sábado, maio 12, 2007

Mas afinal, quem é Frei Galvão, mesmo?


Tá legal! Frei Galvão é o primeiro santo brazuca no panteão da Igreja Católica. Ok, mas tenho lá minhas dúvidas de que o novo canonizado seja tão conhecido assim de seus conterrâneos.

A minha impressão é de que Frei Galvão meio que furou a fila. Eu era criança e o Padre José de Anchieta tinha sido beatificado. Anchieta era espanhol de nascimento, mas sua carreira religiosa se desenvolveu no Brasil, com destaque à fundação de São Paulo. Outro religioso, Padre Reus - este mais próximo dos gaúchos - também já estava na fila de espera pelo reconhecimento do Vaticano, assim como os também populares Irmã Dulce, Padre Cícero e até Frei Damião.

Sinceramente, eu comecei a ouvir falar de Frei Galvão acho que foi no final do ano passado. E me pareceu que entre a sua "descoberta" pela mídia até a cerimônia de santificação, tudo se desenvolveu muito rápido. Parece que foi de uma hora para outra.

Acho que agora a Igreja deve começar um trabalho maior de "divulgação" de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Afinal, temos que valorizar cada brasileiro que faz milagres.

Deus é brasileiro...mas morar aqui ele não quer, né?


E o Papa está curtindo uma de popstar aqui no Brasil, desde quando chegou, na quarta-feira.

Já cantava a banda Engenheiros do Hawaii que o "papa é pop", se referindo a João Paulo II (falecido em 2005), que esteve em Porto Alegre em 1980. Mas Bento XVI não está ficando para trás.

Ontem, ele canonizou, em missa, o frei Antônio de Sant'anna Galvão como o primeiro santo brasileiro. No momento em que foi feito o anúncio, no Campo de Marte, em São Paulo, perante mais de 1 milhão de fiéis, o público reagiu como se tivesse acontecido um gol da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo.

É tricolor! É tricolor!




Não podia deixar passar em branco a conquista do bicampeonato gaúcho pelo Grêmio e a maravilhosa passagem para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Há 2 anos, o tricolor da Azenha amargava o inferno da Segunda Divisão. Depois de recuperar o prestígio, o Grêmio recuperou a credibilidade e o respeito da torcida brasileira.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ridículo, ridículo!!

No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, comemorado ontem (3), assessoras do Governo do Estado impedem trabalho de repórteres. Leia a notícia, descrita no site Coletiva.net:

Na manhã desta quinta-feira, um grupo de repórteres foi impedido de realizar seu trabalho. Duas assessoras do Governo do Estado tentaram frustrar a entrevista que o deputado Adilson Troca (PSDB) concedia a jornalistas na entrada do Palácio Piratini. O líder do governo na Assembléia Legislativa falava à imprensa sobre a demissão do presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Irineu Schneider.

O impedimento à entrevista teria acontecido porque as assessoras queriam evitar que o parlamentar falasse sobre a questão antes de tratar do assunto com a governadora Yeda Crusius. O jornalista Antonio Carlos Macedo registrou o fato no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha, no final da manhã. Trouxe o depoimento do colega Daniel Scola, que participava da entrevista, e comentou: “Que feio: jornalistas tentando impedir o trabalho de jornalistas. E justamente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Coincidência mais infeliz, impossível”.

O que se esperar de um (des) governo em que governadora e vice expõem claramente suas divergências, um secretário de segurança é exonerado por aparecer demais, alunos ainda estão sem aulas dois meses depois do início do ano letivo e o poder público padece para combater a dengue no Estado? Só podia dar nisso. Mais ridículo, impossível!

terça-feira, abril 24, 2007

100 nada pra mostrar

Há cerca de dez dias, a governadora convocou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço dos primeiros 100 dias de governo. Entretanto, o grande acontecimento foi a demissão de um secretário de Estado que estava ganhando mais destaque na opinião pública do que a própria chefe do Executivo. O midiático secretário Enio Bacci, que até então respondia por uma das pastas mais sensíveis do Estado - a Secretaria de Segurança Pública - foi demitido por entrar em colapso com o estilo (ou a falta de) do governo.

Passados 100 dias da gestão, a governadora Yeda não teve muito o que mostrar, a não ser um Estado falido, reclamações de falta de comunicação, a imagem de arrogância e de prepotência, um mal-estar entre ela e seu vice, atraso e parcelamento de salário do funcionalismo e uma certa impres~são de desmando. Ou melhor, de falta de visão de administrar. A palavra em voga é "gestão". Eta palavrinha que já está me dando urticária. Gestão, para os tucanos burocratas significa cortes de despesas em nome de uma ilusória saúde financeira. A gestão é a caçula da malfadada "reengenharia", que foi xodó dos tecnocratas e pós-yuppies aprendizes das escolas de administração e seus MBAs na década de 90, responsável pela crise, recessão e desemprego. As teses eram boas, mas daí a aplicar no Brasil o que se aprendeu em Harvard ou Oxford são outros quinhentos.

Mas voltando ao nosso Estado, a única coisa boa a ser mostrada foi a queda em alguns índices de criminalidade e o aumento da sensação de segurança que os gaúchos sentiram nos cem primeiros dias. Isso motivou invejas, ciumeiras e, como na política, o que menos importa é o bem comum, motivou também a saída do principal membro do governo.

O delegado Malmann (ex-superintendente da Polícia Federal no RS), sucessor de Bacci para a Segurança já foi nomeado e empossado. Agora é aguardar os acontecimentos e ver se depois dos cem dias, a governadora Yeda realmente começa a governar e justificar o tal "novo jeito de governar" no qual ela ganhou as eleições no ano passado. Ou se irá consagrar um jeito novo de não fazer nada.

Sossega, Leão

Nossa! Dia vinte e quatro de abril e nenhum post? Putz, mas que cara relapso, meu Deus...

Mas juro que eu penso no blog todo santo dia. Na minha cabeça, abril já teria uns 300 posts. Só que o meu pc não fica ligado 24 horas por dia e eu não fico encurvado na frente de um monitor. Saudades da caneta e do caderninho de anotações... Vida high tech é isso aí, mano.

Faltam seis dias para entregar a declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. E é claro que eu ainda não mandei. Não a minha, que a papelada toda eu já entreguei pro contador. Falta eu enviar a declaração da minha mãe. E o pior é que já tá tudo na mão: comprovante disso, daquilo, número de CPF, toda a papelada e os dois programas da Receita Federal eu já baixei pela internet e estão no desktop do meu computador. Só tem uma coisa que me impede: a puta da preguiça...

Minha idéia era fazer logo a declaração do IR nos primeiros dias de março, para me livrar logo disso. Só que fui deixando, deixando... Mas tenho que fazer logo. Aposto que já na quinta e na sexta-feira, o site da Receita começa a congestionar. O fim de semana, então, deverá ser um caos. E eu nem quero pensar o que será na segunda, dia 30, prazo final para a entrega do compromisso sem o risco de depois ter que pagar multa por declarar a renda fora o período estabelecido. Pô, dois meses é um prazo bom demais para fazer a declaração, mas, putz... É um saco fazer isso.

Se você, assim como eu, também deixou para os últimos dias, não esqueça de declarar o Imposto de Renda pelo site da Receita, cujo endereço é http://www.receita.fazenda.gov.br. Senão, vai ter que escutar o rugido do Leão.

terça-feira, abril 03, 2007

Minha teimosia brava de guerreiro

Raul Seixas já cantava...

Minha teimosia brava de guerreiro
É que me faz o primeiro
Dessa procissão
Abre-te, Sésamo (1980)

Decidi voltar a estudar. Pós-graduação, mestrado, especialização... Notei que estava esperando demais e que isso é preciso. Não rechaço a idéia de voltar aos bancos escolares, talvez agora na frente de um quadro-negro e escrevendo com um giz.

Fiz a inscrição para a prova de admissão do mestrado na Fabico em outubro de 2002. A prova estava marcada para os primeiros dias de janeiro de 2003. Por azar, meu pai se internou no hospital um ou dois dias antes da prova. Com que cabeça eu iria fazer o exame? Logo em seguida, fui trabalhar no Palácio Piratini e a coisa mais extravagante que eu tive nos quatro anos seguintes foi exatamente o tempo. Não havia tempo para eu desligar totalmente do ofício.

Eu me sentia muito sozinho no trabalho, sem ninguém para trocar idéias, me entender e me queixar, e ainda por cima, me deram o presente de grego de coordenar o estúdio de rádio do Palácio Piratini por um salário risível... Uma verdadeira bomba, um pepinão e um abacaxizão! Mesmo que eu quisesse, não daria para entrar na pós. Até porque a gente tem que estudar pra caramba e o que eu mais queria era descansar e não fazer nada no meu tempo livre. Isso sem falar que eu tive que renunciar um monte de coisas e não tinha horário definido para trabalhar. Minha jornada era de 12, 13, 14 horas. Fora as viagens que eu fazia acompanhando a comitiva do governador, principalmente nos três primeiros anos de governo. era um tempo que eu só executava ordens, só fazia o que me mandavam, reproduzia e muito pouco conseguia usar a criatividade. Foi um período engessado, me senti castrado e tudo. Passou.

Agora é tocar ficha em frente. Rumo para o futuro. Assim seja.

sexta-feira, março 30, 2007

Os shows que eu não fui

O último show que eu fui foi num sábado de novembro de 2004. Uau! Tudo isso? Pois é... Era um show do Jota Quest num Gigantinho completamente lotado. Minha nossa! Faz mais de dois anos e meio que eu não vou num show grande.

Perdi de ver o Santana, em abril do ano passado. Não fui no Roger Waters. E este ano já teve Matisyahu, Bryan Adams, Pet Shop Boys. Ontem o Chico Buarque começou uma temporada que vai até domingo no Teatro do Sesi. Só que os preços estavam proibitivos para este pobre jornalista (ainda) desempregado. Só que tem gente mais remediada do que eu, afinal, todos os shows do Chico estavam com a lotação esgotadíssimas. Eu escutei o disco Carioca. Uma obra menor deste já senhor dos tais olhos cor de ardósia (que diacho de cor é isso?).

Na próxima terça-feira, dia 3 de abril, será a vez do grande Paulinho da Viola. E, novamente, acho que eu não vou. Valor do ingresso mais barato: R$ 80,00. Estão brincando comigo, né? É novamente no Teatro do Sesi, mas vamos combinar que é brabo pagar tudo isso, apesar que Paulinho da Viola é o velho Paulinho da Viola. Só que eu realmente não tô podendo...

Assistir samba bom aqui em Porto Alegre é tarefa de gincana. Faltam espaços adequados, de médio porte. Ou o show acontece no Teatro do Sesi, com os preços fora de cogitação ou então acontecem em quadra de escola de samba. Nas quadras, chega a ser engraçado de tão caótico. Geralmente anunciam uma grande atração para as 23h. Só que antes da principal atração da noite, se apresentam uma meia dúzia de bandinhas de pagode, que tocam mal, que bem se vê que ensaiaram pouco, cujos músicos não se dão ao trabalho nem de afinar os instrumentos. E tu ali, em pé, bebericando cerveja, achando graça dos bebuns que rodeiam o ambiente ou dos magrões que tentam azarar as menininhas...rsrsrsrs. E a principal atração da noite sobe ao palco às... quatro da manhã!

Se o show for de graça, ao ar livre, é pior ainda. Ano passado, um show organizado aqui em Porto Alegre, no Anfiteatro Pôr-do-Sol iria contar com a presença de Leci Brandão, Sandra de Sá, Alcione, Rappin' Hood, Netinho de Paula, etc. O show estava marcado para começar às quatro da tarde. Resolvi ir embora quando olhei no relógio e vi que já eram oito da noite. Fiquei sabendo depois que o show foi começar quase às 10 da noite.

Chegaaaaa!!! Não agüento mais BBB!

Socuerro, el justiciero!! Ayuda me por favor...

Uma vez o jornalista José (Macaco) Simão, da Folha de São Paulo, bem definiu o que é esse horroroso reallity-show: um monte de gente sem nada pra fazer assistindo a um monte de gente não fazendo nada.

