que o hoje ministro Gilberto Gil é padrinho do grupo desde a década de 1970. Então, vai novamente a explicação completa...
O afoxé tem três significados. Pode ser um ritmo, um instrumento musical e tem um significado religioso.
No ritmo, o afoxé em alguns lugares também é conhecido como Ijexá. Afoxé é um ritmo do candomblé. A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Afoxé se tornou popular, principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Clara Nunes, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam afoxés, contrubuindo também para a difusão do ritmo.
O afoxé instrumento musical é composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico. Pode ser de madeira e/ou plástico com miçangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se gira as miçangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no reggae, música pop e na chamada "axé music".
E na questão religiosa, o afoxé, também chamado de "candomblé de rua" - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Sua origem remonta a uma tradição milenar africana: os caminhos sagrados para chegar aos orixás. As principais características são as roupas, nas cores destas divindades africanas, as cantigas em dialeto iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. Podem ser encontrados no carnaval da Bahia, em Salvador, e nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Quando eu estava procurando um nome para o blog, eu estava escutando um antigo samba enredo, de uma escola de samba de Niterói chamada Acadêmicos do Cubango. O nome do samba era justamente Afoxé, do carnaval de 1979, um belíssimo samba, diga-se de passagem. Achei legal o nome, oportuno, e aí está.
Quem quiser conferir o "samba que deu origem à série", estejam à vontade...
Autores: Heraldo Faria e João Belém
Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxum
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua fé
E assim teve origem o afoxé
Afoxé lorin, é lorin
Afoxé loriô, é loriô
Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O advinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra trás
Tem as cortes dos reis Lobossi e Obá Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás
Ofi la laê, Olê loá
Ofi la laê, Olê loá
Eu na sala de aula...hehehe
No ano passado, também a convite da Laura, conversei com os alunos de uma outra cadeira igualmente sobre a experiência profissional. Posso não ser um cara famoso, mas sempre encarei com seriedade todos os lugares por onde passei e por todas as funções que eu desempenhei. E foi justamente nesta aula que me deu um estalo sobre a vontade de tentar ingressar numa pós-graduação e voltar a estudar. Cerca de 1 ano depois, sou funcionário do IPA e com mil idéias e projetos na cabeça. Que bom! Depois de um tempinho meio desmotivado é bom retornar com tudo.
Acho que a Laura vai me convidar novamente para falar com outros alunos dela, desta vez, com a turma da manhã. É, meu velho, é bom ir se acostumando... Quem sabe daqui a uns 2 anos e meio, por aí, eu não esteja até corrigindo prova?
sexta-feira, junho 15, 2007
A melhor cantora de todos os tempos da última semana
Well, em primeiro lugar lá vem aquela xaropada história de que se trata de uma cantora-branca-com-voz-de-negrona que aparece a cada temporada no showbizz. Realmente, ela tem um timbre que associa às cantoras soul da década de 60/70. Aliás, o som da Amy é bem retrô mesmo. Bem executado, mas um pastiche, uma tentativa vã de tentar recordar (ou chupinhar) o clima da gravadora Motown. Tecnicamente, trata-se de uma cantora bem competente, mas parece ser um retrato na atual safra de intérpretes em que a técnica vocal supera a expressividade e as emoções.
E a Amy parece ser uma artista da "pá virada". São notórios seus problemas com álcool e drogas, além dela ter a língua afiada para alfinetar os coleguinhas de profissão.
E depois, volta e meia aparece uma nova cantora com status de "nova diva do soul", "diva soul do século 21". Lembram da Joss Stone, uma loirinha riponga que foi cantada em verso e prosa por sua voz de negrona há uns três anos? Pois é, os dois primeiros discos dela foram igualmente paparicados, mas não era bem essa a onda que ela queria para si, tanto é que o terceiro disco, lançado no início de 2007, foi intitulado "Introducing Joss Stone" (Apresentando Joss Stone), tipo, como se ela se reapresentasse: "galera, agora eu vou fazer o meu verdadeiro som porque os outros eu fiz porque os tiozão da gravadora queriam que eu virasse negona"...
A cada ano, os muderninhos elegem seus queridos. Nesta lista, além de Joss, já estiveram Alanis Morrisette, Lauren Hill, Tracy Chapman, Sheryl Crow, Nelly Furtado, Spice Girls, Mariah Carey e mais recentemente Beyoncé, uma tal de Mia e até a fedelha da April Lavigne.
Quem quiser consumir as Amy Winehouse e as Joss Stone da vida, sejam felizes... Quem quiser beber na fonte - o que eu prefiro - , vá direto com Aretha Franklin (o disco da foto abaixo Aretha sing the blues é simplesmente FODA!), Mahalia Jackson, Minnie Riperton, Roberta Flack, Gladis Knight, Etta James, Chaka Khan... Das novas, confira o trabalho correto de Erykah Badu, Macy Gray e Mary J.Blidge.
O melhor vai começar
E eu também acredito que o melhor da vida ainda vai começar... (salve, Guilherme Arantes!)
Eu quero o sol
Ao despertar
Brincando com a brisa
Por entre as plantas
Da varanda
Em nossa casa
Eu quero amar
É lógico
Que o mundo não me odeia
Hoje eu sou mais romântico
Que a lua cheia
Você mostrou pra mim
Onde encontar assim
Mais de um milhão
De motivos pra sonhar, enfim
E é tão gostoso ter
Os pés no chão e ver
Que o melhor da vida
Vai começar!
Vídeo da época do Cassino do Chacrinha (1983).
terça-feira, junho 12, 2007
De volta ao mercado...Uhuuuuuu!!!
Estou de volta ao mercado jornalístico. Agora, atuando na assessoria de imprensa da Rede Metodista de Educação do Sul, que atende o Centro Universitário IPA e o Colégio Americano em Porto Alegre. No interior, atendemos também a Faculdade Metodista e o Colégio Centenário, em Santa Maria, além do Colégio União, de Uruguaiana.
New life, new job, new wave! E o que importa é o que interessa e o que não interessa não importa. E cada um com seu cada qual e cada qual com seu cada um. E tenho dito!
segunda-feira, junho 11, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
No aguardo...
Amanhã faz uma semana que estou esperando para uma definição profissional importante e interessante para mim. Mas tudo o que estou fazendo é aguardar.
Frígidas
Já estou na contagem regressiva. Faltam três meses e 15 dias para a primavera. Ainda não sei como é possível que tem gente que gosta do frio. E a maioria que gosta de frio e que detesta calor são as mulheres. Impressiionante! A maioria delas detesta o calor (acho que é porque se sua demais) e dizem preferir o inverno. Lógico, a estação fria proporciona se engarupar de roupa (talvez para manter ocultos os pneuzinhos indesejados) e também cair de boca na comida (afinal, comer ajuda a manter o corpo aquecido).
Chega a ser irritante a comemoração que elas fazem quando esfria. Logo elas, as mulheres, as que mais reclamam que sentem frio...
Dá-lhe, Dona Maria!!!
Que legal ver que ela está bem, disposta e com energia. Tirando algumas coisinhas típicas da idade: um pouco de pressão alta, reumatismo e uma taquicardia. Mas todos esses percalços são devidamente monitorados pelos médicos e pelo interesse dos filhos.
A Dona Maria não faz festa, mas sempre prepara alguma coisa porque os conheciodos aparecem na sua casa. Ou porque gostam muito dela ou porque é uma ótima oportunidade para desfrutar dos quitutes que só ela sabe fazer.
É isso aí, mãe. Muita saúde pra senhora. O resto é "bobaji"...
quinta-feira, maio 24, 2007
Que friaca!!!
Ao invés do veranico de maio, tivemos uma queda de temperatura para cristão nenhum botar defeito. Até o final do mês, há a possibilidade de neve. Isso em pleno outono! Mas continuo reiterando minha ojeriza ao frio.
Tem gente que acha que o frio é charmoso, é aconchegante, mas junto com o frio vem as doenças bronco-respiratórias. Quem sofre com rinite, sinusite, asma ou gripe sabe o que estou falando. Isso sem falar nos pobres desvalidos que passam severas privações com o intenso frio. Por falar nisso, deixa eu puxar o meu cobertor de lã...
terça-feira, maio 22, 2007
Lucky man
Mas meu grupo favorito, cuja obra e trajetória só fui conhecer na minha adolescência, em plenos anos 80, era Emerson Lake and Palmer. Graças aos antigos programas de música que passavam na TVE, como Som Pop, Onda 85 e Pra Começo de Conversa, eu delirava com aqueles shows gravados em película, mostrando toda a força de um supergrupo de rock, sem o auxílio de telões, efeitos especiais, bases pré-gravadas e uma banda paralela em volta.
"Lucky man" é uma balada que tocou bastante em rádios (foi gravada em 1971) e mostra talento instrumental com capacidade de uma obra comercial. A versão que achei no You Tube é de um show de 2001 e mostra os músicos já tiozões: o vocalista e violonista Greg Lake poderia concorrer a Rei Momo; o magnífico tecladista Keith Emerson está com a cara tão enrugada que lembra uma uva passa; o megabaterista Carl Palmer é o menos judiado, com um jeitão e um cabelo espetado que nos remete ao atual técnico da Seleção Dunga.
Fora isso, considerem-se "homens de sorte" e curtam esse belo som.
segunda-feira, maio 14, 2007
Tchau, Papa!!!