Ô coisinha medonha esse programa. Já está na sétima edição, já esgotou a fórmula, já está enchendo os nossos culhões e ajudando a pobre população brasileira a ficar ainda mais indigente intelectualmente. E o pior que lá pelas tantas a gente começa a tratar os tansos que estão enfurnados naquela casa como se fossem tri íntimos nossos.

Admito que eu assisti os primeiros BBBs. Eu vi a primeira edição, aquela que foi conquistada pelo tosco do Kléber Bam-Bam. Assisti a segunda, que foi ganha por um caubói... quem mesmo? Teve ainda o terceiro, aquele do Dhomini, e que revelou a Sabrina Sato, hoje musa dos programas Pânico, da Jovem Pan FM e da RedeTV. A partir daí, o programa primou pela repetição de estratégias, a divisão dos vilões (que assumiram que estavam na casa para jogar e conquistar o prêmio a todo custo) contra os bonzinhos (os desprovidos de estratagemas e que ganham a simpatia do público por serem supostamente tansos). O telespectador punia os mais ardis e beneficiava os "do bem". Ah, teve também aquela edição que quem venceu foi um professor baiano e assumidamente homossexual, o Jean.

Tudo se encaminha para que o tal do Alemão seja o vencedor da vez. Confesso que tenho acompanhado mais por leituras de sites e de jornais porque não tenho paciência para assistir na tevê. E as lições de moral que o Pedro Bial resolve pregar nos dias de paredão? Realmente, não dá.

E o futuro dos participantes já está previamente traçado. As gostosas, invariavelmente, posaram para ensaios sensuais em sites ou estamparão as Playboys, Vips e Sexys da vida. Os garotões, se tiverem sorte, também aparecerão nos programas de auditório, ganharão convites para participarem de "eventos" se tranformarão nas mais novas celebridades que durarão até o próximo BBB. Enquanto isso, continuemos a ouvir a trilha de abertura, na voz do ex-RPM Paulo Ricardo...

Se pudesse escolher
Entre o bem e o mal
Ser ou não ser...
Se querer é poder
Tem que ir até o final
Se quiser vencer

segunda-feira, março 26, 2007

A melhor cidade do mundo

Porto Alegre completa hoje 235 anos de fundação. Ao contrário das duas megalópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, aqui não é feriado municipal, não tem nenhum grande show armado e, provavelmente, a efeméride de nossa cidade nem merecerá ser lembrada como notícia no Jornal Nacional.

Mas é impressionante o ufanismo que estampa os anúncios principais jornais sobre o aniversário da capital gaúcha. Parece que vivemos na melhor cidade do mundo. Segundo as publicações, temos o pôr-do-sol mais bonito do Brasil, o melhor futebol do mundo, as mulheres mais bonitas do mundo, a "melhor calçada da fama do mundo" (quaquaraquaquá), o Brique da Redenção é o maior e mais completo do Brasil, a Feira do Livro é a maior feira cultural a céu aberto existente sobre a Terra, somos a cidade que mais lê no Brasil, os melhores desportistas e produzimos a melhor cerveja. Exagero? Capaz...

Em compensação, a violência cresce em progressão geométrica, a segurança pública está um caos, a cada dia que passa aumenta o número de crianças nas ruas pedindo esmolas ou fazendo malabarismos nas sinaleiras. O índice de desemprego está assustador. O mercado de drogas também, assim como seqüestros, roubos a residências, a automóveis, a agências bancárias... Quem se atreve a dar um passeio na Praça da Matriz, na Redenção ou na Praça da Alfândega à noite? Ou caminhar no viaduto da Borges após às 21 horas?

Mas enfim, vamos celebrar! São 235 anos da muy leal e valerosa Porto Alegre! Somos os melhores. Mesmo que o resto do Brasil e do mundo não saiba.

quinta-feira, março 22, 2007

Porto Alegre é mesmo demais??

Na próxima segunda-feira, dia 26, nossa "leal e valerosa" Porto Alegre completa 235 anos de fundação. Já há alguns dias é possível escutar nas propagandas de rádio e tevê a voz doce e delicada da primeira-dama da Capital, a cantora Isabela Fogaça entoando a canção "Porto Alegre é demais", de autoria do marido, o jornalista, professor e prefeito José Fogaça.

Mas será que realmente a nossa Porto Alegre é demais? Que impressão que um visitante vindo de fora do Estado tem da cidade? Poa é atrativa em termos de turismo? Eu tenho lá minhas dúvidas...

Se um amigo ou parente de fora do Rio Grande do Sul desembarca em Porto Alegre para onde o levamos? Essa pergunta eu me faço todos os dias... Uma ocasião, durante uma corrida de táxi, o motorista me confidenciou que tinha dificuldades de sugerir a um turista lugares legais para se visitar.

Para onde vamos levar o forasteiro? Para ver o pôr-do-sol do Guaíba? Se estiver nublado ou chovendo, danou-se o programa... Quem se arrisca levar alguém para apreciar a vista de Poa nos altos do Morro Santa Tereza?

Ver o Laçador? Levar ao Brique da Redenção? Caminhar na Usina do Gasômetro? Bah, que programas de índio! Que falta faz uma praia, um mar...

O que nos resta? Um rolê cultural? O Theatro São Pedro está em obras. A Casa de Cultura Mario Quintana já teve dias melhores. Museus e bibliotecas fecham nos finais de semana. Os prédios públicos também.

Vamos ao shopping? A um bingo? Ou um culto da Igreja Universal?

Ao contrário de um Rio de Janeiro, por exemplo, Porto Alegre carece das belezas naturais de um Rio de Janeiro, da magia e da musicalidade de uma Salvador ou até mesmo da night de uma São Paulo.

De cara nova

Modifiquei o leiaute do blog. Gostei, acho que a nova formatação ficou mais "clean", com uma leitura mais agradável e uma cor mais suave. Vou providenciar para postar fotos e imagens. Espero que curtam também. Que beleza de ferramenta tecnológica hehehe!

quinta-feira, março 15, 2007

É disso que eu necessito

Agora que eu tô de bobeira, estou tendo mais tempo para pensar na vida. Coisa que eu só consiguia quando eu estava fora de combate do trabalho por causa de problemas de saúde. Estou tendo tanto tempo disponível que quase estou trocando o dia pela noite. Na "night" é tudo tão calmo, silencioso, não toca telefone, não tem gritaria de criançada, não tem vizinho chato reclamando ou discutindo...

Dá para ler um bom livro, assistir clipes legais na MTV ou um bom filme no Intercine, escutar com calma um CD favorito e ainda por cima acompanhar as letras das canções no encarte.

Mas sei que issonão pode se tornar costume, porque não sou vagal e quero logo trampear novamente, me sentir útil, e (claro) que pingue dindim na minha conta corrente.

Esta é da série COISAS QUE EU QUERIA...

- voltar a viajar, de preferência pra fora do RS;
- ir a um bom show de música (bah, perdi o do Santana no ano passado);
- conhecer o Rio de Janeiro;
- voltar a tocar em banda de rock;
- comprar uma nova bateria;
- aprender um instrumento harmônico;
- um novo "brisamóvel".

terça-feira, março 13, 2007

Tudo é uma questão de manter...

...A MENTE QUIETA
A ESPINHA ERETA
E O CORAÇÃO TRANQÜILO...

Pra mim, essa música do Walter Franco, "Coração tranqüilo" (que está no disco Respire fundo, de 1978), já se tornou uma espécie de mantra pessoal. Quando a panela de pressão está para estourar, penso nessa canção e o efeito é o mesmo de se contar até 10...

Com apenas esta frase, o artista sintetiza a fórmula ideal para se levar uma vida zen. Um dia eu ainda chego nesse estágio...

Aqui está o link para baixar a música: http://lix.in/5c1672

É bem simples e seguir os passos:

1) após abrir o link, clique em "continue" e vai abrir uma página do site Rapidshare;

2) você vai ver duas colunas, que pedem para selecionar o download, uma PREMIUM e a outra, FREE. Clique em FREE;

3) após isso, vai abrir uma nova página com uma contagem regressiva. Aguarde a contagem terminar e logo em seguida copie no quadro em branco o código que irá aparecer. Clique em download.

4) depois disso, salve o arquivo na pasta que quiser e espere baixar.

E nunca se esqueça de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo!

sábado, março 03, 2007

Vai dizer que não me viu?

Entre as coisas que me fazem perder a esportiva é um conhecido me avistar e quando ao se aproximar, desvia os olhos para depois dizer que não tinha me visto. Quaquaraquaquá.

Como é que não vão ver um negão com 1m88 de altura pesando 90 kg? É o mesmo que alguém disser que não viu um gordo, um careca ou alguém andando de muletas. E como tem gente mascarada nesse mundo!

Lá no Palácio, tinha um assessor de imprensa (gordo, aliás), ex-cronista esportivo de uma emissora da Capital, que era useiro e vezeiro em não querer me enxergar. Às vezes, o querido passava ao meu lado, sem me cumprimentar. E olha que o cara já me conhecia há anos. Temos amigos em comum e tal. Mas quando o dito cujo via outros aspones mais graduados e, principalmente, as menininhas bonitinhas, lá se dirigia ele com cínicos tapinhas nas costas ou pegajosos beijinhos no rosto.

Quando esse fulano fingia não me ver, eu falava em voz alta, com um sorriso maroto e cínico no rosto e perguntava a ele por que não falava com pobre, por que não dava mão a preto e nem carregava embrulho, como naquele antigo samba do Billy Blanco.

Recentemente, tive experiência semelhante no Jornal do Comércio, durante os dois meses que fiz um frila na empresa. Eu conhecia um monte de gente no jornal, trabalhei com vários jornalistas lá e me dava bem com a galera. Já com a secretária da redação, senti uma certa antipatia por parte dela com a minha chegada. A fulana não me deu boas vindas, não se colocou à disposição para qualquer ajuda e nem sequer me orientou para nada.

A querida nem se dignou a falar comigo, só uns três dias depois da minha chegada, para me dar um puxão de orelha, dizendo que era para eu passar no Departamento de Pessoal para que eu informasse os meus dados, porque afinal, “nós não sabemos quem tu és”. Ta bom, né? Eu mereço... Além do que, volta e meia ela esquecia o meu nome. E não foram duas nem três vezes. Coitada. Pelo jeito, ela é um caso potencial para futuramente desenvolver Mal de Alzheimer.

* obs: o título deste tópico é inspirado no disco Vai dizer que não me viu, nome de um CD que o maravilhoso cantor e compositor Luiz Vagner, natural de Bagé (RS), lançou em 1995.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Carnaval de muito trabalho

Como eu falei antes, foi um carnaval de muito trabalho. Que inveja eu tenho desse pessoal que não gosta da folia.

O esquema começou na sexta, com a transmissão do Grupo de Acesso. Como eu não trabalho no jornal este dia, pude resolver várias coisas à tarde para trabalhar tranqüilamente à noite no Porto Seco.

A transmissão terminou às 7h da manhã de domingo. Cheguei em casa com um zumbido no ouvido de tão alto que estava o áudio nos fones. E quem disse que consegui dormir? Imagina... Como é carnaval, era capaz de eu ficar acordado e alerta durante os 4 dias. Agora se fosse 20 de Setembro, Expointer, etc, Deus me livre!

No sábado, dia da noite de gala do carnaval porto-alegrense, fomos com a transmissão até às 8:30 da manhã. Consegui ir até essa hora graças ao maravilhoso carreteiro na banca do Dico, na praça de alimentação lá do sambódromo. Cheguei em casa às 9h de domingo. "Cochilei" um pouco e às 3 da tarde já estava em pé para começar a trabalhar às 16h no Jornal do Comércio. Eu e o Gamboa, meu editor, preparamos as quatro páginas de política bem rápido, já que deixamos muitas matérias de estoque durante a semana justamente para dar conta no feriadão de carnaval. Às 9 da noite eu já estava no Porto Seco para o segundo dia das escolas do Grupo Especial e meu último dia de transmissão, antes do Sábado das Campeãs. Ficamos no ar até às 6:30 da manhã.

Segunda-feira. Folga no jornal e na rádio e dia de acompanhar o segundo desfile das escolas do Rio de Janeiro. Na terça, plantão no JC a partir das 4 e meia. Ufa!