Durante quatro dias, o Brasil viveu a emoção (ilusão?) de ter se tornado a maior nação católica do planeta. O papa Bento XVI veio aqui, teve encontro com jovens, santificou um padre brasileiro, criticou os meios de comunicação e bradou a favor da castidade, pela heterossexualidade e contra o uso de contraceptivos, além de comprar briga com o governo brasileiro.
Mas a visita do Santo Padre à Terra Brasilis foi assunto em tudo quanto foi noticiário e rodas de conversa. Era Papa na televisão, no jornal, nas rádios, na internet e nas esquinas. O país parou para acompanhar a estadia de Bento XVI como pára em eventos como carnaval, Copa do Mundo, Olimpíadas... Como também irá parar daqui a um mês e pouco para acompanhar o Pan na cidade do Rio de Janeiro.
Pois é, será que a passagem do Papa pelo Brasil vai trazer significativas modificações para o nosso povo? Será que ficaremos mais tementes a Deus? Será que diminuirá o desemprego, a fome, a mortalidade infantil? Será que aumentará a vergonha na cara dos governantes e demais políticos?
Vamos aguardar os acontecimentos...
sábado, maio 12, 2007
Mas afinal, quem é Frei Galvão, mesmo?
Tá legal! Frei Galvão é o primeiro santo brazuca no panteão da Igreja Católica. Ok, mas tenho lá minhas dúvidas de que o novo canonizado seja tão conhecido assim de seus conterrâneos.
A minha impressão é de que Frei Galvão meio que furou a fila. Eu era criança e o Padre José de Anchieta tinha sido beatificado. Anchieta era espanhol de nascimento, mas sua carreira religiosa se desenvolveu no Brasil, com destaque à fundação de São Paulo. Outro religioso, Padre Reus - este mais próximo dos gaúchos - também já estava na fila de espera pelo reconhecimento do Vaticano, assim como os também populares Irmã Dulce, Padre Cícero e até Frei Damião.
Sinceramente, eu comecei a ouvir falar de Frei Galvão acho que foi no final do ano passado. E me pareceu que entre a sua "descoberta" pela mídia até a cerimônia de santificação, tudo se desenvolveu muito rápido. Parece que foi de uma hora para outra.
Acho que agora a Igreja deve começar um trabalho maior de "divulgação" de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Afinal, temos que valorizar cada brasileiro que faz milagres.
Deus é brasileiro...mas morar aqui ele não quer, né?
E o Papa está curtindo uma de popstar aqui no Brasil, desde quando chegou, na quarta-feira.
Já cantava a banda Engenheiros do Hawaii que o "papa é pop", se referindo a João Paulo II (falecido em 2005), que esteve em Porto Alegre em 1980. Mas Bento XVI não está ficando para trás.
Ontem, ele canonizou, em missa, o frei Antônio de Sant'anna Galvão como o primeiro santo brasileiro. No momento em que foi feito o anúncio, no Campo de Marte, em São Paulo, perante mais de 1 milhão de fiéis, o público reagiu como se tivesse acontecido um gol da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo.
É tricolor! É tricolor!

Não podia deixar passar em branco a conquista do bicampeonato gaúcho pelo Grêmio e a maravilhosa passagem para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Há 2 anos, o tricolor da Azenha amargava o inferno da Segunda Divisão. Depois de recuperar o prestígio, o Grêmio recuperou a credibilidade e o respeito da torcida brasileira.
sexta-feira, maio 04, 2007
Ridículo, ridículo!!
No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, comemorado ontem (3), assessoras do Governo do Estado impedem trabalho de repórteres. Leia a notícia, descrita no site Coletiva.net:
Na manhã desta quinta-feira, um grupo de repórteres foi impedido de realizar seu trabalho. Duas assessoras do Governo do Estado tentaram frustrar a entrevista que o deputado Adilson Troca (PSDB) concedia a jornalistas na entrada do Palácio Piratini. O líder do governo na Assembléia Legislativa falava à imprensa sobre a demissão do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider.
O impedimento à entrevista teria acontecido porque as assessoras queriam evitar que o parlamentar falasse sobre a questão antes de tratar do assunto com a governadora Yeda Crusius. O jornalista Antonio Carlos Macedo registrou o fato no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, no final da manhã. Trouxe o depoimento do colega Daniel Scola, que participava da entrevista, e comentou: “Que feio: jornalistas tentando impedir o trabalho de jornalistas. E justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Coincidência mais infeliz, impossível”.