Pena que passou tão rápido. No momento em que estou escrevendo este tópico, já estamos na madrugada da Quarta-feira de Cinzas. Sábado tem mais e, quem sabe, no dia 3 e 4 de março, em Uruguaiana, eu acompanho o carnaval temporão da Fronteira...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Remember

É incrível como o carnaval daqui de Porto Alegre é pouco valorizado pela mídia. A RBS é a que mima mais o carnaval, apesar de que a menina dos olhos deles é o carnaval do Rio. É um monte de gaúchos bancando ser os cariocas e idolatrando o carnaval deles. E o nosso vai na rabeira.

As outras emissoras poderiam entrar nesse vácuo. Mas fazem uma cobertura muito tímida. Saudades de quando não havia monopólio. Saudades da velha Rádio Princesa.

Saudades até da Band, quando a gente conseguiu fazer algumas coberturas guerrilheiras. Quando eu comecei a fazer carnaval profissionalmente, por exemplo, em 1996, enquanto a Gaúcha e a Princesa escalavam grandes equipes, eu, da Band, entrava no ar ao vivo com aqueles radinhos walkie-talkie da Motorola. Bem faceiro e cheio de assunto.

Em 98, foi engraçado para não dizer trágico. Eu fui um dos maiores incentivadores para que a Band transmitisse o carnaval. Passei 3 meses trabalhando direto nos finais de semana comandando um programa de carnaval, à tarde inteira, sem ganhar um mísero pila a mais por isso. TRÊS MESES! Dezembro, janeiro e fevereiro! Na hora H, a emissora resolveu contratar a equipe da rádio Princesa, que tinha sido extinta meses antes. A Band praticamente locou seu espaço para os forasteiros. Eu iria trabalhar na equipe com posição de destaque, mas na época, aconteceram coisas chatas. Fui escanteado do esquema, assim, na maior. Ao invés de trabalhar como âncora, comentarista ou repórter de pista, me puseram para ser o repórter que entrava com informações de pronto socorro, ocorrências policiais, trânsito, etc. Que merda.

Mas tudo bem, foi um aprendizado. Afinal, eu surgi nesse meio de maneira meteórica e "precisaram" me dar um freio. Comigo as coisas são assim. Nunca vieram fáceis.

Minha forra se deu em 2001, quando aí sim eu comandei absoluto a programação e as transmissões na Band AM, com direito até em escalar a equipe. E foi uma equipe nota 10: Adair "Lalau" Antunes, Waldemar Pernambuco, Oswaldo "Vavá" dos Reis, José Roberto Conceição, mais o auxílio luxuoso do João Garcia e do Ribeiro Neto. Acho que foi meu melhor momento.

Em 2005, estive no carnaval da TVE, na transmissão do Sábado das Campeãs. Eu e a Vanessa Garcia. Engraçado. Com tanto tempo trabalhando com rádio e jornal, algumas pessoas até me conheciam. Na tv, esse reconhecimento é imediato. E olha que teve muita gente que assistiu aquele desfile pela TVE. Quase me pediram autógrafo hehehe.

E este ano vou para o meu segundo carnaval pela Guaíba, apesar de notar que a pré-cobertura deles foi um tanto fria. Parece que vão transmtir só para dizerem que estiveram na avenida. É uma pena que o carnaval de Porto Alegre tenha um tratamento assim tão... nas coxas.

Todo ano a mesma coisa, pô!

Estarei comentando os desfiles das escolas de samba daqui de Poa para a Guaíba. Já estou nessas de cobertura de carnaval, atuando profissionalmente, há mais de 10 anos. E quando chega essa época, os dias que antecedem a festa, é sempre a mesma coisa. O estresse com as credenciais!!

Desde há muito tempo se sabe a data do carnaval. A prefeitura abre o período para o credenciamento para a festa cerca de 1 mês antes. E promete a entrega para o dia da Muamba Oficial, no sábado que antecede o carnaval. E o que acontece? As credenciais não ficaram prontas. Que novidade! Pior que fica aquela aflição, porque se o cara não consegue a credencial, quando chega lá no Porto Seco, neguinho não encontra ninguém e os "responsáveis" nunca estão onde devem estar. Geralmente, as credenciais são entregues 2 dias antes. Então, por que anunciam que estará à disposição uma semana antes?

A minha grande preocupação é a autorização do acesso ao estacionamento. Ir de casa até o Porto Seco de ônibus é uma epopéia. Pegar um táxi sai caro. Não quero depender da van da rádio. Quero que quando encerrar a transmissão, quero pegar meu carro e me tocar logo embora, sem ter que esperar desarmar todo o circo.

Caindo na folia!

A partir de hoje, começo uma incrível maratona. E em pleno carnaval! Nas noites de hoje, amanhã e domingo, à noite (sempre por volta das 21h30min), estarei comentando os desfiles das escolas de samba no Porto Seco pela Rádio Guaíba AM 720 Khz. A cobertura está prevista para terminar às 7:30 da manhã.

No Domingo de Carnaval e na Terça-feira de Cinzas, estarei de plantão no Jornal do Comércio, encarnando o repórter de Política.

No domingo, a coisa será power. Depois de ter passado a noite em claro assistindo os desfiles do primeiro dia do Grupo Especial, devo chegar em casa por volta das 8:00 da manhã. Aí eu "cochilarei" um pouco e, às 4 da tarde, estarei firme e forte (impávido como Muhammad Ali) lá na redação do JC, ajudando o editor João Gamboa a baixar as quatro páginas dedicadas à Política para a edição conjunta de segunda e terça. Ainda bem que já fizemos um bom estoque de reportagens especiais para ajudar a abastecer as páginas, porque o setor político ficará às moscas durante o tríduo momesco. Terminada a missão no prédio da Avenida João Pessoa, me mando pro sambódromo para a cobertura da rádio até às 6 da manhã.

Pelo menos, na segunda, estarei de folga no JC e não terá desfile aqui em Poa. Na terça, só terei compromisso no jornal. Enquanto isso, a maioria das pessoas normais estará numa praia, no interior ou dormindo muito. Fazer o quê, né?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes

Estava de bobeira em casa neste final de semana e dei uma "bizoiada" na transmissão do Planeta Atlântida Florianópolis, pela tevê. Taí um festival de música que precisa urgentemente de uma reformulação. Seus organizadores precisam apertar a tecla F5 ligeirinho.

O Planeta, que surgiu como uma bela iniciativa de show de música durante o verão, está bem parecido com os especiais de fim de ano do Roberto Carlos: todo ano é a mesma coisa. A começar pelos nomes anunciados. E tome todo ano Jota Quest, Skank, Charlie Brown Jr e Cidade Negra. Eu passei a desconfiar que essas bandas foram criadas só para tocarem no Planeta Atlântida. Mais recentemente, Pitty e Marcelo D2 também se integraram a este time de cativos do evento. Da galerinha aqui dos pagos, tem sempre que ter Armandinho, Papas da Língua ou Nenhum de Nós. Todo Planeta Atlântida que se preze, tem que reservar o seu momento "axé, Bahia", afinal, o evento acontece às vésperas do carnaval. E lá vem Danielas e Ivetes, além da emergente Claudinha Leite, vocalista da banda Babado Novo. E depois de tanto tempo, um festival que sempre privilegiou o pop, o rock e o reggae, se abriu para o samba. Quer dizer, para o pagode. De primeira, vieram Bezerra da Silva e Zeca Pagodinho. De uns tempos para cá, vieram os tais pagodeiros de araque, com seu swing artificial e malandragem pasteurizada.

Mas o que mais me irritou ao assistir a transmissão é ver o jeito que o jovem é retratado: como um retardado, um babaca, um imbecil. Ou seja, a própria mídia reforça o estereótipo do jovem alienado. Os apresentadores e os repórteres se mostram superficiais, com pouca bagagem cultural, vocabulário restrito e até diminuto conhecimento de...música! Antigamente, até para ser repórter de um festival de rock era preciso ter quilate. Há 20 anos, o apresentador do primeiro Rock in Rio na cobertura da TV Globo foi Nelson Motta.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Saí de lá

Pois é, não estou mais trabalhando na sede do Executivo gaúcho. Saí do Palácio Piratini. Mas foi uma separação indolor. Meio que já esperava por isso. Além de ter adquirido alguns fios grisalhos, foram quatro anos de muito trabalho e de tensionamento. E posso dizer que tive momentos legais lá, mas um pouco infelizes.

Passei todo esse tempo me sentindo um intruso. Completamente deslocado nesse lance de política. Em determinados momentos, até me perguntava: "céus, o que estou fazendo aqui?" Não sabia da malícia, da malandragem e nem das "maldades" que este meio tem. Mas aprendi. Anjos, só existem no prédio ao lado, na Catedral Metropolitana. E olhe lá...

Quero retomar a seção "Cenas palacianas", agora sob a forma de memórias, sem o mesmo compromisso ético por estar trabalhando lá.

Agora, a maior vantagem é que não vou precisar vestir paletó e gravata nesse "torror" do sol de 38 graus do verão de Forno Alegre.

domingo, dezembro 31, 2006

Adeus Ano Velho! Que venha o feliz Ano Novo!!

Fim de ano é sempre motivo para aquelas manjadas retrospectivas e balanços sobre tudo o que ocorreu nos 365 dias anteriores.

Para a meia dúzia de pessoas que lêem estas mal-traçadas, eu não poderia deixar de fazer o mesmo e seria desleal com meus leitores hehe. Entre altos e baixos (ou entre cacos e cavacos, como diria Zeca Pagodinho) esse ano até que foi bom para mim, bem melhor do que foi o malfadado 2005. Tirei lições (algumas doloridas e amargas), conheci pessoas legais, que me valorizaram, soube de gente que reconheceu meu trabalho, minha saúde esteve ótima e pude passar mais tempo com as pessoas mais próximas e de quem gosto.

Infelizmente, também foi um ano de baixas. Logo no dia 1º de janeiro, em pleno comecinho de ano, a Mosa, vó da Leticia, nos deixou. Ironicamente, na capela ao lado, no Jardim da Paz, estava sendo velado o jornalista Clóvis Ott, minha primeira referência no Jornalismo, um cara que elegi como uma espécie de padrinho e "muso" inspirador. Em setembro, perdemos o Luciano Bauermann, amigão, gente boa e ex-colega dos tempos de Fabico e da gloriosa tchurma da Bandeirantes dos anos 90.

Passei por maus bocados este ano, mas mais do que nunca comecei a pôr em prática a mensagem presente no único verso de uma antiga canção do Walter Franco: tudo é uma questão de manter a mente esperta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.

Criei o blog, uma válvula de escape para meus pensamentos, minhas aflições e ansiedades e uma maneira de que, se não podem me escutar, pelo menos que me leiam e que entendam o que eu penso e conheçam um pouco da maneira de ser deste tímido porém honesto capricorniano.

O trabalho sempre foi um caso à parte. Não tem como não ser, afinal, até então me tomava quase metade do meu dia. Fora o desgaste mental de ter que se preocupar com o dia seguinte e e de ser reponsabilizado por até coisas que eu não fiz. Não é fácil viver quatro anos com a corda esticada. Até os meus sonhos o trabalho invadiu. Exagero? Acho que muitas pessoas já passaram ou passam por esta amarga experiência. Resta resignarmos, já que obrigação e prazer não são necessariamente gêmeos univitelinos. Temos nossas contas a pagar. Esta é a maior motivação profissional que pode existir. Guilherme Arantes já cantava que infelizmente nem tudo é exatamente o que a gente quer. Cada vez eu concordo mais com essa assertiva.

O ano que se avizinha chega com algumas incógnitas. Novos ciclos, novos desafios, novas conquistas. Terei uma primeira resposta já neste primeiro dia de 2007. Há algumas propostas, sondagens, possibilidades. Preciso pensar em mim, lutar pela minha sobrevivência, pelo meu futuro, com estabilidade e algum conforto. E se eu não correr atrás, não lutar por isso, ninguém o fará por mim!!

Para 2007 eu só peço muita saúde (para mim e para as pessoas que gosto), paz, emprego (hehe), amigos e tudo de bom. Quero assistir ainda muitos DVDs, escutar muitas músicas, ver meu carnaval, andar muito de carro (será que ainda com o "brisamóvel"?) e conhecer gente legal. Acho que não é pedir muito. Ah, se eu tirar sozinho na Megasena eu também ficaria um pouquinho contente.

A todos nós: FELIZ 2007

domingo, dezembro 24, 2006

Nada pode ser maior

Eu li por aí uma versão que os colorados fizeram para a letra da chatérrima e manjada música "Querência amada". Segue, então, uma quadrinha dizendo umas verdades. Só para verem com quem estão falando hehehe.

Meu caro irmão
essa tal felicidade
que sentes aí no Japão
trouxe-me uma saudade

Porém, ao contrário de ti
Não preciso de viagem global
Chego na Azenha, ali
E visito o meu memorial

Há anos eu vejo essa taça
Banhada com sangue do De León
E recheada de suor e raça

Os meus passos seguiste tu
Mas eu com a técnica de Renato
E tu, com a sorte de Gabiru

Mas há algo que esquecestes
Estranho, pois deverias saber de cor
Se o momento te favoreces
Nem de longe és o maior.

Admito, mesmo que com pesar
Tua vitória de tirar o chapéu
Não queiras, porém, comparar
A grandeza de nossos troféus

Seguiremos sendo IMORTAIS!!!

GRÊMIO, NADA PODE SER MAIOR!!!!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Saudações de um gremista a um colorado

Todo mundo sabe que eu sou gremista. Isso não significa ser anticolorado. É legal tocar uma flauta leve ou aquela corneta saudável com os mais próximos numa situação pontual. Ir além disso, puxar brigas, discussões, partir para a ignorância é lamentável e não é do meu feitio. O Inter venceu o todo-poderoso Barcelona, num exemplo de superação. Isso é inegável.

Mas vale a pena tirar uma lasquinha, através de um texto que me mandaram e eu achei a mensagem saborosa...

Este é meu sentimento e não poderia ser diferente: ver um filho ganhar o mundo deixa um pai sempre orgulhoso e contente. Afinal, foram 23 anos ensinando passo a passo. Relembro hoje, neste dia, tudo que passaste para chegar aqui como teu pai já o fez. Anos difíceis de convivência. Lembro do teu semblante quando ganhastes uma bicicleta, quando a Juventude atrapalhava teus passos e teus sonhos, que, por vezes, morriam pela Boca...

Fui eu que te ensinei, com exemplos (que, bem verdade, muitas vezes o eram ignorados por ti), e, talvez por isso, demoraste tanto para chegar aqui,no caminho do mundo. Mas um pai releva tudo isso. Sempre.

Sempre soube que o filho rivalizaria com o pai buscando provar seu valor e buscar seu espaço. Mesmo que para isso faças igualzinho a ele. Relembro do teu choro, quando por vezes papai viajava a trabalho pelo mundo e deixava-te no quintal de casa, voltando com novas lições. Sempre trazia uma lembrancinha. E hoje vejo que não foram em vão. Aquelas surras que levaste quando guri serviu-te para que hoje, possas dizer que, acima de tudo, tens um pai orgulhoso, para que possas cantar que o teu pai é o maior. Foi em casa, que aprendestes a lição mais valiosa, para hoje chegar ao mundo como o teu velho o fez e mesmo sem um "muito obrigado"...

Nem mesmo um simples obrigado, posso ver nos teus olhos, lá no fundo, coisa que só pai vê no olhar do filho que, acima de tudo, tu tens orgulho do teu velho. Ah, e avisa tua mãe, que ano que vem vou viajar para o Japão, de novo. Agora estás grandinho para ficar solito, te trago uma lembrancinha de lá...novamente.

Abraços do teu pai, GREMIO FOOTBALL PORTO ALEGRENSE.

NÃO BASTA SER FORTE, AGUERRIDO E BRAVO TEM QUE SER O GRÊMIO!

E como eu venho dizendo aos co-irmãos: bem-vindos ao clube dos campeões mundiais.

P.S.: A terra ainda é azul. O único planeta vermelho que eu conheço é Marte.

And so this is Christmas

Natal é bom pra quem é criança. Nada mais lúdico do que um velhinho de barbas brancas, botas pretas e roupas vermelhas guiando um trenó puxado por renas e que distribui presentes de casa em casa entrando nas chaminés das residências.

Só que o tempo passa, a gente cresce e a aproximação do Natal vira sinônimo de festas de final de ano na firma, os malfadados amigos-secretos, o programa anual do Roberto Carlos na TV Globo e o estresse de ir às lojas e os lotadérrimos shopping centers para comprar (na última hora, é claro) "lembrancinhas" para presentear a família e as pessoas que a gente gosta. Haja saco. E grana. E o espírito natalino? E muitas vezes esquecemos de felicitar o "cara aquele" que aniversaria no dia 25 de dezembro e que, dizem, morreu na cruz para nos salvar. Mas que nada...

Época de Natal também é tempo de nostalgia das propagandas de rádio e de tevê que eu ouvia durante a minha infância. Jingles bem construídos e fáceis de cantar e que até hoje circulam na minha memória. Alguém se lembra?

Na Mesbla
Na Mesbla
O maior Natal do Brasil
(jingle das lojas Mesbla, meados dos anos 70)

Se a gente for legal
O que o Papai Noel vai dar?
Pra toda a família um presentão
Das lojas HM no Natal
Para mamãe para o papai pra todos nós
Papai noel vai escolher o que convém
Um bom Natal e felicidade
Nas lojas HM tudo tem
Bléin, bléin, bléin, blein
Lojas HM
(jingle das lojas Hermes Macedo, início dos anos 80)

Natal tem que ser assim
Alegria em todos os corações
Natal tem que ser feliz
Muitas festas muitas emoções
Por isso as Lojas Alfred têm
Um Natal especial
Primeiro pagamento é só
Depois do carnaval
(jingle das Lojas Alfred)

Mas o mais bonito de todos, com certeza, é...

Estrela brasileira no céu azul
Iluminando de norte a sul
Mensagem de amor e paz nasceu Jesus, já é Natal
Papai Noel voando a jato pelo céu
Trazendo um natal de felicidade
E um Ano Novo cheio de prosperidade
Varig, Varig, Varig
Cruzeiro, Cruzeiro
(jingle de Natal da Varig)

Oh, my god! Como sou descuidado...

Tá certo. Eu não sou lá muito disciplinado com o meu blog. Pobre Blog du Brisa... Às vezes eu o deixo meio de escanteio, amarelescendo, juntando pó na superfície ou criando mofo. Se o meu blog fosse um dog (ui, que trocadilho cretino!), coitado do meu cachorrinho. Morreria de sede e de inanição. Ou então explodiria de vontade de fazer xixi, já que o incompetente do seu dono não o levaria para passear e nem para satisafazer as suas necessidades biológicas tais como um cocozinho no canteiro de uma praça ou uma trepadinha com uma cadela no cio. Se o meu blog fosse um tamagoshi então...

Mas na verdade, o blog é uma exteriorização das minhas sensações. As poucas pessoas que confessam a mim ler essas mal-traçadas já notaram quando eu estou eufórico, quando eu estou monossilábico, taciturno e meditabundo ou então quando eu estive numa deprê fudidaça.

Como eu não tenho grana pra encarar uma terapia (acho que tomar passe num centro espírita ou então num terreiro de pretos-velhos é mais eficiente e muito mais hype), eu aproveito e exorcizo alguns fantasmas ao escrever no blog.

A razão do atraso em atualizar o blog é muito prosaica. A tal da falta de tempo. Sei lá, mas como um capricorniano altamente cerebral, perfeccionista e cuidadoso com aquilo que falo e (principalmente) com o que eu escrevo, queria poder dedicar numerosos minutos para fazer um troço qualificado. Mas eu sempre estou pensando no que escrever. Seja no banho, na fila do banco, no carro e até quando estou acompanhando uma audiência no gabinete do governador (que o pessoal do Palácio não me leia neste momento hehehe).

Mas vou prometer ser mais presente no meu próprio blog. Promessas, promessas, promises... Quem vive de promessa é santo. E eu não sou santo, meu senhor.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Molho

Placa na garganta, 38 graus de febre, aftas na boca, feridas nos lábios, falta de apetite, indisposição e dores pelo corpo. Eu estou que é o quadro da dor nesta semana! Fora a irritação de estar assim. Não gosto de ficar doente nem de estar com a saúde debilitada. É muito ruim isso.

Amigo secreto

Eu não sou um incentivador desses eventos de final de ano, os quais convencionou-se chamá-los de amigo secreto.

Há quase uma década eu não participo desse ritual hipócrita de troca de presentes. Eu sempre faço um esforço além das minhas possibilidades de presentear uma outra pessoa com alguma coisa boa. Eu gosto de dar presentes e geralmente eu capricho. Só que o contrário não acontece. Da penúltima vez que eu entrei num amigo secreto, eu ganhei um relógio-bibelô, bem ao estilo dos que são vendidos em lojas de 1,99. O presente durou poucas horas na minha mão, tal a fragiliadade do material e a qualidade do mesmo.

E o motivo pelo qual me afastei dos amigos secretos foi que eu simplesmente entrei num e não levei presente. Todo mundo saiu presenteado e o meu amigo secreto alegou mil e um motivos - doença na família, mudança, pagamento do IPVA, etc - mas me garantiu que até o dia 5 do mês seguinte (janeiro) eu estaria com o meu presente na mão. Isso foi em 1999. Até hoje estou na espera.

Isso é falta de respeito e de consideração. Desde então, mantenho a política de até participar das festinhas de fim de ano com os colegas de trabalho, mas sem amigo secreto. Até para me preservar do constrangimento de ter que tirar alguém que eu não gosto, não vou com a cara ou que não conheça direito. Pode ser coisa de criança, mas que é bom receber presentes, ah isso é.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Feriado frustrado

Por falar nisso, hoje é feriado e dia de reflexão em mais de 200 municípios brasileiros. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, entre outros. Menos no Rio Grande do Sul, no estado mais caucasiano do país, é claro.

Aqui no Sul, os imigrantes alemães e italianos têm o seu dia, em 25 de julho, comemorado com feriado e festividades nas regiões da Serra e no Vale do Sinos.

Já o 20 de novembro não vingou como feriado municipal nos pampas.

E a tal "consciência negra"?

Para quem quer saber o que - exatamente - significa "consciência negra" encontrei este texto de autoria do advogado, compositor, filósofo e músico Nei Lopes. Melhor definição, impossível.

Consciência Negra é saber que, no Brasil de hoje, não existe ainda igualdade total entre os descendentes dos africanos que para cá vieram como escravos e os daqueles que vieram da Europa e da Ásia, como colonizadores e depois como imigrantes. Estes, já tiveram representantes em todos os escalões dos três poderes da República, inclusive na Presidência. E o povo negro, não!

Consciência Negra é compreender que isso acontece não por incapacidade intelectual ou de trabalho do povo negro e sim pelo que aconteceu após o fim da escravidão. Os ex-escravos foram "jogados fora", sem terra para plantar, sem emprego, sem teto - a não ser aqueles que permaneceram com seus antigos donos. E aqueles que já não eram mais ou não tinham sido escravos e ganhavam sua vida por conta própria foram perdendo seus lugares, até nas ocupações mais humildes, para os imigrantes que aqui chegavam.

Consciência Negra é entender que desde antes da escravidão criou-se uma literatura através da qual se infundiu na cabeça do brasileiro uma impressão irreal sobre o povo negro como um todo. De que nós somos feios, sujos e pouco inteligentes; que só queremos saber de festa e divertimento; que nossas religiões são infantis; que só somos bons para pegar no pesado, praticar esportes, fazer música e praticar sexo. E muitos negros acreditaram nisso.

Consciência Negra é aprender como negar isso tudo: estudando a História da África, desde o Egito, passando pelos grandes impérios oeste-africanos da Idade Média; tomando conhecimento de que as concepções religiosas africanas têm um profundo fundamento filosófico, como foi inclusive comprovados por padres europeus que as estudaram.

Consciência Negra é saber que o povo negro não resistiu passivamente à escravidão e usou de todos os meios ao seu alcance para se libertar. É saber também que houve negros que lucraram com o tráfico de escravos, a partir do século 17; mas que, essa modalidade de escravidão, foram os europeus que levaram para a África.