O que se esperar de um (des) governo em que governadora e vice expõem claramente suas divergências, um secretário de segurança é exonerado por aparecer demais, alunos ainda estão sem aulas dois meses depois do início do ano letivo e o poder público padece para combater a dengue no Estado? Só podia dar nisso. Mais ridículo, impossível!
terça-feira, abril 24, 2007
100 nada pra mostrar
Passados 100 dias da gestão, a governadora Yeda não teve muito o que mostrar, a não ser um Estado falido, reclamações de falta de comunicação, a imagem de arrogância e de prepotência, um mal-estar entre ela e seu vice, atraso e parcelamento de salário do funcionalismo e uma certa impres~são de desmando. Ou melhor, de falta de visão de administrar. A palavra em voga é "gestão". Eta palavrinha que já está me dando urticária. Gestão, para os tucanos burocratas significa cortes de despesas em nome de uma ilusória saúde financeira. A gestão é a caçula da malfadada "reengenharia", que foi xodó dos tecnocratas e pós-yuppies aprendizes das escolas de administração e seus MBAs na década de 90, responsável pela crise, recessão e desemprego. As teses eram boas, mas daí a aplicar no Brasil o que se aprendeu em Harvard ou Oxford são outros quinhentos.
Mas voltando ao nosso Estado, a única coisa boa a ser mostrada foi a queda em alguns índices de criminalidade e o aumento da sensação de segurança que os gaúchos sentiram nos cem primeiros dias. Isso motivou invejas, ciumeiras e, como na política, o que menos importa é o bem comum, motivou também a saída do principal membro do governo.
O delegado Malmann (ex-superintendente da Polícia Federal no RS), sucessor de Bacci para a Segurança já foi nomeado e empossado. Agora é aguardar os acontecimentos e ver se depois dos cem dias, a governadora Yeda realmente começa a governar e justificar o tal "novo jeito de governar" no qual ela ganhou as eleições no ano passado. Ou se irá consagrar um jeito novo de não fazer nada.
Sossega, Leão
Mas juro que eu penso no blog todo santo dia. Na minha cabeça, abril já teria uns 300 posts. Só que o meu pc não fica ligado 24 horas por dia e eu não fico encurvado na frente de um monitor. Saudades da caneta e do caderninho de anotações... Vida high tech é isso aí, mano.
Faltam seis dias para entregar a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. E é claro que eu ainda não mandei. Não a minha, que a papelada toda eu já entreguei pro contador. Falta eu enviar a declaração da minha mãe. E o pior é que já tá tudo na mão: comprovante disso, daquilo, número de CPF, toda a papelada e os dois programas da Receita Federal eu já baixei pela internet e estão no desktop do meu computador. Só tem uma coisa que me impede: a puta da preguiça...
Minha idéia era fazer logo a declaração do IR nos primeiros dias de março, para me livrar logo disso. Só que fui deixando, deixando... Mas tenho que fazer logo. Aposto que já na quinta e na sexta-feira, o site da Receita começa a congestionar. O fim de semana, então, deverá ser um caos. E eu nem quero pensar o que será na segunda, dia 30, prazo final para a entrega do compromisso sem o risco de depois ter que pagar multa por declarar a renda fora o período estabelecido. Pô, dois meses é um prazo bom demais para fazer a declaração, mas, putz... É um saco fazer isso.
Se você, assim como eu, também deixou para os últimos dias, não esqueça de declarar o Imposto de Renda pelo site da Receita, cujo endereço é http://www.receita.fazenda.gov.br. Senão, vai ter que escutar o rugido do Leão.
terça-feira, abril 03, 2007
Minha teimosia brava de guerreiro
Minha teimosia brava de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão
Abre-te, Sésamo (1980)
Decidi voltar a estudar. Pós-graduação, mestrado, especialização... Notei que estava esperando demais e que isso é preciso. Não rechaço a idéia de voltar aos bancos escolares, talvez agora na frente de um quadro-negro e escrevendo com um giz.
Fiz a inscrição para a prova de admissão do mestrado na Fabico em outubro de 2002. A prova estava marcada para os primeiros dias de janeiro de 2003. Por azar, meu pai se internou no hospital um ou dois dias antes da prova. Com que cabeça eu iria fazer o exame? Logo em seguida, fui trabalhar no Palácio Piratini e a coisa mais extravagante que eu tive nos quatro anos seguintes foi exatamente o tempo. Não havia tempo para eu desligar totalmente do ofício.
Eu me sentia muito sozinho no trabalho, sem ninguém para trocar idéias, me entender e me queixar, e ainda por cima, me deram o presente de grego de coordenar o estúdio de rádio do Palácio Piratini por um salário risível... Uma verdadeira bomba, um pepinão e um abacaxizão! Mesmo que eu quisesse, não daria para entrar na pós. Até porque a gente tem que estudar pra caramba e o que eu mais queria era descansar e não fazer nada no meu tempo livre. Isso sem falar que eu tive que renunciar um monte de coisas e não tinha horário definido para trabalhar. Minha jornada era de 12, 13, 14 horas. Fora as viagens que eu fazia acompanhando a comitiva do governador, principalmente nos três primeiros anos de governo. era um tempo que eu só executava ordens, só fazia o que me mandavam, reproduzia e muito pouco conseguia usar a criatividade. Foi um período engessado, me senti castrado e tudo. Passou.