Consciência Negra é, hoje, perceber que os que lutam contra a adoção de políticas de ação afirmativa contra o racismo e a exclusão do povo negro (como a chamada "política de cotas") são pessoas que não querem perder os privilégios de que desfrutam, com o possível ingresso em seus "reinados" (caso de alguns professores universitários que fizeram carreira estudando o "problema do negro") de concorrentes até mais bem preparados, pela própria vivência do problema.

Consciência Negra é, enfim, entender que o conceito de "negro" é hoje um conceito político, que engloba pretos, pardos, mulatos (menos ou mais claros) desde que se aceitem como tal e estejam dispostos a dar um basta no que hoje se vê nas telenovelas, nas profissões mais lucrativas, nas gerências empresariais, nos altos escalões de decisão, nos espaços de prestígio e de formação de opinião, nos locais onde se concentra a renda nacional. E o que se vê nesses lugares e situações é um Brasil que não corresponde à realidade de sua população, na qual mais de 60% são descendentes, próximos ou não, dos africanos aqui escravizados.

Valeu, Zumbi!

terça-feira, novembro 14, 2006

Semana de samba

Semana movimentada pra galera do samba. Pena que é tudo junto acontecendo quase ao mesmo tempo.

Na sexta, dia 11, estiveram aqui em Poa Zeca Pagodinho, Luis Carlos da Vila, Carlinhos de Jesus e a mostra de samba enredo para 2007.

Esta semana tem o Wantuir da Unidos da Tijuca e o Dominguinhos do Estácio, que está na Viradouro.

Tem vezes que não tem nada. E quando tem, é tudo na mesma hora.

Feriado na quarta

Feriado em meio de semana é estranho. Pode soar engraçado alguém criticar uma folga em pleno dia útil. Tá, mas que é estranho um feriado na quarta-feira, é estranho. A semana fica diferente. Uma pausa bem no meio. Não dá pra pirar muito quando um feriado acontece na quarta.

Quando o feriado cai numa segunda ou sexta, já sabemos! A sabedoria chama isso de feriadão (feriado num dia útil + o fim de semana). Se cai numa terça ou numa quinta, eu acho bom. Tá bom, a gente trampa no dia ensanduichado (segunda ou sexta), mas a gente meio que consegue empurrar com a barriga. Mas na quartam, não se tem muita diversidade.

Pior mesmo é o feriado que cai no fim de semana. Se o feriado acontece no sábado, o fim de semana passa a ter, na verdade, dois domingos, porque o comércio fecha e a cidade fica deserta. Se cai num domingo, meu Deus! É chover no molhado, um feriado posto fora.

Mas vamos curtir essa folguinha do dia 15 de novembro (a última do ano, fora o indefectível 25 de Dezembro - Natal) e aproveitar da melhor maneira possível. Dormindo, passeando nas praças, visitando os amigos, namorando, lendo um bom livro, escutando um bom CD, assistindo um bom filme. Ou simplesmente a melhor de todas as diversões: vivendo.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Por que "afoxé"?

Um conhecido me perguntou o significa o "afoxé" no endereço do "Blog du Brisa"...

Bem, os nomes que eu dou para as minhas coisas não são tão originais assim devido à minha fértil imaginação. Acho que é mais pelo inusitado da coisa.

O afoxé tem três significados. Pode ser um ritmo, um instrumento musical e tem um significado religioso.

No ritmo, o afoxé em alguns lugares também é conhecido como Igexá. Afoxé é um ritmo do candomblé. A marcação do agogô é sua batida característica, tornando esse ritmo facilmente identificável. O Afoxé se tornou popular, principalmente pela atuação do grupo baiano Filhos de Gandi. Cantores renomados como Gilberto Gil, Clara Nunes, Maria Bethânia e Caetano Veloso também interpretam afoxés, contrubuindo também para a difusão do ritmo.

O afoxé instrumento musical é composto de uma cabaça pequena redonda, recoberta com uma rede de bolinhas de plástico. Pode ser de madeira e/ou plástico com miçangas ou contas ao redor de seu corpo. O som é produzido quando se gira as miçangas em um sentido, e a extremidade do instrumento (o cabo) no sentido oposto. Antigamente era tocado apenas em centros de umbanda e no samba. Atualmente, o afoxé ganhou espaço no reggae, música pop e na chamada "axé music".

E na questão religiosa, o afoxé, também chamado de "candomblé de rua" - é um cortejo de rua que sai durante o carnaval. Sua origem remonta a uma tradição milenar africana: os caminhos sagrados para chegar aos orixás. As principais características são as roupas, nas cores destas divindades africanas, as cantigas em dialeto iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. Podem ser encontrados no carnaval da Bahia, em Salvador, e nas cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quando eu estava procurando um nome para o blog, eu estava escutando um antigo samba enredo, de uma escola de samba de Niterói chamada Acadêmicos do Cubango. O nome do samba era justamente "Afoxé", um belíssimo samba. Achei legal o nome, oportuno e aí está.

Quem quiser conferir o "samba que deu origem à série", estejam à vontade...

http://rapidshare.com/files/2722853/cubango1979.mp3

Autores: Heraldo Faria e João Belém

Abrindo o portão imaginário
Do longínquo solo africano
A Cubango traz para o cenário
Afoxé, tema original
Do reino de Oloxum
Na festa de Domurixá
Em homenagem a Oxun
Deusa da nação Ijexá
Onde a figura principal
Era o boneco Babalotim
Mensageiro da alegria, da força do axé
Um ídolo menino, levado por menino em sua fé
E assim teve origem o afoxé

Afoxé lorin, é lorin
Afoxé loriô, é loriô

Nesta festa desfilavam com riquezas
Os soberanos orientais
O advinho joga búzios com presteza
Desvendando o futuro e o que ficou pra traz
Tem as cortes dos Reis Lobossi e Obá Alaké
Xangô em seu camelo sagrado
Esta é a história do afoxé
Que hoje desfila pelas ruas em rituais
Louvando os orixás

Ofi la laê, Olê loá
Ofi la laê, Olê loá

quarta-feira, novembro 08, 2006

Ah, a tal liberdade não existe...

Dias atrás comecei a filosofar. Mas então: o que vem a ser essa tal de liberdade? Alguém é possível ser totalmente livre? Nunca vi ninguém vestindo uma t-shirt com os dizeres: 100% FREE. Também, e se eu encontasse, iria querer saber qual a fórmula mágica para se atingir tal estado.

Nunca estamos totalmente livres. Estamos presos a relacionamentos (namoro, noivado, casamento) ou a ausência destes (separação, divórcio). Não por acaso, nos envolvemos em "laços" afetivos, o que já determina as amarras. Estamos presos a quem está aí e a quem já se foi. Estamos presos à saudade. Estamos presos à necessidade de trabalhar, produzir e labutar. Estamos presos ao cartão de crédito. Estamos presos aos impostos. Estamos presos às regras impostas para conviver em sociedade. Alguns estão presos ao fumo e à bebida. Outros estão presos ao sexo.

Um amigo doidão que eu tive uma vez me disse que, para se libertar, ele viajava, fazendo a cabeça. No entanto, ficou incorrigivelmente preso às drogas. Deve ser uma tristeza viver preso a uma cama de hospital. Deus nos livre! Ou presos às ferragens de um automóvel após um acidente. Igualmente ruim seria viver preso a correntes, gaiolas ou coleiras.

Creio que a liberdade plena é um prêmio a ser conquistado, mas que se mostra inacessível.

domingo, outubro 29, 2006

Agora é com a paulistinha

Não deu pro bigode aqui. O eleitor gaúcho é sábio. Se vacilou no primeiro turno, não iria vacilar no segundo. Vamos ver como será o "jeito novo de governar".

quarta-feira, outubro 04, 2006

Acabou setembro

Ufa! Finalmente passou o mês de setembro. Já postei aqui que não simpatizo muito com esse mês. Apesar de que houve rescaldo setembrino com a tragédia nas eleições do dia 1º de outubro. Mas é isso aí. Vamos em frente. Passarinho que anda com morcego acaba dormindo de cabeça pra baixo.

Pois é, não deu...

E não deu pro número 15 aqui no Estado.

Acho que não é hora de caçar as bruxas nem de bancar o profeta do acontecido, mas é importante constatar que houve equívocos na condução do processo da candidatura majoritária aqui no Estado. Ah, isso houve.

Só pra lembrar: pesquisa não ganha eleição. Jogo é jogo, treino é treino, já diziam os filósofos do futebol e isso pode servir também à política. Achar que o pleito já estava no papo foi um dos equívocos.

Agora, orientar os correligionários para que se votasse num terceiro candidato para anular a possibilidade de um outro oposicionista foi uma baita idéia de jerico, uma imbecilidade tamanha. Resultado: faltou voto para chegar no 2º turno e tentar a reeleição. Que isso sirva de lição.

Agora, é tocar o barco. Afinal, a vida continua.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Porque é proibido pisar na grama

Volta e meia eu escuto essa música do Jorge Ben Jor na Rádio Ipanema FM. O Alemão Vitor sempre programa esse som maravilhoso. Esta música está no disco "Negro é lindo", de 1971. E acho que é bem a minha cara.

Porque é proibido pisar na grama

Acordei com uma vontade de saber como eu ia
E como ia meu mundo
Descobri que além de ser um anjo eu tenho cinco inimigos
Preciso de uma casa para minha velhice
Porém preciso de dinheiro pra fazer investimentos
Preciso às vezes ser durão
Pois eu sou muito sentimental meu amor
Preciso falar com alguém que precise de alguém
Prá falar também
Preciso mandar um cartão postal para o exterior
Prá meu amigo Big Joney
Preciso falar com aquela menina de rosa
Pois preciso de inspiração
Preciso ver uma vitória do meu time
Se for possível vê-lo campeão
Preciso ter fé em Deus
E me cuidar e olhar minha família
Preciso de carinho pois eu quero ser compreendido
Preciso saber que dia e hora ela passa por aqui
E se ela ainda gosta de mim
Preciso saber urgentemente
Porque é proibido pisar na grama

http://rapidshare.de/files/34434982/Jorge_Ben_Jor_-_Porque___Proibido_Pisar_Na_Grama.mp3.html

Mazahhhhh...



Dia 20 de Setembro é o dia do carnaval dos gaúchos.

Como o pessoal daqui se manda para o litoral ou para Santa Catarina durante o tríduo de Momo, o tal do 20 de Setembro é a data aclamada para manifestar o orgulho pela terra. É dia de se fantasiar de gaúcho. É dia de vestir bombachas, amarrar um lenço no pescoço, tomar chimarrão, beber trago, arriscar uns passos de chula, vanera ou xote, falar o mais legítmo palavreado taura e, se for possível, até tentar subir no lombo de um tordilho.

Não tenho nada contra (eu até me sinto comovido ao ver tanta paixão que o pessoal demonstra ao comemorar a Revolução Farropilha, que, na real, foi uma guerra perdida), mas eu não me sinto menos gaúcho por não freqüentar aquele acampamento embarrado lá no Parque da Harmonia nem por não saber montar a cavalo - um bicho cuja manutenção acaba sendo mais cara do que a de um automóvel.

E o dia 20 foi um dia loooongo pra mim. Começou na noite do dia 19, já que a Lê estava de aniversário na quarta e, junto com amigos, fomos comemorar o cumpleaños da minha namorada no Dublin Irish Pub, na Calçada da Fama. Ficamos lá até umas 3 da manhã. Fui dormir às 4 e às 7:40 já estava de pé. Às 8:30 eu estava bonitinho lá na cabine montada junto ao palanque oficial da Avenida Perimetral para transmitir o Desfile Farroupilha junto com a galera lá do estúdio de rádio do Palácio. Conduzi a primeira parte da transmissão, narrando o desfile cívico-militar. E a chuva começou a cair forte no meio da manhã durante o desfile temático. A transmissão acabou pouco depois do meio-dia.

Voltei pra casa da Lê, almocei com a família dela e cochilei um pouco. Mas a missão do dia ainda não tinha acabado por aí. O despertador do celular tocou às 15:30. Hora de levantar e dar uma de militante. Os CCs do Palácio foram "convidados" a ajudar o pessoal da campanha no comitê central. Fui lá e passei algumas horas agradáveis enrolando bandeiras de plásticos com cordinhas de elástico e grampeando pano nos paus das bandeiras. Uma maneira bem legal de fazer a higiene mental. Pelo menos escutei no radinho a vitória do tricolor por 4 a 0 em cima da Ponte Preta.