Agora é tocar ficha em frente. Rumo para o futuro. Assim seja.
sexta-feira, março 30, 2007
Os shows que eu não fui
Perdi de ver o Santana, em abril do ano passado. Não fui no Roger Waters. E este ano já teve Matisyahu, Bryan Adams, Pet Shop Boys. Ontem o Chico Buarque começou uma temporada que vai até domingo no Teatro do Sesi. Só que os preços estavam proibitivos para este pobre jornalista (ainda) desempregado. Só que tem gente mais remediada do que eu, afinal, todos os shows do Chico estavam com a lotação esgotadíssimas. Eu escutei o disco Carioca. Uma obra menor deste já senhor dos tais olhos cor de ardósia (que diacho de cor é isso?).
Na próxima terça-feira, dia 3 de abril, será a vez do grande Paulinho da Viola. E, novamente, acho que eu não vou. Valor do ingresso mais barato: R$ 80,00. Estão brincando comigo, né? É novamente no Teatro do Sesi, mas vamos combinar que é brabo pagar tudo isso, apesar que Paulinho da Viola é o velho Paulinho da Viola. Só que eu realmente não tô podendo...
Assistir samba bom aqui em Porto Alegre é tarefa de gincana. Faltam espaços adequados, de médio porte. Ou o show acontece no Teatro do Sesi, com os preços fora de cogitação ou então acontecem em quadra de escola de samba. Nas quadras, chega a ser engraçado de tão caótico. Geralmente anunciam uma grande atração para as 23h. Só que antes da principal atração da noite, se apresentam uma meia dúzia de bandinhas de pagode, que tocam mal, que bem se vê que ensaiaram pouco, cujos músicos não se dão ao trabalho nem de afinar os instrumentos. E tu ali, em pé, bebericando cerveja, achando graça dos bebuns que rodeiam o ambiente ou dos magrões que tentam azarar as menininhas...rsrsrsrs. E a principal atração da noite sobe ao palco às... quatro da manhã!
Se o show for de graça, ao ar livre, é pior ainda. Ano passado, um show organizado aqui em Porto Alegre, no Anfiteatro Pôr-do-Sol iria contar com a presença de Leci Brandão, Sandra de Sá, Alcione, Rappin' Hood, Netinho de Paula, etc. O show estava marcado para começar às quatro da tarde. Resolvi ir embora quando olhei no relógio e vi que já eram oito da noite. Fiquei sabendo depois que o show foi começar quase às 10 da noite.
Chegaaaaa!!! Não agüento mais BBB!
Uma vez o jornalista José (Macaco) Simão, da Folha de São Paulo, bem definiu o que é esse horroroso reallity-show: um monte de gente sem nada pra fazer assistindo a um monte de gente não fazendo nada.
Ô coisinha medonha esse programa. Já está na sétima edição, já esgotou a fórmula, já está enchendo os nossos culhões e ajudando a pobre população brasileira a ficar ainda mais indigente intelectualmente. E o pior que lá pelas tantas a gente começa a tratar os tansos que estão enfurnados naquela casa como se fossem tri íntimos nossos.
Admito que eu assisti os primeiros BBBs. Eu vi a primeira edição, aquela que foi conquistada pelo tosco do Kléber Bam-Bam. Assisti a segunda, que foi ganha por um caubói... quem mesmo? Teve ainda o terceiro, aquele do Dhomini, e que revelou a Sabrina Sato, hoje musa dos programas Pânico, da Jovem Pan FM e da RedeTV. A partir daí, o programa primou pela repetição de estratégias, a divisão dos vilões (que assumiram que estavam na casa para jogar e conquistar o prêmio a todo custo) contra os bonzinhos (os desprovidos de estratagemas e que ganham a simpatia do público por serem supostamente tansos). O telespectador punia os mais ardis e beneficiava os "do bem". Ah, teve também aquela edição que quem venceu foi um professor baiano e assumidamente homossexual, o Jean.
Tudo se encaminha para que o tal do Alemão seja o vencedor da vez. Confesso que tenho acompanhado mais por leituras de sites e de jornais porque não tenho paciência para assistir na tevê. E as lições de moral que o Pedro Bial resolve pregar nos dias de paredão? Realmente, não dá.