E em homenagem ao Vinte de Setembro, o precursor da liberdade, tem esse videozinho que está no You Tube que é um sarro.

http://www.youtube.com/watch?v=vNyVrexNzJQ

sábado, setembro 16, 2006

Time is on my side

Ter um tempo só pra gente é preciso. Mais do que isso: é IMPRESCINDÍVEL!!! Estou há dias querendo marcar consulta médica e não consigo. Estou há dias querendo cortar o cabelo e não consigo. Estou há dias querendo pagar um carnê de loja e não consigo. Estou há dias precisando comprar uma roupa e não consigo. Estou há dias tentando ver quais são os problemas que prejudicam o meu carro e não consigo. Que sufoco!

Sempre tem coisas mais urgentes para fazer no trabalho. Chego de manhã cedo no trabalho. Saio de lá já praticamente de noite e a Lê quer atenção (e ai de mim se não der). Só vou chegar em casa depois das 10 da noite. Cansado, podre e não poucas vezes irritado. É frustrante querer fazer coisas e não conseguir executá-las.

Só ao chegar em casa tarde da noite é que eu vou "tirar o meu dia do corpo", tomar um belo dum banho - quase um ato de exorcismo -, ter direito de ler alguma coisa que me agrade, ouvir uma música que me agrade, assistir pela tevê um programa que me agrade, jantar e ler uns e-mails. No entanto, quando eu olho pro relógio levo um susto: já passou da meia-noite, é quase uma da manhã, e antes que querer ir dormir já tenho que pensar que horas terei que acordar. Se cedo ou mais cedo ainda. Afinal, eu me pergunto: qual é o tempo que eu tenho pra mim?

É tão pouco tempo que eu até me admiro em ter arranjado estes minutos para escrever este texto.

Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada...ye-yeah

Estamos a exatos três domingos das eleições. O horário eleitoral gratuito em rádio e tevê já está a todo vapor e é o mesmo bla-bla-blá de sempre. Os caras fazem promessas mirabolantes, se xingam, mentem oceanicamente e fica sempre a "lesma lerda".

E entre os termos favoritos de Suas Excelências, os Candidatos estão os manjados e ultradesgastados cidadania, justiça social, geração de emprego e renda, democracia, inclusão social, entre outros. E dê-lhe mensalões, sanguessugas, aviões luxuosos e outras falcatruas. E o povo? Ah, o povo...

O povo que se lixe, madrugando nos postos de saúde pra conseguir uma ficha para consulta. Que se lixe com a avalanche de impostos que lhe são impostos (perdoem-me a "redundância pleonástica" hehehe). Que se lixem os professores com seus baixos salários. Que se lixe a nossa (in)segurança pública.

Todas as ideologias e tendências políticas já se alternaram no Município, no Estado e no País. E continuamos tão Terceiro Mundo quanto antes. E com acesso garantido pro Quarto Mundo. Não levo fé nenhuma em nada, mas dia 1º de outubro está aí. É dia de saudarmos a Festa da Democracia. E torcer para que não choremos nos próximos quatro anos.

Muuuuuuuuuu

Só pra deixar registrado que até que gostei de trabalhar na Expointer deste ano. E olha que não teve assim nada de especial. Fluiu bem... sei lá.

E olha que eu só vou para lá porque "tem que". E já são seis anos seguidos que eu vou pro Parque de Esteio. Nos anos anteriores eu amaldiçoava o lugar dizendo que seriam oito dias que pareceriam oito meses, que eu odiaria pisar nas bostas das vacas e passar escutando gauderian music o tempo inteiro. Fora o estresse de ter que manter o olho no relógio para sair do parque até às 19h e estar em Porto Alegre antes das 20h pra não ter o desprazer de encontrar fechada a garagem em que eu guardo o carro. Putz, uma garagem que cerra as portas às oito da noite. É fantástico, mas é verdade.

E dê-lhe almoçar carne todo dia. É bom, mas desde que terminou a feira, estou preferindo comer peixes e frangos. Quero manter o organismo saudável e mirar lá na frente, afinal, o verão é logo ali, daqui a três meses.

De luto, mas com belas lembranças

Fiquei perplexo com a notícia. Eu estava voltando da casa da Lê no domingo (10) à noite quando a Lu Medeiros me liga:

- Brisa, tu tá dirigindo?

Respondi que sim, que ela poderia falar, pois apesar de estar dirigindo, onde eu estava praticamente não tinha movimento na rua. Acertadamente, a Lu pede:

- Ah, não Brisa! Ou pára o carro ou tu me liga quando chegares.

Como eu fico muito ansioso em querer saber das notícias e não gosto dessas coisas de "depois a gente conversa", encostei o carro:

- Pronto, Lu. Pode falar.

- Brisa, o Luciano Bauermann faleceu.

Foi como se eu tivesse recebido uma porrada. Puxa, o Alemão? Mas assim, no mais? Eu fiquei sabendo umas semanas antes que ele estava internado com pneumonia lá em Fortaleza, onde ele estava morando há dois anos, já que estava fazendo mestrado em Economia. E agora esta notícia...Putz!

O Luciano que eu conheci era irriquieto, esparrento, "meio" atrapalhado, engraçado e com uma excelente índole.Quem trabalhou na Band lá pelos idos de 1995-97 se lembra dos berros que o Alemão dava quando ele era rádio-escuta. Ou quando ele "enquadrou" as até então tímidas estagiárias Alessandra Mello e Paula Coutinho e as fez dar o boletim ao vivo no microfone do estúdio. Ou quando ele travava discussões homéricas com o João Garcia, quando produzia o programa do Bola Cheia. E o Luciano discutindo futebol?

E quem não deu risada ao escutar o Luciano contar suas histórias? Entre as clássicas, estava a de quando ele trancou o tênis na escada rolante do Iguatemi e a direção do shopping teve que interditar o equipamento pra tirar o calçado trancado do Alemão. Ou o assalto que sofreu de dois pivetes que lhe tiraram os tênis em plena rua, à luz do dia, e ele teve que voltar pra casa só de meias?

E quando o Luciano viajou para morar no Ceará, enviava e-mails no melhor estilo "As Aventuras de Bauermann em crise no Nordeste". Eu me mijava de tanto rir quando ele descrevia os mosquitos que o picavam de noite:

"Pô, Brisa. Eram mosquitos marrons com as perninhas pintadas de branco. Nunca vi isso aí no Sul. Será que são da dengue?"

Pô, véio. Que sacanagem tu ter ido, assim, cara, sem pedir permissão pros teus amigos. Nós vamos sentir tua falta, seu cretino. A única coisa que dá pra dizer neste momento é...

VALEU, ALEMÃO!

sábado, setembro 09, 2006

Bah, tchê...mas que barbaridade!

Nossa. Já entramos em setembro. Estamos a pouco mais de três meses para acabar o ano. O que irá acontecer até lá?

Vamos aguardar os acontecimentos...

segunda-feira, agosto 14, 2006

Come back

Fiquei uma semana sem postar nada, mais por preguiça do que por falta de assunto. Não é fácil a vida de blogueiro.

Deixar um blog sem post novo é o mesmo que ter um animal doméstico em casa e não lhe dar comida, mas prometo enfrentar a preguiça e corrigir isso.

sexta-feira, agosto 04, 2006

quarta-feira, agosto 02, 2006

A máxima das atenções

Acho um saco reuniões. Sim, um saco!

Não servem pra porra nenhuma. Não resolvem, não solucionam, enfim... É só enrolação, burocracia, exibição de vaidades e muita promessa do tipo "vamos fazer, deixa que eu providencio, porque-eu-faço-eu-aconteço"...

Eu sempre procurei fugir de reuniões. Sempre que possível, eu terceirizo essa ingrata tarefa. E quando sou obrigado a ir, finjo que estou prestando a máxima das atenções, fazendo cara de sério e de muito interessado. De vez em quando, dou um sorrizinho de canto de boca quando proferem aquelas piadinhas sem graça, feitas sob medida para o diabo rir. É hipócrita, mas é verdade. E TODOS, sempre que podem, fazem isso. Eu disse TODOS.

Não consigo prestar atenção em mais de 5 minutos de uma bendita reunião. E as conversinhas laterais? Essas, quando acontecem, significa que já está um porre e se tornando inócua. E tem gente que parece adorar uma reunião. Pelo menos serve para matar o trabalho. Ou quando se atende o celular, dá para despistar um chato com um categórico "estou em reunião!".

Sim, porque se reunião fosse mesmo importante, as chefias proibiriam os "reunintes" em deixar o celular ligado. Ou as chefias orientariam todos a colocarem seus aparelhos em modo silencioso. Ficar com o celular em modo normal durante uma reunião significa que, no fundo, estamos torcendo para que alguém ligue e nos salve daquela tortura.

terça-feira, agosto 01, 2006

Mês de cães danados...

Há muito tempo eu escuto que agosto é o "mês do desgosto", "mês do cachorro louco", ou, como está no título deste post - explicitamente inspirado num romance do Moacyr Scliar - agosto é um "mês de cães danados".

Para mim, agosto não fede nem cheira. A única coisa que eu lamento em agosto são as terríveis e gélidas temperaturas (o auge do nosso inverno pampeano) que se elevam abruptamente no final do mês.

O mês que não me traz boas lembranças é o setembro. Este, sim: pra mim é o "setembro negro"... Foi em setembro que eu fui demitido por duas vezes na Bandeirantes. Foi em setembro que eu soube do triste diagnóstico da doença do meu pai. No ano passado, fiquei doente durante o mês de setembro. E quando eu tive alguns aborrecimentos pessoais recente, descobri que muitos tiveram sua gênese também em setembro.

Mas, tanto em agosto quanto em setembro, é bom se agarrar na espiritualidade. Afinal, as bruxas estão soltas. Acho que eu vou fazer como ensinava um samba do Fundo de Quintal. Já vou preparar o meu...

Um banho de cachoeira
Um banho de cachoeira
Vai levantar
Acaba qualquer canseira
Banho de mar é bom pra descarregar
Mas por favor tome um banho de amor

Se você é de rodar
Ou se é de bater tambor, faça o favor
Tome um banho de amor

Vovó Maria me ensinou
Eu aprendi a preparar
Um banho de rosas brancas pra clarear
Vovó Maria me ensinou
Que é muito bom, muito legal

Tomar um banho de ervas
Tomar um banho de sal
Uns tomam banho de lua
Uns tomam banho de sol
Uns tomam banho de chuva
Lá no quintal

Mas pra se ter a certeza
Que um banho só traz axé
Seja banho de cheiro
Banho de arruda, banho de guiné
É pois é

O mais importante é a fé
Se você na quarta-feira
Vai lá na pedreira do meu pai Xangô, faça o favor

Tome um banho de amor
Se você é de Angola
É de Gueto ou de Nagô, faça o favor
Tome um banho de amor

(Banho de Amor - Fundo de Quintal)

sábado, julho 29, 2006

Só pra contrariar



Me lembrei de um caso ocorrido a um tempo atrás e me reportei à letra desse samba gostoso do Grupo Fundo de Quintal...

Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

Contrariei, sabendo que ainda era a mais bela
E tinha malandro ligado na dela
Que nunca deu bola, que nunca deu trela
Contrariei, revelando segredo que não se revela
Só pra contrariar, ela ainda é donzela

Só pra contrariar
Eu não fui mais na favela
Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

Contrariei, e acho que dei um bico na canela
Desprezando o que todo o mundo zela
Como tufo, jóia, escultura ou tela
Contrariei, mas essa castidade abri a fivela
Só pra contrariar - ela ainda é donzela

Só pra contrariar
Não desfilei na Portela
Só pra contrariar
Pus a cara na janela
Só pra contrariar
Eu não fiz amor com ela

sexta-feira, julho 28, 2006

Pot-pourri de pagodes

Estou postando a letra deste pot-pourri de sambas para decorar com mais facilidade porque é o que estou escutando direto no computador e no CD que eu gravei. Está no disco "Pela sombra", gravado pelo saudoso Mestre Marçal, em 1989.