E o futuro dos participantes já está previamente traçado. As gostosas, invariavelmente, posaram para ensaios sensuais em sites ou estamparão as Playboys, Vips e Sexys da vida. Os garotões, se tiverem sorte, também aparecerão nos programas de auditório, ganharão convites para participarem de "eventos" se tranformarão nas mais novas celebridades que durarão até o próximo BBB. Enquanto isso, continuemos a ouvir a trilha de abertura, na voz do ex-RPM Paulo Ricardo...
Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser...
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer
segunda-feira, março 26, 2007
A melhor cidade do mundo
Mas é impressionante o ufanismo que estampa os anúncios principais jornais sobre o aniversário da capital gaúcha. Parece que vivemos na melhor cidade do mundo. Segundo as publicações, temos o pôr-do-sol mais bonito do Brasil, o melhor futebol do mundo, as mulheres mais bonitas do mundo, a "melhor calçada da fama do mundo" (quaquaraquaquá), o Brique da Redenção é o maior e mais completo do Brasil, a Feira do Livro é a maior feira cultural a céu aberto existente sobre a Terra, somos a cidade que mais lê no Brasil, os melhores desportistas e produzimos a melhor cerveja. Exagero? Capaz...
Em compensação, a violência cresce em progressão geométrica, a segurança pública está um caos, a cada dia que passa aumenta o número de crianças nas ruas pedindo esmolas ou fazendo malabarismos nas sinaleiras. O índice de desemprego está assustador. O mercado de drogas também, assim como seqüestros, roubos a residências, a automóveis, a agências bancárias... Quem se atreve a dar um passeio na Praça da Matriz, na Redenção ou na Praça da Alfândega à noite? Ou caminhar no viaduto da Borges após às 21 horas?
Mas enfim, vamos celebrar! São 235 anos da muy leal e valerosa Porto Alegre! Somos os melhores. Mesmo que o resto do Brasil e do mundo não saiba.
quinta-feira, março 22, 2007
Porto Alegre é mesmo demais??
Mas será que realmente a nossa Porto Alegre é demais? Que impressão que um visitante vindo de fora do Estado tem da cidade? Poa é atrativa em termos de turismo? Eu tenho lá minhas dúvidas...
Se um amigo ou parente de fora do Rio Grande do Sul desembarca em Porto Alegre para onde o levamos? Essa pergunta eu me faço todos os dias... Uma ocasião, durante uma corrida de táxi, o motorista me confidenciou que tinha dificuldades de sugerir a um turista lugares legais para se visitar.
Para onde vamos levar o forasteiro? Para ver o pôr-do-sol do Guaíba? Se estiver nublado ou chovendo, danou-se o programa... Quem se arrisca levar alguém para apreciar a vista de Poa nos altos do Morro Santa Tereza?
Ver o Laçador? Levar ao Brique da Redenção? Caminhar na Usina do Gasômetro? Bah, que programas de índio! Que falta faz uma praia, um mar...
O que nos resta? Um rolê cultural? O Theatro São Pedro está em obras. A Casa de Cultura Mario Quintana já teve dias melhores. Museus e bibliotecas fecham nos finais de semana. Os prédios públicos também.
Vamos ao shopping? A um bingo? Ou um culto da Igreja Universal?
Ao contrário de um Rio de Janeiro, por exemplo, Porto Alegre carece das belezas naturais de um Rio de Janeiro, da magia e da musicalidade de uma Salvador ou até mesmo da night de uma São Paulo.
De cara nova
quinta-feira, março 15, 2007
É disso que eu necessito
Dá para ler um bom livro, assistir clipes legais na MTV ou um bom filme no Intercine, escutar com calma um CD favorito e ainda por cima acompanhar as letras das canções no encarte.
Mas sei que issonão pode se tornar costume, porque não sou vagal e quero logo trampear novamente, me sentir útil, e (claro) que pingue dindim na minha conta corrente.
Esta é da série COISAS QUE EU QUERIA...
- voltar a viajar, de preferência pra fora do RS;
- ir a um bom show de música (bah, perdi o do Santana no ano passado);
- conhecer o Rio de Janeiro;
- voltar a tocar em banda de rock;
- comprar uma nova bateria;
- aprender um instrumento harmônico;
- um novo "brisamóvel".
terça-feira, março 13, 2007
Tudo é uma questão de manter...
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQÜILO...
Pra mim, essa música do Walter Franco, "Coração tranqüilo" (que está no disco Respire fundo, de 1978), já se tornou uma espécie de mantra pessoal. Quando a panela de pressão está para estourar, penso nessa canção e o efeito é o mesmo de se contar até 10...
Com apenas esta frase, o artista sintetiza a fórmula ideal para se levar uma vida zen. Um dia eu ainda chego nesse estágio...