Sofrimento (Chimbica)

Eu já não posso mais continuar vivendo assim
Já é demais o meu penar
Eu já estou no fim
Eu me lembrei com saudade 
Da minha mocidade 
Eu chorei, eu chorei 

Chorei porque eu relembrei 
Os velhos tempos da boemia 
Hoje não posso mais 
Levar a vida que eu vivia 
 Eu me lembrei com saudade 
Da minha mocidade 
Eu chorei, eu chorei 

O remorso me condena (Ratinho - Monarco) 

O remorso me condena 
Às vezes de ti sinto pena 
Muito embora não mereças compaixão 
Magoaste um coração 
Que te fez tanta bondade 
Mas a tua falsidade não merece meu perdão 
Não, não, não adianta fingir 
Já cansei de ouvir 
Tens o dom de enganar 
E se me fazes sorrir
Amanhã vou sentir 
Vou sofrer, vou chorar

Menino do morro (Damião - Cosme - Guga) 

Aquele menino do morro me deixou saudade 
Pobre de quem não conhece a felicidade 
Como eu não conheci 
Ele também não conhece 
Só a saudade no peito dos dois aparece 

Quando desci lá do morro 
Quase que desci chorando 
Com a saudade em meu peito aumentando 
Quando eu fico pensando 
Naquele pobre menino 
Fico com o rosto molhado 
E minhas lágrimas caindo 
Quando eu fico pensando 
Naquele pobre menino 
Fico com o rosto molhado 
E minhas lágrimas caindo 

Saudade colorida (Sílvio da Silva - Silvinho da Portela) 

Laiá laiá laiá laiá lalalaialaiá 

Sei que vais resistir, Portela 
Ao inesperado golpe do destino 
Que obedecendo ao divino 
Levou para o infinito 
O braço forte de seus carnavais 
Num triste adeus para nunca mais } bis 

(Ele partiu) 

Partiu deixando a saudade 
O homem de um braço só de Madureira 
A tristeza de azul e branco 
Caiu nas lágrimas rolou nos prantos 
Chorou nos quatro cantos a cidade 
Império Serrano, Salgueiro e Mangueira 
Imperatriz, Beija Flor e Padre Miguel 
São Carlos, Em Cima da Hora e Vila Isabel 

Foi decretado luto nas casas de bamba 
Morreu Natal, o baluarte do samba 

Laiá laiá laiá laiá lalalaialaiá

quinta-feira, julho 27, 2006

Corsários por toda parte

Retomar o curso da história. Navegar em mares bravios, revoltos. Estar à mercê de ondas gigantes e da turbulência oceânica. Navegar é para marinheiro. Não é o meu caso, mas quero acreditar que, ao término da viagem, poderei desembarcar em terra firme.

A viagem foi longa. Em certos momentos, ficou marcada pela incerteza, insegurança. Mais inseguro me senti quando atravessei uma longa tempestade. Nau à deriva, pensei que minha embarcação fosse virar. Pensei que fosse afundar e morrer nas profundezas marítimas, a milhas e milhas da costa. O mar não tem cabelos para que possamos nos segurar. Tive que me virar só. Completamente só.

Meu instinto de marinheiro me fez olhar pra trás e tentar encontrar respostas sobre como fui me meter naquela situação. Coração apertado, adrenalina a mil, o pensamento tão à toa, voou como na música de Lupicínio.

Logo depois da tempestade, veio a bonança. Tal como Noé, enxerguei uma pomba branca, garregando um galhinho de oliveira no bico. Estava a pouco de chegar em terra firme. A tempestade em alto-mar me ensinou muito. É necessário cuidar bem do nosso barco. Existem corsários em toda parte.

(não) Houve uma vez um verão

Acabei de constatar que o verão de 2005/2006 foi o meu pior verão desde que me conheço por gente.

SE UM DIA EU PUDESSE VER
MEU PASSADO INTEIRO
E FIZESSE PARAR DE CHOVER
NOS PRIMEIRO ERROS
(Primeiros erros - Kiko Zambianchi)

E eu que comecei o ano em ritmo de "Love generation"...

Dia do amigo

No dia 20 de julho, dia do amigo, recebi algumas mensagens legais. Legal que a gente pode contar com amigos, de vez em quando.

Bah, que vergonha...

Mais de uma semana sem postar nada no blog, que está atirado às moscas...

Tsc, tsc, tsc...

Mal, sapão. Mal...

segunda-feira, julho 17, 2006

Bom samaritano

Fui fazer um favor a uma pessoa conhecida: como ela estava precisando urgentemente de grana (quem não está?), me pediu pra trocar um cheque. Eu emprestaria o valor referente ao documento e, na seqüência, ela me pagaria.

Até aí, tudo bem. O brabo é que tudo isso aconteceu em FEVEREIRO deste ano. Quem me conhece sabe que eu, na medida do possível, sempre procuro ajudar os amigos e sempre deixei na consciência da pessoa para vir acertar o esquema comigo. Só que, de acordo com as regras bancárias, o cheque tem que ser descontado no banco até seis meses depois de ser assinado, senão perde a validade. E o prazo expira agora em agosto.

E o meu credor em questão já aconteceu de tudo com ele, ficou desempregado, teve doença na família, perdeu o telefone celular, etc. Isso é que dá querer bancar o bom samaritano.

sexta-feira, julho 14, 2006

Quase fui lhe procurar

Hoje eu baixei na net o disco O inimitável, do meu amigo Roberto Carlos, gravado em 1968, e que tem, entre outras pérolas do iê-iê-iê, músicas como "Eu te amo, te amo te amo", "Se você pensa", "Ciúme de você", "As canções que você fez pra mim".

No repertório deste disco do "Rei", uma que eu sempre gostei e que cantava desde criança é Quase fui lhe procurar. Uma canção linda. Adorei re-ouví-la. Caiu como uma luva. Aqui vai o link para baixá-la.

http://rapidshare.de/files/25868589/Quase_fui_lhe_procurar.mp3.html

Quase fui lhe procurar
autor: Getúlio Cortês
canta: Roberto Carlos

Eu pensei em lhe falar
Quase fui lhe procurar
Mas evitei, e aqui fiquei
Sofrendo tanto a esperar

Que um dia você por fim
Talvez voltasse para mim
Mas me enganei, então eu vi
O longo tempo que perdi

E agora, eu não sei mais por que
Não consigo lhe esquecer
Eu quero lhe pedir para deixar
Pelo menos, lhe encontrar pra dizer

Que errei
Mas se você me aceitar
Vou prometer
Recomeçar um grande amor
Que por tão pouco acabou, que por tão pouco acabou

Cenas palacianas IV

Dezembro de 2004. Um grupo de quatro assessores de imprensa foi a Torres acompanhar a autorização para o início das obras de duplicação da BR-101. A transporte era um Opala Comodoro ano 90, de cor preta, quatro portas.

Assim como tanto outros veículos que servem o Estado, esses carros - principalmente os que são direcionados ao pessoal da assessoria de imprensa - são muito exigidos. São automóveis que viajam diariamente em torno de 300 quilômetros. E são modelos antigos, com mais de oito anos. No caso do carro citado, ele já está na fita há mais de 16 anos. Não tem como não dar problema. Volta e meia fazem um pit-stop nas oficinas mecânicas conveniadas.


Saímos cedo do Palácio Piratini, às 8 da manhã, para chegarmos bem tranqüilos em Torres, afinal, o evento estava marcado para as 11 da manhã. Pegamos a Freeway e, logo em seguida, entramos na Estrada do Mar. Quando estamos na altura de Capão da Canoa, começa a vazar óleo do carro. Paramos numa oficina e o motora colocou três litros de óleo. Chegamos já com o carro seco em Torres.

O carro tinha um problema mecânico no motor - que não vou saber explicar - e por isso vazava óleo. Há quem diga que seria um problema de junta: junta tudo e bota fora...

Bom, pra resumir a ópera, para fazermos a viagem de volta, o motora tinha que parar o carro e colocar 3 latas de óleo a cada 15 km percorridos. É só fazer o cálculo: Torres-Porto Alegre tem 180 km de distância... Fizemos o percurso em QUATRO HORAS!!! Nunca uma viagem até Torres demorou tanto quanto naquele dia. O carro chegou em Poa e já foi descansar numa oficina.


Ah, o velho Comodoro continua na frota. Apesar de tudo isso.

Veranico de julho

Hoje amenizou um pouquinho o calorão. Ontem fez 32 graus em Poa, em pleno mês de julho. Hoje, com a chuva, a temperatura ficou nos 15 graus.

Não gosto do frio, mas também não curto esses dias de calor fora de época. Ainda mais aqui no Sul. Com um calor desses, quando entra uma massa de ar frio a temperatura despenca. Aqui é assim: 8 ou 80. E haja saúde...

segunda-feira, julho 10, 2006

As aventuras de um gaúcho-alemão na terra do foosball em 2006

Meu grande amigo Nelson Furtado, jornalista, ex-colega de Fabico (nos formamos juntos) e um cara super-hiper-ultra inteligente e gente fina vive há mais de 10 anos na Alemanha. Em Dortmund, mais precisamente. É casado com a Ulla, uma alemã da gema, e o casal tem duas filhas.

Pois o Nelson me mandou um e-mail com suas impressões sobre a Copa do Mundo, no melhor estilo bom observador que é. Como o Nelson é do tempo da carta, do envolope e do selo, a msg ficou meio extensa, mas editei e quero compartilhar com quem quiser ler. Pena que o Nelson voou para a Westfália logo após a nossa formatura. Um talento jornalístico que poderia estar brilhando aqui no lado debaixo do Mampituba.


Alô, Gerson, lenda viva do jornalismo gaúcho! Mal a gente pisca um olho e já se passou quase um mês desde o teu e-mail supimpa. É muito bom ter notícias tuas, dos colegas da Fabico e dos bastidores do poder.

Quando eu cheguei aqui, eu nada entendi. Epa. Não era plagiando que eu queria começar. A Alemanha me parecia um país muito diferente do Brasil. A medida que os anos vão se passando, me surprendo porém com os milhões de semelhanças. E nesta Copa do Mundo, finalmente a Alemanha, a sociedade, o povo, se portou um tanto quanto os brasileiros.

A Copa monopolizou as atenções. Pessoas que nunca na vida se interessaram por futebol, de repente, adornaram suas casas e seus carros com bandeirinhas e conversavam com desenvoltura sobre o jogo de ontem, o de anteontem e o de amanhã. Quer dizer, até a seleção alemã perder para a Itália em Dortmund, o principal assunto do país em todos os círculos sociais foi a Copa. Por sorte, Dortmund é a cidade da Copa. Não é porque eu tô aqui, mas é porque aqui tem a torcida mais fanática da Alemanha. Borussia na veia. A cidade foi sede de sete jogos e por aqui passaram dez seleções. E junto com os times, veio um contingente enorme de „turistas esportivos“ (expressão descoberta pelos jornais alemães).

A cidade especialmente decorada para o evento (não foram poupados esforços, tecnologia e euros) foi envovida numa atmosfera de eterna festa. Milhares de pessoas de países diferentes naquilo que dá para chamar de Fórum Futebolistico Mundial. E posso afirmar com certeza que o melhor da Copa acontece fora dos estádios. Além do encontro de gente diferente e falando outro idioma em cada canto da cidade, houve uma programação paralela para agradar qualquer gosto. Claro, para essa multidão tem que ser oferecido um vasto cardápio não só turístico-gastronômico mas também cultural. A Copa é o carnaval das culturas. Em meio a essa imensidão e essa multidão, tentei na medida do possível tomar parte da festa. Algumas vezes, em dias de jogos em Dortmund fomos no centro cidade para ver a agitação e o que as torcidas tem para oferecer visualmente. Suécia, Togo, Trinidad Tobago, Japão, Polônia, Ghana, cada país trás um tanto de sua cultura, da sua música e do seu modo de se comportar no exterior. Um simples passeio no centro repleto de gente diferente se torna uma grande aventura, quase como se a gente estivesso num filme ao vivo.

Moramos bem perto do estádio de futebol. Nas duas vezes que o Brasil jogou aqui, fui ali conferir o movimento da torcida. Não gostei. Os brasileiros que vieram para a Copa não sabem se comportar num país estrangeiro. Em geral, são arrogates e mal educados. Gritam palavrões, não entenderam o espírito da Copa. No fundo, a maior parte da pequena torcida brasileira é formada ou por brasileiros que vivem na Europa ou por abonados que viajam com o dinheiro da mesada do papai. Gente que pode ser despresada pois não retratam e nem representam o povo brasilieiro. No meio dos berros e da indecência destas turminhas, os legítimos brasilieros que por ventura conseguiram chegar aqui, desaparecem e não formam um número possível para que sejam identificados.

O Westfalenstadion tem capacidade para 65 mil pessoas. Posso garantir que nos jogos do Brasil, não haviam mais do que três mil brasileiros. Esses torcedores que a gente vê na televisão cobrindo o estádio de amarelo são alemães que compraram uma camiseta por dez euros e foram torcer para o Brasil. O único jogo que assisti no estádio foi Brasil e Ghana. Em nenhum momento a torcida apoiou o time com o grito „Brasil, Brasil“. Os alemães no estádio estavam entediados com o jogo e decepcionados com a seleção brasilera. A torcida de Ghana foi muito mais efetiva no apoio, fizeram muito mais pelo seu time que os „brasileiros“ pelo time do Pareira. Por sorte, aos atacantes de Ghana falta pontaria no chute a gol. Se não, o Brasil já poderia ter voltado para casa ainda mais cedo.

Quanto a torcida brasileira na Copa, a imprensa brasileira pinta um quadro que quase nada tem a ver com a realidade. Bom, a Copa é um assunto sem fim e eu apenas reproduzo aqui o sentimento geral momentâneo neste pedaço de mundo que me cerca. Assim como a grande maioria da população, eu acordo com a Copa, almoço com a Copa, tomo banho com a Copa, durmo com a Copa e sonho com a Copa. Só que agora a festa, porque não dizer, o devaneio, está terminando.

No próximo domingo estaremos entrando em férias, vamos passar vinte dias em Portugal. É a nossa primeira viagem com a pequena Luana (ela tem quase três anos). A última vez que atravessamos as fronteiras alemãs foi no ano dois mil, quando fomos para o Brasil. Até a volta.

E deixa o samba rolar na internet. Um grande abraço Nelson

Acho muito ridículo...

...aquilo que a Globo fez nos intervalos dos jogos da Copa. Os repórteres da emissora vão a um restaurante "italiano" na Freguesia do Ó, por exemplo, e mostram a "colônia italiana brasileira" torcendo pela squadra azurra. Depois, mostram torcedores "franceses" num restaurante ou bar de Belo Horizonte torcendo ou fingindo torcer pelos "le bleus"...

Aí ontem mostrou a "festa" da colônia italiana no Brasil pelo tetracampeonato da Itália... Que tremenda palhaçada! Essa claque global por acaso está se sentindo campeã do mundo? Quantos, dessa platéia pasteurizada verdadeiramente nasceram na Itália? Ou na França? Ou na Coréia do Sul? Ou no Togo?

Espetacularização da notícia ou então que o mundo inteiro vive no Brasil. Eu, que só queria acompanhar futebol, preferi várias vezes meu bom e velho radinho de pilha.

Forza, azzurra

Deu Itália. Nos pênaltis. Depois de 12 anos depois do Roberto Baggio chutar uma penalidade pra fora e dar o tetra pro Brasil.

E o jogo de ontem teve até chifrada do Zidane no peito de um beque italiano. Che cosa, bambino! Ganhou a aplicação, em detrimento do talento, mas o importante é o resultado.

sexta-feira, julho 07, 2006

Cara a cara

Já comentaram comigo que eu tenho o costume de NÃO olhar para as pessoas enquanto estou falando. Há quem diga que eu só não olho como ainda por cima desvio o olhar para o lado direito do meu interlocutor.

Nunca tinha me "arreparado" sobre isso. É a timidez. Ou, por uma questão prática, eu encaro a pessoa que está falando. Quando é a minha vez de falar, eu não encaro porque eu posso perder a concentração e deixo o olhar livre.

No aguardo...

Eu e a Lê estamos para conversar. Talvez amanhã. Ou durante o fim de semana. Situação estranha. O amor, separação, a vida da gente, enfim, tudo é muito estranho. O que vai acontecer? Não sei.

O dia em que a internet parou...

Ficamos o dia inteiro sem internet no palácio. Problemas com o provedor da Procergs. Parece que houve tentativa de roubo de cabos de fibra óptica... Que coisa. Bah, ficamos sem internet, sem e-mail e o pior, sem jogo de copa do mundo - que já está no finalzinho, infelizmente. Nem uma reprisezinha entre Coréia do Sul X Togo nem Arábia Saudita X Tunísia...

Como é que a gente conseguia trabalhar em jornalismo sem a bendita internet? Hoje, ficar sem acessar o cyberespaço é um troço que chega a dar uma afilção. Todos somos "mídiadependentes". Uns, mais. Outros, beeeem mais...

Ora, pois...

Pois é... não deu pros portuga. O Felipão fez muito em conseguir levar pra semifinal de uma copa do mundo aquele time rrrrruim de Portugal. Interessante que no jogo de ontem, eram 190 milhões de brasileiros torcendo para o técnico brasileiro e não pela seleção de um país europeu.

No sábado, a decisão do 3º lugar entre Alemanha X Portugal. Os alemães levam vantagem por jogarem em casa.

No domingo, Itália X França fazem a final da Copa 2006. A Itália mostrou ser um time sem brilho, mas aplicado. Mas o Zidane (que até as duas primeiras rodadas do torneio estava na fila no INSS) acordou e resolveu jogar e mostrar todo o requinte do seu futebol. Não será injustiça se os le bleus emplacarem um bi.

domingo, julho 02, 2006

Amanheceu, peguei a viola...

Manhã de domingo. Sete horas. Céu nublado, nuvens baixas, umidade e muito abafado.

Volto pra casa depois de uma noite boa, good company e o tunti-tunti ainda na cabeça. Desabo na cama e quando desperto já passam das três e meia da tarde. Ah, aquela keep-cooler não fez bem. Mas escutar elogios é muito bom. Eleva a auto-estima, que estava em frangalhos.

sábado, julho 01, 2006

Sábado à noite

Todo mundo espera alguma coisa
De um sábado à noite
Bem no fundo todo mundo quer zoar
Todo mundo pensa em ter
Uma vida da boa
Sábado à noite tudo pode mudar

Allez les bleus

Pois é, macacada verde e amarela... Num deu pá nóis. Ganharam os azuis. Os "les bleus".

Um a zero pra França, gol de Thierry Henry e Zizou Zidane deslizando em campo, parecendo uma gazela, bailando com encanto e leveza. O velhinho deu um show de bola.

Nunca vi a Seleção Brasileira tão apática, amorfa, desinteressada, sedada, patética. E nossas primas-donas não jogaram nada. O quadrado mágico virou trágico. Ronaldinho, Roberto Carlos, Cafu, Kaká parece que só jogam bem no Playstation e nos comerciais de tevê. Propagandas essas, aliás, que sumiram depois que o fracasso se consolidou. A publicidade é perversa. Se o time ganhar, o anunciante tem uma parcela de contribuição. Se o time perder, tira o reclame do ar e faz de conta que nem teve Copa do Mundo.

Agora, é torcer para o Felipão, que tirou leite de pedra ao classificar aquele timeco português pra lá de rrrrrrrrruim. Fazer o quê? Competência é competência.

sexta-feira, junho 30, 2006

Onde tem pessoas, tem problemas...

A frase é do jornalista Flávio Dutra (atualmente na função de presidente da Fundação TVE/Piratini), um dos profissionais que mais admiro pelo caráter, pela liderança e por ser super boa gente.

Não é fácil comandar pessoas/colegas. Temos que ser um misto de irmão mais velho, pai, padrasto, psicólogo e feitor. É preciso administrar suscetibilidades e, ao mesmo tempo, tentar não ferí-las. Ser tirano é muito fácil. Ser um líder, um comandante, se fazer respeitado (não confundir com ser temido) é que são elas.

Ainda mais quando se é um chefe intermediário: ter que "mandar" num grupo e também "obedecer" orientações de superiores, incluindo as de um cacique maior que tem a centralização como uma das principais caracterísiticas. É o que eu chamo de "chefete-sanduíche".

Não quero ser lembrado para o Nobel da Paz e, como diriam João Bosco e Aldir Blanc, não sou candidato a nada - meu negócio é batucada. Mas me dou ao luxo de quase afagar a cabeça de colegas que estão passando por "momentos difíceis". Uns conseguem sublimar seus dramas e não carregar os perrengues para o trabalho. Outros, não apenas os levam para o trabalho e ainda conseguem envolver os inocentes colegas nos dramas.

É um exercício que estou dia a dia tentando aprimorar. Afinal, onde tem pessoas, tem problemas...

quarta-feira, junho 28, 2006

Romântico demais ou um poço de romantismo

Cinema a dois, jantar a luz de velas, vinho e lingerie. Quero ter acesso a isso novamente.

"Talvez eu seja o último romântico". Ou, quem sabe, "eu sou um amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores."

Podes crer que ainda chamo de "querida" a minha namorada.

Caixinha de papelão

A devolução de um par de óculos e de um cd player se deu através de um motoboy, que me entregou os objetos dentro de uma caixa de papelão. Isso depois de tanto tempo de juras, promessas, confidências, etc. É estranho querer voltar a ser um estranho para alguém que se conhece muito bem. Ok, guys, a eternidade não dura.

E a Paula Toller ainda cantava que "não se desama dando um mero tchau"...

I wanna be a rock and roll star

Hoje senti uma saudade incrível de tocar bateria. Dos tempos que eu tirava de ouvido as músicas gravadas nas fitas k-7 que eu escutava no gravador National do meu pai.

Saudades de tirar as músicas do Who, do Queen, do Iron, dos Paralamas, dos Cascavellettes, da própria Invasão a Domicílio (minha banda que eu tocava na adolescência. A maior do mundo. Aquela que poderia ter sido).

Meu quarto era meu palco. Meu Madison Square Garden. Meus travesseiros eram minha Ludwig. O National era o meu ampli Marshall. A lâmpada fluorescente do meu quarto era um complexo de iluminação digno de um Rock in Rio.

Saudades das garagens do Galego, da garagem do pai do Márcio, da garagem do pai do Zé, da garagem do pai do Ricardo, das horas de ensaio no estúdio do Júlio Rafael, do Canal 16, dos festivais estudantis...

"I wanna be a rock and roll star..."

Dói demais e só quem ama sabe e sente

É... a letra dessa música retrata bem a dor de uma separação...



Coração
Para que se apaixonou
Por alguém que nunca te amou
Alguém que nunca vai te amar
Eu vou fazer promessas para nunca mais amar
Alguém que só quis me vê sofrer
Alguém que só quis me vê chorar
Preciso sair dessa
Dessa de me apaixonar
Por quem só que me fazer sofrer
Por quem só que me fazer chorar

E é tão ruim quando alguém machuca a gente
O coração fica doente
Sem jeito até pra conversar
Dói demais, e só quem ama sabe e sente
O que se passa em nossa mente
Na hora de deixar rolar

Nunca mais eu vou provar do teu carinho
Nunca mais eu vou poder te abraçar
Ou será que eu vivo bem melhor sozinho
E se for mais fácil assim pra perdoar
O amor ás vezes só confunde a gente
Não sei com você pode ser bem diferente
O amor ás vezes só confunde a gente
Não sei com você pode ser diferente

terça-feira, junho 27, 2006

Revanche

Três a zero em Gana. Tá bom. Mas tem gente que só joga em comercial de tv. Tem "craque" devendo...

Gostei de pegar a França nas quartas-de-finais. Quem sabe uma revanche da copa de 98? E desta vez, sem convulsão...

Agora é cinza

O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais

"Agora é cinza" (Bide e Marçal)

Peito aberto

"Porque deixar de amar não é normal
Não se desama dando um mero tchau"

(Kid Abelha)

Ausente

Bah, fiquei 1 semana sem computador. Pareceu uma eternidade. E ainda bloquearam o site Blogger lá no palácio... Aí não dá pra ser feliz!