Aqui está o link para baixar a música: http://lix.in/5c1672
É bem simples e seguir os passos:
1) após abrir o link, clique em "continue" e vai abrir uma página do site Rapidshare;
2) você vai ver duas colunas, que pedem para selecionar o download, uma PREMIUM e a outra, FREE. Clique em FREE;
3) após isso, vai abrir uma nova página com uma contagem regressiva. Aguarde a contagem terminar e logo em seguida copie no quadro em branco o código que irá aparecer. Clique em download.
4) depois disso, salve o arquivo na pasta que quiser e espere baixar.
E nunca se esqueça de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo!
sábado, março 03, 2007
Vai dizer que não me viu?
Como é que não vão ver um negão com 1m88 de altura pesando 90 kg? É o mesmo que alguém disser que não viu um gordo, um careca ou alguém andando de muletas. E como tem gente mascarada nesse mundo!
Lá no Palácio, tinha um assessor de imprensa (gordo, aliás), ex-cronista esportivo de uma emissora da Capital, que era useiro e vezeiro em não querer me enxergar. Às vezes, o querido passava ao meu lado, sem me cumprimentar. E olha que o cara já me conhecia há anos. Temos amigos em comum e tal. Mas quando o dito cujo via outros aspones mais graduados e, principalmente, as menininhas bonitinhas, lá se dirigia ele com cínicos tapinhas nas costas ou pegajosos beijinhos no rosto.
Quando esse fulano fingia não me ver, eu falava em voz alta, com um sorriso maroto e cínico no rosto e perguntava a ele por que não falava com pobre, por que não dava mão a preto e nem carregava embrulho, como naquele antigo samba do Billy Blanco.
Recentemente, tive experiência semelhante no Jornal do Comércio, durante os dois meses que fiz um frila na empresa. Eu conhecia um monte de gente no jornal, trabalhei com vários jornalistas lá e me dava bem com a galera. Já com a secretária da redação, senti uma certa antipatia por parte dela com a minha chegada. A fulana não me deu boas vindas, não se colocou à disposição para qualquer ajuda e nem sequer me orientou para nada.
A querida nem se dignou a falar comigo, só uns três dias depois da minha chegada, para me dar um puxão de orelha, dizendo que era para eu passar no Departamento de Pessoal para que eu informasse os meus dados, porque afinal, “nós não sabemos quem tu és”. Ta bom, né? Eu mereço... Além do que, volta e meia ela esquecia o meu nome. E não foram duas nem três vezes. Coitada. Pelo jeito, ela é um caso potencial para futuramente desenvolver Mal de Alzheimer.
* obs: o título deste tópico é inspirado no disco Vai dizer que não me viu, nome de um CD que o maravilhoso cantor e compositor Luiz Vagner, natural de Bagé (RS), lançou em 1995.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Carnaval de muito trabalho
O esquema começou na sexta, com a transmissão do Grupo de Acesso. Como eu não trabalho no jornal este dia, pude resolver várias coisas à tarde para trabalhar tranqüilamente à noite no Porto Seco.
A transmissão terminou às 7h da manhã de domingo. Cheguei em casa com um zumbido no ouvido de tão alto que estava o áudio nos fones. E quem disse que consegui dormir? Imagina... Como é carnaval, era capaz de eu ficar acordado e alerta durante os 4 dias. Agora se fosse 20 de Setembro, Expointer, etc, Deus me livre!
No sábado, dia da noite de gala do carnaval porto-alegrense, fomos com a transmissão até às 8:30 da manhã. Consegui ir até essa hora graças ao maravilhoso carreteiro na banca do Dico, na praça de alimentação lá do sambódromo. Cheguei em casa às 9h de domingo. "Cochilei" um pouco e às 3 da tarde já estava em pé para começar a trabalhar às 16h no Jornal do Comércio. Eu e o Gamboa, meu editor, preparamos as quatro páginas de política bem rápido, já que deixamos muitas matérias de estoque durante a semana justamente para dar conta no feriadão de carnaval. Às 9 da noite eu já estava no Porto Seco para o segundo dia das escolas do Grupo Especial e meu último dia de transmissão, antes do Sábado das Campeãs. Ficamos no ar até às 6:30 da manhã.
Segunda-feira. Folga no jornal e na rádio e dia de acompanhar o segundo desfile das escolas do Rio de Janeiro. Na terça, plantão no JC a partir das 4 e meia. Ufa!
Pena que passou tão rápido. No momento em que estou escrevendo este tópico, já estamos na madrugada da Quarta-feira de Cinzas. Sábado tem mais e, quem sabe, no dia 3 e 4 de março, em Uruguaiana, eu acompanho o carnaval temporão da Fronteira...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Remember
As outras emissoras poderiam entrar nesse vácuo. Mas fazem uma cobertura muito tímida. Saudades de quando não havia monopólio. Saudades da velha Rádio Princesa.
Saudades até da Band, quando a gente conseguiu fazer algumas coberturas guerrilheiras. Quando eu comecei a fazer carnaval profissionalmente, por exemplo, em 1996, enquanto a Gaúcha e a Princesa escalavam grandes equipes, eu, da Band, entrava no ar ao vivo com aqueles radinhos walkie-talkie da Motorola. Bem faceiro e cheio de assunto.
Em 98, foi engraçado para não dizer trágico. Eu fui um dos maiores incentivadores para que a Band transmitisse o carnaval. Passei 3 meses trabalhando direto nos finais de semana comandando um programa de carnaval, à tarde inteira, sem ganhar um mísero pila a mais por isso. TRÊS MESES! Dezembro, janeiro e fevereiro! Na hora H, a emissora resolveu contratar a equipe da rádio Princesa, que tinha sido extinta meses antes. A Band praticamente locou seu espaço para os forasteiros. Eu iria trabalhar na equipe com posição de destaque, mas na época, aconteceram coisas chatas. Fui escanteado do esquema, assim, na maior. Ao invés de trabalhar como âncora, comentarista ou repórter de pista, me puseram para ser o repórter que entrava com informações de pronto socorro, ocorrências policiais, trânsito, etc. Que merda.
Mas tudo bem, foi um aprendizado. Afinal, eu surgi nesse meio de maneira meteórica e "precisaram" me dar um freio. Comigo as coisas são assim. Nunca vieram fáceis.
Minha forra se deu em 2001, quando aí sim eu comandei absoluto a programação e as transmissões na Band AM, com direito até em escalar a equipe. E foi uma equipe nota 10: Adair "Lalau" Antunes, Waldemar Pernambuco, Oswaldo "Vavá" dos Reis, José Roberto Conceição, mais o auxílio luxuoso do João Garcia e do Ribeiro Neto. Acho que foi meu melhor momento.
Em 2005, estive no carnaval da TVE, na transmissão do Sábado das Campeãs. Eu e a Vanessa Garcia. Engraçado. Com tanto tempo trabalhando com rádio e jornal, algumas pessoas até me conheciam. Na tv, esse reconhecimento é imediato. E olha que teve muita gente que assistiu aquele desfile pela TVE. Quase me pediram autógrafo hehehe.
E este ano vou para o meu segundo carnaval pela Guaíba, apesar de notar que a pré-cobertura deles foi um tanto fria. Parece que vão transmtir só para dizerem que estiveram na avenida. É uma pena que o carnaval de Porto Alegre tenha um tratamento assim tão... nas coxas.
Todo ano a mesma coisa, pô!
Desde há muito tempo se sabe a data do carnaval. A prefeitura abre o período para o credenciamento para a festa cerca de 1 mês antes. E promete a entrega para o dia da Muamba Oficial, no sábado que antecede o carnaval. E o que acontece? As credenciais não ficaram prontas. Que novidade! Pior que fica aquela aflição, porque se o cara não consegue a credencial, quando chega lá no Porto Seco, neguinho não encontra ninguém e os "responsáveis" nunca estão onde devem estar. Geralmente, as credenciais são entregues 2 dias antes. Então, por que anunciam que estará à disposição uma semana antes?
A minha grande preocupação é a autorização do acesso ao estacionamento. Ir de casa até o Porto Seco de ônibus é uma epopéia. Pegar um táxi sai caro. Não quero depender da van da rádio. Quero que quando encerrar a transmissão, quero pegar meu carro e me tocar logo embora, sem ter que esperar desarmar todo o circo.
Caindo na folia!
No Domingo de Carnaval e na Terça-feira de Cinzas, estarei de plantão no Jornal do Comércio, encarnando o repórter de Política.
No domingo, a coisa será power. Depois de ter passado a noite em claro assistindo os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial, devo chegar em casa por volta das 8:00 da manhã. Aí eu "cochilarei" um pouco e, às 4 da tarde, estarei firme e forte (impávido como Muhammad Ali) lá na redação do JC, ajudando o editor João Gamboa a baixar as quatro páginas dedicadas à Política para a edição conjunta de segunda e terça. Ainda bem que já fizemos um bom estoque de reportagens especiais para ajudar a abastecer as páginas, porque o setor político ficará às moscas durante o tríduo momesco. Terminada a missão no prédio da Avenida João Pessoa, me mando pro sambódromo para a cobertura da rádio até às 6 da manhã.
Pelo menos, na segunda, estarei de folga no JC e não terá desfile aqui em Poa. Na terça, só terei compromisso no jornal. Enquanto isso, a maioria das pessoas normais estará numa praia, no interior ou dormindo muito. Fazer o quê, né?





